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domingo, 2 de março de 2014

Problemas no Paraíso

Problemas no Paraíso

O anjo Cabral (. o autor escolhe o nome dos personagens), chegou ao gerente do paraíso, Adão e pediu que ele resolvesse a situação controversa.

Sr. Adão, temos um problema na terra. Temos uma portuguesa que foi bastante solícita às recomendações celestes e agora quer viver de orações.

Adão disse que era muito comum que algumas pessoas quisessem viver orando.

_Não vejo problema nisso, anjo Cabral.

O anjo, com a batata quente nas mãos, argumentou:

_Sr. Adão, a portuguesa ficou sabendo mais sobre a espiritualidade do que devia.

Ela teve uma convivência muito próxima de um paciente até que, como é nosso costume, o trouxemos para cima e parece que ele vem para cá.

Adão não viu problema nenhum nisso:

_É bastante comum essa compaixão, não há inconveniente nisso.

O anjo Cabral, paciente com as negativas do Adão, foi objetivo, quase duro com Adão.

_Sr. Adão, não é comum que, ao meio do velório de alguém, que os preparos feitos ao cadáver se soltem do corpo produzindo um hálito perfumado sobre quem ora por ele produzindo um sorriso ainda mais suave ao defunto. Para ser explícito: não veio ao céu sem antes mostrar que vinha embora de outra forma que não a humana.

Adão estaqueou com a conversa.

_Foi assim que o fato aconteceu?

Cabral disse que sim.

Adão refletiu por alguns momentos e tomou as providências:

_Ridicularize a vida da portuguesa. Daremos justificativas físicas para o fenômeno. Não permita que ela viva apenas para as orações.

O anjo Cabral argumentou que as orações foram feitas pelo consenso divino e que ele não a impediria de orar com devoção.

Adão arguiu:

_Nós temos os nossos métodos celestes que não causam sofrimento a ninguém, apenas diversões. A perfeição mora no paraíso e, agora que fui perdoado e vivo aqui, ficarei aqui eternamente; tenho autorização para algumas atitudes.

O anjo Cabral tinha fé e voltou ao lado da sua protegida para verificar o que aconteceria a ela.

O português vizinho a ela, após questionar a doutrina da portuguesa, resolveu antecipar o fim do mundo. Era óbvio que não iria dar certo, mas Adão permitiu.

Ao questionamento dos dois amigos, muitas pessoas em volta se riram.

A portuguesa ficou surpresa com a atitude do outro, mas em volta todos pensaram que foi carnaval. Gargalhada geral.

Sessões de cinema, viagens, festas, e, o anjo Cabral segurando as pontas com as orações.

O anjo percebeu que as orações eram sinceras e foi conversar com Adão novamente e perguntou severamente o que é que estava acontecendo com a vida da moça.

Adão explicou a Cabral:

_Toda a experiência transcendente que ela teve irá desaparecer. Ela não poderá confiar a ninguém o que experimentou.

O anjo Cabral concordou, afinal eram as obrigações do paraíso se manter equidistante da vida terrena, mas ainda confidenciou a Adão.

_Sr. Adão, não achei justo que a vizinha, também portuguesa, dissesse que a portuguesa estava mentindo e que nenhuma igreja deixa ninguém feliz daquele jeito. A portuguesa nossa conhecida leva as orações à sério.

Adão respondeu que era para o bem dela.

_Sr. Adão, a vizinha portuguesa levou a família para a igreja a qual costuma frequentar e disse que iria ensinar o que, de fato, era seguir uma doutrina.

Adão sorriu, satisfeito:

_Entenda meu bom anjo Cabral, além de sorrir feito uma histérica ela ainda converte pessoas para a religiosidade. Não há o que se questionar. Aqui somos perfeitos!

_Em pleno Carnaval?

Adão disse que a intenção era essa, fazer a portuguesa sorrir até que não tivesse mais do que vagas lembranças do que havia passado, e, como humana que era, fosse paulatinamente transformando essas lembranças em outras mais agradáveis vivenciadas com a mesma pessoa.

O anjo Cabral, perguntou por quê?

Adão disse que não se admitia no paraíso que experiências transcendentais fossem feitas para o aperfeiçoamento da teologia. Infelizmente o ser humano não respeitara os paradigmas do conceito de divindade a eles permitido e as decisões foram aquelas.

Adão era bom, redimido, não queria mais voltar a terra, mas perguntou:

_Ela está feliz?

O anjo Cabral disse que não tinha visto nada igual.

Adão pediu ao anjo Cabral e voltasse à terra, era Carnaval.

Um comentário:

Sotnas disse...

Olá Yayá, e que tudo esteja bem!

A natureza e tudo que nela habita e faz parte é perfeita, porém, ao ser humano lhe foi dado o poder da escolha, e grande parte escolheu a maneira equivocada de seguir, portanto o sistema humano é malvado e sujo, ainda que não soberano, causa deveras momentos doridos a todos que cá vivemos!

Mas, por cá neste teu canto há sempre belos e intensos escritos. Obrigado por compartilhar, e também pelas visitas e comentários deixados por lá, e assim eu agradecido desejo que seja sempre deveras feliz tanto quanto intenso o t eu viver, um grande abraço e, até mais!