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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Como Se A Conhecesse / Carta Literária

Como Se A Conhecesse / Carta Literária

Curitiba, 12 de Novembro de 2019

Querida Megan


         Como vai, Megan? Escrevo porque andam dizendo que você está meio triste. Mas o que é isso?
          Você é uma garota de bom astral, disposta a tirar fotos inspiradas nos jardins, mas você se segura para não conversar. Não pode. A verdade é que isso não acontece somente com você, acontece com muitas de nós mulheres.
          Você não diz, mas é óbvio que você e o seu marido se dão bem, que sorriso lindo vocês trocam quando estão juntos, só que viu é que sabe contar. Eu vi, lembra?
          Até achei que podia tirar um foto no mesmo jardim. Mas não é assim, as minhas melhores fotografias são das filas de supermercados e escritas no blog.
          Deveria ter medo de tirar uma foto nesse jardim, mas sei que não é assim.
         Permita te contar de umas miudezas que te farão rir. Dizem que as mulheres poderosas são perigosas, mas o vestido de um estilista amigo nosso, feito especialmente para quem se sente a própria Malévola, pasme! Custa por volta de um mil e trezentos euros. Preto com dourado, um longo que até agora não foi vendido. Sabe o que acontece com aquele vestido? Não combina com você e, muito menos comigo.
          Os tons claros te deixam suave assim como os meus coloridos me dão bom astral.
          Difícil mesmo é usar um desses vesridos quando se quer vestir uma calça jeans e deixar-se à vontade. Mas, quem está à vontade. Onde eu moro, quase não se usam vestidos ou saias ou chapéus.
          Chapéus dão um charme imenso ao traje, ah, eu penso que sim.
          Os meus dias também não são feitos de tardes ensolaradas e gestos gentis com princesas, mas são esses os momentos que se guardam para toda a vida.
          Lembrando daquela tarde no jardim, você percebeu a conheicda, amiga sua, com sapatos de panos iguais aos meus?
          Os sapatos de panos, confortáveis, chamados de slippers aqui no Brasil são ótimos, mas diferenciar, os dela tinham a assinatura do estilista.
          É com carinho e admiração à você e à sua família que escrevo.
          Sei o significado do que não pode ser, das não escolhas das roupas, das necessidades de estar engomada e das alegrias raras feitas com respeito ao ser que é outa pessoa sem perder o respeito à si mesma.
          A mim, sempre falta uma lira para me alimentar de música, e você tem que ser lírica o dia inteiro.
          Espero um dia nos vermos de novo, você com aquele vestido claro e o marido ao abraço; eu um pouco mais engomada, como costumo ser nos meus dias.
          Percebeu que naquele dia eu estava completamente à vontade no meu jeans? Esse espaço precisa ser inventado longe dos holofotes.
          Fique bem, estejam vocês em harmonia, e aproveitem um pouco mais alguns momentos de descontração.
          Com estima e admiração,
          Yayá.  

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Valores Culturais / Reflexão

Valores Culturais / Reflexão

     Se existe algo pelo quê se deve orar é para não desanimar dos valores espirituais.
     Valores espirituais incluem a cultura, e peço não desanimar, quando peço às pessoas que leiam a Bíblia, As Mil e Uma Noites, Os Pensadores, por favor leiam qualquer livro, mas leiam.
     Qualquer pessoa tem acesso aos livros, mesmo porque livros físicos são encontrados em bancos de praça ou de ônibus com o simples intuito de que as pessoas leiam.
     Leiam, mas nem que seja para se exibirem como leitores.
     Quando eu aprendi a lidar com computador, o primeiro fato que percebi foi que o computador diminui o tempo de outras atividades, mas não se exima da leitura.
     Leiam, mas nem que sejam livros de exercícios de matemática, e façam os exercícios de matemática.
     A cultura é um valor espiritual, ajuda a entender o mundo, as pessoas, os motivos dos problemas seus e dos outros.
     Nada mais desanimador do que a falta de cultura, porque a falta de cultura leva as pessoas a serem desconhecedoras de si mesmas, e esse fato, na minha opinião, diga-se, leva a uma estagnação cultural que, por si, degenera o convívio e o desenvolvimento interpessoal.
     Não tenho nada contra os esportes, ou, às redes sociais, mas é preciso ler!
     Todos podem ler, jovens e idosos, adultos e desportistas, internautas e alfabetizados.
     Leiam contos mínimos, romances inteiros, capítulos ou simplesmente páginas, mas não se acostumem a esperar pela cultura.
     Pesquisem na internet sobre pássaros, cachorros e gatos, sobre o que quiserem, mas não desanimem.
     Quem se ocupa em adquirir um pouco mais de cultura é um incentivador do seu meio.
     Quem gosta de assuntos religiosos que pesquise  os estudos bíblicos, os mapas onde aconteceram uma e outra situação apontada como história.
     Há um motivo para o texto e esse motivo são as pessoas com as quais convivemos e ouvimos certos disparates, como :
     "Eu não preciso saber fazer conta porque no meu celular tem uma calculadora."
     "Para que querer ler depois de certa idade, se nenhum uso fará dessa cultura."
     Digo, porém que esses são os disparates suaves e, os demais disparates não escrevo porque não tenho a cultura acadêmica que escreve para os bons e para os maus, mas posso dizer que o que se lê, com alguma imaginação, pode se tornar num dia mais agradável.
     Ah, agora para quem quer uma segunda opção de leitura sem ter que segurar um livro: os audiobooks, ou seja, os livros falados, estão disponíveis e até mesmo gratuitamente em plataformas digitais. Se alguém estiver aborrecido e sem vontade de fazer nada, ouça um audiobook de autoajuda e aproveite ealgum conselho ou sugestão, mas saia da mesmice.
     Particularmente, eu tenho um audiobook do Augusto Cury e ouvi com boa vontade.
     Leiam o que quiserem, mas não desanimem da leitura, porque o desânimo de ler, desanima a imaginação e a vontade de fazer algo novo.
       
      

domingo, 10 de novembro de 2019

Os Balões / Microconto


Os Balões / Microconto


     Parecia uma brincadeira. Havia balões seguros como só os balões sabem ser quando dependem do vento e algumas pessoas.
     Os convites para que as pessoas passeassem nos balões foram feitos.
     Das moças, algumas se recusaram, uma porque tinha compromisso, outra porque não se sentia bem em balões, outra ainda porque desconversava a conversa.
     Dos rapazes, nenhum deles perderia esse passeio ao sabor do vento, mas não disseram os motivos das decisões.
     Os balões eram individuais e cada participante do passeio iria em um único balão.
     Duas moças e dois rapazes entraram nos balões.
     Soltas as amarras, os balões começaram a subir. Depois dos respectivos até depois aos que ficaram em terra firme foi que os participantes viram um papel dobrado onde se lia "instruções".
     Cada participante observou o texto que estava no seu balão:
     "O seu balão subirá e o levará até determinada direção, aceite o vento, pouse com tranquilidade, porque o balão tem dispositivos que evitam o pouso em lugar desaconselhável. Agora, se houver uma emergência, se vire."
     Depois de lerem o texto com as instruções, encontraram um comunicador onde se observava outras instruções:
     *Para se comunicar com o balão 1 tecle 1." Para se comunicar com o balão 2 tecle 2." Para se comunicar com o balão 3 tecle 3." Para se comunicar com o balão 4 tecle 4."*
     Nenhum deles sabia que os balões eram numerados, e por não saberem que os balões não eram numerados, resolveram ligar uns para os outros para conversar.
     Balão 1 atendeu a ligação do balão 4, mas o balão 3 não atendeu a ligação do balão 2.
     Depois de conversarem balão 1 e 4, resolveram conhecer os outros participantes do passeio.
     Balão 4 conversou com o balão 2, mas o balão 3 não atendeu a ligação do balão 1.
     O balão 2 disse que o balão 3 não atendeu o chamado e pediu para que o balão 4 tentasse ligar para o balão 3. O balão 3 não atendeu a ligação do balão 4.
     Somente três participantes podiam conversar entre si porque o balão 3 estava sem comunicação.
     Chegou a hora do lanche e todos tinham sanduíches e água à bordo do balão.
     Ao abrirem o embrulho do sanduíche, todos encontraram respectivamente a recomendação para que onde pousassem, que amarrassem os balões e esperassem a Kombi que iria buscá-los.
     Veio a noite e eles dormiram, cada qual em seu balão.
     Ao acordarem de boa noite de sono, pois quem dorme cansado, dorme depressa, verificaram o lugar em que estavam.
     Dois balões haviam se distanciado dos outros dois balões e estavam em outros lugares, mas somente o balão 2 disse que estava pousando e iria amarrar o balão, pois o 3 continuava sem comunicação  O balão 2 ainda disse que o balão 3 estava descendo em lugar distante, mas que pelo mapa de navegação era um local indicado para bom pouso.
    O balão 1 e o balão 4 pousaram num mesmo lugar.
     Ao amarrarem os balões e sentarem para olhar as instruções e verificarem onde é que eles deveriam encontrar a Kombi, foi que leram a observação: para balões que pousarem próximos, não haverá transporte ao local de origem, pois estarão um ao auxílio de outro até que sejam observados os critérios de navegação para que haja pouso coincidente.
     Parece brincadeira, mas eles seguiram em auxílio prometendo-se um ao outro não mais concordarem com tal aventura.  

sábado, 9 de novembro de 2019

Pé-de-Feijão

Pé-de-Feijão


Se é meio dia
E a água é fria,
O feijão,


Quem diria,
Se queria,
Mas não há não;


Bastaria


A feição.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Arrumem o Espelho / Crônica do Cotidiano

Arrumem o Espelho / Crônica do Cotidiano

     Essa foi a melhor crítica que recebemos: "Arrumem o espelho."
     Exageradamente, é bem verdade. Dois espelhos de frente de armários foram retirados do local, aqueles espelhos nos quais a gente se vê por inteiro. Os espelhos estavam espatifados como se tivessem sido quebrados de propósito.
     O gerente do local, um homem italiano educado e polido.
     É fato, a mentira passa longe das nossas conversas, mesmo sabendo que o Pinochio é para crianças e para que elas aprendam que a mentira aparece assim como o nariz do boneco de madeira.
     Realmente, não deve ser fácil lidar com gente com aspecto italiano e conversa de português, ou seja por favor, onde encontra-se esse produto ou serviço necessário às atividades. Percebo que tal comportamento e aspecto controversos deixa as pessoas estupefatas.
     Ser mezzo a mezzo com uma pitada de tempero brasileiro não é muito fácil mesmo, mas é possível se divertir com tal fato.
     _Dois brioches para você que é magra.
     Essa é a conta da minha casa: dois pães por pessoa. Dois brioches são aceitáveis, ainda mais recheados com aquele creme de avelã que todos conhecem.
     Penso nas culturas e nas diferenças culturais. Por aqui, ou seja, para as mulheres brasileiras, o fato  seria feito por maldade e com o intuito de tirar a boa forma que tanto se valoriza, mas para a cultura italiana, não. É uma gentileza extrema presentear-se alguém com brioches para que coma bem. O português poderia pensar que se não fossem comidos os brioches, trataria-se de grande desperdício e teceria boa retórica sobre o assunto.
     Para resumir, os brioches foram comidos sem sobrar farinha, o remédio para o colesterol também e a caminhada para manter a forma igualmente. Afinal, temos que aprender a lidar com as diversas culturas.
       

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Assunto Sério É Sofrer

Assunto Sério É Sofrer


O Espírito deita e rola
E faz do mundo uma bola
Questionadora em lugar
Preciso e fixo a mandar,


Sem sugerir uma cola,
Resposta pronta ou de escola,
Porque a lição é a conversar,
Discutir e combinar,


E não se admite a parola,
Pois o engano não consola
Quem sofre a verbalizar
O que a dor tem a contar.


quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Gratidão


Alcance,
Palavra
E chance
Que lavra

O elance
Que crava.
Descanse
A lacra

E amanse
A brava,
E afiance;
Sê grata.