Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Sorte

Há um pouco de sorte quando se deixa as pessoas felizes.

As Histórias de Joaquina

As Histórias de Joaquina

     Bateram à porta, e Joaquina, menina de vinte foi atender. Era um garoto da vizinhança com um quilo de feijão para lhe dar de presente.
     _Feijão, João, por quê você me dá de presente, quando tem preço? Cobre o preço, João.
     João dizia que não, que era presente, que vinha da chácara um saco de sessenta quilos de feijão e mãe dele tinha pena de deixar estragar.
     Passam algumas semanas e batem à porta novamente. Era João com umas espigas de milho verde.
     _João, faz isso não, João. Como é que eu posso retribuir se não tenho chácara, João?
     João dizia que não, que era presente, que o milharal da chácara estava repleto e que era melhor que não estragasse.
     Passam-se mais algumas semanas e bateram à porta. Era João com uma tigela de curau, bem feito e caseiro, que a mãe dele tinha feito para que ele desse de presente à Joaquina.
     _Espera um pouco, João. Por que você não traz esses presente para a minha mãe?
     João disse que era porque Joaquina era mais próxima dele do que a mãe dela que era muito séria, e talvez severa e não aceitasse o presente.
     Passam-se mais semanas e batem à porta e é João, dessa vez com um pacote de feijão branco para salada.
     Joaquina disse que qualquer dia daqueles iria conversar com a mãe dele para ver se era ela mesma quem mandava os presentes da chácara.
     João riu-se e a desafiou para que fosse na casa dele.
     Passam-se mais semanas e batem à porta. Era João, com o quilo de feijão, mas na casa da mãe dele.
     _Joaquina me desafiou e eu contei para a mãe e ela quer que você vá lá em casa porque ela quer dar feijão para você.
     Joaquina disse que iria à tardinha. Disse e foi, achou que precisava conversar com a mãe de João e, perguntar o motivo de tanta gentileza da parte dela e do João.
     Bateu à porta da casa da mãe de João, mas com a mãe dando uma espiada pela porta da sua casa.
     _Eu quero lhe agradecer muito, mas acho que é presente demais e, nós, lá em casa, ficamos sem graça com tantos mimos da sua parte e por parte do João também.
     A mãe de João foi de uma emoção absurda ao dizer que quem tinha a agradecer era ela.
     Essa história é boa, a Joaquina ganhava os mimos e era a mãe de João quem tinha de agradecer à Joaquina?!
     _Ora, diga lá qual é o motivo da sua gratidão, pois eu a conheço desde alguns anos e, que me lembre não lhe fiz favor algum, apenas conversamos de vez em quando.
     A mãe de João parecia agradecida até mesmo com o olhar.
     _Joaquina, eu tenho trinta e dois anos e sou casada. Meu marido viaja muito e eu até pensei que ele queria se separar de mim. Pensei em contratar um advogado, mas nesse tempo em que eu pensava em contratar um advogado, eu acabei por sair com amigos e quase levei uma vida de solteira. Só me sentia casada quando o meu marido voltava com os sacos de milho e feijão e carne congelada. Por favor entre que eu quero lhe mostrar o congelador.
     A moça, entrou na casa da mãe do João, meio que curiosa, meio que receosa, mas a mãe estava olhando, então não tinha mais medo.
     O freezer era de cinquenta quilos e estava chei de carne de boi e de porco, toda carne separada, cortada e congelada. Ao lado do congelador, estavam os sacos de arroz, feijão e milho. A verdura também vinha na caminhonete, mas era quando ele, o marido vinha para a cidade.
     Joaquina se admirou com os produtos frescos e colhidos com tanto suor e dedicação por parte do marido da mãe de João, mas onde é que a gratidão entrava naquele espaço é que ela não entendia.
     De repente, os olhos da mãe de João se encheram de lágrimas e disse:
     _Joaquina, eu quase errei, eu quase namorei, mas não o fiz. Houve um final de semana que eu pensei que se você dissesse o que diziam de mim, o meu casamento tinivesse acabado. Você sabia o que diziam de mim,pois até a sua mãe ralhou comigo para não sair com amigo enquanto o marido estivesse fora de casa, pois era homem trabalhador.
     Se a mãe de Joaquina tinha ralhado com ela, a mãe de João, Joaquina não sabia e também não podia perguntar porque a mãe estava de soslaio na casa dela, Joaquina.
     _Espere que eu continue, Joaquina. Ele viajou de novo e voltou com os sacos de feijão, milho e tudo o que ele costuma trazer para a casa. Dessa vez eu fiquei em casa e não saí com ninguém. Eu, com medo que você contasse a ele que eu saía durante a semana com os amigos, para nada para dizer a verdade, apenas para conversar, eu contei a ele o que eu fazia enquanto ele estava fora e pedi perdão se com isso eu o magoei, mas também contei que era mulher de bem e que não fiz o que não deveria fazer. Ele me perdoou, mas quer que eu vá com ele para o interior. Até deixou dinheiro para eu arrumar todos os dentes antes de ir com ele e o João para o interior. Eu estou muito feliz e acho que devo isso à você, porque eu tinha um medo danado de você, porque eu entrei no carro de uns amigos enquanto você voltava da escola e você até me disse boa tarde. Lembra?
     Era verdade, mas Joaquina não havia ligado a saída dela ao pecado e nem sequer se perturbado com a situação. Joaquina desejou que para o resto da vida deles eles fossem felizes. João estava feliz. Disse que jogaria bola mais à vontade e, melhor, com o pai dele.
     Voltou para casa e contou essa história para a mãe dela.
     Passaram mais algumas semanas e batem à porta. Era João com um quilo de feijão, mas desta vez presente do pai dele.
     _O meu pai manda agradecer à você em nome da minha mãe. Ele vendeu a casa aqui na cidade. Vamos morar na chácara até que eu tenha que fazer faculdade.
     Joaquina disse que estava muito feliz por João e que fizessem boa viagem e fossem felizes por onde quer que fossem.
     A mãe da Joaquina disse que feijão bom como aquele seria muito difícil encontrar em algum lugar, mas que fossem felizes.
     Feijão na panela com sabor especial. Esse  foi aquele melhor quilo de feijão já saboreado na vida.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Desigual

Desigual


Não se repete,
Tudo difere,
Embora igual


Ao que refere,
E não compete
Ao desigual


Ser quem reflete;


Embora atual.


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Anotações

Anotações


Lá vem o tempo
A questionar
Um pensamento,
E sem cessar:


Por que é do vento
O murmurar,
Um alimento
Sempre a se doar;


Abrasamento
Da alma a rogar
O entendimento
A se anotar.


terça-feira, 15 de outubro de 2019

Acendimento

Acendimento


Misto de entendimento
E desconhecimento
É a causa da vela acesa
Como luz à incerteza,


Com tal desprendimento
Que não se ouve lamento
Ao espírito em leveza
Pleno à delicadeza.


A fé é um acendimento
Que age num só momento,
Ao da luz da agudeza
Mostra-se com grandeza.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Imprevistos / Reflexão

Imprevistos / Reflexão

     O que é um imprevisto todos sabem, é tudo que não se pode prever.
     Há, no entanto, imprevistos não podem ser contornados com sabedoria, inteligência, dinheiro. O que parece óbvio para alguns, ou seja, que os problemas de saúde são imprevistos que exigem mais do que os ítens acima estariam nessa lista como imprevistos, mas há gente que cuida de cuidar desse tipo de imprevisto, que é previsível para outras pessoas.
     Imprevistos são dias nos quais é preciso parar e pensar por algum tempo antes de seguir.
     Quando se juntam os imprevistos é praticamente impossível seguir a rotina normal. São acontecimentos comuns, que somados, complicam o dia a dia.
     Costumo dizer aqui no blog que os boletos bancários ainda são úteis, mas um boletos bancário não cadastrado no sistema tira uma ou duas horas da paciência facilmente. A manutenção dos eletrodomésticos exigem tempo, a doação de lixo eletrônico, mais tempo.
     Um dia bom é aquele que flui normalmente, e para que flua normalmente é preciso verificar o nível do shampoo e, desculpem dizer, mas do desodorante também. São os acontecimentos previsíceis que podem nos auxiliar na rotina.
     Embora seja normal na maioria das casas, tenho um costume prático que é o bloco de anotações com uma caneta em cima da mesa de onde vos escrevo, e tudo que fica abaixo da metade é anotado para a feitura da lista de compras, desde o limpa-vidros até o shampoo, não me esquecendo dos ovos abaixo de meia-dúzia,etc.
     A internet é um instrumento que pifa e é um imprevisto. Outro dia peguei um aplicativo, fiz um pedido e, ao terminar, na tela apareceu que o sistema estava congestionado e que eu tentasse mais tarde. Fui pessoalmente.
     Respeitar os imprevistos é algo de extrema importância.
     Escrevo para contar que estou com imprevistos e que eles modificam o dia necessariamente.      

domingo, 13 de outubro de 2019

Anti-máquina

Anti-máquina


O excesso de informações
 Trazem cansaço e distorcem
Em fantoches os balões
Coloridos, quando sobem


E criam imaginações
Sobre o que são quando somem
No espaço das ilusões,
Realidade que consomem;


Líricas constatações
Que a alma é o centro do humano homem
Ao tempo das atenções,
Ilações que se constroem.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Seguir

Seguir


Segue o caminho
Com a razão,
Ao burburinho
E à solidão;


Não se é adivinho
Nesse alazão,
Devagarinho
Faz-se um condão.


O medo é um moinho,
É uma alusão
Ao desalinho,
Mas sem visão.



quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Assuntos Religiosos / Reflexão


Assuntos Religiosos / Reflexão

     Num dia cujo tema implícito era Deus, algumas considerações são necessárias.
     Disse que não queria entrar num grupo de whats'up, porque a ideia de criar panelinhas não levam ao conhecimento do que seja Deus.
     _Vamos nos aprisionar às nossas mesquinharias cotidianas enquanto Deus quer que levemos a palavra Dele àqueles que não as conhecem.
     Outros questionamentos surgiram:
     _Fui à sua missa das dez da manhã e vi que você não é assídua.
     Eu digo, pelo blog que nós conversamos com Deus, podemos assistir ao culto, senão presencial, online. Deus não vai castigar quem não for ao culto, mas se entristecerá se nos afastarmos Dele por qualquer motivo de dúvida.
     _Como é que você diz ser evangélica e conversa normalmente, sem colocar Deus em todas as respostas?
     Eu não falo em "crentês", uma linguagem característica de muitas denominações. Eu creio que Ele fala e até mesmo mostrei ao vivo e à cores que Deus fala. Eu e a amiga decidimos comprar algo na lanchonete. Enquanto eu pagava o refrigerante, ao rádio da vendedora a música soou.
     Ao ouvir aquelaa canção disse que aquela era a canção que minha mãe tocava ao piano para uma parente. Meus olhos se encheram de lágrimas. Disse à minha amiga que era assim que Deus falava comigo. Nada especial, naturalmente.
     Ela ouviu Deus falar comigo. Acho que até se surpreendeu com as minhas lágrimas junto à lata de refrigerante. Sentamos e conversamos algumas horas.
     _Como é que funciona isso?
     _Deus é fiel e eu procuro ser fiel à palavra Dele.
     _Dessa vez eu vi isso!
     _Viu! Estou feliz que tenha visto e ouvido o que Ele disse. É assim que funciona comigo, e cá entre nós, isso não é leve.
     _Mas, e o seu caminho, como é sem grupos?
     Disse que dependia dos grupos, devemos ser abençoadores uns aos outros, mas deixá-los livres para que retornem com fé.
     Foram muitas questões:
     _Você acha que você não erra?
     É óbvio que erro, sou humana e Deus tem algo a me ensinar, e essa é a função da existência: nos aproximar de Deus. Contei alguns dos meus erros, involuntários, mas erros por desconhecimento, e quantos aos erros do desconhecimento, mas que não machucaram ninguém, Deus, com muito amor, resolveu e certamente resolve os das outras pessoas também.
     De certa forma, fiquei em paz.
     Deus abençoes à todos!
       

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Incultura

Incultura


Não digo dos livros,
Meus grandes amigos,
Tantos personagens
Com tantas bagagens

Culturais de antigos
Bordados e vivos,
Da versão às linguagens,
Respeito às paisagens

Descritas, motivos
 E meios inventivos
Enquanto miragens,
Mas leigas bobagens.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Coerência / Reflexão


Coerência / Reflexão


     O meu conceito de coerência que é válido apenas para mim mesma, é algo meio complexo de dizer.
     Mas respeitar-se a si mesmo sem prejudicar os demais é algo que traz algum bem estar.
     A coerência não desperdiça a vontade, antes é boa companhia da vontade e que não se faça confusão entre vontade e escolha.
     A escolha é subjetiva e influenciada pela publicidade, a vontade é dessa partícula única, chamada alma.
     A vontade e a coerência somadas não dependem da escolha e estão menos sujeitas aos erros. A vontade não é um capricho como ter vontade de ir ao Shopping comprar novidades.
     A vontade , por exemplo, é a música, algo que ninguém tem obrigação de gostar, é uma vontade da alma e a coerência é ficar ao lado da música.
     Não há escolha, é a música no rádio, da televisão, na prática, e não há nada que seja impeditivo nessa vontade.
     Incoerência seria não ouvir música, não praticar e negar essa vontade de música.
     A coerência existe em primeiro lugar consigo mesmo, com essa vontade permitida.
     Fatores outros fazem com a apreciação da música seja exercida dessa ou daquela maneira, mas é coerente que se goste de música e que se exercite esse gosto com coerência.
     Sobre a escolha, sou cética. Não há escolha musical, gosta-se e pronto e cada um faz da maneira que consegue. 
     

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Esvaecimento

Esvaecimento

É melhor esperar
Do que se adivinhar,
Quando não se conhece
E pronto, não acontece.

Não saber é vagar
Sem ver. Verbalizar
Nunca é o que transparece
Quando desfavorece

Um se ater a pensar
E diz desperdiçar
Sem que ao saber se ingresse
E, ao resumo, esvaece.

domingo, 6 de outubro de 2019

Rápido

Rápido


O que houve,
Meu tempo,
Que não ouve
O vento

Que envolve
o alento
E o solve
Bem lento;

Resolve
Ao evento
E volve
Momento.

sábado, 5 de outubro de 2019

A Pizza

A Pizza


Curvas a partir de retas
Com a orientação das setas,
E dos cálculos precisos
Porque somos indivisos

Num pensamento sem dietas,
Aos estômagos diletas
Iguarias com improvisos,
E, à alma, alguns doces sorrisos,

Porque são pizzas seletas,
Mas salgadas e repletas
De queijos e dos desavisos;
Retas e redondos guizos.




sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Telemaquia

Telemaquia


A boa ideia
Multiplica
E medeia;
Descomplica


Toda a estreia,
Pois salpica
Grão de areia
E a amplifica


Numa aldeia,
Quando explica
A Odisseia
Telemaquia.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Espaço Urbano

Espaço Urbano


Estas sequências,
São as ingerências
De um cotidiano
Pra lá de humano,


São convivências
E proveniências
Nesse plano
Real e euclidiano


Com exigências
E displicências
Ao meridiano
O espaço urbano.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

4X4

4X4


Quadrantes
São certos;
Distantes,
Excertos


Fixantes,
Despertos
Brilhantes
Libertos


De um antes
Cobertos
Consoantes
De assertos.




terça-feira, 1 de outubro de 2019

Instigante

Instigante


Essa questão de tempo,
Hoje, meio que instigante,
Porque diz ao talento
Que é o que não se garante,

Ele é o temperamento
Próximo e equidistante
De um acontecimento
Chamado Deus falante,

E o seu delineamento
Chega a ser empolgante
Ao desconhecimento,
Algo quase faltante.


Pesponto


Pesponto

Não falta nada
Nesse horizonte
Que não desconte
D’uma jornada,

A repousada.
Por mais que aponte
E não se encontre
A linha ousada,

E a caminhada
Te desaponte,
Há quem pesponte
À calçada.

domingo, 29 de setembro de 2019

Humildade

Humildade


A humildade
É impactante
E constante
À vontade,

Suavidade
Que, falante,
É faiscante
À verdade

E amizade
Ao restante,
Cintilante;
Entidade.

sábado, 28 de setembro de 2019

Alento

Alento


Esperança
É momento
Que se alcança

Porque amansa
E é o portento
Da bonança;

É mudança

E alento



sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Capa de Livro

Capa de Livro


A moda e o tempo,
Um sentimento
Que o tempo passa
E o fio esgarça

Ao cedimento
Do passo lento;
Não se disfarça
Nem de pirraça,

Nem foi algum vento
Em movimento,
É que se escassa
O linho em traça.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Indaçações

Indagações


Se não entender,
O que dizer?
Melhor calar,
Ou até indagar,

Mas desdizer,
Deixar chover
Sem se abrigar
É se molhar

Por não querer
Reconhecer
Que o espírito é ao ar
Seu questionar.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Metade

Metade


Chega uma idade
Que é sem saudade,
Há outra visão
E percepção

D'uma vontade,
É essa metade
De adaptação
E abreviação.

Com seriedade,
Ainda há metade
Da aquietação
À outra estação.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Inspiração de Supermercado / Crônica de Supermercado

Inspiração de Supermercado / Crônica de Supermercado

     A mudança brusca de temperatura fez com que a esfriada fosse mais sentida dessa vez. Nesse mês de setembro, aqui em Curitiba, a temperatura mudou de 6º C a 32º C em questão de quatro dias, mas baixou para 6ºC novamente e nos fez sentir frio.
     Começo por dizer o motivo de ir ao supermercado em horário diferente, aproveitei os 12º C e fui para as compras.
     Peguei um horário calmo e vi algumas pessoas lendo os rótulos dos ingredientes. Respeito a fila da leitura, contorno e vou aos produtos, igualmente com alguma leitura de rótulos.
     Nesse caminho ouvi uma frase interessantíssima:
     "_Vida boa é ter o dia útil e o sono bem dormido para que o dia seguinte seja bom."
     A frase, que parecia óbvia, fez muito sentido, porque o sono nesse clima que esquenta e esfria rapidamente, faz com que ninguém durma bem.
     Ontem mesmo eu me queixava que havia sentido frio e que dormi mal, e a queixa foi respondida de maneira igual:
     _Acordei, pensando que era hora de trabalhar e vi que eram duas horas da manhã.
     Não, não é mal estar nenhum, pensei comigo mesma, é a temperatura.
     Hoje, durante a saída às compras, ouço a mesma queixa.
     O clima aqui é conhecido pela versatilidade com a qual muda da chuva ao sol, e estamos preparados para essa mudança.
     São mudanças conhecidas do outono, e aí sim, temos as festas juninas e julinas com a dança típica, onde fica o mestre da festa  chamando a atenção dos participantes da festa: "Olha a chuva." "Saiu o sol, saiu o sol, ânimo pessoal."
     A gaita e a sanfona fazem a animação do outono.
     Falta de sono? Não, não é insônia.
     Tivemos uma amostra de verão no fim do inverno, agora parece que a rotina segue.
     São conversas de supermercado, rotinas iguais, e estamos irmanados pelo que não sabemos dizer, mas estamos irmanados nas conversas de supermercado.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Verso Voador

Verso Voador


Voa esse motivo,
Verso que voa,
Parece esquivo
A essa garoa,

Exclamativo
De frio e pessoa,
Decorativo
Quando afeiçoa,

Mas intuitivo,
E sobrevoa
O infinitivo;
Do alto se doa.






domingo, 22 de setembro de 2019

Temperança

Temperança


Quando o mar descansa,
É doce o pensar
Na linha que alcança
Que há novo acalmar,

Pois há na bonança
Um recomeçar
Feito de esperança
A se navegar.

Essa temperança
Vem de constatar
Que,se a maré dança,
Fica no lugar.

sábado, 21 de setembro de 2019

Minutos

Minutos

São os minutos do dia
Uma boa companhia,
Não se observa ao passar
Que o amanhã está a chegar,

E, ao minuto, um dia a dia
Contado à fugidia
Hora a se debandar
Da agenda a se gastar;

Minutos e ousadia
De assim passar o dia
Ao qual se está a obrigar
A cumprir e gostar. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Oração à Fé

Oração à Fé


Tem que ter paciência,
A intempérie é a parte
Difícil da ciência
Refletida em arte,

Essa coincidência,
Quando se reparte,
Reparte em confluência
A fé que comparte

Como consequência,
Nada que se aparte
Da benevolência;
Repartir com fé é arte.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Principal

Principal


Esse tempo
Configura
Um momento,

Pensamento
Porventura
Muda o tempo,

Cabimento

De doçura.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

De Lado

De Lado


São essas tantas canções
Melódicas razões
Para que continue
Esse querer amiúde,

Com reverberações
Além das multidões
Que prezam a atitude
Dos refrões e o som rude;

Desconsiderações
Não passam de borrões,
De uma similitude
Com alguma amplitude. 




terça-feira, 17 de setembro de 2019

Ignorância

Ignorância


Quanto tempo
Não nos ríamos
De um tormento.
Não sabíamos


Que era o tempo
Que queríamos;
Lenimento
Que não víamos


Ao experimento,
E dizíamos
Não ao momento
Quando o líamos.


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Proparoxitonia

Proparoxitonia


Autoanálise,
A catálise
Que é preciosa
E curiosa,


Dentro ao cárdice,
Santo cálice;
Conceituosa,
Silenciosa,


Mas catáfase
Com paráfrase
Cuidadosa
E audaciosa.


domingo, 15 de setembro de 2019

Um Polimento

Um Polimento


Sem palavra
A explicar
Porque traça

Essa graça
Ao cerrar
A vidraça

Que azinhavra

Ao fechar.



sábado, 14 de setembro de 2019

Sob o Ponto de Vista Ateu / Reflexão

Sob o Ponto de Vista Ateu / Reflexão

     Penso que é necessário escrever sob o ponto de vista ateu, mas com bibliografia cristã.
     Roma, com a segunda invasão dos bárbaros, ficou em ruínas, sendo que essas ruínas foram materiais e espirituais, ou seja, Roma se viu sem recursos para alimentar a sua população, fosse rica ou pobre, e os desvarios espirituais com rituais de orgias aos deuses diversos eram intoleráveis às pessoas de bom senso.
     Os deuses eram uma metáfora, ou seja, eram as pessoas que impunham os costumes da época e também os castigos, assim como exigiam oferendas humanas para os seus ritos de demonstração de influência junto à população. As pessoas mais influentes, não somente de Roma, mas da civilização ocidental mapeada na época, conseguiam o posto de deus e determinavam sobre a vida das pessoas numa sociedade, para eles, globalizada, pois eram possuidores de naus e se locomoviam como bem lhes interessasse e os seus desejos eram satisfeitos à qualquer preço, por bem ou por mal.
     Quem eram os cristãos nessa época? Era um povo formado por fariseus ( algumas pessoas bem nascidas) e gentis ( pessoas de boa vontade que não faziam parte da elite). Eram mal quistos por Roma porque, passados mais de cem anos de um julgamento infame, sob o qual um inocente foi morto em consequência de um problema de convicções dogmáticas da fé.
     Roma usou toda a sua influência para convencer setenta sábios a escreverem um livro sobre Deus, de tal forma que o povo conseguisse superar a crise causada pelos bárbaros.
     Paulo percorreu todos os templos dos deuses, os mesmos citados acima, e os convenceu a aceitar um acordo no qual, não perderiam a sua influência sob o povo, e mais teriam empregados encarregados de cuidarem dos seus interesses, e sob tal conceito ajudariam a si mesmos a manterem-se bem supridos nas suas vontades, mas ao mesmo tempo extinguiriam todas as antropofágicas manifestações do povo em nome deles.
     Feito o acordo, surge a igreja em nome do inocente, o qual é escolhido para cuidar dos inocentes que, naquele momento, eram vilipendiados com o intuito que o povo tinha de ser agradável a um ou outro deus.
     Com Roma, os endeusados e o povo lambe-botas dos deuses, o acordo foi bem sucedido.
     Esse acordo foi bem sucedido até que, dentro da própria criação, o gosto por sacrifícios recomeçou e as mortes em nome dessa salvação pela inocência recomeçaram.
     Houve a cisma e a diferenciação entre o que seria possivelmente certo fez com que nascessem outras formas de levar os inocentes a terem uma vida menos sujeita à cruel impiedade dos homens.
     Com isso chegamos aos dias de hoje.
     Todo esse texto ainda não explica o amor puro que todos sentem por alguém, ou seja o amor sem sexo, mas pleno de desejo de felicidade para o outro. Agora pode-se ter uma ideia de um deus agradável, aquele que age através desse amor que todos sentem por alguém.
     O texto também não diz dos fenômenos da natureza, onde todos sentem vontade de ajudar os flagelados, cuja ação de tal tragédia se deve à natureza, sem a mínima intervenção da humanidade. Através do amor ao próximo percebe-se que ainda há um deus dentro de cada um de nós, agora me incluo ao texto.
     Até agora escrevi sobre o bem, mas e o mal, o que seria? O mal é tudo aquilo que te impede de ser bom, de viver bem através dos sentimentos bons.
     Mesmo através do mal, eu posso pensar em Deus. Porque o mal é soprado, como uma resposta errada ao dever escolar, cujo colega, por desconhecimento, ou por vontade, diz a resposta errada, enquanto ele vai procurar a resposta certa com o aluno mais estudioso da sala e não te diz nada. Ah!
     O bem também é um sopro, como uma pessoa, que ao ver a sua busca infrutífera por algo, chega até você e diz como encontrar por ser bom e, por que não para ser bom e sentir-se bem, mas sem orgulho ou vaidade.
     Agora, meus prezados, tenham as convicções que tiverem, é possível refletir sobre o texto.   
         

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Poema Grego

Poema Grego


Não entendo esse saber,
Faminto, labirinto
Que enrodilha a querer
Fazer do ser distinto

Saber que está a perder,
Em resumo, e ao sucinto,
Que poderia saber
Que sente, além recinto,

 Que o saber é do ser
Que educa todo o instinto,
Sem saber porque ter
Este saber corinto. 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Cálculos e Mais Cálculos / Reflexão


Cálculos e Mais Cálculos / Reflexão

     Em meio às palestras, formulo pensamentos, particulares, mas razoavelmente formulados.
     Sobre a desconstrução e o resgate:
     Penso em Stonehenge, as pedras em formato circular. Mudaram as pedras de lugar. O valor cultural não se perdeu, mas a originalidade não existe mais. Reconstruíram o formato e o valor arqueológico, e tudo foi calculado com a exigência energética das pedras e do local de modo que o sol se posiciona da mesma forma sobre elas.
     Sob o meu leigo ponto de vista, o valor é turístico, arqueológico, energético, mas eu me pergunto se seria sobre tais anotações a construção da validade das pedras em local escolhido pelos povos antigos.
     Posso afirmar que valores culturais não retrocedem ao ponto anterior à desconstrução. Os valores culturais se perdem, ou mesmo se transformam, aprimorados ou modificados.
     Penso no exemplo da Inglaterra, porque, aqui no Paraná, estado do Brasil onde fica a cidade de Curitiba, encontra-se o Parque Estadual de Vila Velha, com formações rochosas de milênios, o qual é preservado através de regulamentação para turistas que por ali queiram passear. Eu nunca entrei no Parque Estadual de Vila Velha, mas o avistei de longe, durante um passeio ao interior do estado.
     O ser humano, cria a partir do que existe, e as pedras não foram colocadas pelos homens, portanto de lá não saem, a menos que se transformem e pedregulhos, o que certamente causaria uma comoção jamais vista.
     Um ambiente reconstruído pode ter todos os recursos necessários para fazer um cenário, mas não se torna realidade. Isso significa dizer que ao reconstruir o que foi desconstruído, contrói-se uma Disneylandia, mas não a realidade de Walt Disney.
     Geralmente o resgate e a reconstrução das preciosidades de uma cultura é feita por pessoas cujo saber cultural ultrapassa até mesmo o saber médio especializado. Detalhes não são relevados a um segundo plano, mas reconstroem  em acordo com a sua visão de ideal.
     Enquanto observadora do progresso citadino, observo que a sensação difere do original para a reconstrução perfeita do ser humano. No caso das Pedras de Stonehenge, o que era rústico ficou elaborado, com demonstrações dos cálculos da relocação, e ainda atrai muitos turistas. Local que também não conheço.
     O que sei é que até mesmo as exposições de quadros feitas em museus diferentes transmitem sensações diferentes.
     Essa experiência eu devo contar porque é curiosa e cultural.
     Um museu da cidade passou por reformas e os quadros foram relocados para outro museu. Aconteceu, que na época, eu havia visitado anteriormente o museu e, depois, por motivos escolares, tive que voltar às mesmas obras, que estavam relocadas em outro museu.A distância de alguns meses entre essas visitas compuseram a primeira diferença óbvia, eu contava com seis meses a mais de existência, e embora sendo a mesma pessoa, eu tinha mais aprendizagem escolar, já sabia dividir e multiplicar, digamos dessa maneira.
     A sensação de contato com as mesmas obras de arte foram outras, os espaços retangulares e os corredores entre as salas de exposição chamavam a atenção. O espaço e a arte fizeram muita diferença nessa observação, desde a iluminação até a disposição das obras, que estavam na mesma ordem, porém em alturas diferentes daquelas do outro museu. Enfim, foi uma primeira visita ao museu com as mesmas obras vistas no museu anterior.
     Depois de pronta a reforma do museu onde estavam aqueles quadros, houve uma reinauguração do museu e uma nova visitação. Fiz a terceira visitação ao museu. Desta vez, com a família.
     Quando questionada sobre o que tinha achado do museu novo, respondi:
     _Essa é a terceira vez que vejo os mesmo quadros em espaços diferentes, com novas impressões.
     Como eu já conhecia os quadros, observava atentamente a reação dos meus familiares perante as obras de arte. O pior da história foi que eles gostaram da exposição e do museu reformulado e eu tive que voltar ao museu uma quarta-vez. Fui irônica e disse que qualquer dia eu poderia mostrar o museu para qualquer pessoa que se interessasse na arte da região.
     Simplesmente, eu não voltei a ter a sensação de nenhuma das visitas anteriores ao museu.
     Ou seja, o tempo, o espaço e a percepção não voltam a ser como eram antes, mesmo que se modifiquem ao gosto de um curador de obras de arte.
     Compartilho essa reflexão com vocês, espero que apreciem.
     
     

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Experimente Acreditar

Experimente Acreditar


Experimente acreditar
Que o seu amanhã, sim, é possível,
Mas é preciso acreditar
Nesse provável amor crível,

Porque só assim há o vivenciar
Purificado até ao invisível
À razão viva a te mostrar,
Que esse bem maior faz-se factível,

E pertinente é o caminhar
Que é subjetivo e incompreensível,
Junto ao mistério e respirar
Essa certeza do indizível.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Confiança

Confiança

Vaca mansa
Também cansa
De dar leite


Que se alcança
E se lança,
Quando é enfeite.


A confiança

É um aceite.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Ânimo Sincero

Ânimo Sincero


Nada é como se quer,
E aceita-se a vontade
Como se dispuser,
Mas com sinceridade

De ânimo; se Deus quer,
Há certa qualidade
E certeza ao mister,
Não é impossível ao ser.

Seja à Ele, e não a nós vier
Conforme a humanidade
Diz, e o que se obtiver,
Será amabilidade.

domingo, 8 de setembro de 2019

Novas Sinapses / Reflexão


Novas Sinapses / Reflexão

     Novas sinapses são conversas com outras culturas, das quais concordamos e nos identificamos tanto, qua as gravamos sem querer, mas para poder repetir essas conversas.
     Hoje é um bom dia para dizer dessas conversas.
     Parados, enquanto os policiais resolviam um assalto dentro de um metrô, coversávamos com outros que aguardavam o término da situação para entrar na estação.
     Gravei: "Há dois tipos de pessoas, os bons e os maus. Os maus são esses tipos que atrasam as nossas atividades comuns."
     Em outra oportunidade, na qual passamos pela fila sem problemas, ouvimos, e mesmo sem conversar, gravamos: "Pessoas sérias são bem vindas."
     Certa vez presenciamos um rio caudaloso onde os peixes pulavam água afora. Havia chovido na região e o rio estava com o nível alto, cheio de peixes e com uma correnteza muito forte. Observávamos os peixes saltanto na água quando, um pescador filosofou: "Na nossa vida diária, às vezes vemos um rio caudaloso, mas podemos escolher entre entrar no rio para pescar e acompanhar a correnteza, ou aguardamos o leito do rio voltar ao normal para pescar. Alguns ficam à margem do rio e pegam peixes com as mãos, mas estes se arriscam a serem pescados pelo rio; simplesmente não existe essa necessidade de se pescar ou ser pescado, podemos sair para pescar e pescar."
      Talvez seja o cansaço do piquenique prazeroso do dia de hoje, mas as sinapses interessantes vieram graciosamente.
     Desta vez, musical. Estava numa loja de cds e gostei de dois cds.Disse à senhora que compraria os dois cds.
     _Eu posso vender os dois cds para você, mas asseguro que você está jogando dinheiro fora, porque há outros cds na loja que combinam melhor com você.
     Eu não a conhecia e ela não me conhecia, com certeza não nos conhecíamos.Ninguém poderia ter dito à ela que eu não gostaria de um determinado cd.
     _Eu vou comprar os dois cds.
     Ela empacotou os cds  e os vendeu, mas finalizou a conversa:
     _Um dos cds você, depois que o escutar com toda a boa vontade, guarde-o, porque há quem goste e essa pessoa não é você. Todos os seus modos indicam o mesmo estado de espírito, sensível e delicado.
     Eu pensei que não estava sendo delicada e sensível para com ela nessa determinação de comprar os dois cds.
     Ela deu um sorriso de sabedoria.
     Faz alguns anos e, de fato, eu escutei aquelas músicas daquele determinado cd apenas duas vezes. Guardo o cd com toda a dedicação para o dia que encontrar quem realmente goste daquelas canções.
     É que a alma estava transparente.
     Se ficar em sinapses musicais, eu não termino o texto.
     Para finalizar, uma sinapse igualmente reveladora da alma: "O caminho de um objetivo importa, porque, dificilmente para um mesmo objetivo, duas pessoas seguem os mesmos caminhos, importa que sejam bons esses caminhos e proveitosos para os demais.
     Uma boa semana à todos. 

sábado, 7 de setembro de 2019

Impressionante / Crônica sem Título

     Não há um dia que eu não tenha que lembrar de algum filme.

     Esse filme, que não lembro o título, fui porque ganhei de presente o ingresso.
     Filme policial, lógico. Além de todos os livros da Aghata, cujas brincadeiras de adivinhar o bandido eram obrigatórias.
     Mas isso significa que há um bandido.
     Mas se há um bandido, há um crime.
     Mas, e onde foi feita a brincadeira de mau gosto?
     Mas, por que houve uma brincadeira de mau gosto?
     Temos um jornalista aqui na cidade que diz que o espírito do morto (a) conta que a morte não foi natural.
     Eu prefiro o filme, porque o filme mostra que o criminoso não consegue se livrar da memória da vítima.
     Mas houve um crime?
     Mandam a foto editada. E eu descansando com a televisão ligada.
     Memórias que não são minhas, pensamentos que não tenho.
     Persistência de quem?
     Eu vou à polícia quando preciso, quando não preciso eu penso que se for preciso, eu vou.
     Não gosto de morbidez, não sou negativa, e Deus está no controle.
     Mushroom potatos, minha cara Aghata. Crônica sem título, ainda.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Observação

Observação


Depois e quando
Todo o meio tempo
For se inteirando,
Tem cabimento


O tempo brando,
E o entendimento
Se desdobrando
Ao firmamento;

À alma educando,
O letramento
Faz-se observando
O livramento.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Como é Que Deus Age? Crônica do Cotidiano

Como é Que Deus Age? Crônica do Cotidiano

     Por que escrever algo testemunhal? Porque é preciso que haja o entendimento.
     Aconteceu assim, sem e nem porque:
     Numa fila, ouvi o relato testemunhal de alguém que faz uma determinada atividade na igreja. Um drama que foi bem resolvido por Deus.
     Os imprevistos se sucederam e as minhas atividades ficaram para outro dia.
     Ouço o convite:
     _Você não quer ir àquela atividade?
     _Não, obrigado.
     A minha resposta não é a resposta que Deus queria que eu dissesse, pois depois de ter ouvido o relato de alguém, cujo drama pessoal estava sendo resolvido por Deus, não seria apropriado ir até aquela reunião.
     Ao contrário, se eu não soubesse do drama pessoal daquela pessoa, eu aceitaria o convite.
     A questão toda está em ouvir o que Deus quer dizer.
     O que eu tive a certeza de ouvir é que as minhas atividades religiosas estão no caminho desejado por Deus, e que a outra atividade religiosa era para pessoas com outros talentos, que não os meus.
     Ouvir o que Deus nos diz faz a diferença entre dizer sim e não, seguirmos o nosso caminho, seja esse caminho de leituras, músicas e pesquisas.
     Essa foi uma experiência muito interessante e em acordo aos ensinamentos recebidos.
     Que vocês possam perceber quando Deus está agindo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Literatura

Literatura


Há livro de absorver
Com vagar de reler,
Deixar fluir a cultura.
Essa literatura


De agora, é um conhecer
Outro a se enaltecer,
Articulada e pura,
De exclusiva brandura,


Algo a se guardar e ter;
Todo livro está a ser,
Mesmo enquanto feitura,
Uma nova ventura.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Coleções

Coleções


Quantas canções
Serão o bastante
Às ilusões?


São essas frações
De impactante
Repetições


As coleções;


Algo brilhante.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Compensação

Compensação


Volta a memória
A catapora,
Sarampo, não;
Vacinação.

D'uma outra história,
Mas sem demora;
Descompressão,
Ou compressão

E mão acessória
Que, agora aflora
Com boa intenção,
Compensação. 


domingo, 1 de setembro de 2019

Conforme Aprendi

Escrever é uma necessidade.

Pontual

Pontual


São pontuais
Essas horas
Não casuais
E sem moras

Desiguais.
São  leitoras
De virtuais
Senhoras

Eventuais,
Escritoras
Habituais
De outras horas.

sábado, 31 de agosto de 2019

Resta Filosofar / Reflexão

Resta Filosofar / Reflexão

     Depois de procurar um estudo, mas não encontrar o texto, acabei passeando por outros textos reflexivos com alguma teologia permeando o assunto.
     Toda leitura pede uma reflexão ou, pelo menos comigo isso acontece.
     Criei alguns parâmetros, e vou-me a eles antes que fujam:
     1 - O bem estar completo é possível nessa vida que temos, mas não dura mais que o tempo de uma chuva, como a que caiu hoje em Curitiba.
     Ainda costumo não ligar aparelhos elétricos quando uma chuva forte se aproxima, bastam os aparelhos elétricos obrigatórios ligados, tais como a geladeira. Parei o que fazia e comecei a ler. Aconteceu a sensação de ter tudo naquele momento, ou seja, tempo para ler com calma, um copo com água fresca, e até mesmo uma canção desconhecida.
     2 - Todo ser humano precisa de água para viver.
     É preciso viver conforme a existência natural exige. O copo de água fresca, bebido aos poucos, conforme a leitura evoluía é o bastante para exemplificar que estamos e somos parte do meio em que vivemos, e mostra a sintonia com a leitura, que era para o espírito.
     3 - Ninguém precisa mais do a natureza em consonância com a alma.
     Todos conhecem essa sensação de bem estar e o frescor que um copo com água pode trazer ao dia.
     É muito difícil conseguir um momento desses. Às vezes estamos cercados por detalhes e turbulências que, simplesmente impedem esse bem estar.
     Depois que a chuva diminuiu, percebo onde parei as minhas atividades.
     Agora, o tempo não é escasso, ele se organiza após esse momento pedindo alguma organização e complementação, mas o tempo consegue se organizar.
     Ao mesmo instante, penso se, as pessoas, em geral, estão preparadas para terem esses momentos específicos de bem estar, pois às vezes parece que nem todas as pessoas estão preparadas para esses momentos.
     Aí é que está a filosofia do momento, porque esse momento é da espécie que não acontece ao mesmo tempo com várias pessoas.
     Quem estava no trânsito, com vento forte, e algum granizo, estava em outro momento, o momento dela se preocupar com o clima e o trânsito, além de verificar se nenhuma ávore havia caído no meio do caminho por onde andava.
     Algumas pessoas, provavelmente muito cansadas  provavelmente aproveitaram um cochilo à tarde, porque a semana que se segue será árdua igualmente.
     Outras pessoas ficaram com medo e fizeram orações, afinal, não é fácil ver uma árvore cair no meio da rua.
     Os momentos são diferentes a cada pessoa. A sensação de bem estar igualmente difere de pessoa para pessoa.
     Provavelmente existirá algum leitor que discordará totalmente dessa sensação de bem estar, mas é que para esse leitor, o momento de bem estar tem outro significado e circunstância.
     As necessidades espirituais variam de pessoa para pessoa e é preciso compreender esse fato.
     As vontades materiais são diferentes, além do tablet e do notebook, que todos querem ter um, indiferentemente da vontade intelectual.
     Parece que o texto anda em círculos e não chega à conclusão nenhuma, mas não chega mesmo, porque a humanida é um círculo em si mesma, com diferentes necessidades, vontades e capacidades.
     Particularmente, não penso na humanidade como um fim em si mesma, mas um começo a partir da percepção do outro, com a compreensão do ego, o eu de cada um. É nesse aspecto que o niilismo perde o sentido e a razão.
     Por outo ponto de vista, a razão, sozinha, é uma imbecilidade, e por isso existe a sua crítica.
     Passeei pelo dicionário, ao menos para saber os significados das palavras 'gnóstico" e "sincrético". Ah, pesquisem.
     A conclusão a que cheguei é a de que a filosofia é o instrumento pelo qual o ser humano admite a sua humanidade, porque é cultura não teológica, e está acessível pela internet tanto quanto a teologia, mas obrigando o leitor a pensar e a refletir.
     E termino com um questionamento, não ao leitor, mas a mim mesma, para quando reler esse texto daqui a um tempo: Por que é que eu simpatizo com Calvino? 

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Sobretudo

Sobretudo


O pensamento
Combina o estudo
E pensa o tempo,
O qual é mudo

Discernimento,
Mas diz, contudo,
Desse momento
Com conteúdo

De um ligamento
Que lembra o ludo
Ao complemento
De um sobretudo.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Espaços Diversos

Espaços Diversos


Achei o meu espaço,
Fazer feliz
O outro. No escasso
E por um triz,

Nesse entrelaço
Que contradiz,
Desembaraço
O que se diz,

 Quando repasso
Ser aprendiz
De um passo a passo
Sem mais ardis.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Síntese

Síntese


Verdade,
Não sabe:
Não entende


Metade;
Mas cabe,
Surpreende.





terça-feira, 27 de agosto de 2019

Anversos

Anversos


Métrica, digo o verso,
E assim me desconverso
Nessas linhas tão puras,
Subjetivas canduras,

Contidos universos.
São esses livros dispersos,
Distraídas molduras
Das várias composturas

Que buscam os anversos
Em seus textos diversos,
Que formam a cultura,
Quando à todos murmura.  



segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Espaço Virtual

Espaço Virtual


Necessidade de espaço
É a informática em excesso,
Causa falsa de um cansaço
Inexistente até ao avesso.

A origem de um tempo escasso
Quando o tempo é sem regresso
E vívido ao passo a passo,
Quando se quer um progresso,

Mas perdido em seu compasso,
Parece um mico travesso
Cuidado com fita e laço;
Ao tempo, o espaço é um acesso. 

domingo, 25 de agosto de 2019

Mar é Molhar

Mar é Molhar


Águas espumam
Na areia do mar,
Nuvens se aprumam
Ao caminhar

Num céu que arrumam,
Sempre a bailar,
Chuva que abrumam.
Mar é molhar,

Mas, se coadunam
A poetizar,
Desacostumam
A evaporar.

sábado, 24 de agosto de 2019

Lugar Ideal

Lugar Ideal


Caminhos são variáveis
De possibilidades,
Mas nem sempre mutáveis;
Talvez necessidades

Entre escolhas pautáveis
Onde existam cidades,
Ou lugares razoáveis,
Com sociabilidades

E ruas sustentáveis
Em potencialidades
Assim determináveis
À razão das variáveis.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Pessoas Admiráveis

Pessoas Admiráveis


São admiráveis
Pelos gestos
Incontáveis,
Com pretextos

Apreciáveis
E digestos,
Decifráveis
Em contextos.

Modos hábeis
E modestos
São contáveis,
E bissextos.



quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Tempo de Escrever

Tempo de Escrever


Não culpa-se esse tempo,
Meio sol, meio pardacento,
Nem falta de vontade,
Nem ao meio, ou por vaidade,
Aparece um evento
Que contorna até ao vento,
Com toda a seriedade,
Mas traz serenidade;

Não se escolhe o momento
Que servirá ao talento
E traz benignidade,
Com alguma humildade.




quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Controvérsias

Controvérsias


São essas mesmas palavras,
As que tem o diverso
Sentido, e são alguns flagras
De que a alma é um universo ,

Onde inexistem chácaras,
E a cor de um simples verso
Que voa e enfeita as vidraças,
Reflexo de um disperso

Pensamento sem lacras,
Amarras desse anverso,
Que são das horas parcas,
Razão de um controverso.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Outros Saberes

Outros Saberes


Saber de ver viver
É o medo de aprender
Essa mesma lição,
É a diferenciação

Que se faz por fazer,
E até dispensa ler
À estranha apreciação
Da alma por acepção,

Por não querer sofrer
A dor e o comover
Que perturba a razão
E lhe causa aversão.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Ensinamento

Ensinamento


Tantas lembranças,
Quantas mudanças
Trazem o tempo,
Sempre sedento

De temperanças,
Contrabalanças
Do pensamento
Que é como o vento,

Que muda andanças
E as tornam danças
Em movimento;
Ensinamento.