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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Neoconcretismo no Brasil

Neoconcretismo no Brasil

Em 1.950, após a Segunda Guerra Mundial, a arte concreta ganha forma no país. É uma arte que aproxima a cultura do progresso industrial onde todo o conteúdo lírico é afastado da arte.

Em oposição ao movimento onde a arte é encerrada no objeto e sem nenhuma significação além da arte que é exposta, com forte influência em São Paulo, a “locomotiva do país”, surge em 1.959 um grupo carioca que faz um manifesto assinado por Amilcar de Castro, Ferreira Gullar, Franz Weissman, Lygia Clark, Lygia Pape, Reynaldo Jardim e Theon Spenudis para a “tomada de posição neoconcreta” que defende o resgate da subjetividade e intenções nas criações artísticas.

O Manifesto neoconcreto (1.959), apoiando-se na filosofia de Merleau-Ponty recuperava o humano, reabilitando o sensível, desqualificado desde Platão, e procurava fazer o fundamento de um conhecimento real.

Uma das maneiras encontradas para expressar o movimento neoconcreto é através da experimentação da cor e as suas subjetividades e significados múltiplos e emocionais. Através da cor quebra-se o tom do concreto.

O movimento toma corpo e, nesse mesmo ano de 1.959, o Neoconcretismo é tema de uma exposição em Salvador, no Belvedere da Sé. Além do grupo original, participam Aluísio Carvão, Hélio Oiticica e Willy de Castro além dos poetas Cláudio Melo e Souza e Fortes de Almeida.

Duas outras exposições ocorreram em 1.960 no Ministério de Educação do Rio de Janeiro, e em 1.961 no Museu de Arte Moderna de São Paulo onde compareceram Décio Vieira, Hércules Barsotti, Omar Dillon e Roberto Pontual.

A mostra de 1.961 de certa forma anuncia o fim do movimento, bastante criticado pelos concretistas ortodoxos paulistas, defensores da forma em detrimento da expressão lírica da arte.

A arte, que expressa um fim em si mesma traduz o concretismo. A arte concreta que expressa as suas subjetividades implícitas traduz o Neoconcreto.

Bibliografia.

Enciclopédia Itaú Cultural

Folha Ilustrada, 23/12/2. 005, suplemento do jornal Folha de São Paulo

Regina Célia Pinto – arteonline

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