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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O Mesmo Problema, Três Soluções / Crônica do Cotidiano

O Mesmo Problema, Três Soluções / Crônica do Cotidiano

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Caso A: Deformidade na Coluna Cervical.

O medico chama o paciente, homem casado e com família:

_Vamos operar. Existe a chance de o senhor ficar tetraplégico, mas, se isto acontecer, a sua família cuida do senhor. Portanto, o senhor não tem com o que se preocupar.

O homem refletiu a respeito e, perguntou ao médico, quais eram as probabilidades de isto acontecer a ele e o médico disse que as chances eram de 99%.

Conversou com a família sobre o assunto. Fez uma segunda consulta e, o segundo médico afirmou que o sofrimento pós-cirúrgico seria muito grande e questionou a medida cirúrgica. Deixou claro que a literatura médica era controversa sobre o assunto e deixava o tratamento ao critério do paciente, que consciente, poderia realizar a cirurgia, consciente dos riscos que corria.

Após dois meses verificando os prós e contras da situação, decidiu não realizar a cirurgia e aproveitar a sua vida como pudesse.

Caso B: Deformidade na Coluna Cervical.

O médico chama o paciente e conta da possibilidade cirúrgica e do pós-operatório.

_A cirurgia é complexa e existe um grande risco do senhor ficar tetraplégico.

O homem disse que não temia cirurgias e pediu ao médico que contasse do pós-cirúrgico.

_A recuperação se dará na UTI, onde o senhor ficará internado entre 45 até 60 dias. Existe o risco de complicações secundárias nesses meses de UTI. A probabilidade de não ocorrerem sequelas é de 0,01%. O senhor deve conversar com a sua família para discutir a respeito para que a decisão seja tomada em conjunto e não haja arrependimentos.

O homem não tinha família. Morava sozinho, numa cidade bucólica, cujo lazer era a praça e o teatro; cinema não tinha. A decisão fiou por conta dele.

Foi para casa e pensou muito. Depois de dois meses pensando, decidiu que não mais perderia um final de semana. Comprou uma casa afastada do centro da cidade e alguns animais. Aproveita a vida como pode e ama cuidar da casa de campo. Não se lembra do problema ou, quando alguém pergunta a ele sobre o assunto, ele diz que resolveu ser feliz enquanto pode. A cirurgia poderia antecipar muitos problemas.

Caso C: Deformidade na Coluna Cervical

O médico conversa com a paciente, dessa vez mulher. Ao invés de argumentar sobre as desvantagens da cirurgia, foi direto ao ponto, o que os médicos anteriores se esquivaram de fazer; Disse à paciente:

_Não existe tratamento seguro para a sua situação. Sei que a sua preocupação é razoável, mas aproveite a vida e não pense mais no assunto.

A mulher, igualmente sozinha, conversou com uma amiga, que lhe indicou um chá energético, o qual ela tomou e se arrependeu, pois perdeu o sono e causou o aumento da angústia pela doença.

Depois procurou uma segunda opinião.

A decisão é dela. Ninguém deve opinar nessa questão espiritual, essa decisão é íntima.

Vamos orar?

4 comentários:

Evanir disse...

Depois de um longo período de afastamento
retorno devagar e com o coração ceio de saudades.
Quando deparamos com problemas inadiáveis nos
sentimos um pouco frágil somente pela fé
muitas vezes continuamos prosseguindo .
Aos poucos se Deus quiser
e com certeza ele vai querer
tudo se resolve e assim poderei
continuar minhas visitas com menos espaço de tempo.
Obrigada pela sua amizade que só me faz fortalecer
em minha caminhada.
Um abraço carinhoso beijos , Evanir.

✿ chica disse...

Só com muita reza!! Problema grave, cabeças diferentes.Eu sei que não faria a cirurgia,rs...Sou rebelde nesses casos! beijos,chica

ONG ALERTA disse...

Médicos sæo robôs treinados....pena.
Beijo Lisette.

Célia Rangel disse...

Ah! Yayá... anos atrás me vi nessa situação! Esquivei-me de tudo! Optei por um excelente fisioterapeuta e Pilates e hoje vivo muito bem! Eu apontaria uma quarta solução que para mim foi sensacional!
Abraço.