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segunda-feira, 15 de junho de 2015

A Culpa é Do Cozinheiro / Crônica do Cotidiano

A Culpa é Do Cozinheiro / Crônica do Cotidiano

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Normalmente, eu não jogo comida fora. Se, coloco no prato, como até deixar o prato limpo e sou boa de garfo.

Gosto de arroz com aqueles temperos caseiros, soltinho e até exagero muitas vezes.

O cozinheiro que me perdoe, dessa vez a culpa é dele. Não comi o arroz e pedi emprestadas as batatinhas do conhecido para complementar o filezinho de frango.

Garanto que vou pensar algumas vezes antes de ir ao restaurante gourmet, não é para o meu paladar.

Dispensando o comentário de quem me levou ao mercado municipal para mostrar os temperos especiais que estão à venda, vamos ao cardápio:

Como entrada, um mousse à base de peixe. Igual ao mousse de chocolate e castanhas, com creme de leite fresco e gelatina. Um prato salgado e gelado com creme de leite e gelatina e peixe cozido moído.

Com muito esforço comi a metade da gelatina de peixe.

Como prato principal uma lasagna mediterrânea à base de frutos do mar. Lasagna? Frutos do mar? Queijos? Não era para ter erro e eu estava com fome.

Eu estava errada. Lasagna com polvo, mexilhões, lulas brancas e peixes exóticos. Aí eu olhei para o chefe de cozinha e perguntei o que eram aquelas carnes negras no prato.

Ele calmamente respondeu: Sépia.

Quando ele respondeu sépia, eu pedi para ele traduzir isso em comida porque, caso eu morresse, ele seria acusado de envenenamento.

O pobre coitado abriu o tablet, procurou o peixe e me mostrou.

Eu vi o monstro, sim, para o meu paladar esse peixe estranho fora importado, mas visto ao vivo me fez não terminar a lasagna.

Pedi desculpas e mais desculpas. Os gostos dos frutos do mar me acompanharam até a noite. Quando o gosto dos pratos foi embora, eu pude comer novamente.

Fui ao boteco onde estava escrito: arroz e filé de frango.

Não havia peixe na comida e eu poderia comer sem me sentir esquisita.

Uma garfada de arroz e meio litro de coca-cola. O arroz era especial e estava repleto de especiarias enfeitado com as legítimas pimentas verdes frescas.

Com os olhos repletos de lágrimas, pois eu pensei que eram pimentões e não pimentas. Implorei as batatas do prato do conhecido, que rindo muito as cedeu para mim.

Nesse caso o desperdício dos alimentos foi realizado pelo cozinheiro que não avisou com exatidão o que continha na refeição de pitoresco.

Pães, café e biscoitos terminaram o dia. Nenhuma das refeições me fez mal, de jeito algum, mas o paladar estranhou muito.

Essa crônica parece brincadeira, mas não custa avisar o que contém um cardápio gourmet.

O conhecido chegou e me levou ao mercado municipal para mostrar do que se tratava e o preço dos condimentos.

Eu garanti a ele que colocaram um pote de condimentos numa xícara de arroz.

A gente não pode levar tudo a mal. Acontece!

2 comentários:

Luiz Cidreira disse...

Pois é, sempre que degustamos algo e dizemos que não desse temos mesmo é que gritar, berrar, até sermos ouvidos, o paladar de alguns que não degustam, como é o caso dos cozinheiros e ou chefes de cozinha, não é igual ao nosso os consumidores. Eu por ser um gourmet autodidata provo sempre as minhas receitas antes de servir.
Ps. estamos com problemas com a relação a máquina e a saúde, por isso os espaços longos fora da mídia.
Abraço

Célia Rangel disse...

Olhe, Yayá... ri e muito por aqui pois essa gastronomia de "Chef" em nada me atraí mesmo... Com certeza teria a mesma reação!
Abraço.