Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

domingo, 18 de agosto de 2019

Ornamentos

Ornamentos


Palavras mudadas
Pelo pensamento
São favas contadas
De algum sofrimento,

Teletransportadas
Pelo amigo vento,
Sem essas caminhadas
Que estão a esse relento

Das somas regradas
Pelo contratempo;
Jornadas faladas
São bons ornamentos.

sábado, 17 de agosto de 2019

Projeção

Projeção


Projeta-se esse tempo,
Mas com desprendimento,
Porque é um desconhecer
Que a gente tenta ver

Como um descabimento,
Onde ele insiste isento,
Indiferente ao ser,
A quem se está a prever.

No entanto, é norteamento
E fortalecimento
A quem queira saber
Sem que o queira reter.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Momento Significante

Momento Significante


A busca se faz incessante,
Por isso e mais, interessante
Nesse ínterim determinado,
Quando é palavra e não fraseado

Contínuo, que permite o instante,
E instiga o ser dessemelhante
A estar consonante ao ideado,
E lado a lado ao inconformado

Querendo ser o confortante,
Não a mínima razão faltante,
Descrente, estando compassado
Ao que é  esse real significado.


quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A Luz Enquanto Verdade

A Luz Enquanto Verdade


Quando uma história é séria,
Não muda e se repete,
Um ritmo não é pilhéria,
E o respeito é o tapete

Que discute a miséria,
E empresta o patinete:
Espírito e matéria
Formam um só verbete.

Jamais a despautéria
À luz que se compete,
Pode causar a impérvia,
Pois dela não carece.





quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Nesse Caso, Não É A Ingenuidade

Nesse Caso, Não É A Ingenuidade

     Clara Clarice faz coisas que ninguém faz.
     Pobre da moça do estacionamento:
     _Quem te sustenta sou eu que trago o meu carro para estacionar aqui. Se é de luxo, problema meu. É bom que você baixe a cabeça mesmo, do contrário, eu falo com o dono e te mando embora. Não duvide da minha influência npo seu emprego.
     Hoje é a segunda vez. O primeiro foi um homem, bem apanhado:
     _Doze reais de estacionamento? Um roubo. Mas eu posso, entendeu?
     Ela olhou para ele assustada.
     _Não me olhe com essa cara de assustada, que eu devia era esfregar uma nota de cem reais. Pelo menos para você ter a oportunidade de ver uma nota de cem reais uma vez na vida.
     Ela ficou séria.
     _Não me olhe com seriedade! A tua obrigação é calar a boca e me ouvir. Você é paga para isso! Escute, cale a boca e não faça cara nenhuma, porque do contrário eu digo que você afronta os fregueses do estacionamento.
     Clara Clarice ficou triste, mas continuou o dia no estacionamento.
     _Fica sentada o dia inteiro na folga? Na hora em que eu puder eu tiro essa sua folga de tratar com cliente bem de vida o dia inteiro. O que você pensa que é? 
     O sorriso de cordialidade é obrigação da função.
     O telefone toca.
     _Quer um carro novo?
     Ela diz que não e se despede.
     O telefone toca:
     _Tem seguro de vida?
     Ela diz que a empresa paga um seguro de vida para ela.
     O telefone toca:
     _Quem é o responsável pela linha telefônica?
     Ela diz que não é ela.
     Uma parente aparece no estacionamento para vê-la.
     _Como é que eu, que paguei o preço para ter tudo o que eu tenho, não tenho essa boa disposição com os meus clientes?
     Clara Clarice perde a paciência:
     _O preço que você pagou é o preço que você pagou. Ninguém tem que pagar o preço que você pagou para não ter o que você tem porque não quer ter o que você tem. Siga bem com o seu preço e as suas conquistas, os seus planos são seus e não meus. Porque, se você tivesse o que eu tenho, você teria que ter muita paciência. Mas algo eu posso te dizer: Não iria te procurar porque sofri uma frustração, eu me resolvo. Resolva-se e viva como quiser.
     A parente saiu aborrecida com a resposta.
     Dali a pouco, chega o chefe:
     _Clara Clarice, acabo de ser assaltado, tenho que dar queixa à poilícia, e você cuida de tudo enquanto eu estiver fora.
     _Deixa comigo, chefe.
     O dia acabou e Clara Clarice voltou para casa. Ao ir ao banheiro para lavar as mãos, ela se olha no espelho e diz para si mesma:
     _Por hoje acabou? O que está acontecendo? Será que eu não sei o que está acontecendo na cidade? Pensou em Erasmo Carlos, precisa lembrar que existe. 
        

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Tecido Próprio

Tecido Próprio


De novo, o frio,
Quieto e arredio,
Querendo rede


E algo macio
Longe ao arrepio,
Sem que segrede


Ao casario,


 À colcha e o suede.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Serafim de Bom Humor

Serafim de Bom Humor


Serafim enganou o diabo,
Que anda mais que o próprio rabo,
E mal não fez o voador,
Antes a tirou; cultor


Da fé aprazada aqui e à cabo
Contra os males que são o diabo.
Enganado, o causador
De grande e grave temor


Busca a falta com o rabo,
Busca a Serafim e ao quiabo,
Cão de dente rangedor,
 Algo assim constrangedor.


Serafim não fica brabo,
Engana com seu sucuabo;
Bem enganou o enganador,
E diverte o historiador.

domingo, 11 de agosto de 2019

Vestibular / Conto participante de Concurso Literário


Vestibular


Joana lembra a história da bisavó, Teresa Piedosa, que veio para o Brasil depois da construção da imigração italiana ao Brasil. Famílias inteiras foram separadas em nome da fome.  Na sua família haviam apenas mulheres e crianças quando tomou a decisão. Os homens tinham morrido em um acidente nas minas de carvão. Teresa era costureira e tinha um filho de dois anos chamado Tiago. Deixou a sua mãe, Alzira com 65 anos, e a sua irmã Luzia, de 35 anos, também costureira, na cidade de Torino. Largou o emprego na alfaiataria Belos. Pegou um navio sem se importar consigo mesma, se importava apenas com o filho Tiago.
Desembarcou no Rio de Janeiro em fevereiro de 1.895. 
 Um carregador de navios ajeitou a vida da moça de 27 anos e ela se empregou como lavadeira de um hotel, depois foi parar nas fazendas de café, em São Paulo. Carlo, um imigrante de Gênova, que a tratou com respeito durante a viagem, trabalhava na fazenda Girassol. Ele como lavrador, ela foi trabalhar como cozinheira da casa grande.
  Enquanto Joana lembrava, os Cinzas, extraterrestres humanóides da cor cinza, em seu disco voador, assistiam tudo na tela de projeção de leitura de pensamentos, observava-se a expressão fisionômica de Joana, uma jovem de dezoito anos em fase pré-vestibular.
  Amci2, o mais cinza e mais baixinho contava com 0,90 centímetros de altura, e que não sabia o que eram aquelas imagens, anotava todas as características desconhecidas sobre estes seres diferentes do que conhecia no planeta Ágape25. Chama Pzeg522:
  _Observe, Pzeg522. Eles usam os olhos para se comunicarem qualquer espécie de emoção.
  _O que são olhos?
  _São essas formas ovaladas que parecem uma micro galáxia que ficam abaixo do occipital e acima dos orifícios aeróbicos.
Pzeg522, impressionado, colocou estes dados no seu PC para pesquisar mais tarde.
  Neste estado que a abdução extraterrestre produz em humanos terráqueos, os pensamentos mudam como um devaneio; Joana começa a pensar nas baladas do fim de semana.
  _Senhor Amci2, a tela mudou. O que é que vemos agora?
  _Oras, Pzeg522, isto é uma simples sessão de barulho e reaperto. Eles chacoalham para verificar quais peças do organismo estão soltas e depois uns ajudam os outros a se reapertarem sob a luz pulsante. Para não ouvirem o barulho dos ossos se agrupando, eles colocam aquele som surdo e ritmado. Deve ser um anestésico.
  Pzeg522 correu ao computador e digitou tudo o que havia ouvido, e pergunta:
  _ Quando a devolveremos ao seu habitat?
  _ É só esta noite Pzeg522, Amanhã ela acordará normalmente no seu ambiente natural, de onde a trouxemos.
     Pzeg522 pensou, pensou e bolou um plano: ele colocou um teletransmissor no dente canino da moça e continuaria estudando a espécie humana.
     No dia seguinte, Joana acordou bem, foi às aulas, tudo igual ao que sempre fazia nos seus dias. Porém, quando voltava para casa, no começo da noite, algo aconteceu. As luzes vermelhas dos semáforos a incomodavam. Tinha a estranha sensação, somente quando via o semáforo com o sinal vermelho, que um destes era animal e iria devorá-la. Chegou à sua casa e percebeu que as luzes amarelas das lâmpadas deixavam-na melhor.
     Após alguns dias com esse mal estar, ela achou que estudava demais e saiu com os amigos para se distrair.
     Enquanto isso, na nave dos cinzas, que por motivo de manutenção ainda estava na órbita terrestre, Pzeg 522 andava muito agitado, coisa que não era o seu costume. Preocupado com o tele- transmissor na criatura, ele não se concentrava em suas atividades.
     Amci2 desconfiou do comportamento de colega. Os cinzas tem uma particularidade, eles não mentem. Se mentirem, a verdade aparece numa barra rolante na testa, não mentem porque não podem. Ele, então perguntou:
     _ O que há de errado Pzeg522?
     _ Você é doido, Pzeg522. Com aquele teletransmissor a criatura entrará em contato conosco cada vez que vir uma luz vermelha. A luz vermelha significa telefone, lembra?
     _ Esqueci, vamos abduzi-la para a nave? Respondeu muito aborrecido e triste.
     _ Se fizermos isso, ela ficará da cor cinza e quebraremos o regulamento das expedições. Não existe criatura humana da cor cinza e nós não modificamos a natureza de nenhum ser.
     _ Mas, e se descermos a Terra?
     _ Viramos Objeto de Experimento Cirúrgico.   
Pzeg522 teve outra idéia. Enviaria a energia atrativa invertida com um pedaço de folha coletora de teletransmissores até o local que ela estivesse. O pedaço da folha chegaria até o dente canino esquerdo e traria de volta o objeto lá deixado.
     _ Vamos tentar isto agora, respondeu Amci2.
     Ligaram a tela do projetor. Aguardavam a hora em que a criatura estivesse parcialmente desativada, ou seja, dormindo.
     Joana mostrava inconsciente a intensa atividade cerebral: português, Ronaldo, matemática, Ronaldo, história, Ronaldo, química, Ronaldo.
     Para os cinzas, Joana estava com dificuldades no item Ronaldo. Enviaram a energia ovalada de cor prata brilhante. Com muito cuidado guiaram a forma energética até próximo a boca da criatura. Quando Joana, bocejou, sonhando, a forma aproximou o papel atrativo do seu canino e retirou o tele- transmissor.
     _Sucesso, festejavam os cinzas.
     Amci2, censurou Pzeg522:
     _ Não faça mais isso, é perigoso. Ainda não se sabe que efeitos produzirão o contato dos nosso objetos com a atmosfera terrestre. Consulte o regulamento antes de qualquer procedimento.
     Pzeg522 aceitou feliz a repreensão.
     Joana acordou aliviada, se sentindo bem. Decidiu tirar um final de Sábado todas as semanas para passear e não surtar com tanto estudo.    

  




sábado, 10 de agosto de 2019

Tagarela




Tagarela


Da janela
Passarinho
Feito ninho,
Arandela


D'uma tela,
Onde alinho
E sublinho
Quem me vela;


Olhadela
Que adivinho
Num cantinho
Tagarela.



sexta-feira, 9 de agosto de 2019

A Releitura

A Releitura


Um texto tem mil faces,
Novo é o poeta e o escrito
Quando vêm novas fases,
Porque o texto é irrestrito,

E questiona os impasses
À luz de um contradito.
Existem muitos quases
Ao que vive descrito

Em seus muitos enlaces;
Além do que é transcrito,
Estão todas as frases
Com sentido não dito.

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Criador e Criativo

Criador e Criativo


Jesus veio para os pecadores,
Motivo que não é proibitivo
Para a acostumada das Dores
Ir à igreja ao sentí-lo vivo,

Se não sente ou tem dissabores,
Esse amor faz-se verbo vivo,
Sem fatores complicadores,
O que é um alívio substantivo

Aos ímpetos conversadores,
Tendo em vista que é um efetivo
Impulsionador de louvores,
Pois Deus é criador e criativo.   

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Pai Econômico / Crônica do Cotidiano

Pai Econômico / Crônica do Cotidiano

     Comprei meias e fui ao caixa. Loja de departamentos e fila.
     É interessante observar que os homens estão saindo com os filhos para a compra dos presentes do Dia dos Pais.
     Ouvi lá de trás da fila:
     _Aquela senhora está comprando meias. Olha só. Será que ela tem o mesmo problema que eu?
     Levantei as orelhas para saber do problema daquele homem, que estava acompanhado de um colega, mas continuei disfarçando e olhando para os produtos em promoção próximos ao caixa.
     Com os olhos disfarçados, observei que a fila olhava para a minha cesta com meias femininas e para o homem.
     Ai que mico, pensei!
     Não conhecia o homem e muito menos o amigo dele.
     Parece que ele percebeu o constrangimento, o da fila inteira, diga-se. Decidiu-se por contar o problema dele:
     _Eu tenho três filhos adolescentes, e por medida de economia, quando eles querem, eles usam as minhas meias. O pior é que eles praticam esportes e acabam por furar as meias com o dedão dos pés. Eu disse a eles que não me deem meias no Dia dos Pais, porque eles usam e aproveitarão o presente mais do que eu.
     Com público, a postura do locutor muda. O público olhava para a minha cesta de compras com meias e ouvia.
     Para ser sincera, não sabia mais como disfarçar o mal estar.
     Ele quis arrumar a situação e disse em tom de voz alta:
     _As cuecas também! Meus filhos usam as minhas cuecas.
     A essa altura da conversa, sinceramente, só por Deus!
     _Os meus filhos usam as minhas cuecas, mas eu fiscalizo para que só sejam usadas em atividades escolares.
     A fila inteira olhava para a frente e em direção aos caixas.
     _Eu amo os meus filhos, mas eles se aproveitam das minhas roupas. Todos têm a minha altura e o meu feitio. Ah, a minha mulher terá que providenciar uma lembrança que não sejam as meias e nem as cuecas.
     Ouvi: _O próximo!
     O caixa estava chamando para o atendimento. A fila estava parada ouvindo os segredos daquele pai feliz.
     _Senhora, é aqui, senhora!
     Fui! 
     Deus abençoe a todos os pais. 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Aleatoriamente / Reflexão


Aleatoriamente / Reflexão

     Estudos aleatórios trazem resultados, mas quais são esses resultados?
     O estudo aleatório, quando realizado por curiosidade, necessidade, ou por qualquer motivo que possa ocorrer ao leitor, traz algum resultado.
     Se comparado ao exercício físico, o estudo ou uma leitura programada sobre determinado assunto pode surpreender.
     O exercício físico traz benefícios diversos, e que é bom para a saúde, é fato amplamente divulgado, mas o exercício físico traz agilidade e consequente bem estar ao se perceber os estralos ouvidos nos movimentos alongados trazendo a vontade de continuar a praticá-los.
     O estudo aleatório, quando desenvolvido por motivos diversos aos costumeiros, tem a característica de não se saber exatamente que benefício trará.
     O fato é que a leitura ocupa o pensamento, e que depois dela, o pensamento acrescenta ideias e motivações.
     Mais nada. A utilização que se faz de um estudo que não é específico ou técnico não se sabe com exatidão, mas dificilmente esse estudo se perde.
     Num dia qualquer ele surge enquanto solução de algum problema ou como uma maneira nova de ver o mesmo problema como que diminuindo de tamanho.
     De fato, qualquer pensamento ou atividade que se aprende, acaba por surpreender.
     Não há o que sugerir, pois é escolha onde o tempo não interfere e o resultado é vivido, portanto para um estudo aleatório ninguém precisa de tempo, o tempo flutua à medida de um resultado que não é aprazado nem exigível pela circunstância.
     Que vocês possam usufruir dessa reflexão. 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Vontade

Vontade


Frio é desabrigo,
Desatenção,
Contrário amigo
Da exposição,

Esse não digo
Da evolução,
Que o mal mitigo
Numa impressão

 Que, ao querer, ligo
A uma afeição
Com algum trigo
E faço o pão. 



domingo, 4 de agosto de 2019

O Tempo e o Sono

O Tempo e o Sono


O sono e o tempo
À ligeireza
Do pensamento,
É uma incerteza;

Respira o vento
E a alma em leveza,
Um passatempo,
Delicadeza

Do entendimento,
E uma estranheza
Do próprio tempo
Quem, em si, é surpresa.

sábado, 3 de agosto de 2019

O Sentido sa Existência

O Sentido da Existência


Nada faz sentido,
Se num mundo errante
Desliga-se o ouvido.
É desconcertante

Ter um Deus amigo
Que é fiel e falante
Comigo e contigo,
E ficar distante

Do tempo e ao sonido
Que são a todo o instante
Constante e contíguo;
A fé não é a faltante.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A Mesa / Minicrônica

A Mesa / Minicrônica

     Uma das aulas mais interessantes da língua portuguesa, e no entanto plena de etiqueta.
     Esta lembrança fez a refeição divertida.
     Vamos lá:
        _ A mesa está posta. Sentem-se à mesa.
     Artigo feminino "a" e artigo + preposição unidos pelo acento craseado.
     A toalha florida para mesas já está na mesa, o que é um complemento da mesa.
     A preposição 'Em" + o artigo "a" contraídos formam o "na". Da mesma forma a preposição "de" + o artigo "a" contraídos formam o "da".
     Passa-se os pratos por sobre a mesa, uma locução prepositiva, e o bom é a sobremesa, um substantivo adequado em pequenas porções.
     Mantém-se os cotovelos distantes da mesa, um advérbio educativo.
     Gesticular à mesa é muito inconveniente. O que isso quer dizer?
     A frase acima significa que, enquanto assentados em volta da mesa -  afinal o "a" está craseado, os partícipes dessa mesa desejam ver as mãos com garfos e facas, também colheres, sem gestos bruscos.
     Nessas horas, o melhor mesmo é comer, mas aprende-se.
     
     

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Sem Porque

Sem Porque


Esse tempo,
 Diz que é um outro,
Outro tempo,
Mas não é pouco,

Nem isento;
Faz-se solto
E é instrumento
Desenvolto

Em meio atento
De carne e osso
Chamamento;
Tempo rouco.




quarta-feira, 31 de julho de 2019

Imprecisão

Imprecisão


Qualquer motivo;
Ser  improviso
Só por querer,
O que há de ser

Um meio impreciso
Ao que humanizo
Até tanger
Outro rever,

Num outro viso,
Mas tão preciso
A se envolver
P'ra reviver.


terça-feira, 30 de julho de 2019

Permanente

Permanente


Não se sabe exatamente,
Se feliz, ou descontente,
Uma verdade aparece,
Mas dela ninguém esquece,

Exibida e não frequente,
Mas nunca da vida ausente,
Ela diz a que se tece,
Quando pensa e se enobrece.

E, se brilha, é simplesmente,
Para que dela consciente,
Seja prosa que acontece,
Porque ela é o que permanece.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

A Graça Vem do Espírito / Crônica de Supermercado

A Graça Vem do Espírito / Crônica de Supermercado


     A graça do dia a dia vem do Espírito, fonte inesgotável de tal recurso.
     Todas as alegrias passíveis de compra acabam, sejam doces ou produtos novos, televisões e todas essas coisas que temos, e nem percebemos que tanto quisemos a alguns anos atrás.
     A graça que não passa é a do Espírito. Nesse ínterim joguei fora uma propaganda religiosa da qual não gostei.
     Para variar a lista de compras e o supermercado.
     Os garotos do supermercado, bem dispostos, e comentando do dia a dia, o deles obviamente.
     Um vira-se ao outro:
     _Sabe qual que é o nosso problema?
     O outro respondeu com uma pergunta, meio que surpreso por ter um problema que não sabia que tinha, ou se tinha, não sabia que o colega sabia:
     _Qual?
     O garoto, senhor de si, respondeu:
     _O nosso problema é que somos sérios. Se, a gente fosse daquele tipo que extorque dinheiro dos outros, a gente estava bem.
     O outro, espantado, exclamou:
     _É?!
     O garoto, senhor de si, respondeu:
     _É.
     O outro respondeu:
     _Mas ocorre que a gente não tem vocação para extorquir nada de ninguém. A gente, por enquanto, só tem vocação para a vassoura e juntar os carrinhos que deixam soltos.
     O garoto, concluiu:
     _É. O nosso destino está traçado. Sem vocação ou jeito para extorquir, vamos ficar nessa nossa vida por algum tempo.
     Saíram os dois com vassouras e carrinhos pelo pátio.
     Pensei na propaganda jogada fora.
     Pensei que a graça vem do Espírito.
     Vim para casa feliz.
      

domingo, 28 de julho de 2019

Bom Ânimo

Bom Ânimo


Essa palavra certa
 É a que, quando desperta,
Dita, enseja ao bom dia,
Sincera a todo dia,

Mesmo à chuva, meio incerta,
Porque a vontade é alerta,
E vai em busca de um dia
Para que o bem sorria.

Boa vontade é oferta
E o caminho a disserta;
Ao ânimo não se adia
Ao que ele contagia.

sábado, 27 de julho de 2019

Autoajuda

Autoajuda


Um motivo
Do agora,
É o resquício
 Desta hora,

Adjetivo
Que assenhora,
Sendo esquivo
Ao que aflora;

O artifício
Que colora
O exercício
Revigora.






sexta-feira, 26 de julho de 2019

Azaleias em Flor

Azaleias em Flor


Dos pensadores
De boas ideias,
São os pescadores
Dessas aldeias

Encantadores
A essas plateias,
E portadores
De suas areias,

Despertadores
Das azaleias
De olor em cores;
Mostra de estreias.


quinta-feira, 25 de julho de 2019

Assim, Assim


Assim, Assim


Pano para essas mangas,
Permitida as miçangas
Com muito charme ao lenço,
E mesmo assim convenço,

Que, à praia, usam-se cangas,
Vaidade ou bugingangas.
É o tempo um vento denso,
Mas o espírito é intenso

À essa paz que é sem zangas,
Manias que são mugangas
 D'alma afeita ao que é imenso,
Mas também ao propenso.



quarta-feira, 24 de julho de 2019

Lentes

Lentes


Dispersamente,
Ideia e canção,
Timidamente,
Voam nesse chão

Rapidamente.
Folhas à mão,
A alma contente
Sem ter razão.

Fugidiamente
Se faz versão,
Numa outra lente,
Diz que é verão.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Aperfeiçoamento

Aperfeiçoamento


Esforço do tempo
Em seu contratempo,
Também harmonioso,


No seu próprio tempo,
De fixo andamento,
Também laborioso.


Aperfeiçoamento


Que é visto curioso.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Coerência

Coerência

Consciente,
Presente
Coerência

Que sente,
Prudente,
A essência

Tangente,

A fluência.


domingo, 21 de julho de 2019

Desenvolvimento Pessoal

Desenvolvimento Pessoal


O desenvolvimento
Físico e espiritual,
Tange à vida em seu igual
Em todo espaço e tempo,

Esse encaminhamento
Não é em si antinatural
Nem sobrenatural,
Mas parte do argumento

Do bom esforço lento
Junto ao convencional
Saber, que é cultural;
Luz do conhecimento.

sábado, 20 de julho de 2019

Ponto Invisível

Ponto Invisível


Procuro uma janela,
Bem à hora de escrever,
Que inspire e deixe bela
Ao que há de espairecer,

Bordado de entretela,
O que se há de fazer
Se retrata uma tela
Que não há de acontecer.

Hora calma e singela
De um sossego a se ter,
É a rara bagatela
Bordada sem se ver.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Tarde Espreguiçadeira

Tarde Espreguiçadeira



Livros de cabeceira,
E John Denver ouvir
A casa, e a vida inteira
Ter música a seguir.

A tarde é alvissareira
Quando está a prosseguir,
E seja o que Deus queira
Nesse melhor devir.


Tarde espreguiçadeira
Que vem por sobre o vir
Da manhã costumeira;
Deixe-a ser sem influir. 

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Incessante

Incessante


A verdade interessa
Porque não pode ser
Outra que não se meça;
Descabido é não a ver,

Cumprida está a promessa
Decorada a se ler
Do Espírito em remessa
Ao interior que há no ser.

Desnecessária é a pressa,
Basta sentir e obter,
Que sentindo, não cessa,
Presente está a viver.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Antes da Chuva

Antes da Chuva


Casaco,
Abraço
Do tempo.

Um passo,
Terraço
Do vento.

Espaço

Cinzento.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Gostar so Outro Como O Outro É / Reflexão

Gostar Do Outro Como O Outro É / Reflexão

     Gostar das pessoas é gostar delas como são. Se tiver que ajeitar isso ou aquilo é melhor ser incompatível.
     Gostar de gente não significa ser compatível com todos os outros, é aceitar-se com defeitos, inclusive o da incompatibilidade de gênio, fato sobre o qual muitas conversas foram necessárias para que eu entendesse que é melhor estar próximo a alguma afinidade.
     Áreas cegas existem e, algumas vezes vemos compatibilidades onde não existem e vice-versa.
     Mas o meu blog busca fazer o leitor feliz, embora, às vezes, simplesmente não consiga.
     Um ponto de vista meu é não compartilhar responsabilidade, mas tem gente que lida bem com isso. Mas, quando se compartilha uma responsabilidade, é preciso delegar poder de mando ao outro no que tange à necessária exigência da responsabilidade. Por exemplo, se eu delego a responsabilidade de ir ao supermercado, eu posso conferir a liste de produtos, mas não posso exigir que o outro comece a compra por um determinado produto. Dentro do supermercado, e desde que a lista de compras seja efetuada, a cada um o seu começo e término da tarefa.
     Gostar dos outros significa aceitar que o outro vá ao supermercado como quiser realizar essa tarefa.
     Aceitar-se é saber que algum produto do supermercado é ligeiramente mais caro e gastar um troco a mais na hora de escolher o café.
     A aceitação do outro pela gente é mostrada nessa hora, sem críticas ao café ligeiramente mais caro. Quanto ao café mais barato do supermercado, o meu preferido é o extra-forte.
     Ah, café mancha os dentes. Eu sei, mas há quem não saiba.
     Todos os detalhes importam em compartilhar responsabilidades e assumir as consequências.
     Se café, caro ou barato, mancha os dentes, e eu tomo cafezinhos durante o dia, eu tenho que assumir o problema de tirar a mancha dos dentes.
     Gostar dos outros é possível através da autenticidade das pessoas.
     Existem pessoas que fazem a gente pensar sobre a existência, sobre as dificuldades humanas, tanto pelo lado positivo quanto o negativo, o que é importante para evitar as incompatibilidades.
     Tenho dois exemplos recentes, com os quais me diverti um pouco.
     Estava frio, eu tinha hora e vesti um casaco estilo envelope por cima de um par de calças ajustadas.
     Ouvi o preconceito no seu pior estilo:
     _Velha gorda!
     Que falta de respeito! O meu casaco envelope me fez ficar redonda, olha só. Até procurei um espelho, e nenhuma magia aconteceu. O casaco me deixa redonda porque me envelopa, mas é quente e, me surpreendeu de fato.
     O exemplo negativo está acima. Respeito é algo que precisa ser cultivado constantemente.
     Continuando a caminhada, atravesso a rua com pressa e dou uma corrida.
     Um jovem, com aparência displicente, vindo em direção ao semáforo, não se contém e diz:
     _Olha aqui, sua "F.P****", não corra ao atravessar a rua porque eu não quero ter que te ajudar.
     Nesses termos. Positivo.
     Diminui o passo. Eu também não quero incomodar.
     São conceitos vagos de como gostar do outro como o outro é, saber quando e como compartilhar responsabilidades, as incompatibilidades que aparecem no dia a dia, os carinhos recebidos de forma inusitada, e lidar bem com tudo isso é  que pode melhorar o dia a dia.
     Agora vou tomar um cafezinho para esquenta o dia.      

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O Relógio e o Tempo

O Relógio e o Tempo


O tempo é esse aliado,
Chover no molhado
À espera do frio,
Janela ao vazio.

Diversificado,
Cronômetro ao lado,
Quase fugidio,
Mas afeito ao brio,

Caminha parado
Seu significado,
Mas é do feitio
Do tempo, o arredio.



domingo, 14 de julho de 2019

Vitrine com Bonecas / Crônica

Vitrine com Bonecas / Crônica


     Nessas horas percebo que tive infância. Em frente a uma vitrine, com brinquedos diversos, espaçonaves, super-heróis, e bonecas.
     Subitamente me distraio com a vitrine e lembro da infância, e das bonecas que tive.
     As bonecas da vitrine tinham algo das bonecas antigas, os olhos pintados, daqueles modelos que não fecham os olhos para dormir.
     Na minha infância, a maioria das bonecas não fechavam os olhos para dormir, eram bonecas seguras e sem pequenas peças passíveis de ingestão.
     De repente, me questionei: se eu tivesse uma neta, qual dessas bonecas eu compraria para dar de presente?
     Na vitrine havia mais de dez bonecas. Olhei uma a uma, e, de onde eu estava me decidi.
     Estava de carona, e assim que o propietário do veículo chegou, pedi para dar uma olhada mais próxima na boneca que me encantou.
     A boneca que me encantou me fez rir rir, pois ao me aproximar verifiquei que ao lado dela havia um forno microondas e "cookies" caseiros, mas não me contive ao ver logo abaixo o pente, os shampoos e condicionadores em pequenos recipientes plásticos.
     O preço? Quinhentos reais.
     Voltei ao veículo.
     _Você não vai comprar boneca nenhuma, não é?
     _Não, mesmo porque a loja está fechada.
     _Quanto custa?
     _Quinhentos reais.
     _É uma boneca grande cujo preço é um assalto à mão armada.
     _É para ver, não é para comprar.
     _Mas, e quem tem filha? Ou netas?
     Eu não havia pensado nisso. Se fosse de fato, para comprar, haveria um talvez, mas não era. Menos mal.
     De qualquer modo, há uma criança dentro de mim que gosta de fazer "cookies".
      

sábado, 13 de julho de 2019

Fim da Crônica do Cotidiano? Crônica

Fim da Crônica do Cotidiano? Crônica

     Somente serão publicadas as crônicas do cotidiano quando puderem ser culturalmente úteis.
     A mentalidade do elogio à favelização não merece crônica.
     O desprezo aos Dez Mandamentos não merece crônica, não tem jeitinho para isso, mas o povo acha que pode. Não leram o capítulo onde está escrito que, quando o povo desagrada a Deus, o que acontece.
     É de estarrecer o que ouço nas ruas, porque não há que se ter vergonha de se ter algum conhecimento.
      Cuidem dos seus jovens, das suas crianças.
     O computador oferece inúmeras opções de cultura, a cultura doódio não é cultura.
     O raciocínio distorcido, mas pelo menos dito com educação e honestidade de caráter e sentimento, foi esse:
     _Minha mão trabalhou em casa de família, eu dou mais valor ao carrinheiro catador de papel do que a qualquer pessoa com estudo. Quero que aquele que tem estudo viva um pouco a vida do carrinheiro para aprender a nos dar valor.
     Todos os outros dados ficarão subtendidos.
     Outro, no entanto, passa aflito:
     _Não consigo montar a minha empresa e tenho dinheiro, não acho gente que preste, todos querem um imposto extra da própria associação. Tenho que pagar aos colegas para montar o meu negócio.
     Outra, ainda, debochada:
     _Quem vai ao bairro A, sou eu, entendeu?
     Entendi que o bairro A não sabe com quem convive.
     Essa é uma cônica que eu gostaria de não ter escrito. 

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Ele Voltará

Ele Voltará


Vejo um filme escolar a se recriar
Ao criar o atemporal a se versar,
Soneto este pensado sem dizer
Que o que foi visto pode renascer

Quando, ao tempo impossível, descansar
A fé no outro, reflexo de se doar
A boa misericórdia, e acontecer
O imprevisível sol, o Deus-ser.

Quando esse ensinamento se perder,
A luz ressurgirá de novo ao nada,
Para que a humanidade venha ver

Que, para Deus importa esse viver,
Que a vida com louvor é precisada,
E que para isso basta se querer. 

quinta-feira, 11 de julho de 2019

O Ideal

O Ideal

Aparta a língua do mal,
Siga a palavra e o Senhor,
Propósito sem igual
É almejar o bem,louvor

Este que tempera o sal,
E o permite ser sabor
Sem ser confundido ao areal
Que é caminhar sem propor

A si mesmo algum ideal, 
Este eu ideal é a seu favor.
Deus consente o desigual
Ao desigual por amor.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Metodologia

Metodologia


Será esse tanto faz
Tempo que se desfaz
Ao arguto pensamento?
Pensamento é momento,

Vai, volta, muda e faz,
Sem palavra capaz
De influenciar um evento,
Um diferenciamento,

E o silêncio traz paz,
Musicado e fugaz
Nesse espacejamento
Metódico ao argumento.


terça-feira, 9 de julho de 2019

Consideração

Consideração


A noite cai,
O sono vem,
O tempo vai
E me cai bem

O que distrai
E ser também.
Não se subtrai
A mais ninguém

Que imaginai
Nesse porém
Por onde estai;
Decorai bem.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Noé

Noé


Assim, diferente,
É melhor que o engano
De se fazer plano
E ser incoerente

À distinta mente;
Deus é diluviano
E faz Noé seu arcano,
Prazerosamente.

Um plano latente
Que inunda um oceano
Salvo é mano à mano;
Esse é o Deus presente.

domingo, 7 de julho de 2019

Pensamento Artificial

Pensamento Artificial


O pensamento,
Por um momento,
É bem vindo
Ao tempo findo,

Num dia friorento,
Que se fez lento,
Veio sorrindo
De azul infindo

Num passatempo,
O aquecimento,
Meio que intervindo,
Que é útil, luzindo.

sábado, 6 de julho de 2019

Lembranças/ Crônica

Lembranças/ Crônica

     Era de talento ímpar, mas irrequieto e exigente.
     Abriram-se as cortinas do Teatro Guaíra. Sentado em um banquinho, dirigiu-se à plateia:
     _Agradeço a presença de todos vocês, mas se a produção não melhorar a condição de ar condicionado, eu não canto. 
     A plateia o olhou com algum espanto, mas ele não se intimidou:
     _Não canto porque o ar frio desafina o violão e eu não começo a música num tom para ter que baixar de tom à medida em que a afinação do violão cai.
     Em seguida ouviu-se os próprios colegas de show pedirem calma Para ele.
     Ele não parava de falar:
     _Como calma? Todos os presentes vieram até aqui para me ouvirem e querem que eu desafine?
     A produção correu e atendeu aos pedidos dele para começar o show.
     Com tudo arrumado, ele começa o show com uma história:
     _Eu só tenho ódio nesta vida de uma coisa. È que me chamen de desafinado. Imaginem vocês que esse foi um problema na minha vida artística. Fui chamado de desafinado, com voz ruim e, pasmem, tive que batalhar contra esse estigma para conseguir contrato com as gravadoras.
     Parece que ele se acalmou, e com a experiência que tinha conseguiu dar início ao show, dizendo que porque o chamavam de compositor de uma nota só, começou com essa canção.
     Depois veio o Desafinado com alguma ironia: De jeito nenhum.
     O show era em parceria com a Gal Costa.
     _Que é isso menina? Parece que está tímida? Problemas devem ser resolvidos na hora em que aparecem, mesmo com as cortinas abertas.
     Ela sorriu, e com alguma timidez, disse:
     _João, você é meu mestre, João.
     E a dupla fez um show inesquecível.
     Hoje a saudade chega, mas a realidade é que é provavelmente à contragosto dele, João Gilberto.
     Um sentimento de gratidão imensa por esses momentos vividos vem à tona nesse dia.  

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Boa Esfriada

Boa Esfriada


A invernada e a paisagem
Estão ao sabor do vento
Frio sem foto ou roupagem,
Pois sabor é alimento,

Pão quente para a friagem,
Com café e um pensamento
Que venha na bagagem
Da experiência e do tempo.

É tanta a aprendizagem
Que não para ao momento,
Que é precisa a colagem
De um saber ao talento.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

A Complexidade das Escolhas

A Complexidade das Escolhas


Os caminhos concretos
São escolhas, livre é o arbítrio
Do que é bom aos dispersos.
Distingue o bom convívio

Daqueles que são incertos,
Busca o que traz alívio
E não os que são reversos,
Os quais formam o ambívio.

Exatos e diversos
Com o mínimo trívio,
São os que criam novos versos;
Alívio é esse multívio.




quarta-feira, 3 de julho de 2019

Esteio

Esteio

Situa-me esse silêncio
Que chamo de prudência,
Boa é a fé com inocência,
Quando se busca o Reino,

E ser boa em todo o treino,
Comedido em paciência,
Quando obtém persistência
De um saber crente, creio,

Buscando o que não é enleio,
Mas o que é a pertinência,
A verdade e a coerência,
Pois a verdade é o esteio.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Prática

Prática


É a precisa
Caminhada
Que se avisa,


Não concisa,
Obrigada,
Que ironiza


E teoriza


À cavalgada.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Ideias Musicais

Ideias Musicais


Ideias,
Medeas
De mim,


Medeias
Candeias
Sem fim.


Colcheias,


São sim.


domingo, 30 de junho de 2019

Ornamentação da Alma

Ornamentação da Alma

Preguiça de escrever
Sobre essa sensação
De simplesmente ser,
Sentir aquietação,

Algo a não descrever.
É da alma a apreciação
Com seu tempo a mover
Qualquer perturbação.

Essa questão de acrescer
Numa ornamentação;
Descansar é aprender
Sem ter obrigação.





sábado, 29 de junho de 2019

Indagação

Indagação



Onde estará essa verdade,
Da inter textualidade
Entre ouvir e se expressar
Até a arte se interessar

Por quem não ansiava metade,
Mas feita por ansiedade.
Curiosa é a arte a caminhar,
A querer mais e buscar

E ensinar praticidade,
Com sua preciosidade,
Ensejando burilar
Todo o tempo a se anotar.

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Tira-Gosto

Tira-Gosto


Questão de gosto,
A forma e a estética
Difere o oposto,
Mas nunca é cética

Dentro ao proposto,
Mesmo em fonética
Quanto ao composto,
Onde fica hermética

Ao pressuposto,
Sendo hipotética,
Um tira-gosto
Da época poética.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Sobre o Tempo / Reflexão

Sobre o Tempo / Reflexão


     O tempo é de Deus, frase conhecida de todos, e tem dias que parecem a própria comprovação e significado.
     Tem gente que vai dizer que foi a chuva. A chuva não tem culpa nenhuma.
     Tem gente que pensará aleatoriamente que foi falta de ânimo.
     Foi uma tentativa de otimização do dia, contando com a chuva e os pequenos atrasos próprios dos dias de chuva.
     Às vezes consegue-se esse travamento generalizado das atividades.
     Ao final do dia ainda consegui um congestionamento de quarenta minutos.
     Uma hora e meia pela manhã e três horas e meia à tarde.
     Fica tudo para amanhã e eu preciso de mais tempo, porque tenho que redistribuir todas as atividades, desde as começadas, as avistadas e as necessárias.
     Amanhã não será conforme o planejado hoje pela manhã.
     O que era para amanhã fica adiado sob o medo de deixar as tarefas que eram para hoje para a semana que vem.
     Pela manhã houveram ao menos dez pessoas que perderam a hora porque um estabelecimento estava com problemas técnicos e não pode atender ninguém.
     "_Voltem à tarde porque estamos enfrentando problemas técnicos".
     A tarde tem a certeza da oração pelos acidentados e ambulâncias no local. Outras ruas, com trânsito livre, me trariam em termos de tempo cronométrico, o mesmo resultado em termos de tempo.
     Interessante foi a observação feita logo cedo, a de uma partitura perdida.
     Poucos tiveram o privilégio de ouvi-la inteira, foi oque disse às seis da manhã porque queria otimizar o dia.
      "_Continue tocando. Não a perca"!
      Mas é o tempo que a perderá.
      O tempo é a arte que dele se compõe e desaparece para surgir noutro momento, ou talvez, nunca mais.
     A arte é uma caminhada através do tempo, e caminha-se em direção da busca dessa arte quando deixamos ao caminho algo reflexivo e necessário, apenas para quem a ouviu. Em termos matemáticos, a mesma quantidade de pessoas que perderam o seu tempo pela manhã no dia de hoje.
     Quero aprender mais sobre o tempo e a arte, não somente sobre a arte através do tempo.
     O que eu sei é que o tempo deu um jeito de organizar as mudanças.
     Volto ao início e a frase inicial que diz que o tempo é de Deus, porque estava cheia de atividades, que agora ficarão para os próximos dias, como se a partitura pudesse esperar em repouso algum tempo.
     Quem sabe o que tais coisas significam, pois pra mim foi apenas um dia a ser refeito, um recomeço ao pensamento.
     

terça-feira, 25 de junho de 2019

Pergunta Turística / Comentário

Pergunta Turística / Comentário

     Hoje fui desafiada com uma pergunta inusitada:
     _E você, o que gostaria de encontrar numa cidade turística?
     Essa pergunta foi desafiadora, porque eu não havia pensado nisso até esse momento. Pensei muito para, ao mesmo tempo ser sincera, realista e criativa.
     Observei os transeuntes e cheguei a algumas ideias:
     1-Parque para Cachorros: Quantos donos de animais de estimação querem fazer turismo, mas na prática, tem que deixar os seus bichinhos de estimação em hospedagens. Quantos viajam com a família e levam os seus "amigos cães" e passam as férias cuidando deles?
     Sinceramente, não gosto de animais de estimação, conforme disse diversas vezes, prefiro a conversa com as pessoas. No entanto, que eles saem até mesmo nos dias de geada com os seus cachorros para caminhar aqui e ali.
     Para isso são necessários hotéis que aceitem animais de estimação.
     Parques com infraestrutura para oferecer refeições, lanches e banheiros.

     2- Quiosques acústicos com música durante o dia inteiro. Em alguns locais do Brasil se observam restaurantes cobertos com tendas imensas, onde o turista fica ao abrigo da chuva e ao ar livre ao mesmo tempo durante o tempo que desejar. A comida é ao gosto do freguês e a descontração é a tônica do ambiente. Desconheço tais lugares no sul do Brasil.
     Para isso é preciso de acústica equalizada.
     Um pouco de descontração por parte dos donos dos locais também, essa simpatia até faz com que se gaste um pouco mais sem nenhuma exigência de taxa de consumação.
     

     3- Pequenos parques com atrações específicas, como por exemplo, um Mini-Golfe, um Boliche, algo assim.
     Para isso é necessário arcar com os custos da baixa temporada para atrair pessoas para a região.

    Outro dia, numa dessas propagandas do Youtube, eu ouvi uma frase que me fez pensar, e embora eu não lembre o autor, vale a pena repetir, mesmo que, se houver reclamação, eu a retire imediatamente do blog, porque não é minha intenção ofender ninguém:
     "Mar eu já conheço, quero ter o que fazer."

     As festas juninas mostradas ontem na televisão demonstram que o nordeste brasileiro sabe o que a frase significa.
     O Festival de Blues de Antonina, no Paraná, sul do país é outro exemplo, diga-se encantador do que um turista pode esperar de um passeio.

     É óbvio que os skates e as bicicletas podem continuar a ter espaço próprio, assim como espaços para a turma que faz caminhada ao ar livre. Seria bom ter academias de musculação em Shopping, como já percebemos em Curitiba, e é uma boa forma de interação com a cidade.

     Para quem prefere o sossego não faltam, pelo menos por aqui, no estado do Paraná as Estâncias Hidrominerais e os Hotéis Fazenda.

     São atividades para todos os gostos e em ambientes diversos.

     Pergunta respondida, ufa.