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sexta-feira, 21 de março de 2014

Abraçado

Abraçado
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Dia de chuva no mar,
Vêm, salpica o molhado;
Horizonte deitado
Descansado no olhar.

Todo dia é começar,
Passo a passo abraçado,
A manhã tem seu lado
De dançar, navegar.

Pois, chover não é chorar;
É querer do suado,
Além do que é esforçado,
Esse ouvir, esse olhar...

Ao cruzar esse mar,
Ou, de barco, ou, à nado,
Chuva mansa é de agrado;
Assim é o começar.

2 comentários:

XicoAlmeida disse...

Adoro o tema e desculpe partilhar a Cecília, que adoro.
Por vezes acho que é melhor ditar as palavras dos outros que genuinamnete nos tocam.


A chuva chove mansamente ... como um sono
Que tranqüilize, pacifique, resserene ...
A chuva chove mansamente ... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine ...

E vem-me o sonho de uma véspera solene,
Em certo paço, já sem data e já sem dono ...
Véspera triste como a noite, que envenene
A alma, evocando coisas líricas de outono ...

... Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
Com muita névoa pelos ombros da montanha ...
Paço de imensos corredores espectrais,

Onde murmurem velhos órgãos árias mortas,
Enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
Revira in-fólios, cancioneiros e missais ...

Cecília Meireles

Janicce disse...

Este poema falando de chuva, me lembrou que quando era criança: Achava que Esse tal de São Pedro chorava muito; quando algo na terra acontecia.
Abraços