Muita Música
Não seria diferente
Se continuasse igual
Nesse óbvio irreverente,
No entanto referente
À trilha musical
Que estaciona coerente
E se torna regente,
E mudada, é normal.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Muita Música
Não seria diferente
Se continuasse igual
Nesse óbvio irreverente,
No entanto referente
À trilha musical
Que estaciona coerente
E se torna regente,
E mudada, é normal.
A Prioridade Pensada
A prioridade
Não é decisão,
E a condição
É a ociosidade
Da prioridade,
Sua ideação
Como caução
Da liberdade
Além da idade,
Preparação
D'uma intenção,
Pura verdade.
Bem Estar
Sala de estar,
Espaço ideal
De se espaçar,
Sentir soprar
O "eu" natural,
Deixar ficar,
E assim orar,
A um Deus total.
.
Ponto
Como um ponto,
Como encontro
Do futuro
Como um conto,
Como pronto,
Decidido;
Lume-pronto,
Resolvido.
Ambientação / Minicrônica
A tendência é a própria natureza no lugar para o qual foi idealizada.
Meio de semana, e este pensamento me ocorreu diversas vezes.
Foi o estudo de música que me ensinou a conviver com passarinhos, mas por duas vezes, eles fizeram balbúrdia.
Na primeira vez, ouvia rádio quando uma andorinha entrou pela janela.
Abriram-se portas e janelas, palmas e métodos diversos como a rude vassoura evoluindo para cá e para lá, e até mesmo assobios chamando a andorinha do lado de fora da porta, mas andorinha não é cachorro e não obedeceu.
Toda a casa se animou e a espantou, e ela fugiu da confusão pela janela.
A segunda vez, fou um sabiá que estragou o almoço, que estava servido e, com o calor que fazia, as janelas estavam abertas.
O sabiá entrou pela sala e foi direto para a sala de refeições. Inesquecível foi a tigela de feijão recém cozido com algumas penas do sabiá, que fora abanado para longe da travessa.
Assustado, o sabiá voltou à sala e se escondeu atrás do sofá. Arrastado o sofá, ele voou, mas ainda dentro da sala.
Todas as janelas da sala foram totalmente abertas, e com acenos de mãos ao vento, o sabiá conseguiu sair.
Fechamos as janelas, e ele, no parapeito da janela, parecia discordar.
Pelo menos não morreu.
Feijão com pena de passarinho ninguém comeu. Almoço, só no dia seguinte.
Quem Fala Gíria, Com Ela Fica.
Mudando de gato pra mala,
A gíria que fica faz sala,
Escreve prosa e, quando versa,
Conversa quando o sono embala
Junto a um casaco cor marsala,
Cor que, não usual, se desconversa
Sozinha, e num quadro se instala
Muitas vezes, e se dispersa.
Não é Questão de Não Acreditar em Macumba ou Feitiço, É Questão de Acreditar em Deus / Crônica Obrigatória
O título é longo porque a frase declarada, é sem sentido:
_Você tem que passar por maldades no exato dia em que o seu pai e a sua mãe se casaram.
Sério? Sério, contado pela segunda vez.
Eu tenho culpa do meu pai ter se aconselhado com evangélicos. O que ele fez? Alugou uma quitinete, comprou móveis de cama e cozinha, quando o noivado tomou ares de casamento.
Seguindo o regulamento, deveriam ficar uma semana sem aparecer na casa dos pais. Não tinham dinheiro para viajar, e passariama Lua de Mel na quitinete alugada.
A minha avó materna pegou a chave deles emprestada antes do casamento para levar os presentes e verificar se cabiam dentro da quitinete.
O meu pai e a minha mãe se casaram e foram para a quitinete.
Dentre os presentes de casamento, os tios da minha mãe levaram mimos:
1 - Sinos amarrados no estrado da cama;
2 - Laços de fita sobre os travesseiros;
3 - Uma cesta enorme com produtos alimentícios, com pães, biscoitos, enlatados úteis, etc.
4 - Escreveram no espelho do banheiro Recém-Casados;
5 - Penduraram na porta um aviso de hotel "Não Perturbe".
Ah, faltou o dia:
"Dia 28 de julho de 1955"
Sob o meu ponto de vista, eles fizeram tudo direitinho, como um casal em Lua de Mel, incluindo o que combinaram com as respectivas famílias, de não visitá-los por uma semana.
Vou de orações, porque isso seria macumba se eu não fosse evangélica, mas Deus é mais!
Ambos já se foram para junto de Deus, e respeito é bom!
Grata pela paciência de leitura, desta vez não foram os Beatles, foram "As Abelhudas"