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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A Estética de Adorno e o Carnaval

A Estética de Adorno e O Carnaval

     O Carnaval se mostra, inserido no conceito da estética de Adorno, numa forma segura, com conteúdo espiritual, dentro do conceito objetivo de libertação através das fantasias, à maneira desenhada em tecido usada em conteúdo musical tipicamente brasileiro.
     O Brasil não é o único país a comemorar o Carnaval, mas esse conceito de libertação das amarras da arte é fundamental aos nossos festejos. Durante o ano inteiro agem grupos de interesses que vão impondo conceitos, que não são necessariamente os nossos e, imperceptivelmente vamos aos conceitos estéticos que não traduzem a expressão nacional na sua forma pura em conformidade com a origem do país: a “Terra Brasilis”, indígena, em convivência com todos os outros povos do mundo.
     A libertação da estética não significa a liberação dos costumes, mas a libertação de tudo o que significa a arte tolhida em conceito amplo, permitindo-se somente a arte dentro de um padrão pré-definido e comercial, o que não deixa de ser um conceito que permeia a área da política da arte.
     O Carnaval permite que todos os períodos artísticos estejam num mesmo espaço e libertando-se mutuamente dos seus conceitos prévios estéticos na forma pedagógica de uma escola, de um bloco e de uma charanga.
     A estética é da fantasia, da música e dos festejos por todos os cantos do país. Lembramos, através do Carnaval, desde o período da antiguidade até os dias de hoje, tornamos públicos que os costumes mudam conforme a época e que tudo o que impede essa demonstração pública de libertação é ofensiva à liberdade estética para a qual o ser humano é destinado.
     Demonstramos, e diga-se, com muito esforço e dedicação de milhares de pessoas, que aqui é permitida a alegria, a música e a comemoração e, sendo assim, o mundo inteiro fica sabendo que isso é possível.
     Também não misturamos o conceito de libertação com a ideologia libertária, pois não pretendemos libertar nenhum outro povo, pretendemos mostrar que a libertação cultural existe em conteúdo, forma e prática dentro do nosso país.
     O Carnaval, na sua expressão individual, liberta o indivíduo de conceitos que poderiam não ter sido entronizados, muito a contragosto, outros com as sutilezas do cotidiano, que nos obrigam a seguirmos conceitos rígidos e, muitas vezes são esses conceitos rígidos em excesso que nos fazem bitolados e sem perspectivas de criatividade. O ser humano precisa da criatividade para se desenvolver e o Carnaval é uma oportunidade para pensar onde está a falha da nossa criatividade na busca das soluções dos nossos problemas, quando a falha é o enrijecimento das nossas ideias em relação aos nossos problemas.
     Para criar esse texto assisti televisão e alguns desfiles de escola de samba. As festas na Bahia são melhores para quem pode cantar e extravasar a sua alegria aprendendo as letras das músicas. Mas como eu gosto de tocar mais do que cantar, enfim pratico essa libertação do meu jeito. Espero o feriado terminar.
     Boa Terça-feira de Carnaval para vocês!

    
    

      

2 comentários:

Élys disse...

Gostei do que escreveu...Uma bela crônica sobre o carnaval.
Um abraço.

Célia Rangel disse...

Sempre uma lição com grande reflexão em suas crônicas, Yayá! Obrigada!
Abraço.