Sempre o Tempo
Tempo que é devagar,
Demora a se arrumar,
Mesmo sem ter vaidade.
De tanto se ajeitar,
Imperfeito ao se dar,
Vira necessidade
E começa a faltar;
É a imaterialidade.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Sempre o Tempo
Tempo que é devagar,
Demora a se arrumar,
Mesmo sem ter vaidade.
De tanto se ajeitar,
Imperfeito ao se dar,
Vira necessidade
E começa a faltar;
É a imaterialidade.
Melhoramento
Depois de ler,
Há outro ser
A se pensar,
Esse saber
Vem aquecer
E acrescentar,
E aparecer
P'ra aconchegar.
Os amigos conversaram, mais ou menos como a história de Chapeuzinho Vermelho.
_Pensa num lugar mau, ali o capeta fez morada, tudo que é ruim passa por ali.
O outro deles disse que parecia opinião de simplórios, porque ele saberia lidar com o problema.
O avisado, desavisado da prudência, foi, foi bem tratado, considerado e gostou.
Passado o tempo que a todos traz ensinamentos, encontrou com o amigo do aviso.
_Amigo, guarda contigo essa história: Deram para a minha filha única um curso espetacular, com formação para o resto da vida, mas ela tinha que morar longe da gente, o curso era fora da cidade.
O avisador ficou preocupado com o começo da história e perguntou se a moça estava bem, se já havia voltado para a cidade, e como o amigo estava se sentindo.
_Ela foi e ficou fora alguns anos. Voltou formada e preparada, está bem.
O avisador agradeceu a Deus em silêncio.
_Temos um único problema. Embora mora na cidade, ela liga para a casa uma vez por mês.
O avisador perguntou o motivo desse comportamento.
_Ela disse que provavelmente havia incomodado até aos dezoito anos quando fora, segundo ela, mandada ao próprio rumo. Ela havia encontrado o próprio rumo de forma séria e com bom comportamento.
O avisador perguntou, numa exclamação de espanto: E?!
_E nada. O capeta conseguiu. Fui enganado. É isso. Queria te contar.
Uma ou duas lágrimas caíram da sua face, ele quis dar um curso, deu e perdeu a confiança dela nele.
Erro não é pecado, é o engano do mal.
Insensível
Na imersão,
Essa ausência
De ilusão,
Água ao chão
Na aquiescência
Da intuição,
Um verão
De indolência.
Personalização
Personalização,
Decoração e cuidado
Com toda essa razão
De breve animação
De não se estar parado
Na calma agitação
Que se sente criação,
Pensamento rimado.
Doce de Goiaba
O que se quer
É tempo, é ser
Humanizado,
Sopa e colher,
Calma ao comer,
Humanizado
E algo a querer
Não planejado.
Atrevimento
A alma que escreve
E se descreve,
Sou eu e o meu lugar,
É a brisa leve
Paisagem, breve
Nesse seu idear
Quando se atreve
A poetizar.