Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sábado, 30 de novembro de 2019

Bom Dia

Bom Dia


Perfeito
Proveito
Do dia


Que é feito
De estreito
Bom guia;


Conceito
Bom dia




sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Renovação

Renovação


Ainda existem canções novas,
E ainda bem que se renovam
Como as fatias de pão e as torras,
As geleias que nelas provam


Os sabores dessas trovas
Das texturas que as decoram;
A ouví-las, todas as notas,
Como rosas, desabrocham


Em algumas laboriosas
Linhas, onde se devoram
As composições preciosas
Que ao tempo silente acordam.  

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

O Verbo do Tempo

O Verbo do Tempo


Divagar sobre o tempo,
Sua colocação,
Ou seu aprimoramento
À verbalização

É um desconhecimento
De toda a compreensão
Que lhe dá o seguimento
Perpétuo por vocação.

Esse é o temperamento
Da sua condição
Ao não esclarecimento
Numa conceituação.


quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Aprendizado de Moda / Comentário

Aprendizado de Moda / Comentário

     Em tempos de liquidação e Black Friday, esse comentário é útil para quem quer aproveitar as promoções.
     Existem promoções autênticas e de produtos novos, e esse é um jeito curioso de observar as promoções.
     O comerciante faz as compras, mas existem produtos de boa qualidade, novos e de bom gosto que não vendem.
     Esse é um bom motivo para que o comerciante baixe o preço, desencalhar o estoque para poder comprar algo que agrade aos consumidores.
     Hoje observei atentamente que a moda é diferente até mesmo de bairro para bairro.
     Já disse outras vezes que por aqui não se usam vestidos. Aqui, onde? Aposto que estão perguntando sobre isso. No meu bairro as mulheres usam calças e blusas, práticas, que não desbotem ou que sejam desbotadas de fábrica e duráveis.
     Talvez porque não exista consumo de modas, e porque não se compram roupas que não possam ser usadas daqui a dois ou três anos. Somos clássicas aqui no bairro. Gastou, comprou, usa-se até não poder mais.
     Os vestidos são tidos como roupas de festa ou praia e pouco práticos para ir ao supermercado e  fazer pagamentos num mesmo dia.
     Somente aos finais de semana, e mesmo assim de vez em quando, veem-se as mulheres com saias e vestidos. Mas procuram estar bem compostas o dia inteiro e desde muito cedo já são do jeito que são, umas com batom, outras com rímel e adereços leves.
     No outro bairro, não. Nunca. É preciso estar com as vestes mais soltas, mais leves, como se fosse uma característica de sentirem-se bem, mas é uma característica do bairro.
     Os conceitos de moda ao dia a dia são diferentes em cada bairro. 
     Poderia-se dizer que a moda de hoje permite muitas variações, mas não é o caso. Nesse caso, sim, a cidade não é muito colorida e esse conceito vale para toda a cidade.
     Depois vim tomar um café no meu bairro para me sentir igual e me senti.
     Ainda sobre moda, ao sair observo as conhecidas observando a compostura com a qual saí.
     _Juízo, menina! 
     Igual a elas.
     Desde quando é falta de juízo se vestir de modo despojado?
     Do outro bairro, trago outra observação:
     _Ela está querendo parecer que é quem? Nunca foi assim!
     É a moda que faz isso comigo e eu me divirto com a moda, porque é função da moda também divertir.
     As roupas despojadas são com alguma finalidade, como a prática de exercícios físicos e as roupas do dia a dia são mais sóbrias, pelo menos aqui no bairro.
     Hoje é quarta-feira e é dia de semana e está dito.
     Importante é dizer que nenhuma das roupas, nem as mais soltas e nem as mais sóbrias estão erradas.
     Pontos de vista diferem de bairro a bairro e, a moda também, mas o custo da moda, não.
     Para concluir, quanto as compras para quem quiser garimpar promoções, devem levar em consideração o fato de serem parte de moda usável ou não.
     A moda usável depende do estilo da pessoa, mas também do bairro e das necessidades práticas de cada uma de nós.
     Escrevo esse texto quase que dirigido exclusivamente às mulheres, porque aí é que está o nosso problema: os homens não acreditam em promoções!
     Eu acredito em promoções e sei de conhecidas que acreditam em promoções, ainda mais nesse ano em que ofertam promoções até mesmo de hamburgueres, para conquistar o mercado jovem.
     Com cautela e cuidado, mas sobretudo conhecimento das necessidades de cada um, vamos ao cachorro-quente! Tem promoção de cachorro-quente?
     Boas promoções à todos, indistintamente.   
      

terça-feira, 26 de novembro de 2019

A Fé Enquanto Emoção

A Fé Enquanto Emoção


São essas questões,
Matéria e ser,
Interações
De um não saber,

Buscas e opções
A se escrever;
São reflexões
De um não entender

Das acepções,
Porque se ater
Às emoções
E orar por crer.




segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Meio de Escape

Meio de Escape

Apesar, e porém, sou sincera,
Assim que pertencem a outra esfera
As outras pessoas e outros assuntos
Que formam esses tais desconjuntos


Obrigatórios e sem espera,
Afobados pelo que aglomera
Como se fossem novos assuntos,
Mas não passam desses desconjuntos


Descolados do que persevera,
Pois preferem essa microesfera
Onde não se almejam os conjuntos;
Meio de escape não são desconjuntos.

domingo, 24 de novembro de 2019

Cotidiano Ajustado / Crônica do Cotidiano

Cotidiano Ajustado / Crônica do Cotidiano

     Ouço pensamentos, e os ouço porque o pensamento dito em voz alta é para ser escrito e compartilhado.
     Lugares errados e limites, concordo.
     Leiam este raciocínio, que embora pareça duro, foi sensato.
     _O seu lugar ideal é um pouco mais afastado. Terá mais conforto, mais apoio e menos risco. Zonas de atuação não é lugar para donas de casa. Completamente burra e inapta para uma atuação que exija muito. Concordo. Não sabe quem são os atores e nem como atuam, o que é uma barbaridade. Agora, o que é pior, se precisar de um palito de dente, sem saber nada com nada, não se sabe o que pode acontecer. Não discriminamos ninguém, mas o seu lugar, com alguma coerência é dois quilômetros daqui.
     Até concordo, mas e a Black Friday (onda de descontos que passeia pelo Brasil afora)?
     _A Black Friday é o que a coloca em lugar adequado. No mais, caputs, acabada. Existem outros Centros comerciais onde a senhora pode fazer compras com bom preço.
     Concordei totalmente. Cheguei ao limite, ponto.
     _Se as pessoas fossem ligeiramente mais sérias, tudo seria melhor. Mas não, tem gente que se vangloria ao ser canalha, é como se fosse um ideal a tal da canalhice. Não digo que as pessoas ideiais sejam as burras e inaptas como a senhora, mas um pouco menos canalhas, porque a canalhice é que antecede toda e qualquer tragédia, causa todo o risco, esculhamba com essa gente que só quer levar a sua vida num ritmo plausível, educar os filhos com coerência e viver dando graças à Deus.
     Concordo.
     _Colocamos parâmetros nas situações para que gente como a senhora possa fazer as suas compras nas liquidações.
     Uma pausa.
     _O canalha não descansa, vive vinte e quatro horas por dia a pensar o mal aos outros, pois se sente confiante de que para ele tudo estará bem. O problema é que em nenhum lugar um canalha está seguro, e aí é que as coisas acontecem. Bom é que a senhora reconheça que podem haver outras áreas em que a senhora possa estar no limite e ninguém lhe diga nada porque há pessoas que não dizem nada quando o devem fazer.
     Concordei. Aliás, penso nisso sob outro ponto de vista agora mesmo.
     Restou-me dizer às seis da manhã:
     _Bom dia, Senhor.
     Ouvi um bom dia feliz, seco e altivo.
     Esse texto é bom para meditar. Boa semana à todos! 
     

sábado, 23 de novembro de 2019

Inexprimível Senso

Inexprimível Senso


Esse sentido é o verbo
Que se faz num só verso,
O exato do invisível
Que nos volteia em sensível


Dimensão de um reverso,
Onde, pela fé, o etéreo
Manifesta o que é crível
Ao que é imprescindível;


Semelhante ao diverso,
Fez-se um homem Deus-servo
E isto é o que é inextensível,
Porque é apenas legível. 

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Muitas Noções Sobre um Mesmo Tema

Muitas Noções Sobre um Mesmo Tema


O tempo que me desafia
É o mesmo que anima esse dia,
Subdividido ao que fazer,
Utilizado por querer,


Vendo a feitura que desfia,
Confia que não se contraria
Ao ser e estar próximo a ser
Conforme o seu ritmo, ao escrever


Que faz, que é, e como poderia
Não ser pela vazão tardia
A esse mesmo tempo a conter
Seguro que o tempo é um se ter.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Pensamento Vago

Pensamento Vago


São as possibilidades
Também fragilidades,
Porque, às vezes, não cabem
Como prováveis, pasmem


Com as curiosidades
Que negam as vontades.
Afazeres não sabem
Pensar, apenas fazem


Obrigatoriedades,
Problema das verdades
Quando, em muito descabem
Ao dia a dia, mas se expandem.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

O Sentido das Coisas


Os Sentido das Coisas


     Eu não quero que faça sentido o sentido de nenhuma experiência ou estudo ou compreensão.
     Basta o respeito a esse sentido, ou seja, o sentido das coisas para cada um.
     O que é pitoresco é querer que o sentido das coisas seja igual para todos. Nesse ponto difere-se o que é compreensível do incompreensível.
     A capacidade de compreender os demais cria o desenvolvimento interpessoal e a capacidade de se compreender, além do autoconhecimento obrigatório, possibilita a compreensão do demais.
     São etapas pelas quais passamos continuamente em sucessivas aprendizagens que mostram o sentido.  Não se pode obter esse sentido sem as devidas etapas com as quais somos desafiados. Não se pode ter pressa para essa aprendizagem.
     Passo a passo, devagar, e principalmente insependente da vontade, é que crescemos.
     Certa vez, ouvi de uma professora um sentido pessoal dela que dizia que ela ficava feliz com uma palavra a mais que pudesse ensinar a ler e a escrever, porque aquela pessoa ainda saberia muito, mas teria uma palavra a mais no seu dicionário. Cada palavra a mais aprendida seria uma palavra a menos a aprender.
     Quanto ao autoconhecimento, digo que não se brinca com isso, o quanto mais se sabe a respeito próprio também depende de uma assimilação, uma digestão. O desenvolvimento pessoal não é uma corrida de obstáculos, cada pessoa tem o seu tempo e a sua percepção de si mesma. É preciso calma com esse tipo de sentido das coisas.
     O sentido das coisas depende da reação de cada um diante de uma percepção. As pessoas são diferentes e reagem diferentemente em relação às situações apresentadas em seu cotidiano. Todas essas reações merecem respeito porque fazem todo um sentido na vida de cada um.
     As estruturas pessoais diferem muito, mas são estruturas válidas em relação à conjuntura em que se situam.
     É importante dizer que esse texto refere-se às estruturas relacionadas às conjunturas que convivo, incluindo-se nesse montante pessoas que frequentam supermercados e igrejas, mas com alguma experiência de vida.
     A melhor estrutura, dentro dos parâmetros relacionados a esses ambientes, é a sua, é a minha e é a de outras pessoas com as quais convivo. Todas essas estruturas buscam alguma utilidade em assim o serem, muito embora completamente diferentes entre si.
     Um sentido inesquecível que ouvi na igreja foi a de que há de se confiar em Deus porque o mundo é um caos permanente e foi citado como exemplo o congestionamento do final da tarde numa megalópole com São Paulo.
     Todo esse sentido, que é importante para cada pessoa, no entanto pode se perder pela ausência do autoconhecimento, porque é importante se prever e se melhorar a cada instante.
     O desenvolvimento pessoal depende dos fatores com os quais cada pessoa tem que lidar no seu cotidiano e o respeito ao outro é fundamental. 
     Permitam-se, mulheres, perceber os diferentes pontos de vista, numa experiência simples de ser feita e complexa de avaliação: ao saírem de casa pela manhã vistam sapatos sem salto do modelo que preferirem, mas depois de estarem no ambiente que deveriam estar, vistam sapatos de salto dez ou mais. Aquela visão anterior que se tinha do ambiente muda completamente, muito embora as pessoas sejam as mesmas, os mesmos móveis e até mesmo os mesmos biscoitos ao lado da garrafa térmica de café.
     Pronto, não serão mais as mesmas de antes.
     Depois de se encontrarem nesses saltos, o fio da meada a seguir está descoberto.
     Para os homens não tenho exemplos, mas ao respeitarem os diversos saltos dos sapatos femininos, acredito que possam entender o sentido do texto.
     Bom desenvolvimento à todos.  
        

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Arte Precisa

Arte Precisa


Preciso a arte
Como parte
Peremptória
E acessória,


Um baluarte
Sem descarte,
Probatória
D'uma história


À la carte
Que comparte
A ilusória
Oratória.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Pão Caseiro

Pão Caseiro


Parecem mesmices,
Ou mesmo criancices,
Mas é essa rotina
Que me determina.


Serão casmurrices
Ou então esquisitices
O que me ilumina,
Quando repagina


Essas brejeirices
Sem tagarelices,
Ou sequer neblina;
Magra margarina.






domingo, 17 de novembro de 2019

Caminho

Caminho


Caminhar
Devagar,
Bem fazer


Por orar
E esperar
Ao se crer;


Caminhar


Por se crer.



sábado, 16 de novembro de 2019

Maratona Citadina

Maratona Citadina


Amanhã
De manha,
Maratona;


Talismã
De um titã
Sem japona.


Bambambã


De amazona.


sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Espreguiçadeira

Espreguiçadeira


Depois de acordar,
Bom é espreguiçar
Sem pensar em nada,
Sentir-se alongada


Nesse respirar
E deixar estar
À cadeira vaga,
Que por si divaga


Sem se preocupar.
Ao recomeçar
Será descansada;
Pausa aproveitada.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Miscelânea

Miscelânea


A miscelânea,
Quando espontânea,
É a geração


Contemporânea
Em coletânea;
A afirmação


É simultânea,


Por acepção.



quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Outros Assuntos / Crônica do Cotidiano

Outros Assuntos / Crônica do Cotidiano

     Outros assuntos geralmente é o nome que se dá aos assuntos de reunião de condomínio, mas que estão fora da pauta.
     Há certos cuidados que se deve ter com as pessoas e vou contar o caso.
     Ao sai, observei algumas pessoas da região sem alegria ou tristeza ou cansaço, apenas espanto.
     Não havia sinal de acidente ou briga ou emergência médica.
     Ao sair, observei algumas pessoas com a mesma expressão.
     Numa curta distância de espaço, vi o significado da expressão das pessoas.
     Um caminhão pequeno, de uma marcenaria com a carroceria coberta com uma lona preta, onde se lia, com letras mais que visíveis um nome:
     "ANTÔNIO"
     A maioria de nós conhece alguém com o nome de Antônio.
     Tiraram fotos e avisaram uns aos outros para que todos os Antônios do bairro se cuidassem.
     Não se faz isso, nem que se tenha vontade de chamar a atenção do público.
     Quem viu, logo deduziu que era algum problema com algum Antônio do bairro.
     Debaixo da lona preta com o nome escrito via-se um retângulo.
     A estupidez de que é capaz o ser humano causa espanto.
     Depois das fotos, dos celulares e dos avisos para que se cuidem os Antônios dos bairro, é tempo de falar em bom senso, daquilo que é errado fazer.
     Por certo, esse assunto acaba em multa, espero. Esperamos nós moradores da região.   

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Como Se A Conhecesse / Carta Literária

Como Se A Conhecesse / Carta Literária

Curitiba, 12 de Novembro de 2019

Querida Megan


         Como vai, Megan? Escrevo porque andam dizendo que você está meio triste. Mas o que é isso?
          Você é uma garota de bom astral, disposta a tirar fotos inspiradas nos jardins, mas você se segura para não conversar. Não pode. A verdade é que isso não acontece somente com você, acontece com muitas de nós mulheres.
          Você não diz, mas é óbvio que você e o seu marido se dão bem, que sorriso lindo vocês trocam quando estão juntos, só que viu é que sabe contar. Eu vi, lembra?
          Até achei que podia tirar um foto no mesmo jardim. Mas não é assim, as minhas melhores fotografias são das filas de supermercados e escritas no blog.
          Deveria ter medo de tirar uma foto nesse jardim, mas sei que não é assim.
         Permita te contar de umas miudezas que te farão rir. Dizem que as mulheres poderosas são perigosas, mas o vestido de um estilista amigo nosso, feito especialmente para quem se sente a própria Malévola, pasme! Custa por volta de um mil e trezentos euros. Preto com dourado, um longo que até agora não foi vendido. Sabe o que acontece com aquele vestido? Não combina com você e, muito menos comigo.
          Os tons claros te deixam suave assim como os meus coloridos me dão bom astral.
          Difícil mesmo é usar um desses vesridos quando se quer vestir uma calça jeans e deixar-se à vontade. Mas, quem está à vontade. Onde eu moro, quase não se usam vestidos ou saias ou chapéus.
          Chapéus dão um charme imenso ao traje, ah, eu penso que sim.
          Os meus dias também não são feitos de tardes ensolaradas e gestos gentis com princesas, mas são esses os momentos que se guardam para toda a vida.
          Lembrando daquela tarde no jardim, você percebeu a conheicda, amiga sua, com sapatos de panos iguais aos meus?
          Os sapatos de panos, confortáveis, chamados de slippers aqui no Brasil são ótimos, mas diferenciar, os dela tinham a assinatura do estilista.
          É com carinho e admiração à você e à sua família que escrevo.
          Sei o significado do que não pode ser, das não escolhas das roupas, das necessidades de estar engomada e das alegrias raras feitas com respeito ao ser que é outa pessoa sem perder o respeito à si mesma.
          A mim, sempre falta uma lira para me alimentar de música, e você tem que ser lírica o dia inteiro.
          Espero um dia nos vermos de novo, você com aquele vestido claro e o marido ao abraço; eu um pouco mais engomada, como costumo ser nos meus dias.
          Percebeu que naquele dia eu estava completamente à vontade no meu jeans? Esse espaço precisa ser inventado longe dos holofotes.
          Fique bem, estejam vocês em harmonia, e aproveitem um pouco mais alguns momentos de descontração.
          Com estima e admiração,
          Yayá.  

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Valores Culturais / Reflexão

Valores Culturais / Reflexão

     Se existe algo pelo quê se deve orar é para não desanimar dos valores espirituais.
     Valores espirituais incluem a cultura, e peço não desanimar, quando peço às pessoas que leiam a Bíblia, As Mil e Uma Noites, Os Pensadores, por favor leiam qualquer livro, mas leiam.
     Qualquer pessoa tem acesso aos livros, mesmo porque livros físicos são encontrados em bancos de praça ou de ônibus com o simples intuito de que as pessoas leiam.
     Leiam, mas nem que seja para se exibirem como leitores.
     Quando eu aprendi a lidar com computador, o primeiro fato que percebi foi que o computador diminui o tempo de outras atividades, mas não se exima da leitura.
     Leiam, mas nem que sejam livros de exercícios de matemática, e façam os exercícios de matemática.
     A cultura é um valor espiritual, ajuda a entender o mundo, as pessoas, os motivos dos problemas seus e dos outros.
     Nada mais desanimador do que a falta de cultura, porque a falta de cultura leva as pessoas a serem desconhecedoras de si mesmas, e esse fato, na minha opinião, diga-se, leva a uma estagnação cultural que, por si, degenera o convívio e o desenvolvimento interpessoal.
     Não tenho nada contra os esportes, ou, às redes sociais, mas é preciso ler!
     Todos podem ler, jovens e idosos, adultos e desportistas, internautas e alfabetizados.
     Leiam contos mínimos, romances inteiros, capítulos ou simplesmente páginas, mas não se acostumem a esperar pela cultura.
     Pesquisem na internet sobre pássaros, cachorros e gatos, sobre o que quiserem, mas não desanimem.
     Quem se ocupa em adquirir um pouco mais de cultura é um incentivador do seu meio.
     Quem gosta de assuntos religiosos que pesquise  os estudos bíblicos, os mapas onde aconteceram uma e outra situação apontada como história.
     Há um motivo para o texto e esse motivo são as pessoas com as quais convivemos e ouvimos certos disparates, como :
     "Eu não preciso saber fazer conta porque no meu celular tem uma calculadora."
     "Para que querer ler depois de certa idade, se nenhum uso fará dessa cultura."
     Digo, porém que esses são os disparates suaves e, os demais disparates não escrevo porque não tenho a cultura acadêmica que escreve para os bons e para os maus, mas posso dizer que o que se lê, com alguma imaginação, pode se tornar num dia mais agradável.
     Ah, agora para quem quer uma segunda opção de leitura sem ter que segurar um livro: os audiobooks, ou seja, os livros falados, estão disponíveis e até mesmo gratuitamente em plataformas digitais. Se alguém estiver aborrecido e sem vontade de fazer nada, ouça um audiobook de autoajuda e aproveite ealgum conselho ou sugestão, mas saia da mesmice.
     Particularmente, eu tenho um audiobook do Augusto Cury e ouvi com boa vontade.
     Leiam o que quiserem, mas não desanimem da leitura, porque o desânimo de ler, desanima a imaginação e a vontade de fazer algo novo.
       
      

domingo, 10 de novembro de 2019

Os Balões / Microconto


Os Balões / Microconto


     Parecia uma brincadeira. Havia balões seguros como só os balões sabem ser quando dependem do vento e algumas pessoas.
     Os convites para que as pessoas passeassem nos balões foram feitos.
     Das moças, algumas se recusaram, uma porque tinha compromisso, outra porque não se sentia bem em balões, outra ainda porque desconversava a conversa.
     Dos rapazes, nenhum deles perderia esse passeio ao sabor do vento, mas não disseram os motivos das decisões.
     Os balões eram individuais e cada participante do passeio iria em um único balão.
     Duas moças e dois rapazes entraram nos balões.
     Soltas as amarras, os balões começaram a subir. Depois dos respectivos até depois aos que ficaram em terra firme foi que os participantes viram um papel dobrado onde se lia "instruções".
     Cada participante observou o texto que estava no seu balão:
     "O seu balão subirá e o levará até determinada direção, aceite o vento, pouse com tranquilidade, porque o balão tem dispositivos que evitam o pouso em lugar desaconselhável. Agora, se houver uma emergência, se vire."
     Depois de lerem o texto com as instruções, encontraram um comunicador onde se observava outras instruções:
     *Para se comunicar com o balão 1 tecle 1." Para se comunicar com o balão 2 tecle 2." Para se comunicar com o balão 3 tecle 3." Para se comunicar com o balão 4 tecle 4."*
     Nenhum deles sabia que os balões eram numerados, e por não saberem que os balões não eram numerados, resolveram ligar uns para os outros para conversar.
     Balão 1 atendeu a ligação do balão 4, mas o balão 3 não atendeu a ligação do balão 2.
     Depois de conversarem balão 1 e 4, resolveram conhecer os outros participantes do passeio.
     Balão 4 conversou com o balão 2, mas o balão 3 não atendeu a ligação do balão 1.
     O balão 2 disse que o balão 3 não atendeu o chamado e pediu para que o balão 4 tentasse ligar para o balão 3. O balão 3 não atendeu a ligação do balão 4.
     Somente três participantes podiam conversar entre si porque o balão 3 estava sem comunicação.
     Chegou a hora do lanche e todos tinham sanduíches e água à bordo do balão.
     Ao abrirem o embrulho do sanduíche, todos encontraram respectivamente a recomendação para que onde pousassem, que amarrassem os balões e esperassem a Kombi que iria buscá-los.
     Veio a noite e eles dormiram, cada qual em seu balão.
     Ao acordarem de boa noite de sono, pois quem dorme cansado, dorme depressa, verificaram o lugar em que estavam.
     Dois balões haviam se distanciado dos outros dois balões e estavam em outros lugares, mas somente o balão 2 disse que estava pousando e iria amarrar o balão, pois o 3 continuava sem comunicação  O balão 2 ainda disse que o balão 3 estava descendo em lugar distante, mas que pelo mapa de navegação era um local indicado para bom pouso.
    O balão 1 e o balão 4 pousaram num mesmo lugar.
     Ao amarrarem os balões e sentarem para olhar as instruções e verificarem onde é que eles deveriam encontrar a Kombi, foi que leram a observação: para balões que pousarem próximos, não haverá transporte ao local de origem, pois estarão um ao auxílio de outro até que sejam observados os critérios de navegação para que haja pouso coincidente.
     Parece brincadeira, mas eles seguiram em auxílio prometendo-se um ao outro não mais concordarem com tal aventura.  

sábado, 9 de novembro de 2019

Pé-de-Feijão

Pé-de-Feijão


Se é meio dia
E a água é fria,
O feijão,


Quem diria,
Se queria,
Mas não há não;


Bastaria


A feição.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Arrumem o Espelho / Crônica do Cotidiano

Arrumem o Espelho / Crônica do Cotidiano

     Essa foi a melhor crítica que recebemos: "Arrumem o espelho."
     Exageradamente, é bem verdade. Dois espelhos de frente de armários foram retirados do local, aqueles espelhos nos quais a gente se vê por inteiro. Os espelhos estavam espatifados como se tivessem sido quebrados de propósito.
     O gerente do local, um homem italiano educado e polido.
     É fato, a mentira passa longe das nossas conversas, mesmo sabendo que o Pinochio é para crianças e para que elas aprendam que a mentira aparece assim como o nariz do boneco de madeira.
     Realmente, não deve ser fácil lidar com gente com aspecto italiano e conversa de português, ou seja por favor, onde encontra-se esse produto ou serviço necessário às atividades. Percebo que tal comportamento e aspecto controversos deixa as pessoas estupefatas.
     Ser mezzo a mezzo com uma pitada de tempero brasileiro não é muito fácil mesmo, mas é possível se divertir com tal fato.
     _Dois brioches para você que é magra.
     Essa é a conta da minha casa: dois pães por pessoa. Dois brioches são aceitáveis, ainda mais recheados com aquele creme de avelã que todos conhecem.
     Penso nas culturas e nas diferenças culturais. Por aqui, ou seja, para as mulheres brasileiras, o fato  seria feito por maldade e com o intuito de tirar a boa forma que tanto se valoriza, mas para a cultura italiana, não. É uma gentileza extrema presentear-se alguém com brioches para que coma bem. O português poderia pensar que se não fossem comidos os brioches, trataria-se de grande desperdício e teceria boa retórica sobre o assunto.
     Para resumir, os brioches foram comidos sem sobrar farinha, o remédio para o colesterol também e a caminhada para manter a forma igualmente. Afinal, temos que aprender a lidar com as diversas culturas.
       

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Assunto Sério É Sofrer

Assunto Sério É Sofrer


O Espírito deita e rola
E faz do mundo uma bola
Questionadora em lugar
Preciso e fixo a mandar,


Sem sugerir uma cola,
Resposta pronta ou de escola,
Porque a lição é a conversar,
Discutir e combinar,


E não se admite a parola,
Pois o engano não consola
Quem sofre a verbalizar
O que a dor tem a contar.


quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Gratidão


Alcance,
Palavra
E chance
Que lavra

O elance
Que crava.
Descanse
A lacra

E amanse
A brava,
E afiance;
Sê grata.


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Sopra o Vento

Sopra o Vento


Ouço o vento
Em murmúrio
Desse tempo,


Desalento
De um espúrio
Pensamento;


Desatento


Remurmúrio.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Rua de Saibro

Rua de Saibro


Reiniciar
Um momento,
Vivenciar
Outro tempo

Sem copiar
Sentimento
E ficar
Meio birrento

Ao pisar
Num cinzento
Chão a auspiciar
Que é poeirento.

domingo, 3 de novembro de 2019

Palestra Sobre Salomão / Crônica do Cotidiano

Palestra Sobre Salomão / Crônica do Cotidiano

     Diálogos não têm hora e lugar.
     Parei imediatamente de comer e abri a Bíblia no capítulo citado na mesa ao lado.
     As pessoas devem dar valor ao que tem. Valorar o que se tem não significa pegar uma calculadora, somar o valor dos pertences e ficar satisfeito por poder comprar alguns produtos supérfluos sem que faça falta ao orçamento.
     Valorar o que se tem significa colocar amor, usar a espiritualidade e verificar que o que se tem pode ser instrumento para praticar o amor, demonstrar que tudo que é feito com amor vale e transmitir tal valor espiritual aos demais.
     Salomão diz que se deve educar os filhos enquanto é tempo, porém sem matar.
     Como educar? Educar é ensinar que tudo o que se tem pode ter um valor espiritual e ser utilizado para demonstrar esse valor de tal modo que os demais, ao verem tal sentimento, sejam capazes de amar igualmente as suas coisas.
     Porque alguns pensam que tudo vem de mão beijada e não presenciam o esforço e o amor dedicado à manutenção do que se tem.
     Salomão não é homem tolo de achar que o mal não se repete, mas é preciso levar até mesmo ao mal que existe e existe em todos os lugares, que a função do ser humano nessa vida é praticar a função espiritual que lhe foi concedida utilizando-se das coisas que são suas, porque é preciso colocar o sentimento de Deus perante as pessoas.
     O pai corrige os filhos e agrega valor espiritual.
     Quando se vê que o valor espiritual está sendo empregado de maneira em que as coisas que são suas fiquem em segundo plano é chegada a hora de corrigir.
     Dessa maneira, observa-se o valor espiritual e se agrega ao bem de tal maneira que ao bem que se tenha, haja uma função em acordo com a vontade de Deus de sensibilizar a humanidade para a sua existência.
     Não há que se fazer mais nada além de exercer a vontade espiritual em acordo com o valor espiritual que se ama e exercer com amor, ir aos seus compromissos com disposição para exercer essa função espiritual.
     Depois da Bíblia aberta sobre a minha mesa, ao lado, os familiares desse homem mudaram de assunto de maneira sutil, conversando sobre o calor de verão que faz no dia de hoje e prevendo as férias escolares de janeiro.
     Com muita seriedade fui tomar um café.
     Enfim, a Bíblia é um caminho de diálogo.
     Um bom domingo à todos.    

sábado, 2 de novembro de 2019

Convenção das Bruxas / Crônica de Supermercado

Convenção das Bruxas / Crônica de Supermercado

     Eu não gosto muito do feriado de finados, tem gente que se diverte de maneira estranha.
     Volto com os pães e vou esperar para fazer o lanche, pois permitam que eu conte a história usando nomes de canções conhecidas.
     Pois esse foi o caso, ouvi três vezes a mesma história, mas vinda de bocas diferentes.
     As três mulheres contaram a história com nomes diferentes, mas senhoras cujos nomes trazem alguma recordação.
     _A Ana Júlia morreu. Cinquenta e poucos anos. Dizem que estão livres dela.
     _A Geni morreu. Fazer o quê? Essa não incomoda mais.
     _A senhora é aquela que dizem ter alergia ao calor? É bom não dirigir muito com esse calor.
     Essa última foi mais sincera, pois não usou de subterfúgios.
     Escrevo porque devo contar de como a igreja ensina a resolver as situações difíceis.
     Não se usa de subterfúgios. Não se discute problemas com a sensação de poder sobre o outro. Poder é outro departamento que não o relacionamento saudável entre pessoas adultas e preparadas para enfrentar as situações, inclusive as de perda.
     Esse caminho de usar subterfúgios é o caminho que não pacifica os relacionamentos, as frustrações, e é preciso dizer que a sensação de poder sobre a outra pessoa é ilusória para quem acredita em Deus.
     Ir ou assistir ao culto não significa ser contra outras religiões. Quanto a isso exemplifico: estava eu com a cutícula das unhas esfiapada o que me causou uma sensibilidade dolorida próximo à região das cutículas. Entrei num salão e perguntei o preço da manicure, mas ela queria quarenta reais pelas unhas e eu não quis pagar o preço. Fui ao minimercado ao lado para comprar uma lixa de unha, pois iria tentar tirar os fiapos com a lixa.
     A dona do minimercado era muçulmana, estava de lenço na cabeça e não falava bem o português. Gentilmente retirou de uma caixa de mercadorias um "trim", ou seja o cortador de unhas tradicional e antigo. Mostrou nas mãos dela como proceder para retirar os fiapos levantados da cutícula.
     Pela gentileza dela comprei e depois, arranjei um lugar para sentar e retirei os fiapos de cutícula, o que me trouxe grande alívio.
     Discussões musicais não levam a lugar nenhum e também, pelo menos no meu caso, não têm nenhuma conotação de poder.
     Eu não sei realmente de onde partiram as histórias iguais, mas sei que não agiria dessa maneira, até por saber que é tolice.
     No entanto, fico feliz que as conhecidas cujos nomes foram citados estejam vivas e dou meus votos de boa saúde a elas, aqui representadas por Ana Júlia e Geni.
     Vamos às orações, geralmente breves, mas com boa fé.
     Bom feriado com a confiança em Jesus.     
      
     

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

À Luz do Santo Espírito

À Luz do Santo Espírito

Não é que passou,
Seria mentira,
Mas assustou,
Embora rira.

Pinochia sou
Não, Curupira
Se aperfeiçoou,
E o mundo gira

E distanciou
De mim toda a ira,
E me ajudou
Ao que se vira.