Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Novidades / Crônica de Supermercado

 Novidades / Crônica de Supermercado


    Hoje parei para ler um novo produto que interessa a todos: um mata-mosquitos elétrico 24 horas, que promete não fazer mal às crianças e aos animais de estimação.

    Não comprei porque vou procurar saber mais pela internet, no site da fabricante.

    Dificilmente paro para observar tais produtos, mas exposto no corredor de entrada fica mais visível ao consumidor.

    Reparei nas atitudes do consumidor. 

     Quando a gente entra num supermercado novo, a gente procura algo diferente para comprar, e, quando a gente vai num mesmo supermercado, a gente nem repara nas prateleiras e as novidades que possam estar por ali.

     Um familiar trouxe para casa uma barrinha de tâmaras, uvas passas brancas e creme de amemdoim, bastante saudável. Eu nem sabia que existia, e gostei. Um lanche bom para ter na bolsa num dia corrido.

     Interessante é que o consumidor repara no que falta ou numa linha de produtos que o supermercado deixa de vender, conforme reparei na semana passada que o supermercado que vou deixou de vender os chinelos de borracha de uma determinada marca, mas manteve os chinelos habituais do brasileiro.

     Verifiquei, depois do produto novo no corredor de entrada, o movimento de setores cobrando a falta dos produtos deles nas prateleiras.

     O que pouca gente sabe é que a exposição de produtos novos requer toda uma negociação com o supermercado no qual será exposto.

     Existem duas políticas de vendas quando o produto é novidade no mescado, a primeira é entrar em promoção com um custo mais barato, e a segunda é um contrassenso, pois o produto novo é oferecido a um preço muito mais alto do que nas outras lojas com o intuito de que o consumidor, ao verificar o preço, pense em comprar na outra loja, provocando o consumo de algo que talvez nem tivesse a intenção de comprar.

     Existe uma diferença entre o consumo rotineiro e o consumo turístico num supermercado. Quando o consumo é rotineiro, o consumidor segue direto ao que pretende adquirir, pois já conhece a disposição do produto na prateleira. O consumo turístico quer saber o que aquele lugar tem de especial , como um supermercado "gourmet" oferece produtos específicos, e para se chegar até a área específica, várias voltas nos corredores são necessárias.

     Anúncios são caros, tem custo, e muitas vezes, os fabricantes preferem usar as prateleiras dos mercados como anúncio, porque a propaganda de boca em boca, apesar de todos os recursos midiáticos existentes, ainda é uma boa propaganda.

     O último produto que comprei, em termos de novidade, foi um produtos para limpar inox, líquido e muito eficiente.

     Esse produto novo é que pretendo comprar a partir de tê-lo visto no corredor de entrada, com a intenção de comprar pão.

     Pelo menos fica a sugestão e a noção de um produto, com design moderno, e que pode ser um bom aliado nos dias que se seguirão de calor e janelas abertas.

     Grata pela leitura.    

         

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Neste Tempo, Sofá e Passatempo

Neste Tempo, Sofá e Passatempo


Vontade de caminhar

Sem querer o chegar,

Dentro do pensamento


E muito acreditar

No tempo de arejar

Desse discernimento


Que é a fazer todo o estar,

E o sofá, passatempo. 

sábado, 19 de setembro de 2026

Divagação sobre o Tempo

Divagação sobre o Tempo

     Chove, perto da cortina começa a vir um leve odor de mofo. Abrir as janelas é se molhar, sem necessidade.

     Comprei sombrinha nova, a minha se foi numa das chuvas quando o vento a levantou.

     O inverno termina com essa sensação, a de que será necessário cuidar de arejar a casa, e insistir em todas as tangerinas, ponkans, morgotes, mexericas, e tanto assim, que até conheci a verona, que não sei de onde veio, mas é bastante saborosa na leveza da acidez cítrica.     

 Tem gente que faz chá com as cascas dessas frutas e põe uma pitada de canela, e ao chá se nomina de quente, e que não se pode tomar um chá desses e sair ao tempo.

     O inverno tem suas delicadezas para com a gente, e são esses pequenos mimos que o fazem aconchegante.

     São as feiras com produtos da época, são as pessoas nas ruas encolhidas nos seus agasalhos, a vontade de ficar em casa e esquecer da correria da semana, algo que não é para todos, pois a preocupação é dobrada para quem tem crianças em casa e na escola.

     Alguns ritos ficaram da pandemia, como evitar aglomerações nos dias frios e chuvosos, se não há gripe, de um resfriado e uma dor de garganta podem vir e pegar a gente de surpresa.

     Sentimo-nos longe nesses dias molhados aos finais de semana, longe da chuva principalmente.

     Não há desperdício de tempo, quando o gastamos fazendo coisas por nós mesmos, embora, às vezes, imaginamos que há um mundo lá fora para conhecer.

     Inverno é aqui e em qualquer lugar onde haja frio e chuva o mês inteiro, e a semana promete mais chuva.

     Os dez graus centígrados da manhã não são nada comparados aos doze ou treze graus como temperatura máxima, pois durante o dia a gente sai, e ficamos alternando entre a temperatura do ar-condicionado e a do tempo na rua, e talvez seja essa mudança a necessidade de tantas frutas cítricas como sobremesa.

     A chuva e o frio ão necessários, mas aprender a gostar deles é uma obra de arte, artes manuais, arte culinária, e esperar com alegria o tempo secar.

     Propícios a divagação, ao aquietamento, a sentir vontade de fazer algo para aquecer um pouco, fazer ao dia o que possa ser proveitoso.

     O tempo nos obriga a fazer algo de bom e quente e seco, o que traz ânimo, o que é essencial.

     Grata pela leitura.       


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Filme

Filme


Num filme fica bonito

O que para o dia é esquisito,

Como uma resolução,


Ou ver a chuva não aflito,

A mansidão do infinito

Ou a alegria da pulsação


De um dia bem feito, bendito,

Mas é da imaginação.    

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Como o Conhecimento Pode Auxiliar / Reflexão

 Como o Conhecimento Pode Auxiliar / Reflexão


     Muito se fala que todos os problemas se resolvem com o conhecimento.

     Nesse caso, sempre temos e teremos problemas, pois haverá algo que não sabemos, seja eu, seja quem for.

     Sobre o conhecimento, nem sempre é bom saber, quando ele nasce de uma necessidade, uma prioridade nova, e as prioridades nem sempre são boas.

     Somente em teoria é que ele é bem vindo.

     Por exemplo: meias aquecem o inverno.

     É maravilhoso ter meias para ficar em casa nas noites frias.

     No entanto, quando levei pares de meias novas masculinas para doação, voltei emocionada, porque alguns jovens desejaram que ninguém quisesse , para que eles as comprassem no bazar.

     Eles conseguiram as meias de outra maneira, através dos uniformes que a empresa fornecia, ao qual foram acrescentadas meias.

     O empresário não tinha a mínima ideia de quanto alguns pares de meias significavam qualidade de vida para os seus empregados.

     Numa outra vez, aconteceu que compramos cestas pequenas de Natal, e fomos levar aos presenteados. Fomos uma, duas, várias vezes. Eram pessoas, de certa forma, comuns e de trabalho comum, mas que gostaríamos de presentear. 

     Não conseguimos entregar os mimos, e, ao passar próximo a um estabelecimento comercial, nos deparamos com um homem e a família pedindo donativos.

     Estávamos cansados e, abrimos a porta do carro e entregamos as cestas. Por certo os presenteados tinham ido visitar a família noutra cidade, e depois daríamos outros presentes.

     O homem se ajoelhou entre o asfalto e a calçada, agradecendo por poder dar uma festa para a família, talvez a única, ou a primeira festa.

     Desconhecíamos totalmente aquela situação.

     O conhecimento auxilia, mas devemos ter a consciência de que não sabemos o bastante nem suficiente para nós mesmos.

     Um conhecimento útil é o de ter referências, frases soltas numa surpresa, mas que seja boa, porque a ruim pode trazer um conhecimento que não precisamos ter, completamente dispensável.

     "Rótulos são para produtos, não para pessoas".

     Um rótulo tira a capacidade de discernimento próprio, não a do outro.

     Dentro do conhecimento humano há o nosso desconhecimento. Tem momentos em que a concentração precisa de apoio externo, como um metrônomo, um horário, uma disciplina obrigatória.

     Não sabemos o motivo de tais momentos, somente se for um dia exaustivo, que precisa do sono para se recompor. Precisar dormir é uma questão de autoconhecimento e conhecimento dos limites completamente humanos e físicos.

     Aqui conto de um motorista de excursão, desses motoristas de dia inteiro, que disse para a guia a seguinte frase:

     _Estou dirigindo mais horas do que a legislação permite. Se acontecer algo, a culpa é da companhia turística, e não minha.

     Ele disse em voz alta para que o ônibus inteiro ouvisse.

     Os turistas ligaram para a companhia turística e a obrigaram a fazer o revezamento do motorista sem que ele sofresse punição.

     Para concluir, o conhecimento é uma condição variável, às vezes ficamos em má situação pela falta dele, outras vezes não o consideramos como bom porque traz um mal estar, e não saber de qual conhecimento precisamos é uma terrível questão, e eis porque gastar o tempo aprendendo e memorizando o aprendizado.

     Grata pela leitura.   

     

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Bate-Papo

Bate-Papo


Conversa,

Aprende;

Quem versa

Se entende;


Dispersa

E tende,

Reversa

E estende;


Imersa,

Pretende;

Diversa,

Atende.


 

terça-feira, 15 de setembro de 2026

A Filosofia do Preço / Crônica do Cotidiano

A Filosofia do Preço / Crônica do Cotidiano


     Vocês certamente já ouviram falar dos livros deixados por aí, em qualquer lugar. São livros lidos, e deixados para que outros peguem e depois deixem por aí.

     Foi o que aconteceu no ônibus.

     O livro "A Filosofia do Preço", de autor desconhecido, e como não o trouxe para ler, não lembro o nome do autor.

     No entanto, curiosa que sou, folheei algumas páginas para ter uma ideia dessa filosofia.

     Vou explicitar o pouco que li, pois parecia um livro para o comércio.

     Tem um produto para a venda? Faça o preço e o coloque à venda.

     A partir daí, ele, o escritor, coloca duas continuações.

     A primeira é que o vendedor vende e o consumidor não tem a oportunidade de usar o produto, não por defeito de fabricação, mas por qualquer acaso, ele comprou e percebeu a inutilidade do produto na sua vida prática.

     O vendedor lucra e o consumidor tem prejuízo.

     Lembrei de uma máquina de costura overloque, com fios de nylon, que acabei doando para uma malharia. Não sabia lidar e não tinha aonde usar, pois as minhas blusas de malha são mais baratas compradas do que feitas por gente inábil, como eu.

     O vendedor me convenceu que tinha bom preço. Ele lucrou e não me enganou. O preço estava excelente. Eu não tinha habilidade sequer para colocar o óleo no motor.

     A segunda continuação é a que o vendedor vende e tem prejuízo.

     Nessa segunda opção ele diz que o produto é vendido, e o consumidor fica milionário com o produto comprado.

     Pensei numa senhora conhecida, que fazia muitas peças de algodão, montou uma fábrica, abriu lojas e se transformou numa empresária de sucesso.

     Nesse caso, o escritor diz que o vendedor teve prejuízo, porque com uma indústria fabril a mais, ele venderá menos máquinas de overloque.

     Nesse ponto é que o autor tece uma filosofia sobre o preço, algo muito necessário para os comerciantes, porque a partir desse preço é que ele mantém o seu negócio.

     Fazer um preço para um produto é o começo do negócio, e o risco não está exatamente no lucro com o volume das vendas, mas sim no que acontecerá ao consumidor que compra o produto ao decorrer da sua utilização. 

     O preço é o risco do comerciante, que antes de fazer o preço, deve verificar mais do que a matemática do produto diz, pois ele precisa verificar a filosofia que o produto terá após a venda, e saber que a venda de um produto, melhor utilizado pelo consumidor do que pelo vendedor, pode acarretar a falência do comerciante.

     Ele aconselha ao comerciante se questionar antes de colocar um produto à venda, com algumas perguntas: O que se vende? Por que se vende um produto? Qual é a configuração de compradores que ele deseja receber no seu comércio? Está preparado para saber que o consumidor utiliza de forma excepcional o produto e consegue um resultado infinitamente maior que o dele que o vendeu?

     E antes de chegar até a páguna seguinte, ele diz que o produto não é o vendedor. O produto é alguma coisa que segue o seu próprio caminho para chegar na sua melhor utilização, sem se importar com lucro ou prejuízo, com vendedor e consumidor e suas negociações.

     Para concluir: deixei o livro exatamente onde estava, abandonado para ser lido pelo leitor, leitora, adequados ao seu conteúdo.

     Eu não sabia da existência desse livro, agora que sei, divido a busca dele por quem se interessar.

     Grata pela leitura.