GPS
Caminho de chegar,
Saber onde vai dar
E essa cartografia
Necessita o mapear,
E depois, pois é, andar
Nesse traço que avia
A trilha e se espaçar
Como filmografia.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
GPS
Caminho de chegar,
Saber onde vai dar
E essa cartografia
Necessita o mapear,
E depois, pois é, andar
Nesse traço que avia
A trilha e se espaçar
Como filmografia.
Mais Uma / Crônica do Cotidiano
Não é divertido porque a chuva é real.
Sorte que comprei sombrinha a mais quando quebrei uma, comprei duas.
Tem um ditado que diz: "Quem tem um não tem nenhum", ditado válido para objetos úteis.
Saí, e armei a sombrinha, e um dos arames ficou caído sem que a sombrinha pudesse abrir.
Pensei comigo: _ Tenho mais, não preciso me preocupar.
Não é só o vento que quebra a sombrinha, é colocar na bolsa, tirar da bolsa, deixar armada para secar, desarmar depois de seca, sair na chuva de novo, deixar no chão do táxi ou uber, cobrir com plástico ao entrar no shopping, enfim ela fica tão útil quanto um batom.
Mais uma para jogar fora.
A chuva não me desanima, estou colorindo a chuva com sombrinhas.
Hoje, especialmente com efeitos especiais, eu e mais alguns transeuntes vimos um transformador explodir no poste, um barulho de bomba.
O transformador ficou torrado e parte da rua sem luz.
E eu na chuva com uma sombrinha quebrada.
Pelo menos pulamos todos ao mesmo tempo da explosão a cinquenta metros da gente.
_Aonde foi?
_Foi ali, naquele poste.
_Ainda bem que foi só um susto.
Preciso terminar dizendo que não é pilhéria, o tempo exige cuidado.
Grata pela leitura.
Atmosfera
A chuva se supera,
É mais do que se espera,
E a boa vontade insiste
A um clima de quimera
Nas brumas, na atmosfera
Morna normal que existe,
Nas trovoadas que gera,
Pássaros sem alpiste.
Coisa da Idade
A idade pega,
Também agrega
Novo limite
Que não se nega,
Nele se apega
Esse convite
Ao que sossega
Num frio que a imite.
Qual é o Macete? Eu descubro o Truque / Crônica do Cotidiano
O dia estava rotineiro até a pergunta sobre o Amém?
_Qual é o macete desse amém, que é o que você diz? Eu vou descobrir o truque.
Até então estava séria.
Desde então não paro de rir.
O macete é a escola dominical antes e a Bíblia depois. Acreditar nas pregações.
Sinceramente não vi ensinamento cifrado. É a gente que tem que decifrar a Bíblia, mas dez minutos por dia e seguir o dia conforme os dez minutos de oração, chamados de conversa com Deus.
O propósito nasce do convite de Deus para fazer alguma coisa: de verduras cozidas até viagens de conhecimento, que podem acontecer até mesmo na ida ao supermercado.
Não é a igreja e nem os seus pastores ou membros batizados ou convidados, é a pessoa que conversa com Deus através da Bíblia e acredita nessa metodologia de oração.
Acreditar que é possível utilizar na vida prática os ensinamentos, acreditar que a oração chega ao Senhor, mesmo feita de forma silenciosa.
Óbvio que tenho propósito, óbvio que cada qual que age assim tem propósito.
Mais que isso, a única coisa que posso fazer é dizer o endereço e os horários das aulas e dos cultos, pode ir e aproveitar para fazer um lanche no restaurante da igreja.
Grata pela leitura.
Chão de Passada
Diga a bagagem
Sobre essa estrada
De aprendizagem,
Chão de passada,
E da estalagem
Necessitada
Em toda viagem
Desembarcada,
Nessa engrenagem
Humanizada
Pela paisagem
Não visitada.
Apavorados / Um Conselho / Minicrônica Necessária
Pensei horas fa fio em como escrever sem criar ressentimentos, pois seria uma indelicadeza imperdoável por aqui.
Todos nós produzimos lixo, e fui jogar o lixo na lixeira.
Enquanto passo pela garagem, observo carros importados, provavelmente blindados, lindos, e amigos os donos dos veículos, pois eram os únicos donos de automóveis sorridentes por ali.
O problema é que não temos milionários no edifício.
Quando voltei do local apropriado para armazenar o lixo, o carrão se dirigia para a saída do prédio.
Mesmo sem ver o motorista dentro do automóvel preto brilhante, cuja marca desconheço, arrisco um boa tarde entredentes num sorriso velado e sério.
Quanto ao outro veículo, observei a cor azul e o cuidado com o carrão que tinha um porta barcos engatado na traseira.
Nós não temos barcos no prédio.
Isto chama a atenção de todos, inclusive das câmeras de segurança.
Mesmo que não comente, não escreva, as câmeras de segurança filmam.
Constato que os exóticos existem, mas devem usar de moderação.
O motorista do carro azul, olhou para a frente e riu, mas não quis ser identificado nem pelo boa tarde.
Existem lugares melhores para conversar do que edifícios residenciais, onde esses homens possam conversar sem chamarem tanta atençao.
Não eram moradores, mas certamente alguém alugou a garagem para eles entrarem, aliás bons motoristas, pois sair do edifício com puxa-barcos engatado não é para qualquer pessoa. Parabéns para o motorista do carro azul importado.
Se era o anonimato que pretendiam, conseguiram, em termos, porque o fato de que eu não saiba quem eram, não impede que a câmera de segurança os identifiquem.
Pior que isso, ficou óbvio que alugaram a garagem para conversar em anonimato, um anonimato inexistente para as câmeras.
Crônica fantasiosa ou não, porque a realidade depende de um ponto de vista, não aconselho aos milionários fazerem isso.
Bom final de semana a todos.
Grata pela leitura.