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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Uma Questão Sociológica / Reflexão

Uma Questão Sociológica / Reflexão

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Faz alguns anos e outros ainda se farão, mas o país passa por uma profunda transformação cultural com o ingresso nas universidades brasileiras de alunos oriundos das cotas.

Ainda ontem presenciei uma cena que me deixou intrigada. Uma senhora bem trajada passou e cumprimentou uma atendente de loja. Deus os parabéns pelo ingresso da sua filha na Universidade federal do Paraná.

A reação da atendente foi séria, quase seca dizendo que ela não esperava e que para ela não faria diferença, pois a filha continuaria sendo filha amada, entrando ou não para a universidade.

O caso me chamou atenção porque não é o primeiro caso de filhos de pessoas humildes que entram na universidade. O outro caso foi diferente, a mãe logo arranjou emprego junto a profissionais da área onde o filho iria atuar.

Esse é um processo de modificação cultural que trará outros conceitos aos meios acadêmicos levando-se em consideração que essa inserção signifique apoio ou desapoio junto à política governamental no que tange aos nomes dos atuais mandatários do poder.

Esses jovens trazem consigo uma formação de hábitos e costumes, os quais não sabem efetivamente a que transformações pelas quais a sociedade passará.

A mudança é perceptível, mas ontem constatei que a maneira de expressar sensações e emoções é bastante distinta daquela a qual a sociedade estava acostumada anos atrás.

Não é fácil para ninguém o ingresso numa universidade. Alguns anos atrás se costumava chamar a família e os amigos para uma reunião festiva com salgados, bolos e refrigerantes e desejava-se sucesso nos estudos.

Presenciei também outra dificuldade quando dois conhecidos entraram para a mesma sala de aula: um vindo das cotas e, o outro, oriundo de família abastada. Não tive como intermediar a situação. Não poderia oferecer nada ao mais humilde que não pudesse ser considerado como influência. Não poderia sequer contar ao mais abastado da situação do mais humilde para não influenciar em nada a vida acadêmica de ambos.

Tem horas que o melhor a ser feito é não fazer. Ambos os garotos estavam muito próximos de mim e não quis influenciar ou interferir nessa relação estudantil. Resumindo, ambos estão encaminhados hoje, formados e com as suas carreiras em desenvolvimento.

Essa relação entre as culturas certamente irá modificar os nossos conceitos e a nossa visão de vida. São culturas diferentes, quanto a isso não há dúvidas.

No entanto, é necessário que os sociólogos e conhecedores das psicologias sociais nos ajudem a conviver com essas modificações, não somente enquanto processo e desenvolvimento, mas na interação que certamente se faz necessária fora dos meios acadêmicos.

Eu também cumprimentei a atendente:

_A sua filha passou no vestibular da Universidade federal? Parabéns! Que orgulho de mãe!

A resposta veio:

_Obrigado. O que você deseja?

O jeito de pensar, agir e de demonstrar alegria é diferente. Temos que ter disposição para receber esses novos costumes que trarão resultados práticos nos consultórios odontológicos, escritórios de advocacia, etc.

Chegou o momento de pensar nisso e pedir aos estudiosos das áreas sociais que nos auxiliem nessa modificação estrutural da cultura nacional.

3 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

A nossa sociedade vai sofrendo alterações a que não podemos impedir.
Uma dessas é a igualdade social em que os nossos meninos crescem. Cada aluno valoriza-se a si e é visto como o melhor ou ou o mais trabalhador.
Depois vão subindo na vida e afirmando-se pelas conquistas e méritos próprios.

Pena que a par desta transformação também se percam valores que eram marcas de um tempo e uma sociedade...

Célia Rangel disse...

Acredito na nova geração de valores, ainda que não os entenda muito bem. Seriam os novos ciclos? Os "novos pensamentos"? A pluralidade cultural e social darão conta desse raciocínio. Não tenho dúvida alguma.
Abraço.

Ivone disse...

Amiga Yayá, o tempo passa, tudo muda, não sei se é bom ou não o sistema de cotas, mas as reações são diferentes em cada pessoa, nem todos vibram na mesma sintonia!
Abraços apertados, desejo-lhe um bom fim de semana!