Rio de Janeiro

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http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Trilha de Deus

Trilha de Deus


Você lê a Bíblia,
Deus te abençoe;
Que a vida ecoe
Nessa mantilha.

Numa vasilha;
Que se arrazoe
Ao que afeiçoe
O oleiro que a brilha

E molda uma ilha
Que se povoe,
E se apregoe
Por essa trilha.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Coisas da Escola / Reflexão


Coisas da Escola / Reflexão

     Eram incentivos à originalidade as histórias educativas que contavam em sala de aula.
     "Era uma vez um homem que resolveu montar o próprio negócio. Montou uma pizzaria na rua onde morava. Naquela rua não havia pizzaria e, logo começou a ficar bem de vida. Naquela rua faltava comércio, mas os seus conhecidos vendo o conforto do homem que montou a pizzaria, resolveram montar uma pizzaria, alguns sem nenhuma intenção a não ser a de adquirirem algum conforto vendendo pizzas. De fato, a segunda pizzaria também deu certo. No entanto, as pizzarias começaram a se multiplicar naquela rua, e por fim todos faliram.
     A rua que poderia ser transformada em via gastronômica, com diferenças no cardápio e de pratos apresentados, por falta de originalidade, levou à bancarrota todos os donos de pizzaria."
     Amanhã é dia bom para comer pizza, afinal é sexta-feira e alguma descontração é merecida.
     A criatividade precisa de um pouco de originalidade para dar certo.
     Mas, para começar, para ser criativo (a), é preciso que a pessoa imagine coisas boas a serem desenvolvidas, esse é um tempo precioso na vida da pessoa criativa.
     Para ser igual, basta seguir os demais que são iguais. O melhor disso é que nesse estado de espírito se deseja que o outro esteja bem, com condições de consumir o que a criatividade produz. Dentro de uma realidade factível, todos sabem que todos os demais têm problemas, mas é a favor e torce para que os problemas dos outros sejam resolvidos à contento.
     A criação da originalidade impõe ao criativo a necessidade de ver o outro em boas condições em sua normalidade.
     Esses dias, eu disse que alguém, o qual denomino de "fulano" vai conseguir superar um problema em pouco tempo porque é capaz, pertinaz e competente.
     Complicado para a criatividade é o pensamento negativo sobre si mesmo que possa refletir em outra pessoa.
     Não é possível pensar em progredir ou evoluir querendo que os outros tenham problemas. Não existe progresso se todos tiverem os mesmos problemas porque ninguém pode fazer nada por ninguém. É o caso de dizer que se todos os habitantes do planeta tiverem um resfriado ao mesmo tempo, haverá escassez de antigripais e lenços. A higiene se acaba e até mesmo a humanidade poderá extinguir-se.
     Quando os outros não sabem do seu problema e têm outros problemas é que existe a invenção das soluções. A originalidade, nesse caso deseja que ninguém mais no planeta fique resfriado e que todos os antigripais e lenços estejam à sua disposição.
     Até eu mesma achei essas histórias ligeiramente escatológicas, mas são histórias de fácil alcance.
     Quantas e quantas vezes ouvimos a seguinte frase - negativa - sob esse ponto de vista: "Ah, eu gostaria que os outros levantassem às cinco da manhã e tivessem que pegar o trem para fazer o dia."  Acontece que se todos os habitantes do planeta acordassem às cinco da manhã para pegar o trem, faltaria trem, haveria congestionamento de pedestres, e uma confusão generalizada.
     Definitivamente alguns desses pensamentos levam ao caos.
     No entanto, quantos arquitetos e engenheiros passam os seus dias planejando para que não haja congestionamento, para que as pessoas se desloquem das suas casas quando bem entenderem e em acordo às necessidades delas sem terem que enfrentar um trânsito tumultuado? Centenas, talvez milhares.  Quantos cientistas gastam as suas vidas criando vacinas? Centenas, talvez milhares.
     De onde veio esse texto? De uma pequena chaleira velha com uma rolha na tampa, sem uso há muitos anos, que me desfiz com alguma dor. A rolha ainda estava intacta na tampa.
     Como eu me diverti com ela a cada vez que colocava a água para ferver para passar café.
     Irritaram-se com o perigo de que me queimasse com água fervendo, compraram chaleiras e a minha chaleira ficou esquecida. Coisas de dentro de casa.
     Coisas da escola. A arte preenche a criatividade, de qualquer jeito.    

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Mansuetude

Mansuetude


Sensatez
Prazeirosa
Nesses quês
À frondosa

Solidez
Atenciosa
De um talvez.
Generosa

Polidez
Laboriosa
Que se fez
Cor-de-rosa.


terça-feira, 27 de novembro de 2018

Compreensão

Compreensão


A compreensão
Veio aqui passear
E serenar
O coração

Nessa razão
De se pensar;
Sair, conversar,
É a obrigação

Da distinção
De um realizar
Do ser e estar
Em formação.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Prova

Prova


Nem me conto
Desse ponto
Reprovado,
Fica ao lado.

Desencontro
Que desmonto
Ao estudado;
Planejado

Redesconto
Que remonto
Ao visado
E acordado.

domingo, 25 de novembro de 2018

Traço de Giz

Traço de Giz


Traço de giz
Que bem se quis,
Bem sabe o tempo
Nesse andamento,

De tom matriz,
Quando se diz
Que é sentimento
De acolhimento

De um aprendiz
Dos dons gentis
Que diz ao tempo
Do entendimento.


sábado, 24 de novembro de 2018

A Cultura Se Move

A Cultura Se Move


Tardes antigas,
Tardes amigas
A conhecer
E reviver

Essas cantigas
Que formam ligas
De se entender,
E perceber

Que essas fadigas
Não são fadigas,
São o enternecer
A se mover.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Na Rua das Acácias / Conto de Horror


Na Rua das Acácias


     Não quem não saiba a história que corre na Rua das Acácias, sem número.
     Dizem que na Rua das Acácias mora um vampiro.
     Maria mora na Rua das Rosas e também sabe da história do vampiro.
     _Maria, te cuida com o vampiro. Ele é perigoso, suga a vontade de estar bem.
     Acontece que o vampiro envia notícias todos os dias à Maria.
     _Maria, te cuida de vampiro. Ele disse que você anda cabisbaixa.
     Maria ergue a cabeça e segue.
     _Maria, te cuida do vampiro. Ele disse que sabe de você tanto ou quanto mais que qualquer anjo da guarda sabe.
     Maria anda pelas ruas a espreitar para ver se o vampiro está nas redondezas.
     _Maria, te cuida do vampiro. Ele espera o teu cansaço para te dar um abraço e fim.
     Maria cuida rigorosamente das horas de sono.
     _Maria te cuida do vampiro. Eu posso ter parte com o vampiro.
     Maria cuida de cada um dos seus amigos e amigas com atenção e dedicação.
     Maria tenta ser irônica, e pergunta se o vampiro está bem disposto.
     _Maria, quem sabe de você é o vampiro. Nós o ouvimos sem querer, mas ele obriga.
     A Rua das Acácias é conhecida pela casa sem número do vampiro.
     _Maria, te cuida do vampiro. Cuida de não pensar em voz alta.
     Maria não sabe muito bem do vampiro. Pelo que dizem, ele gostaria que ela fosse homem e a recrimina em toda e qualquer atitude de mulher. Disso ela tem certeza.
     As pulseiras de bijuteria que, ao moleque tentar furtar, quase corta o pulso. Os brincos de plástico constantemente arrancados das suas orelhas por estranhos no meio da rua. Até que chegou o dia em que ela deixou para usar bijuterias em locais onde todos os presentes eram conhecidos. Perdeu a graça; nunca mais usou bijuterias.
     Com a maquiagem foi diferente. Desistiu de usar maquiagem no dia a dia para não ser chamada de feia, de exibida, de saliente. 
     Quando desistiu de usar maquiagem, o vampiro atacou novamente e começara os rumores de que era desengonçada ou que se achava bonita demais, e assim por diante.
     Maria voltou a usar um pouco de maquiagem.
     _Maria, te cuida com o vampiro.
     Com tanto esforço por parte do vampiro, ele ficou conhecido, temido e respeitado. Tornou-se morador ilustre na Rua das Acácias. Algumas moças da Rua das Acácias morreram de fraqueza.
     _Maria, te cuida com o vampiro. Uma morreu de bebida, outra morreu de fastio para comer e outra de tristeza. 
     Vampirismo não se resolve com polícia. Crime se resolve com polícia.
     Maria também se tornou conhecida, mas conhecida como a preferida do vampiro. Mesmo que seja para destruir as suas forças e enfraquecê-la a cada dia um pouco.
     Adeptos de vampirismo em pleno século XXI.
     _Maria, te cuida com o vampiro. Porque parece que é vampiro mesmo.
     

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Algo Para Comprar / Comentário


Algo Para Comprar / Comentário


     A propaganda chama atenção e sei de loja que abrirá exatamente a meia-noite, o que pode ser bom para quem quer comprar e não tem tempo durante o dia.
     Certamente que à meia-noite termina o Dia de Ação de Graças e começa a Black-Friday.
     Nós não comemoramos o Dia de Ação de Graças, mas temos os nossos feriados.
     Eu penso até que é interessante uma comprinha aqui e outra ali, mas primeiro é preciso verificar se é razoável. Se for algum presente para as Festas do final do ano, é razoável.
     Não sou contra a promoção, pois temos as liquidações sazonais, muitas vezes interessantes para comerciantes e compradores.
     Essa liquidação é interessante porque outros artigos além dos de vestuário e calçados entram em promoção. São artigos de investimento para a casa, tais como fogões e geladeiras.
     O fato de passear para ver os preços, por si só, é bom, mesmo que não seja para comprar.
     Por outro lado, a realidade não está lá essas coisas.
     O embaralhamento das redes sociais é imenso, e, o fato é que estamos sem pesos e medidas para saber um pouco mais sobre quem está nessa rede, chamada social.
     Particularmente, a internet está sendo utilizada como vitrine dessas propagandas de Black Friday.
     A internet valida a promoção para quem pesquisou os preços em outubro.
     Penso que não sei se vale comprar alguma coisa, pode ser que sim e pode ser que não.
     Indiferente? Um pouco.   
     

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O Dia Normal

O Dia Normal

O dia normal
Não tem igual,
É rotineiro
E alvissareiro,

Convencional,
Adicional,
Que passageiro
Passa ligeiro

Ao pinheiral
Ocasional;
Como um roteiro
De janeleiro.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Problema de Afetividade / Crônica do Cotidiano


Problema de Afetividade / Crônica do Cotidiano

     Precisei de táxi.
     Conversamos sobre a idade, ambos passageira e motorista maiores de cinquenta anos.
     Parecíamos de outra época olhando para o estilo de vida atual.
     Vivemos numa época onde toda e qualquer afetividade pode ser considerada como um palavrão, ou deturpada em suas melhores ideias.
     Disse que achava que essa sensação de que estamos numa época insensível era sinal de envelhecimento nosso.
     O motorista disse que não era bem assim.
     Contou de uma corrida feita.
     Levaria uma criança com a babá de volta da escola para casa.
     A babá estava atrás com a criança, que contava pela aparência oito anos de idade. A criança estava abraçada à babá.
     Chegando à porta da residência, observou um automóvel com motorista saindo da residência.
     Comentou com os passageiros:
     _Parece que as visitas estão indo embora.
     A babá contou que aquele carro era da dona da residência e que ela tinha motorista.
     O taxista fez sinal ao motorista e emparelhou o automóvel sentido contrário e abriu as janelas para que mãe e criança pudessem acenar um ao outro.
     A mãe olhava a agenda do celular.
     O filho olhava os recados da internet.
     Parados por alguns instantes, seguiram os seus caminhos contrários. O motorista do automóvel particular ergueu as janelas do automóvel e seguiu.
     O taxista manteve as janelas abertas, estacionou e esperou o pagamento e a descida da babá e da criança.
     Depois de contar a história, perguntou-se sobre que tipo de afetividade esta criança terá no futuro.
     Respondeu à própria pergunta contando de um jovem dono de um carro importado e carro, cuja corrida foi para buscar o automóvel na oficina especializada de importados. No meio do caminho o telefone celular tocou e era a mãe do jovem.
     Contou que o jovem disse à mãe para arranjar o que fazer ao invés de ligar para saber dele.
     Foi capaz de jogar o aparelho celular ao lado, um celular importado e de muito valor.
     Tratou o celular como se fosse lixo, mas a miséria estava na sua afetividade. Quantos valores de casa e de educação foram jogadas ao lado junto com aquele celular.
     Complementou a conversa dizendo que os dois fatos aconteceram com pessoas abastadas, mas que o desprezo pela afetividade é generalizado.
     Pais, mães e filhos conectados e sem tempo e capacidade para discutir o que importa para a fase adulta.
     Certamente que a babá cuida, que a empregada ou a escola servem o almoço e ensinam o que sabem. Mas ensinam em acordo com a precariedade que as levam a esses serviços.
     Nos países considerados ricos, as babás são estudantes que têm contato com outras famílias e aprimoram a sua cultura enquanto cuidam das crianças.
     Essa não é a nossa realidade. Não se sabe que tipo de educação essas crianças têm.
     Cria-se um carência afetiva imensa para as futuras gerações, com uma tal educação que não se sabe exatamente como é. Uma educação paga, uma afetividade ganha em troca de um salário mínimo.
     Certamente que a sociedade inteira sofrerá com essa falta de contato entre pais e filhos.
     Há um quê de idade nisso, mas também haverá falta de humanidade gratuita no futuro.
     Enfim, é bom que se pense sobre isso. Afetividade não é obrigação, é devoção.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Jó Justificado / Reflexão


Jó Justificado

     Jó é justificado perante Deus, porque não perdeu a fé.
     Apesar de tudo e contudo, era temente à Deus.
     Ante perder a sua alma e justificar-se perante Deus, escolheu justificar-se.
     Aceitou o sofrimento e a dor que lhe fora imposta em todas as suas perdas, mas questiona essas perdas tendo em vista a vida pautada na crença de um Deus que tudo podia.
     Mas tudo podia, somente a partir do momento em que não aceitasse perder a sua alma.
     Jó teve tudo para que a sua alma entrasse em conflito com Deus, mas não permitiu a si mesmo entrar em conflito contra Deus.
     A questão a que Jó se permitiu foi questionar essas perdas, tendo em vista que tinha sido fiel à Ele e que jamais o tinha contestado.
     Ao contrário, dizia que tinha alcançado tudo o que desejava na vida, o que era muito além de uma vida confortável. Era viver bem estando em paz consigo mesmo e estar em paz consigo mesmo significava louvar todos os dias o que Deus lhe havia dado nessa vida.
     Os diálogos de Jó são parte de um texto que, gosto de ler e reler.
     A cada releitura percebo novos sentidos às palavras ali contidas.
     Deus justificou Jó, quando admirou a sua fé e a sua disposição em ser justificado por Ele.
     Por vezes, quantas pessoas abraçam a causa de Jó.
     Também gosto dessa pureza de sentimentos.
     Deus, todo-poderoso, e alguém tenta justificar-se diante Dele.
     Jó não maldiz, questiona.
     Questiona com toda a sua alma num exaurir-se continuamente.
     Valia a pena ser justificado por Deus questionando a sua vida perante Ele.
     Jó é justificado por Deus, maravilhosamente justificado por Deus até mesmo em seus pensamentos.
     Em nenhum momento desse diálogo Jó fornece alguma chance para que o demônio  se aproxime. Ele sabe que o demônio o pegaria em armadilhas sutis. Jó repele o demônio, esse sim, um perigoso inimigo.
     O livro de Jó é para ser lido muitas vezes.
     O livro de Ló conta de um homem de bem que fez e conseguiu as suas alegrias ao bem fazer. Conta dos seus inúmeros sofrimentos e da sua lealdade para com Deus. Conta dos questionamentos e não dos conflitos.
     Por que todas aquelas perdas de Jó, senão para que fosse possível a sua justificação perante Deus?
     Cada linha desse livro, o Livro de Jó, merece uma reflexão.
     Hoje, aconselho o Livro de Jó às pessoas de bem, que prezam a sua alma, que querem um diálogo com Deus, para que somente Ele saiba do porque disso ou daquilo. Algo possível para os que são tementes à Deus. Algo possível para os que questionam à Deus.
     Essa é uma resenha interessante. Boa para todos. Um marketing de um livro que vale cada linha de leitura: a Bíblia. 

domingo, 18 de novembro de 2018

Dia Sincrético / Crônica do Cotidiano


Dia Sincrético / Crônica do Cotidiano

          Hoje, domingo, 18 de novembro de 2018. Dia para não esquecer.
          A cidade de Curitiba teve tantas atividades ao ar livre que foi praticamente impossível sair de casa. O pessoal que cuida do trânsito provavelmente teve um dia cansativo, ordenando e cuidando das ruas e desse povaréu que saiu de casa, provavelmente a pé, ou de ônibus, carona, táxi ou aplicativo da telefonia móvel.
          Para quem conhece um pouco de sincretismo religioso, tais como "Umbanda" e afins, nem que seja por curiosidade, lembrou de uma determinada entidade chamada de "TRANCA-RUAS".
          Sem colocar o nariz para fora da porta, depois de algumas atividades domingueiras. Às vezes me pergunto por que é que eu não consigo assistir mais do que uma hora de televisão, mas é assunto para outro dia.
          Acabei por pesquisar a tal da entidade, sobre a qual lembrava vagamente de ter lido sobre ela na juventude. Vamos à pesquisa, interessante para todos os que são curiosos.
          No site www.eustaquio.com , encontrei a seguinte síntese:

          "Em síntese, O grande agente Mágico do Equilíbrio Universal. É o Guardião dos Caminhos, companheiro dos Pretos Velhos, Caboclos, aparador entre os homens e os Orixás, lutador incansável, sempre de
frente, sem medo, sem mandar recado. Senhor da escuridão e do plano negativo atuam dentro de seus mistérios, regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.
Senhor Tranca Ruas tem o poder de fechar e abrir os caminhos para o ser humano e também de ter as almas perdidas sem luz como escravos para prestar-lhe reverencias e fazer o que ele ordenar. Este é um dos motivos pelo qual ele foi enviado aqui no plano físico, para pegar as almas perdidas e formar uma hierarquia para que essas almas perdidas fossem transformadas em seu exército, e desta forma encontrem o caminho novamente para a luz através dele mesmo, podendo assim vigiar e manter esses espíritos sem luz afastados dos seres humanos que ora estão encarnados.
Seu vestuário é cartola sofisticada de época, sua capa varia nas cores azul turquesa, roxo e negro tendo contrastes em vermelho decorada de safira de preferência amarelo dourada que simboliza sua riqueza e a presença de seu reino. É extremamente educado e fino, poderoso e radical. Transita além dos limites da bondade e da maldade. Sendo um mensageiro de orixá, ele profundamente identifica
com os seres humanos. Guardião das casas, das vilas, das pessoas. Exú não tem nada haver com demônios, pois ele é a própria alegria da vida."
          O sincretismo religioso no Brasil é fator de conhecimento da cultura que nos agrega enquanto nação.
          Os cristãos devem andar segundo o Espírito do Senhor.
          Mas o espírito do Senhor achou que seria melhor realizar atividades caseiras do que sair.
          Existe uma canção que pede que Deus guarde à todos sob a unção do Espírito.
          Hoje foi um dia muito produtivo em termos sincréticos.
          Boa semana para todos!
          
       

          

          

          
          
           

sábado, 17 de novembro de 2018

Embelezamento

Embelezamento


Ritmos marcados,
Poemas frisados.
Delicadeza
Por natureza


Mesmo em quadrados
Recolocados,
Pela certeza
D'uma proeza


São compassados,
Sonorizados
Pela surpresa;
O que embeleza.







sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Nerusca (Coisa Nenhuma)

Nerusca (Coisa Nenhuma)


Talento é obrigação
Sobre o qual se rebusca
À complementação
Espiritual que ofusca


Toda uma compreensão,
Que parece patusca
Em meio à essa exatidão
Vinda do nada e brusca,


De intensa admiração,
A qual jamais se busca
Por vontade ou adesão;
Esquisita nerusca.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Poema Realista

Poema Realista


A idealização possível
Passa pela realidade,
Exige continuidade
Para que seja factível;


Mesmo em rima que é sofrível,
É uma possibilidade
Numa propabilidade
Imaterial compatível


De argumento previsível.
Essa racionalidade
Define a causalidade
Que supõe até o imprevisível.



quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Humana Preservação

Humana Preservação


Poderia ser diferente,
Ao dizer dessa visão,
Mas quem sabe do presente,
Contra a essa proposição


Se for contraproducente
Numa banalização
Pertinente e adjacente,
Quando seria obrigação  


Quanto ao que é por consequente
Ser a perfeita expressão
Daquilo que é concernente
À humana preservação.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Padrão Cultural / Reflexão


Padrão Cultural / Reflexão


     O padrão cultural é muito importante no dia a dia.
     As necessidades diferem de pessoa a pessoa e as conclusões chegam a ser hilárias quando o bom humor é possível.
     Às vezes, o bom humor não é possível. Essas diferenças são estritamente culturais.
     São questões simples com respostas que não correspondem às expectativas que geram os problemas,e a paciência.
     São respostas verdadeiras, como o exemplo:
     _Você educa os seus filhos do modo que você acha que é melhor!
     É uma resposta sincera que tem gente que não acredita que seja.
     _Não gosto de dar palpite sobre questões das quais não tenho o mínimo conhecimento.
     Mas o conhecimento que se tem não permite dar palpite, e agora?
     A isso chama-se padrão cultural.
     Tem quem dê palpite sem conhecimento.
     Tem quem admita a falta de conhecimento sobre determinado assunto que é alheio ao seu cotidiano, mas tem quem não.
     Padrão cultural não é prova de títulos, é uma questão de comportamento.
     Obviamente que as pessoas procuram outras pessoas com afinidades nos padrões, por mais que pareça estranho.
     Nesse meu caso, em particular, está a música.
     _Vamos lá, eu te conheço há anos e não entendo este detalhe.
     _1+9=10
     São conversas profícuas que se tem e que irritam os demais.
     _Eu também conheço e sei que o entendimento dela é pura e simplesmente de supermercado.
     _Não é isso. Diz 1
     _Não é isso. Dizem 9.
     É preciso que se tenha um padrão cultural com semelhanças para que haja entendimento.
     Os demais não entendem e se aborrecem. Começam a contar receitas culinárias e coisas afins para se enquadrarem no padrão, e não conseguem.
     Nesse tempo todo aprendi a procurar padrão cultural, porque é uma boa forma de se relacionar com os demais.
     É uma conveniência que passa longe do esnobismo, a menos que o padrão cultural de alguém exija essa determinação.
     Descomplicar o dia a dia é uma tarefa árdua.
     Sugiro que tentem descomplicar a vida, cada um do seu jeito, dentro do seu padrão, porque conversas infrutíferas sobre qual padrão cultural é melhor, são inúteis.
      
     

    
  

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Cantiga

Cantiga


Lapiseira,
Essa amiga
Costumeira


E candeeira,
Que se diga,
É roseira


Rotineira;


É cantiga.

domingo, 11 de novembro de 2018

Calçada Infinita

Calçada Infinita



Os pássaros à janela
São essa incógnita bonita,
Jardineiros de aquarela;
Na canção que se acredita

Ser presente e paralela,
E por assim ser, bendita
À todos aos quais apela
Num chilreio cosmopolita,

Que faz sentido a singela
Audição que se visita,
Voluntariamente bela
Numa calçada infinita.

sábado, 10 de novembro de 2018

Humanamente Possível

Humanamente Possível


A palavra me foge,
É o cansaço que a engole,
A ler-me a que cansei,
Tanto fui que voltei

À canção que corre
Numa gaita de fole
De inspirar; respirei
Pelo muito que andei.

 A sombrinha me acolhe
Do vento, quando chove?
À semana estarei
Pronta; a orar a farei. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Chuvisco

Chuvisco


Chuvisco,
Petisco
Desse ar

Arisco,
Sem cisco
No olhar.

Lambisco

De mar.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

À Velha / Crônica do Cotidiano



À Velha


     Contrariando o politicamente correto, a expressão "À velha" significa à moda antiga.
     Comprei um espelho e à minha frente havia uma senhora um pouco mais velha que eu, mas de outros costumes.
     O jovem correu até ela e perguntou se precisava de ajuda com o pacote de pão.
     Ela não aceitou de modo algum a ajuda e disse que estava muito bem.
     Continuo a caminhada, mas ao contrário de um jovem perguntar se eu gostaria de ajuda com o pacote de pão, ele diz:
     _É isso aí, tia. Fazendo caminhada para manter a forma? Continua que está dando certo, a tia está inteira.
     Nem eu e nem aquela senhora à minha frente estávamos cansadas. 
     Ela deu risada ao ouvir o gracejo.
     Nos espelhamos e, à chegada do endereço cada uma das duas entrou no seu endereço.
     Ao invés de ter respostas, fiquei com perguntas.
     Nós duas sorrimos por entreolhares uma à outra.
     Quase dissemos até breve.
     
     
      

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Realização

Realização



Respeitar
É o bom jeito
De levar


A admirar
Todo um feito
A alcançar;


Abraçar

Um conceito.




segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Idealização

Idealização


Ah, juventude,
Passou a flanar;
Deixou a inquietude
E veio ser lar,

Solicitude
D'uma atitude
Hoje a pensar
E meditar

Mais amiúde,
Sem que se mude
O caminhar
A idealizar.


domingo, 4 de novembro de 2018

Hora Certa

Hora Certa


Acerta a hora
Certo agora,
Trocadilho
Que encruzilho.

Não demora
E se enrola
Um sequilho
Com polvilho,

Enquanto a hora
É senhora
De espartilho
E rebrilho.

sábado, 3 de novembro de 2018

Ideias Musicais

Ideias Musicais


Esse prelúdio
É um interlúdio
A refrescar

O som do estúdio,
De tão lúdico
Que é o estudar;

Sério e lúcido

Descansar.


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Uma Bênção

Uma Bênção


Meditar
Esperança
Com confiança,
Continuar

A afirmar
Que se alcança
A bonança
A abençoar

Ao afirmar
À lembrança
Que essa dança
É ao acordar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Tenho a Agradecer / Dia de Finados

Tenho a Agradecer / Dia de Finados


     Continuo seguindo o ensinamento de que a igreja é um edifício e que ela não salva ninguém.
     Mas estou agradecida por poder conversar sobre os assuntos da alma sem visão teológica.
     Citei o Evangelho: Mateus 10,28 "Antes tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.
     Conversei sobre as doenças da alma sem dizer da psicologia e das doenças psicológicas.
     A confiança em Deus anima a alma a se manter sadia.
     Perguntei o que era um corpo sem alma? Era um morto. 
     Acontece que pode existir alguém que vive no plano físico, mas cuja alma está morta.
     Alma morta para Deus, e isso não significa o ateísmo. Volta e meia reflito sobre os ateus e lembro que o batismo não salva ninguém.
     Falei do espírito. Também em acordo com os ensinamentos, segundo os quais Allan Kardec decifrou a transformação da alma em espírito com a morte do plano físico da existência. Nada além disso.
     Se procuramos médicos durante a vida e estes nos dizem como procedermos para manter a saúde, procuramos discutir as questões da alma em sintonia com Deus.
     Mas ninguém precisa de um espírito assistindo a uma cirurgia. Oramos pelos que partiram dessa existência no plano físico e temos certeza de que agora são espíritos ao lado de Deus.
     É difícil dizer muito contra a morbidez que pode cercar algumas pessoas, que são outras que não aquelas com as quais se conversa.
     Agradeço também à Deus por não magoar ao dizer o que obrigatoriamente tive que dizer:
     "_NÃO QUERO NENHUM PARENTE DENTRO DA SALA DE CIRURGIA CASO PRECISE DE CIRURGIA."
     Os assuntos mórbidos rondam o Dia de Finados.
     Continuei a dizer sobre a importância de se estar em sintonia de alma e corpo físico.
     Para que a alma se mantenha viva é preciso que esteja em sintonia com o corpo físico.
     A vida é repleta de relatividades. Bom, Einstein até formulou uma teoria sobre o assunto.
     A relatividade em pleno exercício faz com que mantenhamos a saúde nos planos da alma e no plano físico.
     A conversa sobre os planos da alma é necessária, ainda mais se provocada para a obtenção de uma resposta.
     Nesse aspecto, todos podem ficar tranquilos a meu respeito, pois não quero assistir a nenhuma cirurgia  vossa de dentro da sala cirúrgica. Nem os estudantes de medicina são obrigados a isso.
     Assunto desagradável.
     Ainda durante a semana tive conversa sobre cemitérios. Nesse ponto o ensinamento veio de casa:
     "_Não se cultua cemitério." 
     A minha solução para os meus amados que estão com Deus é orar sempre que sinta vontade. No que tange ao cemitério, o plano físico da morte, recebi pelo aplicativo um whatsapp com a foto do lugar com a placa e o nome deles.
     _Qualquer dúvida ligue, que eu mando outra foto do lugar.
     Algo atual e também espiritual, pois as minhas orações são livres de lugar e cerimônias.
     Se escrevo assunto tão desagradável, é para que tomem conta das suas almas, respeitando o fato de que estamos num plano físico e material, com toda a relatividade interferindo nisso. A alma deve ser levada em conta e respeitada.
     Bom Feriado e boas orações à todos.