Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Entendimento / Reflexão

 Entendimento / Reflexão


     Tanto que aprendi na igreja, a começar para não me tornar fanática, que vale dizer.

     Tem gente que ama a natureza, e faz o possível para estar com ela, e estuda para saber, dom e talento dessa gente.

     Dentro dessa gente que ama a natureza, term quem ame os bichos de qualquer espécie, e cuidam de cada um deles, como se fosse um dogma acima de todos.

     Tem gente que ama a construção, e sem ela não se sente realizada, ao contrário sente frustração em não poder se realizar nessa ideação concretizada.

     Tem gente que gosta de gente, e quer o seu entorno próximo do ideal, mesmo sabendo que isso não passa de utopia.

     Dentro dessa turma de gente que gosta de gente, existe a turma da área da saúde, muito visível a nós.

     Tem gente que elabora a convivência adequada, dentro do poossível, a maioria pertence às ciências humanas.

     Tem gente que gosta de gente enquanto guia, os teólogos.

     Tem gente que gosta de gente através da arte, seja qual for, e como for.

     Quem convive com toda essa gente são as igrejas e os hospitais.

     A maioria de nós vive a sua própria vida em acordo ao seu dom e talento.

     Vamos precisar de diplomatas, pois a quantidade de gente com culturas latino-americanas não para de chegar por aqui.

     Outro dia, ao fazer uma pequena caminhada, escuto gente conversando ao telefone:

     _Ola, que tal? Estoy bien, e tu?

     De fato, nos supermercados, nas lojas de departamentos, e outros lugares, verificamos os imigrantes.

     Boa anotação.

     Grata pela leitura.    

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Quem Diz que Não Tem Medo, De Vez em Quando Mente / Microcrônica do Cotidiano

Quem Diz que Não Tem Medo, De Vez em Quando Mente / Microcrônica do Cotidiano  


É uma moça altiva, e tem dois cachorros que custaram entre dez a quinze mil reais cada.

                Quando ela os leva para passear, algo me diz que eles merecem uma reverência, e fico longe.

                 Grata pela leitura. 

domingo, 19 de julho de 2026

Metamorfose / Crônica do Cotidiano

Metamorfose / Crônica do Cotidiano


     Abro as janelas e aquilo que alguns acham maravilhoso, pois se trata de vida transformada em vida, me horroriza pela dor que verifico ao ver a lagarta se transformar em borboleta.

     Paro para observar.

     É daquelas grandes, acho que uma mariposa, negra de asas com cores vibrantes.

     Com asas grandes, ela não consegue se arrastar pelo cimento do pátio.

     Também ainda não consegue voar. Coloca as asas para cima, unidas, e invariavelmente tomba para um lado.

     Num esforço enorme impulsiona o seu pequeno corpo de mariposa e tenta se arrastar, mas o vento a carrega como pluma.

     É uma luta entre aquilo que ela acabava de deixar de ser, lagarta ou como se diz de forma coloquial, um bicho cabeludo, daqueles que se fica longe porque causam queimaduras e feridas em nós, seres humanos.

     Agora ela tem asas, e não sabe utilizá-las corretamente.

     Ela tenta se enrolar e não consegue, virando em torno de si mesma.

     Novamente coloca as asas em pé, e as asas se abrem. Quando ela tenta olhar para as asas, toma novamente, como se perguntando como havia conseguido asas, ou que transformação era aquela desconhecida em tudo para a sua vida rastejante.

     Que dor! Que sofrimento daquele ser ínfimo sou capaz de observar da janela.

     O que ela não se dá conta de perceber é que está viva e que agora vai enfeitar os jardins e apavorar as moças de cabelos soltos.

     Saio da janela, deixo a borboleta ou mariposa, algo que não sei distinguir ao certo, livre para lidar com as asas e começar a voar.

     Grata pela leitura. 

sábado, 18 de julho de 2026

Vitrine

Vitrine


O saber

Me incomoda

A aprender;


Lá vou ver

Essa moda

Sem querer,


Sem a ter

Só por moda.


 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Braseiro

Braseiro


Dia após dia

Eu me inteiro

Que sabia


Do que lia,

Do tinteiro

Que servia


Letra fria

Do braseiro.

 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Eu e o Livro / Crônica

Eu e o Livro / Crônica


     Ler um livro é uma coisa. Prestem atenção nesse caso curioso.

     A Bíblia é como um dicionário onde se pesquisam palavras sagradas.

     Não é o caso. 

     Há mais ou menos sete anos, essa pessoa mandou me avisar:

     _Essa coleção de livros é sua. Venha pegar.

     Eu não costumo pegar livros. Ou me dão de presente ou eu os compro.

     Olha o que o tempo faz. Milhões de voltas andei, mas depois e os livros estavam guardados para mim.

     Li como se fosse um misterioso presente de Deus.

     Livros nacionais, incluso nessa coleção Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento, e outros de autores fundamentais na literatura brasileira.

     Acontece que passado esse tempo de leitura, os livros continuam falando.

     Por outro lado, Jorge Amado esqueceu de me contar que a minha interação seria tão apaixonante.

     O problema é que eu sei o que vai acontacer, porque a história é igual.

     Nada a ver com política, filosofia, mas talvez sociologia.

     O livro termina com todas as pessoas em situações péssimas porque acreditaram na valorização do cacau na bolsa de valores.

     Os mais sensatos se contentaram em sair dali sem receber o preço justo das suas lavouras cacaueras, mas o preço que estavam dispostos a pagar, para poderem continuar as suas vidas, ou o fim das suas vidas no caso dos velhos.

     O livro fala da pobreza imensa, e de vários outros problemas sociais da época em que foi escrito.

     No entanto, todos os que começaram a tentar recuperar o custo com a lavoura de cacau terminaram em péssimas condições.

     Daquele tempo até hoje os Karbanks continuam a oferecer produtos, prejuízos e fórmulas inverossímeis de recuperar o prejuízo que causam mais prejuízos e que os conduzem àquela pobreza imensa descrita no livro.

     Agora, quando percebo nos outros essa sensação, digo.

     Pareço viver naqueles anos getulistas, com a necessidade de atrair investimentos estrangeiros, os quais nem sempre são bons para a população.

     Acordo com Jorge Amado e, pasmem, sonho com Érico Veríssimo, porque, toda a coleção que agora é minha, faz parte do meu cotidiano, querendo ou não.

     Entre aquele dia em que ouvi que aqueles livros eram meus e o meu hoje, é que é o mistério.

     Nenhuma filosofia ou religião me explica esse fenômeno, mas é preciso dizer que nem tudo nessa vida pode ser explicado, o que faz dela sensacional.

     Grata pela leitura.   

terça-feira, 14 de julho de 2026

Fora da Área / Comentário Cristão

Fora da Área / Comentário Cristão


     Leio para me inspirar, pois nem sempre nasce um poema.

     Existe uma teoria na qual o ser humano é escatológico.

     São teorias cristãs, porque a primeira teoria é conhecida de todos: o ser humano existe em função do sexo,  o primeiro pecado, e a humanidade é o pecado que a domina ou não, em função da fé pela qual se guia.

     Essa segunda teoria, nem preciso dizer, são as doenças, dejetos, e excreções diversas, ou seja, as pessoas se guiam na fé pela medida das suas escatologias físicas e filosóficas.

     Num momento de constatação filosófica ouvimos que o ser humano é a escatologia de Deus, eis porquê o fez tão imperfeito.

     Um peixe fora da água: são estudos que não consigo fazer, mas tem quem aprecie com paixão o tema escatologia, porque não coloca o ser humano em função do pecado, mas de Deus.

     A questão veio com o estudo do Apocalipse, mas quando li o apocalipse, foi como se estivesse lendo um médico que descreve doenças sem saber a causa e a cura, o que seria bastante provável naquele tempo, mas conta dos salvos, e os salvos têm as histórias específicas e que se encaixam perfeitamente bem em algumas doenças, como se fossem curados pelos métodos disponíveis daquela época.

     O Apocalipse, foi por unanimidade visto como a parte escatológica do Novo Testamento, mas lido também como a esperança da salvação, e cada um teve a sua visão particular da leitura, mas eu fiz essa leitura com uma visão diagnóstica histórica para que os futuros praticantes da medicina pudessem pesquisar.

     Praticantes da medicina porque naquela época os meios eram rudimentares.

     Sei que não consigo ler esse texto de outra maneira.

     Pela história geral, sabe-se que as civilizações graco-romanas eram desenvolvidas, e queriam, na sua força, mostrar o quanto valia a pena o seu desenvolvimento, tanto que, se não fosse a Peste, o ser humano estaria naquela cultura até hoje.

     No entanto, percebi que não tinha dom ou talento para essa realidade, a do servir a Deus enquanto teologia, tão necessária na vida de todos.

     Este texto é para dizer que escatologia é corrente de pensamento da doutrina cristã, não importa a sua denominação.

     Grata pela leitura.