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domingo, 6 de abril de 2014

Compartilhar / Reflexão

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A conversa nem chegou a existir, mas a discordância houve.

De um lado, alguém falou que hoje em dia pode-se compartilhar toda a vida privada de uma pessoa porque a privacidade não existe, a tecnologia sabe o que quiser e que é tolice deixar de compartilhar qualquer acontecimento.

De outro lado houve o questionamento se esse compartilhamento é geral e atinge todas as pessoas ou atinge as pessoas conforme os interesses determinam. O próprio compartilhamento determinado por interesse foca a questão que interessa, ocultando todos os outros aspectos da vida privada da pessoa conduzindo o raciocínio de quem recebe a mensagem compartilhada a uma determinada conclusão.

A pessoa que defendeu o compartilhamento de toda a vida privada defendeu o seu ponto de vista, dizendo que esse compartilhamento amplo seria a defesa contra os interesses diversos.

O outro lado disse que além de não pensar necessário esse compartilhamento, essa atitude poderia chamar a atenção de pessoas mal intencionadas, o que contribuiria com os interesses em questão.

A qualquer momento algum fato privado da sua vida pode ser compartilhado por alguém que tenha algum interesse na questão, mas isso não significa que o ser humano não se resguarde e não se proteja do compartilhamento.

É um assunto complexo porque não se trata da invasão deliberada da privacidade de alguém, trata-se do compartilhamento das atitudes e pensamentos de alguém, seja por ela mesma, ou seja, por algum conhecido.

Outro dia alguém me contou que ficou aborrecido por ver o interior da sua casa divulgado na internet depois de um jantar. Esse é um fato que acontece no dia a dia, mas nessa foto havia um vaso de cristal tcheco estava entre os amigos e o proprietário, que não gostou de ver o seu vaso raro e caro na internet.

São os novos problemas da internet. A ética é questionada, pois todos nós nos tornamos paparazzi com os nossos celulares.

A foto salva no computador é uma lembrança, mas o compartilhamento dessa foto na internet é questionável. Sem boas intenções um abraço amigo se transforma num caso amoroso, um vaso de cristal tcheco indica a riqueza de alguém e assim por diante.

Os relacionamentos pessoais são abalados pelo compartilhamento.

Houve a concordância de não se conversar assuntos particulares pela internet. Os casais de namorados que usem o telefone ou o email para conversarem como se estivessem à vontade, as discussões corriqueiras entre marido e mulher, ou, pai, mãe e filhos, também não deveriam ser postadas ao Messenger e Hang out, que troquem emails.

Pela facilidade oferecida pela internet, nós nos tornamos preguiçosos e conversamos do jeito mais fácil, viva voz e ferramentas úteis da internet. Ninguém sabe ao certo com quem compartilha as suas conversas e, com essa atitude, fica mais vulnerável aos ataques de desconhecidos.

Um diálogo que se poderia dizer baseado numa mentalidade paranoica, mas real.

O fato é que não desejamos o controle da internet, nós é que temos que saber o que fazemos o que conversamos e como conduzimos as nossas conversas.

Ninguém quer que outros determinem o que pode ou não ser conversado pela internet, mas o discernimento é necessário. Todos nós usamos os computadores e todos rimos e choramos nele e por causa dele.

Nesse ínterim, alguém amigo analisou a minha atividade na internet e chegou a uma conclusão que não interessa a mais ninguém além de mim.

_Percebeu?

Comecei a rir porque a conclusão foi boa.

_Vamos praticar outras atividades!

Na medida do possível, não me oponho e acho divertido.

Pelos dois lados, a favor e contra a internet, as interferências reais aconteceram e, por sorte, ambas as posições são boas, mas divergentes nos aspectos abordados.

O fato significa que sabemos dos nossos amigos pela internet, sabemos se eles estão de bom humor e quais são as suas preferências pessoais.

Imagine-se que não sejam os amigos que nos veem pela internet!

Um comentário:

Sor.Cecilia Codina Masachs disse...

Mi querida Yayá, te doy toda la razón. Hemos de ser precavidos con nuestra privacidad, si una foto u otra cosa no deseamos que se sepa, con no hablar de ello o publicarlo, tendremos las espaldas cubiertas.
Por otro lado, es cierto que no todos los amigos de Internet, son amigos, por tanto hemos de ser cautelosos con quién y qué cosas
compartimos de nuestra vida.
Muchas gracias
Y te dejo un beso de ternura
Sor.Cecilia