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sexta-feira, 14 de março de 2014

Ave

Ave
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Não era bem-te-vi, pardal, beija-flor;
Do que apareceu, sei a cor amarela,
Bico e papagaio, postura e condor;
Talvez fosse arara à minha janela.

E chilrou tão forte que mudou a cor
De esse meu avistar ave rara e bela,
Que se acompanhou ao som com esplendor
D’uma partitura esquecida em cela.

Modificou à tarde em terno mistério,
Em doces espantos ao olhar cansado
De assim tanto olhar; se fez refrigério.

Foi num dedilhar que se deu esse etéreo,
Como um se distrair ao que está pautado,
Que se transformou o modo em seu critério.

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