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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A Festa

A Festa

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Úrsula convidou todos os seus amigos para a festa de inauguração da loja, foram incansáveis esforços para conseguir montar e decorar o espaço dedicado aos presentes de várias faixas de preço.

A festa seria realizada às oito horas da noite com coquetel, salgados e doces.

Foram os amigos e conhecidos mais chegados a ela. Foi quem sabia que não teria que comprar nada e que a festa renderia agradáveis conversas.

Eram oito e meia da noite quando ela, pessoalmente, abriu as bebidas e as bandejas com salgados e doces.

_Fiquem à vontade e sirvam-se.

Entre dizer a frase e apagar a luz não se passaram dez segundos.

Ao apagar da luz alguns senhores foram aos seus carros e pegaram lanternas para ajudarem a dona da festa.

Conseguiram duas lanternas em bom estado de conservação e as colocaram ao lado das bandejas.

O ambiente ficou silencioso sem aquele ruído característico da cidade que indica televisores, rádios e chiados de computadores.

A conversa, aos poucos se direcionava para a voz calma e paciente de quem conta histórias.

Passam-se duas horas e a luz não volta. A rua não tem semáforos ligados. Todos perdem a pressa para irem embora.

Compartilhando aquela luz de candeeiro automotivo, a amizade ficou calorosa. As conversas eram intermeadas por algo parecido com as luzes de gato das estradas.

Mais divertido do que constrangedor, era um observando o olhar do outro, diante de uma fala ou uma resposta, todos estavam com óculos de gato naquele espaço de loja reduzido o suficiente para que algumas particularidades fossem confessas em olhos de gato.

Não havia olhar de cachorro, pois os cachorros da vizinhança latiam para a lua cheia naquele céu bordado de ouro.

Pouco se poderia esconder naquele espaço de 4x3 sem prateleiras e, com bandejas.

Todos observando todos, quando dois dos convidados da festa sentam-se lado a lado e caíram na gargalhada.

Outro convidado pergunta qual é a graça.

A situação era engraçada. As bandejas não foram tocadas, pois todos esperavam que a luz voltasse para se servirem.

Por volta das onze horas da noite a luz voltou.

Todos poderiam se servir dos quitutes e, alguns o fizeram.

Muitos estavam cansados e pegaram os seus carros, pontos de ônibus e caronas, e foram embora, não sem antes abraçar a dona da loja.

Fazia tempo que cada uma das pessoas convidadas não desfrutava de tamanha intimidade com os amigos, sabiam que apenas a infância permite tal desprendimento social numa festa.

Se a festa foi boa, há muito que se pensar.

4 comentários:

✿ chica disse...

Se boa, nção se sabe, mas no mínimo, diferente,sr beijos,chica

Célia Rangel disse...

Uma festa de encontro e relacionar-se. Nada mais!
Bj. Célia.

XicoAlmeida disse...

Yaya, mais que pelo salgadinho, suco e sei la mais, a intimidade sem bloqueio, deve ter sido, isso sim, uma verdadeira festa.
Genuina, apesar de imposta pela circunstancia.
Ha males que vem por bem...
Abraco.

Simone MartinS2 disse...

Boa noite flor.
Penso que, se os convidados
demoraram para ir embora e
conversaram, se relacionaram,
e porque a Dona da Festa e uma
pessoa popular e todos os amigos
ficaram ali ate quase a luz voltar.
Valeu...um texto legal!
Bjos