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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Quando o Cachorro é o Sócio / Crônica do Cotidiano

Quando o Cachorro é o Sócio / Crônica do Cotidiano

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Há conversas que nos distraem muito. Conversávamos sobre pães e biscoitos, quando uma freguesa contou a história que transcrevo abaixo.

Numa firma de contabilidade, um dos dois sócios viajou com a família.

Antes de viajar, pediu para que a sócia fizesse um favor enquanto ele estivesse fora.

_Você pode alimentar o meu cachorro enquanto eu estiver viajando?

Ela disse que sim e que era a casa dele ficava no caminho dela para o escritório.

O sócio agradeceu a gentileza, foi até o carro dele e trouxe a ração para deixar com ela, mas também deixou algumas recomendações:

_Aquele cachorro dálmata que eu tive, infelizmente não existe mais. Comprei um cachorro dobermann. Ele foi treinado para defender a casa e ele é agressivo com quem ele não convive. Tome cuidado e não aproxime as suas mãos dele.

Quando ela foi questionar o fato de alimentar um cachorro brabo, ele disse que estava com pressa e saiu.

Ficou ela e a ração e o cachorro brabo.

Eu me vi na obrigação de interferir na conversa, pois todas nós interagíamos amistosamente naquela panificadora.

Eu disse que conhecia muitos donos de cachorros que os deixam em hotéis quando viajam.

Ela me explicou que a função do cachorro era cuidar da casa. Não havia quem cuidasse da casa do sócio enquanto ele viajava. Estava aborrecida porque se sentiu obrigada a ajudar o sócio, afinal, a empresa dá lucro.

Depois, ela disse que não quis mandar nenhum auxiliar para alimentar o cachorro porque ele oferecia riscos e, se o seu funcionário fosse atacado pelo cachorro, além do remorso, ela teria que indenizá-lo e explicar-se com o sócio quando ele voltasse.

Em nome da firma ela passaria pelo constrangimento de alimentar o cachorro brabo.

Resolvi não dizer nada, voltei a conversar sobre pães e biscoitos.

Ela, não. Ela queria conversar sobre o cachorro e contou-nos que comprou um protetor de mãos, mas não se arriscava a abrir o portão, passava a comida por debaixo da caixa da correspondência, onde havia um vão para que os carteiros pudessem entregar as correspondências grandes.

Eu pensei que nesse caso, não havia o que fazer. Tenho alguns conhecidos que compram pacotes de viagens aonde os cachorros vão junto com os donos. Também tive a oportunidade de presenciar um cachorro de tamanho pequeno na gaiola própria para cachorros saírem e viajarem no colo dos seus donos sem que eles corram o risco de se sujarem com pelos ou outros inconvenientes. Quem viaja com o seu animal de estimação garante que se diverte mais do que aqueles que viajam somente com a família.

A senhora, ainda argumentou sobre o assunto dizendo que onde se viu um cachorro brabo valer uma sociedade, o que agora era real.

Agora, o meu ponto vista: será que o sócio não deixou o cachorro tomando conta dos seus negócios?

Complicada essa vida empresarial, ainda mais para quem não a conhece.

3 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Gostei da história e também gosto muito de cães.
Haveria muitos modos de tratar do cão a começar pelo dono...
Seria de todo impossível pedir este favor a alguém.
Um cão que só está treinado para guardar o próprio dono um dia também o atacará.

Célia Rangel disse...

Corajosa essa sócia... Creio que perderia a sociedade!!
Abraço.

Lu Cidreira disse...

Já passamos por isso aqui em casa, e, tomamos uma decisão importante para sanar os riscos de deixar o cão sem alimentos e água, foi leva los para a casa do interior que tem caseiro e toma conta dele direitinho, por aqui nós usamos outros métodos para a proteção da casa quando saímos por mais tempo.
Essa de deixar sócios de cuidar é de mais pra mim, tem toda as rezões do mundo de contestar.
Um conto que ainda existe nos dias de hoje.
Abraço