Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

A Filosofia do Preço / Crônica do Cotidiano

A Filosofia do Preço / Crônica do Cotidiano


     Vocês certamente já ouviram falar dos livros deixados por aí, em qualquer lugar. São livros lidos, e deixados para que outros peguem e depois deixem por aí.

     Foi o que aconteceu no ônibus.

     O livro "A Filosofia do Preço", de autor desconhecido, e como não o trouxe para ler, não lembro o nome do autor.

     No entanto, curiosa que sou, folheei algumas páginas para ter uma ideia dessa filosofia.

     Vou explicitar o pouco que li, pois parecia um livro para o comércio.

     Tem um produto para a venda? Faça o preço e o coloque à venda.

     A partir daí, ele, o escritor, coloca duas continuações.

     A primeira é que o vendedor vende e o consumidor não tem a oportunidade de usar o produto, não por defeito de fabricação, mas por qualquer acaso, ele comprou e percebeu a inutilidade do produto na sua vida prática.

     O vendedor lucra e o consumidor tem prejuízo.

     Lembrei de uma máquina de costura overloque, com fios de nylon, que acabei doando para uma malharia. Não sabia lidar e não tinha aonde usar, pois as minhas blusas de malha são mais baratas compradas do que feitas por gente inábil, como eu.

     O vendedor me convenceu que tinha bom preço. Ele lucrou e não me enganou. O preço estava excelente. Eu não tinha habilidade sequer para colocar o óleo no motor.

     A segunda continuação é a que o vendedor vende e tem prejuízo.

     Nessa segunda opção ele diz que o produto é vendido, e o consumidor fica milionário com o produto comprado.

     Pensei numa senhora conhecida, que fazia muitas peças de algodão, montou uma fábrica, abriu lojas e se transformou numa empresária de sucesso.

     Nesse caso, o escritor diz que o vendedor teve prejuízo, porque com uma indústria fabril a mais, ele venderá menos máquinas de overloque.

     Nesse ponto é que o autor tece uma filosofia sobre o preço, algo muito necessário para os comerciantes, porque a partir desse preço é que ele mantém o seu negócio.

     Fazer um preço para um produto é o começo do negócio, e o risco não está exatamente no lucro com o volume das vendas, mas sim no que acontecerá ao consumidor que compra o produto ao decorrer da sua utilização. 

     O preço é o risco do comerciante, que antes de fazer o preço, deve verificar mais do que a matemática do produto diz, pois ele precisa verificar a filosofia que o produto terá após a venda, e saber que a venda de um produto, melhor utilizado pelo consumidor do que pelo vendedor, pode acarretar a falência do comerciante.

     Ele aconselha ao comerciante se questionar antes de colocar um produto à venda, com algumas perguntas: O que se vende? Por que se vende um produto? Qual é a configuração de compradores que ele deseja receber no seu comércio? Está preparado para saber que o consumidor utiliza de forma excepcional o produto e consegue um resultado infinitamente maior que o dele que o vendeu?

     E antes de chegar até a páguna seguinte, ele diz que o produto não é o vendedor. O produto é alguma coisa que segue o seu próprio caminho para chegar na sua melhor utilização, sem se importar com lucro ou prejuízo, com vendedor e consumidor e suas negociações.

     Para concluir: deixei o livro exatamente onde estava, abandonado para ser lido pelo leitor, leitora, adequados ao seu conteúdo.

     Eu não sabia da existência desse livro, agora que sei, divido a busca dele por quem se interessar.

     Grata pela leitura.     

  

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

A Tecnologia na Terceira Fase / Comentário

 A Tecnologia na Terceira Fase / Comentário


     Me perco nas funcionalidades do teclado, não as do computador, pois essas eu me prometi a nunca mais mexer, desde quando tive que mandar reinstalar o windows depois de uma configuração aleatória, a qual travou definitivamente o mesmo.

     No que tange ao som, no entanto é uma vergonha pavorosa.

     Hoje pensei na qualidade do teclado (instrumento musical). Queria aumentar a sonoridade, e tomara que o técnico de teclados não leia.

     Fui ao Google e perguntei para a inteligência artificial. Esperei a pesquisa, e verifiquei ela passeando no Youtube, no Spotify, nos manuais do fabricante até que achou o modelo, e de repente indicou as notas musicais a serem apertadas com o teclado ligado.

     Consegui corrigir o erro, digamos, o meu erro, pois apertei o botão de reverberação e quis desfazer e desfiz, pois a inteligência artificial do Google ficou atiçada com o erro, e disparou:

     "Se quiser peso de tecla é x, se quiser sonoridade y, se quiser reverberação z. Se quiser desfazer, aperte fá, se for o caso. Cada tecla errada se desfaz com uma nota musical diferente."

     Eram muitas notas musicais e não decorei todas as funcionalidades possíveis, mas achei o tom do som que eu queria ouvir enquanto estudo.

     Ela foi pacienciosa comigo, e fiquei uma hora entre o celular e o teclado.

     Por certo que os jovens sabem mais. Eu tenho o manual do teclado, e são tantas linhas com caminhos de notas musicais a serem tecladas, que acabam por dificultar o entendimento dos comandos para achar o som ideal.

     Pior que isso, somente o fone de ouvido com bluetooth, que vem com microfone. Como é que vou saber que não estou falando ao público em geral com um microfone integrado no fone e eu no supermercado.

     Outro dia consegui a primeira linha cruzada da era do celular.

     Estava conversando e o celular tocou. Pois aconteceu que se não eram, ficaram duas conversas ao mesmo tempo. Eu ouvia a conversa paralela do telemarketing e não conseguia desligar enquanto conversava pelo whatsapp.

     Eu falava e as duas ligações respondiam, a da conversa própria, e a das ofertas de plano de celular. Desliguei ambas Dei um até logo para a minha conversa pessoal e comecei a clicar o botão de desligar até que a chamada foi desligada.

     O problema não foi por defeito do celular. O problema sou eu, que não sei atender telefone e whatsapp ao mesmo tempo silenciando uma conversa enquanto atendo a outra. Não faço mais isso, uma conversa por vez, desligo e me certifico que a conversa foi encerrada, para depois atender a outra ligação.

     Eu já escrevi anteriormente sobre as dificuldades com o controle remoto da televisão, mas como não sou fã da televisão, me atualizei com o sticker da operadora de telefonia, que vende um pacote conveniente para aqueles que gostam mais de Youtube do que televisão,e assisto a um preço conveniente. Não sou radical ao ponto de ficar sem televisão, mas com o sticker da operadora incluído no plano de telefonia celular, chega a ser reconfortante. para quem quiser o sticker, ele se serve de uma porta especial da televisão, que eu não sabia que existia, mas tem quem saiba mais sobre televisão do que dentro de casa, e instalou o sticker para mim.

     Não sei agora, se a terceira fase é a minha, ou da tecnologia, uma generosidade do tempo.

     Grata pela leitura.

     A tecnologia passa por transformações, e embora seja difícil aprender tudo, temos a inteligência artificial para ajudar. 

 

sábado, 12 de setembro de 2026

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Desligada

Desligada


Modalidade

"Off line" ágil

Necessidade,


Causalidade

Do tempo frágil,

Da tempestade,


Que à cidade

Não é nada fácil. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Chuva Contínua

Chuva Contínua


Exposição,

Chuva e jargão

Mais que molhada


Sem sugestão

De orientação

Modificada.


Vale a impressão

De ficar p'ra nada.



 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Microcrônica Infantil / Crônica do Cotidiano

 Microcrônica Infantil / Crônica do Cotidiano


     Nesse mundo em que vivemos duas coisas não faltam, a saber: fila e competição.

     Comprei uma latinha de drops sabor tutti frutti zero açúcar, e peguei a lata (não digo a marca), abri e peguei um drops.

     Na minha frente, na fila, uma menina de uns dez anos, acompanhada do pai e da mãe, ficou olhando meticulosamente para o drops.

     A mãe, encabulada, fez a menina olhar para ela, e disfarçar.

     Em seguida, a menina, bem postada, abriu a bolsa de lanches, da grife smurfs, tirou uma latinha de drops zero açúcar sabor morango, olhou para mim, abriu a lata de drops da mesma marca, sabor morango e só faltou dizer que também estava com uma lata de drops.

     Exatamente assim:

     Fila e competição. 


     Grata pela leitura.  

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Configurações / Crônica do Cotidiano

Configurações / Crônica do Cotidiano


     Sair, relaxar, que ideia boa e bonita, mas a teoria refletindo-se na prática é diferente.

     Não importando aonde estou, mas a noite de ontem renovou os instintos, os de se proteger da chuva,

 e ouvir os sons da mata.

     Ontem choveu muito e ventou, e o inesperado foi o som dos macaquinhos apavorados emitindo seus sons característicos uns aos outros.

     Acordei no susto, levantei pronta pra sair, e dei risada de mim.

     Da janela eu ouvia vários:

     _Uh, Uh, Uh.

     As folhas das árvores se agitavam, olhei pela vidraça sem abrir nenhuma fresta, o que foi prudente e motivo para que este lugar seja exclusivo para mulheres. Elas não vão procurar micos. Os homens saem e criam problemas para a segurança do lugar.

      Agora não sei se é elogio ou crítica, pois a vista do local para os homens  é um pacato olhar de mar.

     Depois soube que, mesmo com vista para o mar, houve insônia, pois havia um ruído indistinguível naquela bucólica paisagem, também poético, posto que eles, os da paisagem tranquila, comentaram que nem valia a pena tomar chuva, ver chuva com conversa de chuva e frio.

     Melhor ideia tiveram os jovens, que compraram capas de chuva descartávei e saíram para enfrentar a chuva, o frio e o vento.

     Dormir mesmo, por aqui, somente depois que os macaquinhos se acalmaram.

     Lembrei daquele ensinamento de que nenhuma proibição é a troco de nada.

     Fico em meio a civilização, e muita gente sem ter o que fazer.

     O lazer possível aqui foi desaconselhado, porque eles , os macaquinhos pegam os lanches e o que quiserem para fazer imitações próprias da espécie.

     Sem querer cometi uma gafe, trouxe banana seca como lanche fora de hora.

     Não é aconselhável ter bananas ou bananadas por aqui, e restou-me comprar biscoitos.

     Estou em outra configuração, válida como um contato  personalíssimo com o meu instinto.

     Vocês merecem um foto:


     


              Grata pela leitura.