Lugares Bonitos

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Vespertino

Vespertino

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Talvez o estrago do gato seja lembrar-me da humanidade que há em mim.

O ser humano é um animal político.

Conversa dura e produtiva. O livro do passado precisava ser fechado para nos situarmos ao presente e ao futuro.

Algumas conclusões sinceras tais como não existe amizade quando permeia alguma relação de poder entre as partes. A amizade pressupõe diálogos francos e iguais, independentemente das condições financeiras de cada um, desde que não haja o poder a interferir nessa relação pessoal.

São posições políticas que assumimos no dia a dia em relação ao ambiente que nos cerca, composto de família, vizinhos, parentes e amigos.

Perguntada, respondi duramente. Por que é preciso dizer o que se pensa.

Teremos eleições e temos candidatos. Ainda teremos as convenções partidárias, mas alguns nomes estão claros. As chances de cada um dependem dos eleitores, mas também dos cabos eleitorais e dos apoios a serem recebidos.

Em princípio todos os nomes que estão aí têm chances na eleição. A eleição é uma resposta consciente, mas também emocional. Votar é saudável, é ajudar a melhorar o futuro de todos os cidadãos.

O atual governo pode se reeleger, mas o governador Eduardo Campos é muito bem visto por boa parte dos nordestinos. O governador Aécio Neves não começou a campanha oficial, ele ainda se mostra com cautela, como bom mineiro.

O atual governo está marcado com muitos acidentes de percurso, o que é uma desvantagem que se refletirá nas urnas, queira ou não.

Os políticos sérios estão atuantes e, a essa altura, devem estar compondo as suas bases eleitorais.

Os diálogos estão acontecendo e é um fator positivo. Desse diálogo, todos fazem parte, desde os banqueiros, passando pelos empresários e o setor público.

Acredito que os jovens devam pensar no futuro, porque eles mesmos daqui a pouco serão adultos e, a vida, não exatamente construída, para usar um termo contemporâneo, de utopias muitas vezes demagógicas.

A dureza da conversa não se restringiu ao futuro e, esse ponto é fundamental dizer para demonstrar como é que a vida funciona na prática.

Não me recusei a responder nada.

Em 1.964 eu estava com a minha avó enquanto a minha mãe e mais alguns parentes marchavam com Deus pela família e o meu pai e outro parente ouviam o rádio no trabalho para saberem das suas respectivas esposas.

Agora, continuo a história pedindo respeito aos menores de idade, e a conversa pula para quando eu me tornei maior de idade. Criança não dava palpite.

Em 1.984, eu cuidava da minha mãe que estava com um tumor, coisa que fiz até que pudesse ser operada. Assisti o movimento pela televisão e as eleições, no hospital, com ela.

Vesti roxo no impeachment do presidente Collor, pois a minha cidade não foi muito ativa naquela época.

Sou fã do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Os jovens precisam saber que uma eleição pode determinar se o dinheiro guardado no banco para os estudos não serão retidos em nome de algum plano econômico.

O voto é essencial, não existe sistema falido, enquanto se buscam soluções políticas para as situações que se apresentam.

Todas as possibilidades estão abertas para o jovem, mas depende dele. O protesto, de agora em diante, é tolice. O jovem pode se filiar em algum partido político e fazer algo de bom pela sociedade.

A dialética não resove todas as diferenças, mas através do diálogo, pode se chegar a algum consenso nessas diferenças. Acredito que o jovem é capaz de dialogar, é ele quem enfrenta as dificuldades da violência, das disparidades na qualidade no conteúdo do ensino e na consequente formação profissional.

O jovem pode argumentar que é difícil, mas foi difícil antes para os outros jovens e eles tentaram, ao menos tentaram.

Pode acontecer de votarmos mal, mas temos ferramentas para corrigir o erro. As ferramentas estão válidas e é questão da vontade do eleitor. Ninguém acerta todas as decisões na vida adulta e quando se pode corrigir, é melhor. Esse é o caso, todos podem corrigir os seus posicionamentos quando eles não ferem a legislação vigente.

Apesar de todo esse diálogo duro, é preciso não se esquecer de amar o próximo, porque é o outro quem permite a possibilidade da exposição das suas ideias.

Google, eu te amo assim como amo alguns banqueiros, empresários, jornalistas, donas de casa e por que não dizer, os religiosos também.

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