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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Escola de Rebeca Methodo / Reflexão

Escola de Rebeca Methodo / Reflexão

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Mais um livro salvo. Um livro de música, chamado Escola Rebeca Methodo veio até as minhas mãos. Alguém que começou os estudos de violino e parou. Mas o livro contém os acompanhamentos para piano e me perguntaram se eu queria o livro.

Salvar livros é boa ideia e me apraz quando posso adquirir algo que me trará sabedoria.

O nome Rebeca ecoava em meus ouvidos durante o caminho da volta.

Rebeca, a mulher que permitiu Jacó. Rebeca, a personagem que se transformou em polêmica infinda. Rebeca, cujo nome significa aquela que une.

Ao permitir que Jacó se apresentasse a Deus, Rebeca fez o Rei e o terceiro patriarca, conforme o Gênesis.

Uma permissão que, segundo o livro do Gênesis, mudou a história da humanidade. Uma permissão não permissiva, uma permissão dentro do poder de decisão dela, Rebeca.

Atrás dessa permissão o poder terreno existiu. Por detrás do trono está Rebeca e o poder conferido a Jacó não é senão o poder da sua educação aos filhos. Esaú não foi homem sem poder, mesmo não sendo tão poderoso quanto Jacó. Rebeca era a rainha oculta, aquela que permitia isso ou aquilo. Não sem ousadia, mas também sem máculas nessa permissão.

A outra Rebecca também veio à lembrança. A Rebecca do livro de Daphne Du Maurier, que polemiza com o livro A Sucessora, de Carolina Nabuco, cujo livro foi tema de novela no Brasil.

Que mulher é essa que se transforma em sucessora de um poder que não conheceu? Essa Rebecca que, mesmo depois de morta, governa a mansão através de um retrato, ao qual, a maioria dos serviçais obedece à memória das coisas que ela gostava ou, dizia gostar. O mito maior que o ser humano vivo e presente submetido às ideias de como seria o perfeito, nesse caso, a sucessora perfeita para a mansão.

Volto-me ao livro de música onde o piano acompanha o violino: Escola de Rebeca.

A Rebeca é o violino e o piano, o instrumento que acompanha o violino onde há a menção e o permitido.

Ilações às vezes não passam de pensamentos entre um semáforo e outro, mas algumas perguntas, a partir de hoje, precisarão de respostas.

Quem ou o que determina o que é permitido ou proibido? Essa é uma pergunta que devemos nos fazer e buscar as respostas adequadas. Que interesses ou poderes hão por detrás de uma permissão?

A que mitos estamos sujeitos sem que haja vontade? Porque existem mitos aos quais estamos sujeitos. Enquanto a idolatria diz respeito à adoração de algo, o mito é deidade invisível que pode modificar parâmetros de vida sem nada que o justifique.

O permitido não me chamava atenção, agora chama.

Quem me permite reclamar ou a quem é permitido reclamar de alguma situação? Quando e sobre o que?

Coincidência de ouro foi essa que me aconteceu hoje, é tudo que posso dizer.

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Que bela aula, Yayá! Na sua filosofia histórico-musical aprendi muito de cidadania!
Abraço.