Lugares Bonitos

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quarta-feira, 26 de março de 2014

1929

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Às vezes me pergunto se as escolas ensinam 1929, a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, as consequências das baixas das cotações das ações.

Os investimentos dos industriais brasileiros se transformando em nada e, os ensinamentos que sobraram dessa crise.

Muitos dos financiamentos na época de 1929 eram feitos através de duplicatas, o pior meio de financiamento que existe no mercado. Raramente usado hoje em dia, mas que exige que o tomador de empréstimo guarde para o resto da sua vida os recibos devidamente pagos, porque a duplicata pode ser duplicada, é emitida ao gosto do financiador.

No Brasil, não somente a quebra da Bolsa de Valores de Nova York levou muita gente à bancarrota. As duplicatas também.

Enquanto a crise econômica era absorvida com austeridade, a duplicata, não. As dívidas dos tomadores de empréstimos eram negociadas e os tomadores de empréstimos dormiam devendo a uma financiadora e acordavam devendo a outra instituição financeira.

A situação que a venda das duplicatas criava aqui no Brasil foi tão grave que, anos depois era matéria escolar. Os agentes econômicos de má fé imprimiam duplicatas anos após as dívidas serem quitadas e, de repente, o comerciante e o empresário viam os seus nomes na lista de devedores, quando não tinham dívidas a pagar.

Alguns desses comerciantes e empresários faliram em consequência da emissão de duplicatas negociadas muitas vezes, porém pagas, ao que se chamava a rolagem dos cobradores.

Naquela época, quem não guardava os recibos, continuava devendo, mas a desconhecidos e, esses desconhecidos, quando contatados, cobravam, porque eles mesmos tinham sido enganados ao comprarem dívidas falsas.

Quanto ao investimento na Bolsa de Valores, é um investimento seguro desde que não se queira negociar as ações para realização de lucro em curto espaço de tempo. Num parêntesis pessoal, as ações das companhias telefônicas não causaram prejuízo por aqui, acompanharam o preço do mercado durante os anos em que as detivemos.

As duplicatas têm que ser mantidas o resto da vida com o tomador de empréstimo, mas é um recurso que não requer fiador, em caso de necessidade, previna-se ao preparar os pagamentos das duplicatas com antecedência e guarde-as no cofre depois de pagas.

Porque o mundo dos negócios e da economia é baseado em compra e venda. Mas, cabe lembrar, que existem os piratas nessas negociações e esse é o perigo.

A crise de 1929 ainda merece ser escrita e pode ser tema de filmes e novelas.

Estamos a quase cem anos da crise de 1929 e é preciso lembrá-la aos jovens. Os golpes econômicos são perigosos a toda a população, e as regras são válidas para todo o mundo e todas as formas de economia existentes.

Outra constatação que ficou dessa crise é que nem todos os grupos de investimento são bons, como em qualquer outra área de conhecimento. Os investidores e os tomadores de empréstimos devem conhecer a instituição financeira antes de tomarem as suas decisões econômicas. Nem todos os economistas são competentes, e, aliviando a barra do assunto, alguns são excelentes.

Resumo para o vestibular: Apostas não são investimentos e as Bolsas de Valores são casas de investimentos. Duplicatas são provas a favor de quem as detém quando se trata de dívidas e quitações.

Um comentário:

Ivone disse...

Bom dia amiga Yayá, aprendi na escola, antigamente se ensinava isso, hoje nem sei, acho que não, fui Contadora por muitos anos,em minha micro-empresa, lembro-me muito bem dos problemas que causavam essas duplicatas, eram sim compradas e renegociadas e quem não guardava os recibos pagos corriam os riscos de pagarem, bem assim, duplamente!
Bom texto, sim, quem detém as duplicatas sempre saem ganhando se o devedor for "descuidado",ainda bem que hoje em dia não há mais esse tipo de negociação, pelo menos acho que não?!
Ótimo tema, merece ser mostrado em filmes ou novelas!
Abraços amiga!