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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Essa me Foi Contada/ Crônica do Cotidiano

Essa me Foi Contada/ Crônica do Cotidiano

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Essa me foi contada. As moças tinham entre dezoito e vinte e um anos. Vieram passar as férias em Curitiba.

Havia uma festa na cidade e elas foram arrumar o cabelo e as unhas.

No caminho entre o salão de beleza e a casa dos parentes onde estavam hospedadas, souberam que um dos seus amigos não estaria presente à festa.

O jovem, amigo delas, que tinha por volta de vinte e cinco anos, havia morrido.

_Morreu do quê?

Elas não conseguiam sequer imaginar a situação. O jovem estava andando pelo centro da cidade, tropeçou na calçada, caiu, bateu a cabeça e morreu.

Simples assim, estupidamente assim.

A moça mais velha, que contava o bate-papo com ele durante a festa, ficou sem saber o que pensar.

Talvez tenha sido ela quem me tirou essa espécie de vampirismo que permeia a minha cidade.

Nenhuma doença é lazer e nenhuma morte é prazer.

Não se vive em função de busca de doença. A prevenção é boa, mas desde que não se torne uma mania mórbida.

Todo o conceito filosófico de vida criado a partir de uma festa que não teve graça para uma das moças ensina e muito.

Se nada o impede de comer um pedaço de bolo e você tem vontade de comer, coma. Amanhã você poderá ter diabetes e não comerá esse pedaço de bolo.

A bebida alcoólica traz junto com a ressaca, a tristeza. Não vale a pena falar com quem está de ressaca.

Aproveitar o momento que se tem, repetindo o pensamento de outras crônicas, é o melhor a fazer.

Se eu tenho algum objetivo nessas repetições em textos diversos, é combater o vampirismo do lugar onde eu moro.

Talvez seja influência dos imigrantes, o país do Drácula, o país dos castelos mal assombrados, são culturas que interagiram com a mística do povo que estava por aqui e, transformaram a cultura de Curitiba.

Houve gente que, de tanto desgostar dessa cultura vampiresca chegou a dizer:

_Se eu ficar doente, que me tratem, pois o máximo que pode acontecer é a morte.

Assim mesmo.

_Não é essa a minha cultura.

Nessa época do ano, tem gente que gosta de saber de doenças. Esse é um passatempo ruim, não leva a lugar nenhum. Ainda se fosse para fazer alguma visita e levar consolo, mas não é.

Dentro de mim, deve haver uma psicóloga frustrada, porque eu amo mexer com elas, mas não tenho nenhuma intenção de ofendê-las.

Que as psicólogas descubram por que é que essa cidade é assim. Elas ouvem os problemas dos outros o dia inteiro, mas lucram com isso. Não as posso chamar de mórbidas, é profissão.

Aprender a viver bem também é não comer o doce açucarado quando se tem diabetes.

Calma, eu ainda não tenho diabetes. Os vampiros que fiquem na torcida.

Aqui se tem que tomar cuidado. Vampiro também lê. Os daqui são cultos.

Para alegrar os vampiros, digo que todos morrem.

Enquanto isso, vivemos para o bem, que o mal não vale a pena.

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Viver bem todos os momentos em que nos sentimos bem... Importa é estarmos bem conosco, assim penso eu. A minha psicóloga oculta endossa...
Abraço.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Yayámiga

Já pediste o meu novo livro para a morada indicada jmgradi@gmail.com que é a do editor? Se ainda não o fizeste, apressa-te antes que se esgote...

E deixa-me que te diga que psicólogas há muitas... Tu é que tens de te preocupar contigo; o resto são tretas... psicológicas :-)

Qjs