Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Edição

Edição


Esta folha amarelada,

Pelo tempo desgastada,

Traz a luz certo saber,


Numa capa encadernada,

D'uma edição que é esgotada,

Se folheada, há o que ler;


Nesta edição já esgotada,

O poeta mostra seu ser.  

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Realidade

Realidade


Humana, a mente possível

Que está a racionalizar

O necessário e o visível,

Gostar de raciocinar;


Existe o que é verossímil,

Não precisa equalizar

Todo o som, ser audível

E real, sem o imaginar,


E a realidade não é incrível,

Basta ser, e vivenciar

O que existe, o que é factível,

Exatidão a constatar.  

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

De Vez em Quando, Polêmica / Comentário

 De Vez em Quando, Polêmica / Comentário


     Mudando de assunto, um contrassenso observo no noticiário.

     Há um projeto de lei obrigando a construção dos chamados telhados verdes, ou seja um jardim no telhado dos edifícios de utilidade pública.

     Não gosto de entrar nesse meio político quando escrevo, mas moramos num país em que não faltam insetos e outros bichos, que entram e convivem erroneamente nas cidades.

     Onde resido, Curitiba, tem um parque onde as capivaras passeiam livremente, e os pedestres admiram e tiram fotos, mas elas não são tão mansas assim, e é preciso manter uma certa distância. Quando aparecem jacarés, dizem que foram colocados no parque. Já pensaram em alguém capaz de capturar um jacaré, trazer para a capital e colocá-lo numa lagoa? Eu não sou crédula.

     Temos gambás e sapos nas estradas, e de vez em quando, assustam motoristas.

     Áreas verdes não nos faltam, mas critico telhados e cercas verdes, criadouros de insetos.

     Este posicionamento não significa ser contrária a preservação ambiental, mas tato ao saber que áreas verdes precisam ser cuidadas por especialistas.

     Fato é que ao residir próxima a um parque, verifico o cuidado das autoridades locais no controle das pragas urbanas, e admiro o pessoal que retira os ninhos de cupim, e controlam os insetos, posto que muita gente leva os seus animais de estimação ao parque disciplinadamente, como por exemplo: para a chuva, eles levam os animais para tomar o ar do parque.

     Tudo tem o seu lugar, a natureza também.

     Podemos conviver em paz com a natureza, respeitando os limites, respeitando as crianças tanto quanto o fabricante de inseticida respeita.

     Nenhuma cidade resiste sem ter natureza por perto, o que não significa fazer uma horta num apartamento, que mesmo com cuidados, atraem insetos de toda espécie.

     Natureza é ao natural, como o ser humano é para a civilidade.

     Respeitar o espaço do outro é fundamental, mesmo quando falamos de espécies.

     Por aqui, temos águias e falcões, pássaros de todo tipo, vários parques bonitos e bem cuidados, e quando digo bem cuidados, significa que as árvores são podadas regularmente, a grama aparada e os insetos controlados.

     Já houve a época do exagero, em que éramos obrigadas a comprar inseticidas, e vestir máscara para atacá-los.

     Já houve época de poluição extrema, com uma fábrica de velas queimando os seus produtos e fumaceando toda a vizinhança, a ponto das cortinas ficarem sujas de fuligem.

     Estamos numa época em que se defende o verde, mas a natureza, sob o meu ponto de vista, não pode ser uma ideologia impositiva, posto que não é difícil encontrar animais silvestres nessa terra tão privilegiada pela natureza.

     Assunto para ser discutido por todos, não para ser uma nota do jornal A Voz do Brasil, que pouca gente escuta, embora muito seja dito, em suas notícias curtas.

     Grata pela leitura.       

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Novidades / Crônica de Supermercado

 Novidades / Crônica de Supermercado


    Hoje parei para ler um novo produto que interessa a todos: um mata-mosquitos elétrico 24 horas, que promete não fazer mal às crianças e aos animais de estimação.

    Não comprei porque vou procurar saber mais pela internet, no site da fabricante.

    Dificilmente paro para observar tais produtos, mas exposto no corredor de entrada fica mais visível ao consumidor.

    Reparei nas atitudes do consumidor. 

     Quando a gente entra num supermercado novo, a gente procura algo diferente para comprar, e, quando a gente vai num mesmo supermercado, a gente nem repara nas prateleiras e as novidades que possam estar por ali.

     Um familiar trouxe para casa uma barrinha de tâmaras, uvas passas brancas e creme de amemdoim, bastante saudável. Eu nem sabia que existia, e gostei. Um lanche bom para ter na bolsa num dia corrido.

     Interessante é que o consumidor repara no que falta ou numa linha de produtos que o supermercado deixa de vender, conforme reparei na semana passada que o supermercado que vou deixou de vender os chinelos de borracha de uma determinada marca, mas manteve os chinelos habituais do brasileiro.

     Verifiquei, depois do produto novo no corredor de entrada, o movimento de setores cobrando a falta dos produtos deles nas prateleiras.

     O que pouca gente sabe é que a exposição de produtos novos requer toda uma negociação com o supermercado no qual será exposto.

     Existem duas políticas de vendas quando o produto é novidade no mescado, a primeira é entrar em promoção com um custo mais barato, e a segunda é um contrassenso, pois o produto novo é oferecido a um preço muito mais alto do que nas outras lojas com o intuito de que o consumidor, ao verificar o preço, pense em comprar na outra loja, provocando o consumo de algo que talvez nem tivesse a intenção de comprar.

     Existe uma diferença entre o consumo rotineiro e o consumo turístico num supermercado. Quando o consumo é rotineiro, o consumidor segue direto ao que pretende adquirir, pois já conhece a disposição do produto na prateleira. O consumo turístico quer saber o que aquele lugar tem de especial , como um supermercado "gourmet" oferece produtos específicos, e para se chegar até a área específica, várias voltas nos corredores são necessárias.

     Anúncios são caros, tem custo, e muitas vezes, os fabricantes preferem usar as prateleiras dos mercados como anúncio, porque a propaganda de boca em boca, apesar de todos os recursos midiáticos existentes, ainda é uma boa propaganda.

     O último produto que comprei, em termos de novidade, foi um produtos para limpar inox, líquido e muito eficiente.

     Esse produto novo é que pretendo comprar a partir de tê-lo visto no corredor de entrada, com a intenção de comprar pão.

     Pelo menos fica a sugestão e a noção de um produto, com design moderno, e que pode ser um bom aliado nos dias que se seguirão de calor e janelas abertas.

     Grata pela leitura.    

         

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Neste Tempo, Sofá e Passatempo

Neste Tempo, Sofá e Passatempo


Vontade de caminhar

Sem querer o chegar,

Dentro do pensamento


E muito acreditar

No tempo de arejar

Desse discernimento


Que é a fazer todo o estar,

E o sofá, passatempo. 

sábado, 19 de setembro de 2026

Divagação sobre o Tempo

Divagação sobre o Tempo

     Chove, perto da cortina começa a vir um leve odor de mofo. Abrir as janelas é se molhar, sem necessidade.

     Comprei sombrinha nova, a minha se foi numa das chuvas quando o vento a levantou.

     O inverno termina com essa sensação, a de que será necessário cuidar de arejar a casa, e insistir em todas as tangerinas, ponkans, morgotes, mexericas, e tanto assim, que até conheci a verona, que não sei de onde veio, mas é bastante saborosa na leveza da acidez cítrica.     

 Tem gente que faz chá com as cascas dessas frutas e põe uma pitada de canela, e ao chá se nomina de quente, e que não se pode tomar um chá desses e sair ao tempo.

     O inverno tem suas delicadezas para com a gente, e são esses pequenos mimos que o fazem aconchegante.

     São as feiras com produtos da época, são as pessoas nas ruas encolhidas nos seus agasalhos, a vontade de ficar em casa e esquecer da correria da semana, algo que não é para todos, pois a preocupação é dobrada para quem tem crianças em casa e na escola.

     Alguns ritos ficaram da pandemia, como evitar aglomerações nos dias frios e chuvosos, se não há gripe, de um resfriado e uma dor de garganta podem vir e pegar a gente de surpresa.

     Sentimo-nos longe nesses dias molhados aos finais de semana, longe da chuva principalmente.

     Não há desperdício de tempo, quando o gastamos fazendo coisas por nós mesmos, embora, às vezes, imaginamos que há um mundo lá fora para conhecer.

     Inverno é aqui e em qualquer lugar onde haja frio e chuva o mês inteiro, e a semana promete mais chuva.

     Os dez graus centígrados da manhã não são nada comparados aos doze ou treze graus como temperatura máxima, pois durante o dia a gente sai, e ficamos alternando entre a temperatura do ar-condicionado e a do tempo na rua, e talvez seja essa mudança a necessidade de tantas frutas cítricas como sobremesa.

     A chuva e o frio ão necessários, mas aprender a gostar deles é uma obra de arte, artes manuais, arte culinária, e esperar com alegria o tempo secar.

     Propícios a divagação, ao aquietamento, a sentir vontade de fazer algo para aquecer um pouco, fazer ao dia o que possa ser proveitoso.

     O tempo nos obriga a fazer algo de bom e quente e seco, o que traz ânimo, o que é essencial.

     Grata pela leitura.       


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Filme

Filme


Num filme fica bonito

O que para o dia é esquisito,

Como uma resolução,


Ou ver a chuva não aflito,

A mansidão do infinito

Ou a alegria da pulsação


De um dia bem feito, bendito,

Mas é da imaginação.