Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Busca

                                                                Busca


Ah! Esse tempo que passou

E onde levou esse horizonte,

Quando essa alma é foi e ainda sou

Como sou, e o que se desconte


Entre o feito e o que ficou

P'ra depois, mas sem afronte,

Porque tanto se buscou

Fazer e que assim encontre


O amanhã que já voltou,

E veio em forma d'uma ponte,

  Não somente o que sobrou

D'uma lenda que se conte. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Constância

Constância


Além do futuro,

Do espírito puro,

Há o que se acrescer,

Há o que se escrever,


Pensar nesse muro,

À paisagem, duro,

Grafismo a se obter,

E deixar sem ter


O cimo do muro,

Com vaso de arcturo,

Estrela a se ver,

Constância do ser.


 

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Pluralidade

Pluralidade


Tantos inventos,

Todos atentos,

É novidade


Aos sentimentos,

 Experimentos

Dessa vontade


De movimentos;


Pluralidade.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Feijão

 Feijão


Esses meus parafusos,

Panela de pressão,

Meio soltos, meio reclusos,

Exigem aptidão,


Parafusos multiusos,

Chave de fenda à mão,

Com meus manuais confusos,

Numa manutenção


De proibidos intrusos,

 Pois preparo o feijão

Com temperos, desusos

De agradável alusão.



segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Versos Inversos

Versos Inversos


Não são demais

Esses tais versos,

Nem nunca mais

Serão dispersos,


Mas essenciais

Quando diversos

Dos comerciais

Vírus aspersos,


Tristes jornais

Dos dias adversos,

Não mais iguais;

Versos inversos.




 

domingo, 18 de outubro de 2020

Ânimo

Ânimo


Toda semana é começo

De consideração e apreço

Ao exercício da alma, certa

De que tudo se conserta


Quando há ânimo que é confesso

De vontade, e sem excesso

A ser o que em si desperta

A boa vontade encoberta


Por obstáculos, seu avesso

Que é o receio desse travesso

Destino; uma descoberta

A cada dia que se oferta. 

 


   

sábado, 17 de outubro de 2020

Em Casa

Em casa


Abençoado é o lazer

Depois desse dia inteiro,

Quando está a anoitecer,

E a noite é um passageiro


De um nada a se prever,

Pois amanhã é o ligeiro

  Dia bom de bendizer

E repeti-lo inteiro


À semana a fazer,

E ser dela parceiro

Dia a dia, por se querer,

Sentir-se  verdadeiro.


sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Desenho

Desenho


Esse lugar,

Deixar-se estar

Ao mormaço,


Refrescar,

Desenhar

Todo abraço


De esperar;


Sem cansaço.


 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Razão de Mim

Razão de Mim



Sei de mim,

Que sei assim,

Compreensão


Do que é afim,

Porque e enfim,

E a razão


Num jardim,


De oração. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Máscara e Bijuteria

Máscara e Bijuteria



Descubro a bijuteria,

As roupas enferrujadas,

De como eu seria, ou estaria,

Não fossem as coordenadas


Impostas à pandemia,

Repetidas mãos seladas

Seguidas com galhardia;

Sem enfeites, mascaradas.


Moda que não seguiria,

A que somos convidadas

Sem escolha, quem diria,

Nessas cores enfeitadas.

 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Edson Prado em O Sumiço do Comediante

Edson Prado em O Sumiço do Comediante

     Edson Prado, o repórter free-lancer do blog, está aqui e eu, por questão de solidariedade, passo a palavra a ele. Ele parece aflito, do contrário, eu deixaria pra lá.

     _O comediante sumiu, o sítio de humor desapareceu. Não, não desapareceu, colocaram alguém infeliz naquele lugar. Ele não leva o menor jeito para o humor.

     Sim, e agora, pergunto eu?

     _E agora teremos que esperar por filmes de pastelão norte americanos, a senhora sabe se tem hífen, eu estou desatualizado da novíssima ortografia dos hífens.

     Não me pergunte. Eu tenho que pesquisar.

      _Cabe ao jornalista, a história, os fatos, mas ao comediante vale o ridículo, o sem sentido, a peculiaridade cômica, e do jeito que está sendo escrito, ninguém chega para olhar, quando aquilo já foi muito engraçado.

     Você acha que a comédia perdeu o ponto do riso?

     _A menos que ele tenha pegado o coronavírus e tenha colocado um pseudônimo vivo em seu lugar, se é que me entende.

     Façamos fisionomia de paisagem.

     _Sim, fisionomia de paisagem, mas o fato é que está errado. Tem muita gente procurando ficar bem consigo mesma e até mesmo rir em meio a tudo o que se passa nesse ano.

     Eu mesma fui capaz de ficar feliz ao saber de uma conhecida que voltou para casa recuperada do vírus, aliás, por aqui, já são quatro pessoas três mulheres e um homem, que estão bem, embora saídos do hospital. Que alegria ver essas pessoas bem.

     _É o que eu quero dizer. Este é um ano sofrido, por mais que se tape o sol com a peneira, como se costuma dizer. O humor tem que compreender que é necessário, que ajuda a transmitir otimismo e força de vontade.

     Concordo.

     _Não se pode pressionar a população com assuntos sérios.

     Convencer algumas pessoas de que o ano está difícil para todos é que é difícil.

     _E qualquer assunto é motivo, a senhora ouça que eu saí com o automóvel, com máscara, álcool gel, e consciente, quando ouvi que não sofro, que tenho conforto. Isto é falta de sensibilidade de perceber que, enquanto repórter, eu me expus e muito durante o ano.

     De fato, das quatro pessoas contaminadas e hospitalizadas, três têm automóveis.       As quarentenas mais pesadas foram difíceis. Agora, parece que as coisas estão um pouco melhores, temos que aguardar para ver se o perigo de contaminação diminui um pouco mais.

     _Sem humoristas, e com os olhos voltados para si mesmos, as pessoas podem pensar erradamente, que o outro está em condição melhor.

     Tem gente que quer ser aborrecida para aborrecer os outros.

     _Interessa é que o humor está diminuto, e que isto é um mal que contamina.

     Pergunto a que serve esta falta de humor.

     _Serve pra nada. Digo que é algo desinteressante.

     Vou de música. Vou de livro. Melhor assim.

     Ora, não é que o Edson Prado saiu e disse que irá procurar o bom humor por aí.

     É uma ideia.        


segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Reciclagem

Reciclagem 


Aquela nota martelada,

Sincera, mas tambén gritada,

Repete a nítida tensão

E estraga toda uma canção,


Precisa e digitalizada,

Tonal de tom equivocada,

Sonora além da notação,

Absurda, chega ao coração


E diz-se fora, mas não adiada,

Que adianta sem ser adiantada,

Precisa de consertação;

Recicla-me também, canção.    

domingo, 11 de outubro de 2020

Reinvenção

Reinvenção

 

Esperar

Todo um tempo

A ficar,


Concordar

Que me invento

Devagar


A pensar


Noutro tempo.

sábado, 10 de outubro de 2020

Mitos


As tribos

Urbanas

Criam ritos


 E mitos,

Semanas,

Pães fritos,


Distritos;


Cabanas.


sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Duplo Sentido

Duplo Sentido


É outro o mundo,

Seu Raimundo,

Malicioso,


Nauseabundo

E infecundo

Ao que é cioso


Ao segundo


E ao ditoso.





 

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Poesia de Deus

Poesia de Deus


A peneira do tempo,

Grão de areia que vai ao vento,

E para no lugar

Onde andou até parar,


Para ser aviamento

Que costura esse tempo,

Reflexo do pensar,

Vidrilho de enfeitar


Todo e qualquer momento,

Leve foi ao firmamento,

Nele está a se mostrar

Em verbo, é o verbo amar.

 

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Esteira de Musculação

Esteira de Musculação


Horário contado,

Capricho dobrado

Na apresentação,

Movida emoção


Imperfeita ao lado,

Redonda ao quadrado

Pela integração

Dessa percepção;


Caminho traçado,

Que à vista, é parado,

Parece ideação,

Mas não convicção.


 

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Estudo

Estudo


Esse cansaço

De não saber

Fez-se embaraço,


Estudo é um laço,

Certo aprender

A não ser lasso,


Que vive ao passo,


Por se querer. 

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

O Dilema das Redes / Comentário

O Dilema das Redes / Comentário


     Assisti hoje o documentário O Dilema das Redes. O documentário tem duração de mais de hora e meia e com muitas afirmações.

     Recebi a indicação por meio da rede do whats, e reservei um tempo para assistir e refletir antes de ler as críticas especializadas e os temas propostos para debates sobre a possibilidade de melhorar as redes sociais.

     Considerar a internet como utópica e distópica foi algo que me chamou a atenção pelo simples fato de que nos útimos vinte anos não observei nenhuma utopia na internet, não encontrei nada perfeito, ou mundo ideal dentro da rede. Quanto à distopia, ou seja, quanto a ter o âmago individual como centro do universo, depende da escolha individual, ou seja, evitar os agrupamentos de grupos de imposição cultural depende da vontade, por mais que esses próprios grupos digam pertencer a uma cultura ideal, unindo a distopia do grupo como uma utopia universal. Deletar e desligar é uma atitude válida que não fará falta ao indivíduo, que se aborrece toda vez que lê a postagem do grupo. 

     Quanto às notícias, os donos da internet podem facilitar a vida do internauta identificando a origem da notícia, a data, e, principalmente, se é matéria paga, conforme os jornais costumam fazer. Para quem não sabe, jornais e revistas publicam matérias pagas pelas empresas com a informação escrita de que se trata de matéria publicitária.

     Quanto à despersonalizar, ou mudar o comportamento, acredito que seja possível, como é possível pelas emissoras de rádio e televisão, com o intuito de formar opiniões, sem permitir que as pessoas tenham suas próprias opiniões, o que acontece através da pressão da massa de telespectadores, da qual não é possível discordar, cuja programação é patrocinada por grupos de interesses econômicos, o que é menos possível, atualmente, pela existência da tv a cabo.

     Quanto à teoria da conspiração, há quem patrocine, e o objetivo é causar prejuízo a qualquer pessoa que possa acreditar em tolices, nos casos mencionados no documentário estão exemplos como a possível mentira de que o homem foi à lua e de que a terra é plana. Se me for permitido uma conspiração: na hora em que a Terra parar de girar, ela fica chata.

     Algo que me interessou foi o excesso de publicidade e de informações não relevantes. Esse excesso de informações intoxica a internet, pois é irritante ficar fechando publicidade antes de ler isso ou aquilo. No entanto, a publicidade e a variedade de oportunidades para boas compras auxiliam o consumidor, desde que se esteja procurando um determinado produto.

     Pessoalmente, penso que a internet democratizou o acesso à cultura, mas é preciso que se busque a cultura, e com tempo certo, porque os "algoritimos" buscam consumidores de internet que fiquem logados o dia inteiro, e isso emburrece a qualquer pessoa, transformando o ser humano num robot. Seres humanos robots vão procurar grupos e esses grupos podem não ser o que eles desejavam, mas fazem isso para livrarem-se desse lado robot, que não faz parte de realmente ser humano. As pessoas com más intenções criam grupos para atrair quem não sabe o que procura.

     A internet é válida à medida em que saiba o que se quer buscar, e através dela, encontrar pessoas e sites confiáveis, afinal, recebi essa sugestão através de um grupo da internet, o da igreja, e me trouxe este olhar crítico. 

        

          

      

      

domingo, 4 de outubro de 2020

Hora Calma

Hora Calma


A esta hora,

O descanso

Revigora,


Muito embora,

Ao dia avanço

Sem demora;


Logo aurora,


Que alcanço.

 

sábado, 3 de outubro de 2020

Eufemismo

Eufemismo


Aquele verso perdido

 Vem a esse tempo espantado,

De rima pobre vestido,

Mas ainda bem-humorado,


Porque o verbo é comedido

De tanto que foi pesado

Antes de escrito, florido

E gasto, meio desbotado,


Ou pelo tempo esmaecido,

Digamos, aquarelado,

Eufemismo estarrecido

De um ano assim passado.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Microconto Realista

 Microconto Realista


     Quem te lembrará da fileira de abacaxis plantados junto ao muro?

     Das mudas de abacaxis, nasceram vinte e oito abacaxis, bonitos, de tamanho bom, e perfeitamente ácidos. Amadureceram no mesmo dia e tiveram que ser distribuídos.

     Porém, se alguém te lembrar, é porque esteve lá, e além de presenciar a colheita dos vinte e oito abacaxis, quer te fazer feliz.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Noite Sonora

Noite Sonora


Os grilos cantam

Por perto agora,

A chuva chamam

Por sob a flora,


E se derramam.

Se, a água demora,

Porque é noite, amam

Dizer da hora,


Pois se declamam

Nessa demora,

Versos que clamam;

Noite sonora.

  

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Bagagem

Bagagem


Essa bagagem

É da experiência;

Fosse de viagem,


D'uma paisagem,

Seria exigência

Seria da aragem,


Viria estalagem,


Mas é prudência. 

terça-feira, 29 de setembro de 2020

À Luz de um Momento

À Luz de um Momento



A natureza se renova

Enquanto o espírito se acresce

A cada dia, de lua nova,

A noite é criança, se adormece.


A natureza é como prova

 Que existe n'alma e desconhece

Que está ligada, mas comprova

Quando esse instinto se enternece


Completamente por ser trova,

Por ser bendita a quem parece

Sem precisar ser planta nova;

Fez-se num verso, não perece.  

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Se Um Está Certo, o Outro Também

 Se Um Está Certo, o Outro Também


     A velha senhora no pátio da escola, os adultos diziam que ela já tinha dobrado o Cabo da Boa Esperança, mas continuava ali.

     Gostava das pessoas pelo conhecimento, pela possibilidade de conversar.

     Não tinha histórias infantis, gostava da realidade mesmo sem ser realista no sentido literário da palavra.

     Tinha o seu jargão preferido: enquanto todos estão ocupados, percebo que também preciso, embora a idade não me permita.

     Sentia uma ternura infinita para com as crianças, mas ensinava os adultos.

     Dizia que se tinha que entender as diferentes vontades das pessoas. Era contra a tacanheza de não se acitar o novo, quando o novo estava ali, diante dela todos os dias e eram as crianças oriundas das mais diversas culturas, mas ainda brincavam, eram crianças.

     Gostava de frases diferentes, simples, mas que faziam sentido, como por exemplo: "Os adultos são, mas as crianças serão, e serão a partir daquilo que aprendem como cultura, seja familiar, seja escolar, seja da ambientação social na qual vivem."

     Divagava com a experiência de vida que tinha:

     "O ser humano é o mesmo através dos séculos e a cultura, não. As influências da cultura dominante se fazem sentir pelo menos por duas gerações. A forte influência da cultura europeia, a francesa especialmente, está sendo substituída pela americana, mas eu não sei até que ponto uma monocultura dominante poderá nos auxiliar, tendo em vista que temos aspectos culturais muito diferentes da cultura deles, a começar pelo nosso almoço que não é feito de sanduíches."

     Com mais de noventa anos, interferia na vida dos alunos quando não gostava, e assim dizia que achava não ser boa companhia quem tinha o caderno dobrado nas pontas, as chamadas "orelhas de burro", pois significava desleixo; aos garranchos ela providenciava cadernos de caligrafia; aos canhotos ela apoiava incondicionalmente porque a escrita canhota era considerada pelos incultos como obra do demônio.

     Quanto aos outros, os das outras escolas, ela não dizia nada. Eles também eram o futuro. Os daquela escola eram dela. Todos.    

domingo, 27 de setembro de 2020

Atenção Obrigatória

Atenção Obrigatória



Vê-se uma dor invisível,

Portanto absurda à razão,

Mas unida e indivisível

Por ser essa condição



Ao tato, algo indisponível;

Da surdez à interlocução;

De paladar insensível;

Do estar bem à provação;



Numa soma tão temível

De um mais um, continuação

Desse dia a dia imprevisível,

Nossa nova obrigação. 


 

sábado, 26 de setembro de 2020

Compasso

Compasso


Meu passo,

Compasso

De mim,


E passo

O abraço

Sem fim,


Sem laço,


Por mim. 

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Essa Experiência / Cristianismo

Essa Experiência / Cristianismo

     Porque foi diferente, vale a pena ser contada.

     Naquela época, tinha lido e ouvido algumas páginas da Bíblia, e especificamente o Novo Testamento.

     Devo dizer que a fé, até aquela época, era experimentada por orações, evitando os chamados pecados, obedecendo aos mandamentos e externando essa crença.

     Embora dentro dos padrões normais, não percebi o quanto era pouco o que externava.

     Até que num dia, resolvi fazer o que estava escrito especificamente no Novo Testamento, até porque, para mim não havia diferença entre fazer e não fazer, era uma atitude boa, manter-se vigilante durante a oração.

     Não era para acontecer milagre ou bênção nenhuma, e também eu não havia pedido nada e nem estavaem momento de adoração, mas vigilante olhei as pessoas que estavam em oração naquele templo.

     Percebi que havia gente chorando, por gratidão, pedido atendido, por súplica, ou digitando ao celular, sem nem pensar em deus nenhum, era assim aquele ambiente.

     Aconteceu que não mais olhei igreja nenhuma da mesma maneira, passei a ver igreja através das pessoas.

     Depois, aquela história de Jesus ensinar a orar sozinho, e orei sozinha, o que trouxe um imenso diálogo silencioso com o Espírito Santo.

     A partir desse momento, houve a certeza de que Deus está em sintonia com essa oração.

     A experiência religiosa é viva e um sentimento sereno que é inexplicável.

     Ocorre que muita gente não participa dessa experiência religiosa porque não ora sozinho, longe dos olhos daqueles que oram e vigiam, dos que oram e dos que não oram, vão às igrejas para congregar com os irmãos, o que é excelente, mas não contam as suas histórias.

     Nas igrejas, muitos testemunham as curas, o que é edificante, mas a fé é algo pessoal e intransferível.

     Usualmente eu não converso usando os termos da linguagem crente, conto da fé dessa maneira, em linguagem coloquial, espontânea.

     A fé se revela a cada pessoa de uma maneira específica.

     Fundamental é acreditar, e se quiser experimentar por que não testar. São Tomé até hoje é santo e só acreditou no que viu, embora não precisasse.

     A tua fé é que também te salva, conforme está escrito. Orar não prejudica.

     Bom Final de Semana!   

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Ao Ponto

Ao Ponto


Ao ponto

E pronto,

Concordo


Ao conto;

Reconto,

Recordo.


 Se conto,

Acordo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Momento Lúdico

Momento Lúdico


O tempo é um prato,

Agora sei,

 Sincero e farto,

Que preparei


Bonito e prático.

Como o enfentei

Para esse trato,

Que não parei


Para o retrato;

Fotografei.

Comi esse abstrato

feliz, sentei.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Igual

Igual

 

Procura-se o positivo,

Que pode ser intuitivo,

Que muda o presente igual

E à todos e é natural,


Porque o mundo é punitivo

Em qualquer lugar cativo,

Não por ideal, mas ao mal

Que o convívio e coisa e tal


Traz em si medo aflitivo,

E repete-se o motivo,

A doença, esse desigual

Constante, vago e impessoal. 





segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Imagem Explicativa



      Este é um passarinho que eu não conhecia, mas que me chamou atenção pela simpatia, e olhos nos olhos na hora da fotografia.

domingo, 20 de setembro de 2020

Essa Janela

Essa Janela


Domingo, janela à vista,

Novo jeito de turista

De nova idealização,

 Sem esquecer da oração,


Da panela já prevista,

Do livro e da musicista

Que parece uma invenção

Da preguiça à boa intenção;


Nessa janela otimista,

A rua vazia é idealista

Ao passeio sem direção,

Paisagem sem recreação.

sábado, 19 de setembro de 2020

Dádivas Espirituais e Ciência / Reflexão

Dádivas Espirituais e Ciência / Reflexão

     Todos têm oportunidades de crescimento espiritual, juntar os cacos quebrados e se refazer enquanto alma.

     Essa prospecção é que me incentiva a animar as pessoas a serem aquelas que dispensam o que é desnecessário e usufruem dos ensinamentos divinos.

     Cientificamente nada posso, mas pelo ensinamento que a experiência fornece, e que são as experiências vividas, posso imaginar o cérebro feito de células elásticas e plásticas, interligado a outros órgãos essenciais por mecanismos diversos.

     Dentro do cérebro há energia elétrica.

     Onde é que entra alguma probabilidade de alma no funcionamento orgânico do ser humano?

     Essa é uma conversa que, ao ouvir, senti tanto medo, que só adormeci orando até dormir sem perceber.

     Conversavam eles sobre o fato científico de que, se o coração para, o cérebro morre, mas o contrário nem sempre é verdadeiro, muitas pessoas com o cérebro danificado continuam vivas anos a fio, mesmo com barulho de crianças em volta, limpezas e afazeres diversos acontecendo ao lado da pessoa com o cérebro danificado.

     Fato esse que se constituiria em tratamento espiritual, tanto para o paciente, quanto para os familiares que convivem à sua volta.

     Havia uma regra espiritual simples, cuide de quem te gerou e daqueles que você gerou, esta seria a função primeira do ser humano. Cumprida essa regra, a pessoa não teria esse aprendizado de outra maneira, que não a familiar. Porque esse aprendizado espiritual seria, em tese, o mínimo aprendizado comum a todos os viventes.

     Eles diziam que a natureza humana era necessária ao espírito que nela habitava tanto quanto o espírito é necessário à natureza, e que deveriam caminhar em contínuo com a finalidade do desenvolvimento da qualidade de vida, no plano físico e no plano espiritual.

     A saúde perfeita também é motivo de aprendizado espiritual. Ficar feliz com a felicidade alheia traz alegria de viver.

     Essa história vem de outra palestra muito interessante. É a história de uma senhora, portadora de saúde boa, que aceitou um convite para gerenciar um hotel do nordeste.

     Com a pandemia, o hotel fechou e ela voltou aqui para o sul do país, mas contava, admirada de que durante o ano passado, precisou de algumas bermudas e camisetas de algodão com o emblema do hotel como roupa, e que, nos dias de folga, o maiô e a praia eram os seus compromissos rotineiros. Como gerente, tinha local para dormir e o almoço do hotel, descontados no salário, e o que sobrava era para ela. Resumindo, fosse pouco ou muito, ela teve a vida que muitos idealizam, que é um paraíso deserto, sem ter com o que se preocupar, e que ela, ocupada o dia inteiro, igualmente conhecia pessoas diferentes e conversava aleatoriamente.

     Eu sei que a história acima, feliz, parece fantasiosa, mas não é. Ela significa que a felicidade pode acontecer a qualquer pessoa. Quanto à ciência, pode-se dizer que a energia que ela possui estava acumulada e sem resgate, e esse resgate de felicidade aconteceu dessa maneira.

     Para deixar o final do texto inconclusivo, para que possam refletir sobre o texto, pensei numa frase absurda:

     "E o que era verde soprou à loucura, e o que era louco disse à lucidez que o céu viria e seria azul, e a lucidez, sem poder questionar, ficou laranja."

      

       

     

     

      

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Seresta

Seresta


Sem pressa,

A sexta

Começa


E nessa

Palestra

Travessa,


É a pressa

Seresta. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Subentendido

Subentendido


Nada especial,

Mas repetido

E natural

É o introvertido,


Esse normal

Correspondido

Por ser igual,

 Sem ser perdido,


 E não faz mal,

Se for vivido

Melhor, ao tal

Subentedido.

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Alvoroço

Alvoroço


 Meio igual, meio diferente,

No entanto  meio cansada

E, às vezes renitente,

Talvez equivocada;


Parece permanente

A ideia que sabe nada

E diz que é impertinente

Ficar alvoroçada,


Que os meses são o presente,

Sinta-se conformada

E seja persistente,

Também esperançada.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Só Serei Leal a Ti, Quando / Texto Literário

Só Serei Leal a Ti, Quando

     Só serei leal a ti, quando velha e sozinha for capaz de ser feliz, posto que as tuas lágrimas me ultrajam e me causam indignação!

     Tu choras por sofreres inutilmente, por acreditares numa moral que cruxifica um batom vermelho e trajes de banho, e te amarras todos os dias ao colocares o pecado em objetos, nas cores, nos conceitos que dizem que, por seres sozinha, és infeliz.

     Não vês tu que sozinhos estamos todos, e que os conceitos de felicidade que te impingiram são úteis aos teus inimigos, aos quais você ama perdidamente e sem saída.

     Como tu podes acreditar que a moral estava escrita em saias azul-marinho, marrom e bege? Três palmos abaixo dos joelhos? Sapatos de saltos número quatro, não mais. Batons cor-de-boca.

     Como quiseste ser bem-quista pela decência e cultura colocada em objetos exteriores. Como choraste por essa auto-repreensão constante?

     Tu que me achavas uma pessoa nervosa? Era tu quem me deixavas nervosa com as tuas tolices!

     Se sofreste, foi porque acreditaste que unhas compridas e pintadas eram lascívia e luxúria.

     Não te adiantaram os livros! Poderia tu ter jogado todos eles em caixas de sapato.

     Eu li dos teus livros também. Pedia-te para me contar histórias.

     Era tu quem não queria acreditar que eras enganada.

     Não te libertaste jamais, imaginavas para outros a liberdade que não tinhas porque eras crédula, e aos conceitos dos outros te guiava.

     Mas que outros? Aqueles que desdenhavam de ti!

     Aquela risada no dia da tua morte, por falência múltipla de órgãos, ecoa nos meus ouvidos até hoje.

     Sinceramente, acredito que Deus possa existir, porque pouco de teu sofrimento era necessário ou foi útil para alguém.

     Pelo menos aprendi contigo a não ser igual a ti, com os teus livros e com o teu modo de pensar.

     Obrigada pelo ensinamento, mas antes bastassem os ensinamentos da minha própria casa.

     Sou leal a ti! Sou leal a ti sendo do jeito que sou. Basta!         

domingo, 13 de setembro de 2020

Prévia do Verão

Prévia do Verão


Dia encalorado

É diferente

E estilizado,

Porém contente,


Fora do esquadro

Do inverno em mente,

E meio isolado

À tanta gente,


Chegou contado,

Serenamente

Perto ao gelado,

Muito obrigado!


 

sábado, 12 de setembro de 2020

Vento a Favor

Vento a Favor


Seja lá como for,

Quebrou, fica quebrado;

Por favor, sem rancor,

Mas meio estabilizado


Porque não há o que supor,

Se tudo é higienizado

Com ou sem isopor,

Filme plástico ao lado


Do refrigerador

Neste dia encalorado,

E o vento está a favor

Desse descombinado. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Lapidação

Lapidação


Lá fora,

Agora

Distante;


 Demora

De hora

Constante,


Sonora,

Brilhante.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Admiração Pedestre

Admiração Pedestre


Às vezes, é somente a admiração

Pedestre, resignada a se cuidar

Do que é esse necessário e a obrigação

Contínua, uma rotina a se brindar,


Um dia que está somado a essa estação

Somada e repensada a se firmar

Igual, normal, quando é real à ficção

Científica, ideal a não se idear


Jamais, se algo razoável for possível,

Conforme se sorria ao vivo, com cores,

Morasse ela na rua do impossível,


Das Dores de um destino imprevisível,

Viajante, com violetas e outras flores

Sensíveis a esse espírito indizível.  

    

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Não se Sabe / Miniconto

Não se Sabe

     O que aconteceu, aconteceu como as doenças acontecem, imprevísiveis ou descuidadas das vacinas.

     Hervaldo gostava de picnics, saídas em comboios, ironias e demonstrações de inteligência, mostrava conhecimento por mostrar, mesmo sabendo que o conhecimento, era instrutivo, usava-o com certa arrogância de saber.

     Estava tudo assim, simplesmente, até o período de férias das crianças.

     Viajou com a família, e no meio do mês de janeiro, veio a notícia da doença.

     No começo, houve dúvida sobre se seria doença ou intoxicação alimentar, pois camarão ao sol de quarenta graus indicava que poderia ser comida estragada ou insolação.

     Ninguém se preocupou, pois aquela tontura, provavelmente tinha causa e, portanto passaria.

     Hervaldo, no entanto, mudou de comportamento e não era mais o mesmo.

     O fato é que oito anos depois morreu. Se disse algo interessante ou memorável no final dos seus dias, ninguém soube. Ninguém contava nada.

     A vida de Hervaldo ficou resumida àquela tontura, e ao camarão frito sob o sol. Nunca ao depois. Não se sabe.    

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Sussurros

Sussurros


Sensação de grão de areia,

Metafísica brilhante

Da luz que cinge e permeia

O ser, leve e repousante


N'alma que segue a candeia

Pensativa e navegante,

Nessa nau sóbria e viajeira

Ao evitar palavra errante,


Palavra essa que é de aldeia

E nela se faz constante,

Ao tempo em que se grangeia

Como areia ao sol, sussurrante.


  

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Sobre o Marciano: Composição Descritiva

Sobre o Marciano: Composição Descritiva


     Depois de fotografar Marte por que não supor um marciano na Terra? Tudo é possível!

     Para vir de Marte até a Terra, por melhor que seja a viagem, o marciano chega cansado, querendo tomar um banho morno e trocar de roupa.

     Supõe-se que a moeda de troca lá em Marte seja diferente da terráquea. Um marciano está sem dinheiro para pagar um banho e troca de roupa. Ele terá que se virar na nave espacial para ficar com boa aparência.

     O marciano que vir à Terra provavelmente será mecânico, afinal numa viagem tão longa, é natural que a nave espacial ou disco voador precise de manutenções para poder voltar para Marte. Um marciano chegado à aventuras pode ser ousado o suficiente para embarcar nessa nave espacial sozinho, e estando sozinho, obrigatoriamente tem que ser mecânico.

     Humanizar um marciano é algo difícil, mas não impossível. Ele pode igualmente ser mutante e adquirir a forma humana para ficar entre os humanos e passar por aqui sem ser notado.

     Dizer que o coronavírus pode ter vindo de algum habitante de Marte seria algo que assustaria, mas como não se sabe a origem do vírus, até pode-se cogitar que um marciano infectado, ou em tratamento, passou pelo planeta.

     Agora dizer que a cura para a pandemia está em Marte, é uma fantasia absurda.

     Montei um marciano fictício com esses pensamentos.

     Com essas descrições acima, podemos dizer que um marciano é bem vestido, cansado, suado e com mãos calejadas, mas sem dinheiro. No entanto, continuem usando máscara ao contatar com um tipo assim, é mais seguro.

     Se encontrarem um tipo assim, podem conjecturar ser um marciano!  

 

domingo, 6 de setembro de 2020

sábado, 5 de setembro de 2020

Variedade

Variedade


O que é humildade,

Se condizente

À realidade

De um mundo doente,


A variedade

Que está presente;

É a humanidade

Algo latente


Numa ansiedade

Mui descontente

Nessa humildade

Não convincente.

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Flanela

Flanela 


Dessa vez,

A janela

Fez-se bela


Num talvez

Dessa tela,

Que a flanela


Viu e refez

Caravela.


quinta-feira, 3 de setembro de 2020

A Polêmica Midiática / Comentário

A Polêmica Midiática / Comentário

     Engana-se quem pensa que este é um texto sobre notícias falsas, vulgo fake news, ou adjacências.

     Quero externar um ponto de vista sobre a modificação cultural devido às mídias existentes.

     Sou do tempo em que a televisão começou no país. Contavam mesmo que eu era uma bebê atenta à televisão durante o dia e acordava com qualquer música à noite.

     Vieram as novelas televisivas que modificaram a cultura, a partir do momento que o papel do vilão ou vilã era mais importante do que o papel do mocinho ou da mocinha. Atrizes chegaram a dizer que fazer um papel de vilã garantia convites para mais uma novela, mas a mocinha, por ter papel de final feliz, tinha que ficar fora das novelas por um tempo.

     Criou-se a imagem midiática de que a vilania seria possivelmente sinônimo de sucesso financeiro na vida pessoal.

     A televisão alcançou, mas também diga-se, inteirou a cultura nacional. Há um filme chamado "Bye, Bye, Brasil" estrelado por Fábio Júnior, que demonstra a pasteurização dos costumes como fator de unidade.

     Os fatores de integração tradicionais como os costumes e a linguagem tiveram que suportar essa invasora chamada televisão com ideias bastantes diferentes a respeito de família, das festas populares e das interações culturais.

     Posso exemplificar com um exemplo bastante simples, a boa educação dizia que uma criança de bom comportamento não pedia aos pais presentes, eles que dessem os presentes conforme quisessem. Para que muitas crianças brincassem haviam as brincadeiras de pega-pega, cabra-cega, e jogos com bolas. A televisão trouxe a publicidade e com ela, as vontades, as exigências infantis, às vezes dispensáveis.

     As escolas acabaram por substituir as mães, e às igrejas cabe a educação familiar. Sinceramente, eu nem sei como é que dão conta de tanta gente que pede orientação, pelo fato de que os genitores não tiveram tempo de fornecer a educação básica quanto ao comportamento.

     Até exagero e digo que a sociedade de hoje é o subproduto da televisão de ontem.

     Há excesso de ideologia, idolatria, e orientações consideradas corretas, quando melhor seria que houvesse educação em casa.

     Há cidades, principalmente no interior do país, onde os seus cidadãos, sem valores de educação apropriada quanto à mentira, o engano e as falácias sobre certo e errado, estão se tornando opressoras, e isso não é culpa de ninguém, mas de um aprendizado televisivo de novelas, onde um controla o que o outro vê e ouve, sem realmente prestar atenção no fato de que se isolam dia a dia pelo comportamento adotado como sendo bom, quando prejudica toda a cidade.

     A individualidade cada vez mais se transforma num bom alvo de crítica, quando deveria ser um fator de aprendizado, respeitado como experiência de vida.

     Os grupos de internet onde se tomam decisões reais, estão se transformando em nichos de raiva provenientes da frustração individual na vida real, mesmo nas mídias sociais.

     Penso que, se decidirem por continuar nesses caminhos de audência de valores necessários à civilização, o futuro será dividido em grupos, mas com o problema consistente e real de que não existem líderes suficientes para todos esses grupos, o que é ambiente propício para todo e qualquer bandido.

     Respeitar os valores da sua educação é que é fundamental, sair para se divertir, quando for possível (estamos em tempos de pandemia), é bom, distrai, e também cria oportunidades para quem vive do entretenimento.

    Eu tinha uma conhecida para a qual assistir brigas era passeio de domingo. Eu sempre recusei esse tipo de convite. Garanto a todos que foi a melhor decisão da juventude, a de nunca sair com a finalidade de assistir brigas juvenis, com acirramento, torcida, vencedores e vencidos. Esporte é melhor que isso e qualquer partida de vôlei e basquete pode ser mais divertido, mesmo para quem não é adepta de esportes, meu caso.

     Peço que reflitam sobre o texto, e que possam melhorar o futuro.             

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Xis


Sei que lá não se encontrava

Gente emburrada ou infeliz,

Cedo ou tarde amenizava,

Se brincava de aprendiz,

Xis


A palavra que ficava

E até hoje não se desdiz,

É que ao verbo se bastava

Acreditar-se feliz.


Esse tempo não passava

E jamais se contradiz:

O que foi não mais voltava

E o que vem é sempre um xis. 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Velha Menina

Velha Menina


Mingau de farinha torrada,

Gemada na chapa, tostada

Com leite e canela por cima,

Fortificante e vitamina;


Era tanta história contada

Que encantava a hora e a meninada.

Tempo que não vivi e me ensina,

Nessa história que não termina


Nem com copo de laranjada,

De cirandas acompanhada

Índia, preta, polaca Nina,

Apelidos dessa menina.    

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Espelho do Bom Senso

Espelho de Bom Senso



Espelho do bom senso

São informações corretas

Sobre onde fica o centro

D'uma cidade em retas


E curvas, vento e lenço,

Também as várias setas

Para que sem dissenso,

Vistas às estatuetas


Sejam boas ao dia intenso

Com algumas saletas

De museus, nada é imenso

Quando se está entre poetas.

   

domingo, 30 de agosto de 2020

Imensidade

Imensidade


Passado o frio,

Nasce a vontade

Desse vazio


Calmo e arredio,

 Serenidade

Que o tempo viu


Surgir macio


De imensidade.

sábado, 29 de agosto de 2020

Amostra de Tempo

Amostra de Tempo


A favor da cultura,

A favor da lisura

De bom pressentimento,


Mas a contra-cultura,

Cansada da fissura

De ser ressentimento,


À leitura, é escultura,


Amostra do seu tempo.


  

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Conversa Sobre a Futura Vacina contra o Coronavírus

 Conversa Sobre a Futura Vacina contra o Coronavírus


     A vacina contra o coronavírus, nesse momento, é mais esperada ansiosamente do que o Papai Noel. Tudo o que se quer é ficar imune, essa é a realidade comum.

     Não sabemos qual vacina será disponibilizada para a população por primeiro. As dúvidas sobre a eficácia de qualquer uma das vacinas é grande, não porque se duvida da capacidade dos cientistas, mas porque estão em processo acelerado de fabricação: a vacina do Paraná, a vacina de São Paulo, a vacina importada dos laboratórios da Alemanha e dos Estados Unidos.

     Outra dúvida antecipada é sobre como será a realização da vacinação da população e se será possível escolher a marca da vacina, ou a origem da vacina.

     Todas essas questões mostram a ansiedade enfrentada a cada dia por toda uma população responsável e cuidadosa.

     Para ter essa consciência responsável, muitos atributos espirituais são necessários, incluindo-se a paciência e a boa vontade.

     Hábitos esquecidos recomeçados com bom humor, conforme disse sobre o feijão na panela e a galinhada cozida em fogo lento. Acordar cedo, programar o dia e cumprir sem deixar nada fora de ordem.

     Os jovens adultos sentem mais necessidade de sair, e nós, os mais velhos, deixamos para eles as vitrines, mesmo que seja obrigatório apenas uma pessoa de cada família em cada lugar.

     O medo desse vírus é grande entre as pessoas que têm mais de cinquenta, muito embora seja bom lembrar que o perigo atinge os jovens e as crianças também.

     Tornar suportável o ambiente dentro de casa é uma obrigação, e esse é o motivo de preparar refeições caseiras com gosto de interior acrescentado de algumas frutas e outros quitutes feitos em casa.

     Ceder horários e espaços para os demais que estão na situação ameniza a situação, e perguntas como ligar a televisão, e permitir um horário televisivo ao outro é fundamental. Assim também fico feliz quando me pedem para colocar som ao piano porque o silêncio começa a chatear. Um horário para as diversões da internet medido, porque é necessário e não perder notícias sobre o coronavírus.

     Conversar com outras pessoas e contar de si e ouvir dos outros é uma necessidade.

     Eu tenho muitos elogios para muitas pessoas que estão cumprindo o isolamento social, até mesmo para aqueles que têm animais de estimação e levam os seus cachorros para passear em horários alternativos.

     Sinto pelas crianças que ficam silenciosas o dia inteiro. Quando se ouve alguma criança lá fora, até se festeja, porque um ano de infância é muito tempo, e porque a velhice é mais acomodada ao tempo.

     Os jovens se viram, e mostram que estão vivos e que ainda precisam de alguma supervisão para não saírem demais, para eles que estão entre a infância e a fase adulta, tudo se transforma, segundo eles, em experiência de vida, mas que se cuidem com o vírus!

     Conservamos a esperança numa possível vacina, e torcemos para que ela seja previna contra o coronavírus.

     Vamos aos exercícios: culinários e espirituais.

     Grata pela leitura.  

     

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Essa Janela

Essa Janela


Comer mimosa

Nessa janela

De hora formosa,

Depois panela


De enfeite rosa

Sem Cinderela,

Pimenta rosa

À cabidela.


É silenciosa

Essa janela;

É conscienciosa

A dona dela.

 

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Soneto do Unicórnio

Soneto do Unicórnio


O mito tranforma-se em realidade,

Pureza de unida força em mar alto

De belo unicórnio, plasticidade

Da vida menina e de um sobressalto


Altivo de um herói em simplicidade,

Que salta a seu mar, e num gesto cauto,

Redobra a confiança da humanidade

Carente de si, de sentido falto.


Do herói repousante  junto à inocência

Que abraça, quando ela está a precisar;

Preciso, decidido a ter paciência,


Repleto de nobreza e indulgência

No agir, num momento de só esperar

O instinto sem medo e à sua experiência.      

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Desencontrado

Desencontrado


Quem nasce no interior

Conhece muita dor,

Tristeza a não mentir,

Quando não há aonde ir, e sair


É desencontro à dor

Andar por onde for,

Mas não se reprimir,

Dizer que está a sentir


Algum leve amargor

E a causa é do calor

Que abafa até o porvir;

Mas que não é sofredor.

 

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

O Tempo de Deus / Conto

O Tempo de Deus / Conto


     Quando, depois dos ofícios da missa, o padre veio dizer para Circe, que ela seria mais feliz se fosse evangélica, ela perguntou na mesma hora:

     _O que foi que eu fiz de errado, padre José? Por favor, me diga.

     O padre sorriu, com uma superioridade peculiar, e continuou a conversa que achou necessário ter com Circe.

     _ O que eu poderia dizer a uma bem intencionada jovem de 22 anos? Frequenta as reuniões, vive com a família, estuda, mas nada entende dos sopros divinais? Querem ter uma reunião com você no convento, eu peço que vá à Catedral e peça para falar com a madre superiora. Diga que eu a enviei.

     Assustada, Circe chegou à Catedral pelas nove horas da manhã. Caminhou até a sacristia e perguntou pela madre superiora. Contou que o padre José a havia enviado para ter uma reunião com a madre.

     _Mas a madre superiora é uma senhora muito ocupada. Eu posso agendar uma reunião, se você realmente desejar, mas isso me parece estranho. Até hoje não ouvi falar nisso, porque as moças que conversam com ela, ficam no convento. Pelo que observo, parece que você precisa pensar antes de agendar essa reunião.

     Chegou em casa e conversou com a família. Chegaram à conclusão que ela deveria contar ao padre e pedir a dispensa dessa reunião.

     À tarde, foi até a igreja.

     O padre, ao vê-la, sorriu com polidez, e disse que a esperava.

     _Minha jovem, esta não é a igreja que combina com o seu valor espiritual. Os ventos não param de assoprar. Você entra e os sopros começam. O que você conhece do inconsciente coletivo subjetivo?

     Circe respondeu que nada sabia.

     O padre sorriu com a resposta.

     _ O insconsciente subjetivo coletivo é o que o Espírito Santo e o Mau espírito sopram para as pessoas. Pelo menos agora você sabe que isso existe. O meu conselho para você, que não é para hoje, amanhã, ou mesmo para daqui a um ano, é que você procure uma igreja onde o seu espírito, ou melhor, o Espírito Santo que habita em você possa se sentir sem tantas oscilações causadas pelos sopros contínuos desse inconsciente coletivo subjetivo.

     À saída da igreja, passados alguns meses sem tocar no assunto, os seminaristas vieram trazer os convites de formatura.

     Passaram-se muitos anos sem que Circe procurasse outra igreja, por simplesmente se considerar o "patinho feio" da igreja.

     Numa tarde casual, uma amiga a convidou para um recital de Canto Lírico, onde o Maestro da Ópera de Milão estaria presente, juntamente com o melhores concertistas do Brasil. O concerto era numa igreja evangélica.

     Além dos concertos, ofereceram aos participantes café, chá e biscoitos.

     À  saída, um dos jovens, pediu para que ela esperasse, que ele tinha algo a dizer.

     Circe não gostava de deixar as pessoas sem que pudessem se expressar, e esperou o jovem.

     O jovem pegou o violão e cantou Imagine, do John Lennon. Em frente àquela igreja, em voz alta para que todos escutassem.

     Circe questionou sobre o que o Pastor pensaria sobre a demonstração musical dele.

     O jovem, de aparência simples, da mesma maneira como ela se sentia depois de ter assistido o Maestro da Ópera de Milão, respondeu que o caminho era esse, que a igreja era aquela e que ela pensasse naquela possibilidade.

     Passaram-se longos anos, até que um dia, inadvertidamente e sem censura, uma velha senhora disse para ela:

     _Maria sou eu. A religião está abaixo, está no meio dos homens. Decida-se enquanto eu posso te guiar.

     Circe tomou a decisão adiada por quarenta anos. Ouvindo a canção de John Lennon. 

     Circe entendeu Maria, sem conflitos interiores, e até mesmo, feliz.   

     

      

domingo, 23 de agosto de 2020

Consequências da Pandemia

Consequências da Pandemia


De verdade,

Não se sabe

Quase nada,

Mas cuidada


É a amizade,

É o que cabe:

Desejada

A alienada


Realidade,

Quem a sabe?

Meio cansada,

Descansada.



 

sábado, 22 de agosto de 2020

Esfriada

Esfriada


Encorujada

Nesse dia inteiro;

Café e mais nada.


Encorajada

À manta e ao esteio;

Página alada


Que nessa esfriada


Parou o recreio.






 

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Intenso

Intenso


Que ano intenso

Sem querer,

Muito denso.


Este senso

De se ater

Ao bom senso,


E isso é imenso


P'ra valer.


 

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Oitavada

Oitavada


Essa luz necessitava

D'uma rua iluminada,

Era luz e ali faltava

Nessa rua iluminada.


Apareceu numa oitava

Sem saber-se equivocada,

Era a tarde que faltava

D'uma luz abandonada,


Mas sendo luz apreciava

Apreciar outra igualada,

Pois a luz a qual se dava,

Era a luz mais precisada. 


 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Agora Pesquisa

Agora Pesquisa


Essa pesquisa

Muda, mistura,

E é ranhadura,

Porque não avisa


Que o chão precisa

Dessa frescura

De água tão pura

Que simboliza


O que ameniza

A partitura,

Que por leitura

Logo improvisa.

 

domingo, 16 de agosto de 2020

Cochilo

Cochilo


Esse cochilo,

Que ao despertar,

Some tranquilo,


Alivia o quilo

Ao sussurrar

Que é noz e esquilo


Com outro estilo;


Recomeçar.


 

sábado, 15 de agosto de 2020

Compasso Ternário

Compasso Ternário

 

Pés-no-chão,

Mãos na lua,

Cobra a rua

Da ilusão;


Cerração

Continua,

Não recua

Coração,


Pulsação

Que pontua

Corre e sua

Na canção.



sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Outra Civilização / Um Conto Quase Americano


Outra Civilização / Um Conto Quase Americano


     Ana Maria, brasileira e o Doutor Professor de Arqueologia de Nova York Simon se encontram no mesmo automóvel com mais um turista adoentado e o motorista do veículo, um  homem apreciador dos caros universos das compras luxuosas.

     Chegaram nas ruínas dos aquedutos e desceram para apreciar as monumentais colunas por onde passavam os aquedutos dos tempos da antiguidade da Cidade Antiga.

     O professor era paparicado pelo guia, bastante afetado por estar com uma autoridade em arqueologia. 

     Ana Maria considerou correto que o professor fosse tratado daquela maneira, pois não passava de turista por todos aqueles monumentos.

     O professor Simon pediu para que o guia passasse num determinado local da Cidade Antiga.

     O guia respondeu que, embora o considerasse a maior autoridade em arqueologia, quiçá mundial, não o levaria até lá para que não fosse morto, mas perguntou se ele tinha com ele uma carta de permissão para entrar naquele lugar.

     Simon, com a seriedade e gentileza da cultura e dos setenta anos de vida, respondeu com outra pergunta:

     _Se eu não tenho a carta de permissão como você me pede, eu serei morto? É isso que você tenta dizer? Mas como?

     O guia respondeu que aquele local, que era realmente próximo dali, parecia ter alguma coisa de secreto, porque somente com permissão ou convite escrito daquela civilização, ele, enquanto motista para turistas,  fazia mais de mês que não entrava ali. Ele não o poderia levar além de determinado ponto, senão seria morto igualmente. Contou também que nunca esperou ninguém naquelas ruínas secretas, ele voltava para buscar o turista na hora marcada.

     Ana Maria estava assustada com o que presenciava naquela conversa, mas por sorte, o dr. Simon, foi resoluto quanto a essa questão.

     _O senhor nos levará até a praça matriz, conforme está no roteiro.

     Nesse ínterim, o turista adoentado, pediu:

     _Por favor, preciso ir ao banheiro antes de seguirmos com o passeio.

     Depois da ida ao banheiro, o passeio seguiu até a matriz.

     Chegaram na matriz.

     O dr. Simon olhou com bastante seriedade para Ana Maria.

     _Eu preciso lhe pedir um favor.

     Ana Maria perguntou em que poderia ajudar.

     _Não entre no monumento da matriz. Em hipótese alguma. Eu sei o que digo.

     Ana Maria olhou para cima, para baixo e sentiu-se uma turista perdida no meio de nada, mas foi solícita:

     _O que o senhor acha que eu devo fazer aqui fora, em frente a essa escadaria?

     Ele sorriu gentilmente ao ver que ela aceitava a sua intervenção.

     _Ana Maria, eu acredito que existem locais com lanches rápidos e típicos, confeitarias inigualáveis, e uma caminhada pela vielas do bairro poderá ser uma fonte de diversão.

     Ana Maria decidiu que era melhor não discordar do professor doutor em arqueologia. Ele deveria saber o que dizia.

     Ele entrou sozinho no monumento cujo passeio havia custado alguns bons euros.

     O turista adoentado preferiu um restaurante onde tivesse banheiro. Culpava o presunto parma servido com fartura logo no desjejum com molho apimentado.

     O turista veio conversar com Ana Maria:

     _Ana Maria, você acha certo que, depois de pagar pelo passeio, você fique do lado de fora do monumento?

     Ana Maria respondeu que o dr. Simon era professor doutor em arqueologia e ela, turista.

     Uma hora e meia depois, o professor apareceu na escadaria. Encontrou-se com Ana Maria e perguntou pelo guia, mas o guia chegou dez pacienciosos minutos depois.

     Ana Maria, embora esboçasse um sorriso, estava com ar cansado, mas tentou ser educada, apesar do veto.

     Entraram todos no automóvel.

     O dr. Simon dirigiu a palavra à Ana Maria, quando o guia interviu de forma afetada:

     _Dr. Simon, o senhor não tem que conversar com turistas!

     O dr. Simon, irônico, respondeu que ele gostaria de dirigir-se à Ana Maria.

     _Ana Maria, eu gostaria de dizer para você que lá dentro não há nada mais do que velharias, alguns objetos de madeira conservados e muitos olhos desconhecidos. Não é lugar para você. Esse olhares são os mais perigosos da face da Terra.

     Ana Maria ficou assustada, e não ligou de aparentar assustada.

     O dr. Simon continuou a conversar com ela:

     _Procure o moderno, o diferente, algo menos perigoso do que essas ruínas.

     O guia ainda os levou para conhecer uma praia.

     Estavam ela e o turista adoentado caminhando, quando aconteceu outro incidente. Um homem de quarenta anos passou por eles, olhou para ela e disse:

     _São vocês, miulheres, que estragam a vida dos homens. Por que não sai do lado do turista, bofe?

     O turista adoentado disse que riria se não precisasse ir ao banheiro novamente.

     Ana Maria sentou-se sem saber se poderia chorar por ali, numa mesa qualquer e com um refrigerante.

     No entanto, quando a lágrima foi se desprender dos olhos, chegou uma turista colombiana e pediu para que o grupo deles pudesse se sentar na mesa ao lado e outras informações sobre o serviço do quiosque.

     Finalmente acabou aquele passeio. Com os últimos conselhos do doutor Simon, que ainda desejou uma excelente estadia naquele lugar.

     Ao despedir-se de Ana Maria, o guia disse que ela não sabia que era uma autoridade que havia conversado com ela, e que ela ao menos poderia ter feito uma reverência a ele.

     O dr. Simon, no entanto, quis cumprimentá-la de mão e agradecer por não ter entrado naquele monumento.

     Ana Maria perguntou-se sobre a outra civilização, aquela que ela não tinha conhecido, mas ponderou que mesmo o doutor Simon não foi aonde queria.

     Sim é sim e não é não. Melhor não saber de mais nada. Voltou ao hotel e saiu para arrumar o cabelo antes de viajar.   

 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Respirar


Respirar


Escrevo a palavra que soa

Natural, fictícia onde voa

Como quiser, que é feita de ar,

Oxigênio de respirar,


Que leve, jamais desacordoa

Quem precisa que seja boa.

Que não seja ela a acizentar

Para que não esteja a sombrear


A luz, mas essa a que se doa

A quem não a tem, e em si povoa

Um pensamento a se recriar,

E ser tempo, particular.    

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Nada se Sabe

Nada se Sabe


Descombinado

É todo dia,

Mas se enviesado,

Como seria,


Se não fechado

Na alegoria

Do aprendizado

Que seguiria,


Mas combinado,

 Sem fantasia,

Passo bem dado,

Ou não seria?

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Desestresse na Pandemia / Sugestão

Desestresse na Pandemia / Sugestão

     Respeitar-se  respeitando os limites do estresse que a pandemia causa, e tentar fazer diferente.

     Sei que a experiência foi excelente. Não conversar dentro de casa. Ignorar o outro com respeito para o horário do almoço e um bate-papo na hora do cafezinho.

      _Faça o que quiser desde que não me perturbe. Silêncio quanto ao que o outro faz.

     Essa combinação gera uma tremenda descontração como aquela brincadeira de infância chamada "Vaca Amarela", onde o primeiro que disser uma palavra perde o jogo.

     Não queremos saber se os demais conversam ao telefone, ou cozinham, deixar o outro fazer o que quiser sem perguntar ou comentar nada.

     Pensar que os outros sabem o que fazem e os outros pensarem que você sabe o que faz.

     _Até de noite!

     Essa experiência terminou com um dia muito útil, mas mais divertido do que possam imaginar.

     Se puderem, ou quiserem fazer essa experiência, talvez se divirtam e façam o dia, que não é fácil para ninguém, quando se pensa shopping e se vai à cozinha por meses, muito mais divertido.

     Dessa forma, cada um encontra o seu espaço, o que é necessário, convenhamos.   

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Devagar

Devagar


Corre, meu pensamento,

Nesse vão passatempo,

Que passa por passar,

E se deixa ficar


Com pressa e desatento

Com o vai e vem do vento

Que não corre a pensar,

Mas ocorre a viajar


Pelo ar e pelo tempo

Nem sempre a seu contento,

Mas a se espreguiçar

Inspirado pelo ar.