Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

A Interrupção / Reflexão

 A Interrupção / Reflexão


     O inesperado existe, e aquele plano feito tem que pausar, nada demais, são coisas que vêm, lotam a agenda, e o que estava programado muda de rumo.

     Interessante, porque estava planejando uma pizza, e a pizza terá que esperar, e as obrigações têm prioridade.

     Dizem que essas coisas acontecem para o bem da gente, e que é para se dar conta de que precisamos de tais momentos inesperados para nos sentirmos humanos, não máquinas de um cronograma inventado por nós mesmos, os nossos planos bem planejados.

     Aconteceu que estava trovejando e ventando, e com rapidez corri para fechar as janelas. Fechei a janela sem tirar o dedo e fraturei uma unha, o que significa nada, ou deveria significar.

     Com todos os meus planos em desenvolvimento, parei e fiquei uma hora e meia cuidando das unhas, coisa que mulher entende, é que há a recomendação de tirar as cutículas devagar e com cuidado, para não machucar as mãos.

     Perfeito, mas essa uma hora e meia teria outro endereço. A caixa de luvas culinárias é uma parte engraçada da história, comprei numa loja de confeiteiros, com todos os utensílios culinários.

     Como é que um acontecimento banal muda a rotina sem me fazer mal algum, mas tive que procurar o correto atendimento para evitar inflamação, e agora, observo com bem estar, que o buraco na unha saiu da cutícula.

     O detalhe é que não se pode fazer distinção, e é necessário manter as mãos feitas e arrumadas, hidratadas e tratadas e secas, para uma recuperação adequada.

     Esta única unha me obriga a redirecionar os planos.

     Fala sério, dá para imaginar uma coisa dessas?

     As prioridades ficam mantidas, mas o tempo, não.

     Está dando certo, e embora com a unha fraturada todas as atividades manuais estão mantidas.

     O pedaço de unha arrancado pela janela ficava junto à cutícula.

     Sei que, agora que está crescendo, começo a ver o resultado positivo, e alguns planos anteriores, deixados de lado como se não tivessem importância.

     Essas coisas que são nada, se atendidas corretamente, são motivo e inspiração do texto, posto que causam a interrupção dos planos, não das atividades.

     Este texto também é um alerta para não se desconsiderar "essas coisas" corriqueiras, e eu que nem sabia que um machucado na janela molhada de chuva precisava de atendimento médico, e precisava, e o meu tempo é outro, obrigatoriamente outro. 

     Uma infecção que não aconteceu porque o local ficou sensível demais e o remédio veio a tempo.

     Esquece a pizza que estou bem do mesmo jeito.

     A unha não precisou ser arrancada, é o que basta para achar graça da situação.

     Ninguém em sã consciência faz um plano desses, mas o inesperado faz, pois o inesperado faz com que se modifique a rotina para que a consciência se expanda para outros conhecimentos.

     Assim o inesperado e a consciência são um tema a ser discutido, porque somos insconscientes do que se passa a nossa volta até quando somos obrigados a essa consciência por motivos diversos, e para tanto é preciso que a mente esteja livre para isso.

     Com a mente desobrigada da atenção das tarefas cotidianas, como nessa hora e meia, é que se expande para conhecimentos aleatórios e fundamentais para o crescimento do saber.

     Surpreenderam-me os diversos conhecimentos devido a essa interrupção do tempo planejado, desde as luvas culinárias até observações abstratas que trouxeram os diálogos necessários nesse meio tempo.

     Grata pela leitura.     

     

         

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Caminhando

Caminhando


Paciência e perseverança

Com exercício se alcança,

Não se força o caminhar,


Nessa obrigação se dança

Na vitrine da esperança

Onde importa se espelhar


No que traz uma bonança,

E nessa bonança andar.



 

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Acadêmica / Crônica do Cotidiano

 Acadêmica / Crônica do Cotidiano


     O feriado que tive foi musical.

     Escutei a história do Pixinguinha, e as músicas de época. A amizade dele com Radamés Gnattali, a continuação do gênero choro ou tango brasileiro.

     Ouvi suas composições, de certa forma, um maestro naquilo que fez.

     Fiz uma correlação com o Rag americano.

     Debussy no meio da história.

     Gêneros musicais  mostravam a transformação havida no início do século XX.

     Chorinhos aos quais foi permitida a existência de letra posterior.

     Rags, cuja resenha dos seus compositores é feita antes de serem tocados.

     Feriado não é para ser levado tão à sério como este foi.

     Ouvi rádio, pela internet, antes do feriado, posto que fiquei horas sem internet neste último feriado.

     Gostei da apresentação das músicas, que não eram nem americanas e nem brasileiras, eram latinas e muito bem apresentadas.

     Com pouca propaganda, mas antes de cada música tocada, anunciava-se lanches, mercados e serviços de utilidade para a localidade, com trânsito, mas eram bastante rápidas porque a música continuava e era o objetivo principal da emissora, o que também era propaganda, mas da emissora.

     Voltemos às canções. Antes da canção, eram citados os nomes dos autores, e o ano em que fora lançada, com um comentário qualquer, às vezes sério, às vezes irônico, e outras vezes engraçado, mas essas qualificações dependiam dos ouvintes.

     O programa de duas horas de rádio prendia o ouvinte pela simpatia dos comentadores antes que a música fosse tocada.

     Um exemplo:" Música criada pelo grupo X, mas sucesso nas paradas com um outro grupo que a exibia ao público.

     Pixinguinha fez sucesso por ele mesmo, criava o choro e todos paravam para ouví-lo. No entanto as suas composições não eram dançantes, tendiam preciosamente ao clássico. Interessante esse filtro, porque o clássico se deu com Ernesto Nazareth, o gênio do gênero do choro, sem desmerecer outros chorões, como são chamados os grupo que tocam chorinho. 

     O Rag era dançante, vide o Charleston.

     Interessante que parece que Debussy compreendeu essa época de forma simbólica.

     Gnattali, enquanto amigo de Pixinguinha, orquestrou, mas suas composições são suas, clássicas.

     Scott Joplin também foi clássico, de leitura na escola acadêmica.

     Petiscos saborosos do final de semana prolongado com orações a todas as suas composições.

      Ficar sem internet foi bom, uma ideia para de vez em quando repetir.

     Grata pela leitura.    

sábado, 31 de outubro de 2026

Interpretação

 Interpretação


A gente parece dizer

Que do verso que se fizer,

Essa sugestão fica no ar


Posto que é o verbo a não fazer,

Mas parecer o que quiser,

E a questão é do seu declamar,


De um intérprete, que ao dizer,

Diz com som o seu céu de idear.



De Encalorar

De Encalorar


Deixa esquentar,

Meu passatempo

De encalorar


Sem sol e a suar

Ao firmamento.

Vai chuviscar,


Vai refrescar

A manhã, o tempo.


 

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Ser Melhor

Ser Melhor


Conseguir

O melhor

Sem gerir,


Prosseguir,

Esse por

Se seguir


O ir e vir,

Ser melhor. 

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Dedicação

Dedicação


O tempo que fica

Ao que se dedica

É busca e pesquisa


 Que o livro salpica

A gente e pinica

Fazendo a divisa,


Deixa a água que é bica

Com bosque e baliza.