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domingo, 28 de dezembro de 2014

Espelhos? Crônica do Cotidiano

Espelhos? Crônica do Cotidiano

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Domingo, cidade, Shopping.

Eu me apronto para sair depois do lanche, e, no corredor, algo inusitado.

Uma moça me olha profundamente com jeito zangado.

Distraidamente eu me observo e verifico que está tudo em ordem comigo. Olho para ela e está tudo em ordem com ela.

Com um lampejo de raciocínio eu me observei melhor. Olhei para a moça atentamente.

A estampa muito parecida dos vestidos, o cabelo igual, o tipo de maquiagem igual.

Ela caminhando na direção oposta à minha.

Antes de cruzarmos em direções opostas, nos olhamos e nos observamos dos pés a cabeça.

Ela medindo por volta de um metro e oitenta de altura usava sapatilhas e, eu completando a altura com sapatos e saltos.

Ela olhou para o comprimento do meu vestido e eu para o dela. A moça de vinte e poucos anos de idade tem direito ao vestido mais curto. Eu até que estou gostando desse comprimento ligeiramente abaixo dos joelhos, está na moda.

Mas, o estilo de ser pareceu-nos semelhante.

Ela com a cor de quem voltara da praia e eu com a cor de quem precisa ir à praia. Não interessa o detalhe porque eu gosto tanto de sol e pele dourada quanto ela.

Pareceu-me que ela sentiu-se com mais idade a me ver com um vestido de estampa semelhante ao dela. Ela me olhou como se dissesse que aquilo foi estranho.

Para ser exata, eu também achei estranha a coincidência.

Por momentos pareceu-nos que éramos mãe e filha e que eu a estava cuidando.

Quando mais jovem, talvez eu olhasse para uma senhora que usasse algo com a mesma estampa que eu da mesma maneira.

Se a moça se sentiu mais velha, eu me senti retrógrada.

Cruzamos os nossos caminhos e enquanto passamos lado a lado não nos olhamos.

Mas quando eu desci pela escada rolante eu a olhei mais uma vez.

A moça também me olhou. Olhávamos os detalhes na cor verde-água dos vestidos, uma da outra, nos certificávamos que eram diferentes.

Não havia mais ninguém no Shopping com vestidos semelhantes.

Imediatamente olhamos para os nossos caminhos e não mais olhamos para trás.

Que sensação esquisita!

Um comentário:

NeusaMarilda_Lavienrose disse...

Gostei da leitura. Já vivi algo quase semelhante. Aplausos pelo texto e desejo-lhe Feliz 2015 ao lado de seus entes queridos.Bj