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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Preocupações Horripilantes / Conto Assustador

Conto Assustador

Preocupações Horripilantes

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Heitor contava com a boa vontade dos colegas e amigos.

Ultimamente, ele não conta com ninguém. Todos em sua volta percebem o olhar de mágoa no seu semblante.

A verdade é que ninguém suporta mais a sua paixão pela morte. Houve quem pensasse que ele estava gravemente doente, ele até quis que os amigos acreditassem nisso, mas seis meses depois da história, as pessoas descobriram que era uma farsa para entristecer os demais.

Heitor, descoberto, foi aos cemitérios da cidade e conferiu todos os falecimentos que causaram sofrimento aos seus amigos e conhecidos.

Ele anda cheio de mistério e, ao cumprimento, ele responde com uma lembrança de morte.

Um amigo seu, inconformado com a situação, perguntou a outro amigo se ele estava assim há muito tempo.

O outro confirmou a situação e disse que estava afastado dele por este motivo.

_Ele está estranho, parece querer exercer uma espécie de poder sobre nós. Ele se julga alguém com poderes estranhos e é nojento nos seus detalhamentos sobre cadáveres.

O amigo conversou com franqueza sobre o Heitor.

_Ele parece a cada dia mais magoado conosco e é ele quem procura esse relacionamento tétrico conosco. Nós conversamos sobre futebol, sobre trabalho, fazemos algumas confidências e nos queixamos aqui e ali, mas nenhum de nós está obcecado. Poder sobre nós, o infeliz não tem condições de exercer.

O outro respondeu:

_Esse poder místico que ele imagina ter porque nos aborrece, ele não tem. Acontece que ele está estranho e temos que lidar com isso.

O amigo confidenciou sobre a vida do Heitor, o que ele não faria em circunstâncias normais.

_Acontece que ele mora sozinho e longe da família dele. Além disso, ele parece magoado com a gente. Eu realmente tenho medo dele. Eu tenho medo que ele se volte contra nós. O problema é que eu não sei como ajudar.

O outro contou que ele está magoado porque ninguém gosta da morte como ele. Ele tinha se afastado do Heitor e disse que para ele bastava daquela paciência. Ninguém sabia se aquilo era verdade ou se ele queria impressionar os demais. Ele estava apaixonado pela morte, mas queria ficar vivo e que a família dele tivesse saúde.

_Tem gente que faz qualquer coisa para subir na vida!

Heitor não se importava com os afastamentos, a mágoa no olhar tornava-se o seu sorriso de desdém.

Quando ninguém sabe o que fazer, ninguém faz nada.

Mais um vampiro para Curitiba. A gente se acostuma.

3 comentários:

Jossara Bes disse...

Oi Yayá,

Vai saber! Tem gosto para tudo, não é mesmo?
Eu...não gosto muito desse assunto, não!
Amei o conto!
Beijos, querida escritora!

edumanes disse...

O conto do Heitor
Por Yayá, contado
De algo assustador
Pobre Heitor coitado!

Boa tarde para você,
amiga Yayá, um abraço
Eduardo.

Lu Cidreira disse...

Cada um tem o gosto que merece.
Muito bom esse conto, apesar de não ter muito gosto esses assuntos. Mas, está bem contado...

Abraço