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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Um Caso Esquisito

Um Caso Esquisito

Kátia foi às compras. Escolheu o presente e, quando perguntou à vendedora se havia desconto para pagamento à vista, a vendedora chamou a gerente.

A gerente era nada mais, nada menos do que uma conhecida sua do tempo da mocidade.

Kátia percebeu e fingiu não perceber que eram conhecidas, pois haviam se afastado uma da outra e ninguém sabia o motivo. Perguntou do desconto.

A gerente perguntou o nome de Kátia e ela disse. A gerente a reconheceu e disse que estava feliz em vê-la.

Kátia olhou para ela intrigada. A gerente parecia feliz em vê-la, realmente feliz.

_Vamos nos encontrar e conversar, disse Kátia à gerente.

A gerente chamou a freguesa de lado e perguntou a ela:

_E a minha irmã?

Kátia ficou sem saber o que dizer. Aguardou que a gerente continuasse a conversa.

A gerente olhou com carinho para a Kátia e disse, com um sorriso triste:

_Por que é que a minha irmã interferiu tanto na sua vida? Diga-me se tem cabimento! Se nós sairmos, a minha irmã irá junto, mas ela irá junto para fazer mais uma das suas. Nós não sabemos por que é que ela age desse jeito.

A partir daquele momento a gerente contou o histórico da outra. A birra havia começado nos anos 90. Foi depois que ela fez amizade com um grupo de pessoas. Perguntou à Kátia se ela imaginava quem eram as pessoas.

Kátia imaginava. Nos anos noventa todos os jovens frequentavam os mesmos lugares e se conheciam.

_Kátia, você sabe se havia algo, algum motivo pelo qual ela fosse obrigada a se comportar como eles. Você lembra-se do nosso grupo e o quanto nós éramos de bem com a vida? O que foi que aconteceu?

Kátia não sabia. Lembrava que eram diferentes daquele outro grupo de conhecidos. Mais nada.

_Nós não sabemos se ela foi pressionada ou chantageada, buscamos até hoje uma explicação para essa birra até hoje.

Kátia desconhecia por completo a vida particular da irmã da gerente. Lembrou-se dos encontros desagradáveis naqueles tempos.

A gerente disse que o problema não eram aqueles tempos. Era a necessidade de ainda hoje.

_Kátia, com todo o respeito evite essa minha irmã. Ela já fez demais para você e nós não sabemos o motivo. O problema é esse: não sabemos o motivo!

Uma lágrima desceu pelo rosto da gerente.

A situação não poderia ser mais desconfortável. Mas, ao ouvir a gerente, Kátia lembrou-se de tê-la visto outro dia, do outro lado da praça.

Ambas não sabiam o motivo daquele comportamento. Kátia pensava consigo mesma no absurdo que era ninguém saber o motivo.

_Ela não te disse nada que pudesse indicar o problema?

_Nada. Lembra-se do meu pai? Ele a questionou, várias vezes, e ela dizia que era por diversão.

Kátia se emocionou. Ela estava no automóvel em frente à farmácia esperando um familiar que havia ido comprar remédios quando avistou no carro ao lado o pai da gerente. Ele estava com bastante idade e doente. Mesmo assim abriu a vidraça do automóvel dele para dizer “Fique com Deus”. Ela agradeceu essa bênção e sorriu. Havia sido o último contato entre ela e a família da gerente. Fazia mais de dez anos. Não teve coragem de contar a cena para a gerente.

_Não se preocupe, é difícil nos encontrarmos. Somos adultas e cada uma de nós leva a sua vida.

A gerente olhou para Kátia e disse que não era difícil. Ela, a irmã, gostava de saber da vida de Kátia como se ela a houvesse feito algum mal, ou, por causa dela, ela houvesse sofrido muito. Repetiu a recomendação para que Kátia a evitasse fosse do jeito que fosse.

Kátia decidiu por não mais pedir o desconto e ir ao caixa pagar. Pediu licença à gerente, disse da hora do almoço, que tomaria cuidado e pegou o papel do pedido para pagá-lo.

A gerente, ao vê-la com o papel do pedido para ir ao caixa, pediu por alguns momentos e assinalou o desconto.

_A gente se vê!

Abraçaram-se com ternura.

Tempos de Natal.

2 comentários:

Teresinha disse...

Navegando... cheguei aqui, para seguir!
Gosto de ler, de escrever... de fazer uma montanha de coisas que espalho, como posso, pelos meus 2 blogues.
Espreite-os quando puder!
Beijinho

Sor.Cecilia Codina Masachs disse...

Muchas gracias mi querida amiga, yo también te deseo una feliz Navidad.
Lamento no haber entendido tu relato, solo sé palabras sueltas en portugués.
Mil besos de ternura.
Sor.Cecilia