Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sábado, 25 de julho de 2026

Tempo de Deus / Reflexão

Tempo de Deus / Reflexão


     O tempo de Deus não é o nosso, o dos diversos horários e dias com um compromisso ou outro.

     O tempo da conversão não é o tempo que nós decidimos.

     Podemos visitar igrejas cristãs quantas vezes quisermos e nos sentirmos bem, sem que haja a necessidade ou qualquer obrigação a se converter a uma igreja cristã, pois tal decisão vem do Espírito, e nos envolve de tal maneira que sentimos a convicção de que esse é o caminho para nós.

     Eu lembro de um fato que aconteceu conosco, quando assistíamos a uma série evangélica da Sony na televisão.

     Eu e a minha mãe assistimos por anos a série porque tinha bons ensinamentos.

     Ela se incomodava porque ela me via numa das personagens.

     _Você é desse jeito, e disso eu entendo, te conhecer melhor que ninguém.

     Naquela semana uma senhora ligou para ela contando que estava frequentando uma igreja cristã como convidada e que estava fazendo muito bem a ela.

     Ela me olhou e disse, pensando em voz alta, que estava pensando se eu não poderia ir com aquela senhora para que eu dissesse das minhas impressões e ela soubesse mais sobre a doutrina, se seria uma boa doutrina.

     Não era nenhuma igreja conhecida ou tradicional, mas era cristã.

     E o que aconteceu? Enquanto conversávamos sobre o assunto, a família daquela senhora a afastou daquela igreja, por motivos que, na época, eram bastante comentados. Somente depois da minha conversão foi que aprendi a dizer que aquela igreja não nos representava, coisa que não pude conversar, pois ela já havia ido para perto de Deus.

     O tempo de Deus é outro, mas a conversão é a vontade de trilhar esse caminho, e tem o seu momento certo no tempo Dele.

     Não tenho sucesso em convidar ninguém, mas observo que a doutrina que seguem é outra, numa ordem de prioridades diferente.

     Isso muda tudo.

     Por exemplo : Em primeiro lugar é você e Deus. Depois o que estão na sua casa.

     Quando começam as argumentações contrárias, entendo o tempo.

     Aqui, se assiste televisão. Rádio e playlist. Vida normal.

     O que muda é a prioridade que é estar com Deus no cinema, comendo pipoca, fazendo lanche, trocando a lâmpada, ou indo ao supermercado.

     Para mim, funciona.

     Grande parte das obrigações são por Deus, ou para o bem estar cotidiano.

     As bênçãos acontecem, esse testemunho eu dou.

     Naquele dia em repouso da cirurgia de catarata, aquele inseto entre o lençol e o sobre lençol. 

     "Jesus Amado" exclamei.     

     Consegui uma moça para as nove e meia da manhã para limpar a casa. Ela veio, retirou toda a roupa da cama, dobrou a roupa de cama, e com o aspirador de pó pegou o inseto.

     _E agora, o que eu posso fazer? perguntou com doçura.

     O que você quiser, ou achar que deva fazer, respondi. Uma semana de molho na cadeira. Eu sentarei e, qualquer pergunta, venha e pergunte.

     Ela fez uma limpeza muito boa no resto do dia.

     Problema de quem não quiser acreditar. Deus abençoe a todos!

     Grata pela leitura.


        

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Até ao Infinito

Até ao Infinito


Busca incessante

Som, luz, instante

A iluminar


O som bastante

Do dia na estante

A se encontrar,


Que venha e encante,

Bom de escutar.


 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Lápis de Estimação

Lápis de Estimação


Perguntar,

Se obrigar

Ao saber;


Contemplar,

Observar

E escrever


Por cuidar

Do saber. 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Vento Forte

Vento Forte


Fazia algum tempo

Sem esse vento,

E está a soprar;

 

Naquele tempo

Com esse vento,

Valia acordar


E ouvir o vento,

Ouvir e orar.


terça-feira, 21 de julho de 2026

Entendimento / Reflexão

 Entendimento / Reflexão


     Tanto que aprendi na igreja, a começar para não me tornar fanática, que vale dizer.

     Tem gente que ama a natureza, e faz o possível para estar com ela, e estuda para saber, dom e talento dessa gente.

     Dentro dessa gente que ama a natureza, term quem ame os bichos de qualquer espécie, e cuidam de cada um deles, como se fosse um dogma acima de todos.

     Tem gente que ama a construção, e sem ela não se sente realizada, ao contrário sente frustração em não poder se realizar nessa ideação concretizada.

     Tem gente que gosta de gente, e quer o seu entorno próximo do ideal, mesmo sabendo que isso não passa de utopia.

     Dentro dessa turma de gente que gosta de gente, existe a turma da área da saúde, muito visível a nós.

     Tem gente que elabora a convivência adequada, dentro do poossível, a maioria pertence às ciências humanas.

     Tem gente que gosta de gente enquanto guia, os teólogos.

     Tem gente que gosta de gente através da arte, seja qual for, e como for.

     Quem convive com toda essa gente são as igrejas e os hospitais.

     A maioria de nós vive a sua própria vida em acordo ao seu dom e talento.

     Vamos precisar de diplomatas, pois a quantidade de gente com culturas latino-americanas não para de chegar por aqui.

     Outro dia, ao fazer uma pequena caminhada, escuto gente conversando ao telefone:

     _Ola, que tal? Estoy bien, e tu?

     De fato, nos supermercados, nas lojas de departamentos, e outros lugares, verificamos os imigrantes.

     Boa anotação.

     Grata pela leitura.    

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Quem Diz que Não Tem Medo, De Vez em Quando Mente / Microcrônica do Cotidiano

Quem Diz que Não Tem Medo, De Vez em Quando Mente / Microcrônica do Cotidiano  


É uma moça altiva, e tem dois cachorros que custaram entre dez a quinze mil reais cada.

                Quando ela os leva para passear, algo me diz que eles merecem uma reverência, e fico longe.

                 Grata pela leitura. 

domingo, 19 de julho de 2026

Metamorfose / Crônica do Cotidiano

Metamorfose / Crônica do Cotidiano


     Abro as janelas e aquilo que alguns acham maravilhoso, pois se trata de vida transformada em vida, me horroriza pela dor que verifico ao ver a lagarta se transformar em borboleta.

     Paro para observar.

     É daquelas grandes, acho que uma mariposa, negra de asas com cores vibrantes.

     Com asas grandes, ela não consegue se arrastar pelo cimento do pátio.

     Também ainda não consegue voar. Coloca as asas para cima, unidas, e invariavelmente tomba para um lado.

     Num esforço enorme impulsiona o seu pequeno corpo de mariposa e tenta se arrastar, mas o vento a carrega como pluma.

     É uma luta entre aquilo que ela acabava de deixar de ser, lagarta ou como se diz de forma coloquial, um bicho cabeludo, daqueles que se fica longe porque causam queimaduras e feridas em nós, seres humanos.

     Agora ela tem asas, e não sabe utilizá-las corretamente.

     Ela tenta se enrolar e não consegue, virando em torno de si mesma.

     Novamente coloca as asas em pé, e as asas se abrem. Quando ela tenta olhar para as asas, toma novamente, como se perguntando como havia conseguido asas, ou que transformação era aquela desconhecida em tudo para a sua vida rastejante.

     Que dor! Que sofrimento daquele ser ínfimo sou capaz de observar da janela.

     O que ela não se dá conta de perceber é que está viva e que agora vai enfeitar os jardins e apavorar as moças de cabelos soltos.

     Saio da janela, deixo a borboleta ou mariposa, algo que não sei distinguir ao certo, livre para lidar com as asas e começar a voar.

     Grata pela leitura.