Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Não é Questão de Não Acreditar em Macumba ou Feitiço, É Questão de Acreditar em Deus / Crônica Obrigatória

 Não é Questão de Não Acreditar em Macumba ou Feitiço, É Questão de Acreditar em Deus / Crônica Obrigatória


     O título é longo porque a frase declarada, é sem sentido:

     _Você tem que passar por maldades no exato dia em que o seu pai e a sua mãe se casaram.

     Sério? Sério, contado pela segunda vez.

      Eu tenho culpa do meu pai ter se aconselhado com evangélicos. O que ele fez? Alugou uma quitinete, comprou móveis de cama e cozinha, quando o noivado tomou ares de casamento.

     Seguindo o regulamento, deveriam ficar uma semana sem aparecer na casa dos pais. Não tinham dinheiro para viajar, e passariama Lua de Mel na quitinete alugada.

     A minha avó materna pegou a chave deles emprestada antes do casamento para levar os presentes e verificar se cabiam dentro da quitinete.

     O meu pai e a minha mãe se casaram e foram para a quitinete.

     Dentre os presentes de casamento, os tios da minha mãe levaram mimos:

     1 - Sinos amarrados no estrado da cama;

     2 - Laços de fita sobre os travesseiros;

     3 - Uma cesta enorme com produtos alimentícios, com pães, biscoitos, enlatados úteis, etc.

     4 - Escreveram no espelho do banheiro Recém-Casados;

     5 - Penduraram na porta um aviso de hotel "Não Perturbe".

     Ah, faltou o dia:

     "Dia 28 de julho de 1955"

     Sob o meu ponto de vista, eles fizeram tudo direitinho, como um casal em Lua de Mel, incluindo o que combinaram com as respectivas famílias, de não visitá-los por uma semana.

     Vou de orações, porque isso seria macumba se eu não fosse evangélica, mas Deus é mais!

     Ambos já se foram para junto de Deus, e respeito é bom!

     Grata pela paciência de leitura, desta vez não foram os Beatles, foram "As Abelhudas"

       

domingo, 24 de maio de 2026

O Problema do Bumerangue / Reflexão

O Problema do Bumerangue / Reflexão


     Era uma aula de Física, a mais fascinante, a de que a velocidade no espaço pode modificar a realidade.

     A questão era jogar um bumerangue no Polo Norte, e até hoje não entendi porquê no Polo Norte, no círculo ártico.

     Criava-se uma velocidade maior do que a da rotação da Terra e calculava-se aonde o bumerangue iria cair.

     Por mim, o bumerangue podia cair aonde quisesse, porque tal cálculo dependia de outros fatores como da velocidade do vento, da distância, do cálculo exato da curva que o bumerangue faria durante o percurso.

     Enfim, seria mais fácil criar uma nave espacial que fosse até a Lua do que prever o local exato da parada do bumerangue.

     Se a velocidade fosse maior que a rotação da Terra, o bumerangue seria encontrado alguns passos à frente de quem o atirou, mas o bumerangue volta e assim cairia alguns passos atrás de quem o jogou, mas a pior coincidência seria atirar o bumerangue e ele cair aonde o jogador estava.

     O bumerangue era considerado um dos brinquedos ou jogos mais perigosos que existia para as famílias.

     Hoje em dia existem locais próprios para a prática desse esporte. Naquele tempo, não.

     Quando os jovens saíam aos parques jogar bumerangue, era recomendado se retirar do ambiente.

     Houve uma época em que o bumerangue se transformou numa moda, e era comum haver acidentes de toda a espécie com bumerangues, ao ponto de haver recomendações por parte das autoridades.

     Tivemos um, de material leve, que prometia uma volta com baixo risco. No entanto, os bumerangues profissionais dos atletas eram de alto risco.

     Os problemas da física matemática com bumerangues eram comuns nas escolas, ou na minha.

     O fato é que a volta do bumerangue era relativo à força com que era jogado ao vento, cuja velocidade era imaginária, mas cuja curva de elipse era plausível.

     Com aquela ideia de Ártico, velocidade de rotação, força de partida, vento e tempo de volta relativo, pois dependendo da velocidade, ele já poderia ter retornado, criava tantos pensamentos falsamente matemáticos, pois nenhum jovem tem esse conhecimento, que era melhor deixar o bumerangue guardado junto aos brinquedos velhos.

     Aquele quadro-negro cheio de giz, era convincente, e a possível prova com o fator bumerangue apavorava aqueles jovens.

     Guardados os bumerangues, aprendemos que estamos sujeitos a inúmeros fatores aleatórios, dos quais não sabemos, ou não conseguimos lidar satisfatoriamente.

     Ou seja, mesmo os físicos experientes não podem calcular todas as variáveis aleatórias existentes, como no caso de um parque com um número entre cinquenta a cem pessoas jogando bumerangues ao mesmo tempo e em vários sentidos de direção, por diversão.

     O que se podia fazer à época era imaginar essas possibilidades dentro de um cálculo relativo.

     Agora, imaginar que cada pensamento é um bumerangue que volta, pode ser para que se calcule o bem, porque é o que todos querem para si mesmos.

     Boa semana para todos.

     Grata pela leitura.   

      

sábado, 23 de maio de 2026

Pastel de Vento

Pastel de Vento


Se observo uma fatia,

Acabou-se este tempo

Na fila, padaria


Lotada neste dia,

Vitrine em movimento

Que em pacotes abria;


Se reparo, meio-dia

E um pastel. Era vento.

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Vibração

Vibração


Texto longo,

Pernilongo

E zumbido


Que um mi longo

 Faz no gongo

Seu sonido,


Um milongo

Tem sentido.


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Crescimento

Crescimento


A palavra

Interessa,

Diz sem pressa


Do que abraça,

É uma peça

Que diz cresça


E faz graça

E não cessa.





 





 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

A Utilidade da Oração / Crônica do Cotidiano

A Utilidade da Oração / Crônica do Cotidiano


     Completamente "sui generis" esta crônica de hoje.

     Em todo caso, é um contentamento que ainda algo me surpreenda o espírito.

     A oração foi o melhor desta semana. Fiz algumas orações, não por mim, mas também por mim, porque ela fez bem à minha alma.

     Leiam e fiquem estupefatos como eu fiquei.

     Noite passada acordei e estava tendo um pesadelo. Levantei, tomei água, e iria voltar a dormir, quando ao longe escutei contar de mim no velório de um conhecido.

     Pensei e, de fato, naquele dia fiquei triste.

     Ouvi a conversa porque à noite, ouvidos sensibilizados pela música, ouvem até com mais afinação que de costume.

     A turminha conversava sobre alimentação e vida saudável, e os riscos que se corre quando não se tem uma alimentação balanceada. Tudo bem, mas até hoje não soube se foi uma má alimentação a causa do enfarte do casal, mas em anos diferentes.

     Se tivesse netos, talvez dissesse algo, mas não é o caso, e é uma geração nova e distante do meu jeito de ser.

     Não voltei para a cama sem antes orar pela alma daqueles dois.

     Fiz uma oração pela turminha jovem, pedindo para que Deus desse vontade a eles de irem para a casa deles e dormir, e com pensamentos melhores, já era madrugada.

     Orei igualmente por mim, para que tivesse uma boa noite de sono.

     Adormeci pensando na fé, e quão bom é orar, quando a situação é estranha e sem culpa.

     Pensaram em mim, falaram razoavelmente do meu comportamento, mas precisavam de uma oração.

     Passados alguns minutos, e eles saíram, foram para a casa deles.

     A oração é uma utilidade nesses momentos.

     Fiquei bem, dormi bem, e acordei bem por ter sido acordada para orar.

     Feliz por me surpreender com Deus.

     Grata pela leitura.     

terça-feira, 19 de maio de 2026

Caricatura

Caricatura


Caricatura,

Essa pintura

Que é enfeitada


Criação e criatura

Numa mistura

Que é desenhada,


Mas com lisura,

Mas encantada.