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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Um Casamento de Aventura

Um Casamento de Aventura

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A mãe de Aline ligou. Convidou a filha e o genro, Emerson para almoçarem na casa dela no sábado.

Aline e Emerson formavam um casal jovem e apaixonado. Haviam se casado há dois meses, ele com vinte e três anos de idade e ela com vinte.

Bons filhos, contariam, sem muitos detalhes, a aventura pela qual passaram. Aline pediu para que a mãe fizesse papo de anjo para a sobremesa. Aquela sobremesa era a preferida da filha e, a mãe, concordou em fazer e no mesmo momento pediu ao marido que fosse buscar os ovos no supermercado.

O casal chegou sorridente. O pai e mãe de Aline estavam orgulhosos do bom casamento que a filha fizera. Emerson era atencioso para com Aline e Aline era carinhosa para com o marido.

Saudosos da filha que não viam há mais de quinze dias, perguntou das novidades, Aline tinha dito ter passado por alguma aventura e eles gostariam de ouvir sobre as primeiras aventuras, ou, dificuldades, da vida de casada.

Emerson preparou a história:

_Dona Camila e seu César, eu e a Camila resolvemos ir ao motel.

Dona Camila disse que ir ao motel nem deveria ser considerada uma aventura, mas um tempero a mais no relacionamento do casal e que eles nem precisavam contar nada a respeito, pois estavam casados e a vida particular deles.

Aline entrou na conversa e disse:

_Sei disso mãe, mas aconteceu uma briga de casal num outro quarto enquanto estávamos lá.

César disse que quem vai ao motel pode se aborrecer, mas ainda assim era uma decisão do casal e ele respeitaria a privacidade deles.

Emerson e Aline disseram juntos e, ao mesmo tempo:

_O motel chamou a polícia.

César e Camila se entreolharam e concordaram que eles provavelmente mostraram os documentos e vieram embora.

Aline disse que não. Emerson havia sido promovido numa empresa de renome e não poderia ser caso de motel.

Finalmente César e Camila se interessaram pelo assunto e aguardaram o desfecho da história.

Emerson ligou para o gerente e disse que não queria ser visto saindo do motel numa situação constrangedora, contou Aline, que concordou com o marido, pois o salário era muito bom e também disse que apoiou o marido.

Camila perguntou:

_Como foi que vocês se arranjaram?

Emerson estava com a fisionomia grave, mas respondeu dizendo:

_O gerente não conseguiu que nós saíssemos pela porta dos fundos e a polícia estava verificando quarto por quarto. O motel era no andar térreo e fugimos do lugar pela janela do banheiro. A camareira jogou um cobertor do segundo andar para cobrir a Aline que estava com um baby-doll dourado e sandálias de dedos. Eu vesti o meu pijama de tecido de sarja azul marinho e pulei a janela, também com as sandálias de dedos nos pés. As nossas carteiras de identidade estavam dentro do bolso da bermuda de dormir.

César, ligeiramente rubro, concluiu a história, dizendo que, provavelmente eles voltaram a pé para casa, tomaram um banho morno e foram dormir.

Aline, com um ar triste, disse que não. O motel ficava numa rodovia e eles andaram até o primeiro posto de gasolina que encontraram para emprestar o telefone do estabelecimento e chamar um táxi.

A mãe da Camila, preocupada, perguntou sobre e que acontecera depois.

Emerson continuou a história:

_Chegamos ao posto de gasolina. Expliquei a situação ao gerente e ele me cedeu o telefone após eu mostrar a minha carteira de identidade e falar próximo a ele para que ele visse que eu não cheirava a álcool. O táxi iria demorar quarenta minutos e as pessoas que faziam lanche na loja de conveniências começaram a olhar para a Aline e as alças do baby-doll dourado, que sem querer aparecia enquanto ela andava coberta com o cobertor do motel. Eu fiquei sem saber o que fazer muito constrangido.

Aline o interrompeu, dizendo:

_Nesse momento eu comecei a pedir a ele que comprasse um lanche. Eu fiz de propósito, para mostrar a todos que éramos um casal. Ele percebeu e disse que lancharíamos quando chegássemos a nossa casa.

_Começamos de birra um para com o outro, mas em tom ameno. Tínhamos medo que o gerente do posto de gasolina chamasse a polícia. Fomos para frente do posto de gasolina para esperar o táxi.

César murmurou a palavra sim. Agora, pálido.

Emerson continuou a história dizendo:

_O gerente do posto de gasolina se viu numa situação embaraçosa quando Aline ficou em frente ao posto e ofereceu o lanche dizendo que eu não precisaria pagar. Eu segurei o cobertor para que Aline comesse o sanduíche e tomasse o suco de manga.

A essa altura, o pai e a mãe da moça conseguiram dizer: Hum. Nada, a voz estava contida na garganta, nada, além disso.

Aline disse que comeu o sanduíche devagar e o táxi chegou ao posto de gasolina.

Emerson disse:

_Ao nos ver naquele estado, de roupas de dormir e despenteados, com o cobertor e com as sandálias de dedos, o motorista pediu pagamento adiantado. Eu fiquei nervoso e peguei o cartão que estava no bolso da bermuda. O cobertor caiu e todos os fregueses do posto bateram palmas e alguns tiraram fotos com os seus celulares. Entramos no táxi com pressa. Por sorte, o cobertor do motel não era bordado com o logotipo do lugar e a Aline cobriu o rosto quando o cobertor caiu. Tudo terminou bem.

César e Camila ficaram estupefatos, olhando para frente como se a sala estivesse vazia.

Aline, boa moça e bem educada, foi até à geladeira, pegou o papo de anjo, as taças de sobremesa e serviu pai e mãe.

Emerson respirou fundo, aliviado, por ter compartilhado com os sogros o que não contaria ao seu próprio pai e mãe.

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