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sábado, 27 de setembro de 2014

Sobre os Problemas que Não se Tem / Reflexão

Sobre os Problemas que Não se Tem

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Conforme me disse uma amiga, às vezes penso demais, leio demais, o que também pode ser um erro.

Num dia de chuva miúda, como o de hoje, segui o conselho da amiga e não li e descansei e nesse descanso, foi impossível não pensar e refletir.

Pensei nas obrigações da semana que se segue e nas compras de supermercado, essenciais.

E veio a ideia dos problemas que não tenho, porque pude deixar as compras para outro dia, porque o supermercado fica lotado de gente durante os finais de semana.

É nos supermercados que se percebe a vida dos outros tanto quanto os outros percebem a minha, como se fosse uma vitrine dos problemas de cada um, ao serem feitas as compras.

Somos iguais e diferentes em nossos problemas, vemos as soluções dos almoços de domingo, que variam de família para família.

Temos problemas diferentes e problemas que, simplesmente, não temos.

Um exemplo bastante simples dos problemas que não temos: nessa hora em que escrevo tem muita gente preparando a sobremesa preferida de alguém. Agora, direcionando o problema ao ponto de vista particular: eu prefiro frutas na sobremesa. O problema da sobremesa não é meu, eu não tenho esse problema.

Mas é um problema que eu posso criar a qualquer momento. Vem à cabeça aquela antiga frase que aconselha a não criar problemas onde eles não existem.

Agora, divagando sobre os novos problemas, qualquer um de nós pode, a qualquer momento, criar problemas para si mesmo de livre e espontânea vontade.

Independentemente dos problemas que aparecem e das decisões a serem tomadas para solucioná-los, por exemplo, de novo, quando uma lâmpada queima e precisa ser trocada e compramos a lâmpada e a trocamos, qualquer um de nós pode inventar motivos para passar horas na cozinha sem necessidade, gerando um cansaço desnecessário e, até mesmo, um desânimo na conversa rotineira com a família.

Eu sei que parece tolice, mas temos que cuidar com os problemas que inventamos, existem outras maneiras de nos resolvermos sem criarmos novos problemas.

O problema novo pode ser gerador de outros problemas.

Mais uma vez, por exemplo: e se ninguém gosta da sobremesa que levou horas para ficar pronta e diz que preferia uma salada de frutas. Dentro de casa as famílias são sinceras e dizem o que pensam e talvez, estrague o durante humor durante o resto do dia não só para quem preparou a sobremesa, mas para quem disse que ela não foi a melhor ideia e se chateou por dizer o que pensou após tanto esmero por parte de quem a preparou.

É um desperdício criar novos problemas, desperdício do bem viver; são problemas evitáveis porque não os temos.

Enquanto escrevo me convenço de não ir ao supermercado lotado, não quero novos problemas.

4 comentários:

Vieira Calado disse...

Por vezes é bom não pensar em nada!
Saudações poéticas!

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Penso que é essencial não criar problemas onde eles não existem.
A isto chamaria:
-Saber viver.
Porém sabemos que a maioria das pessoas não se desliga dos problemas.
-Preso por ter cão e preso por o não ter...

Célia Rangel disse...

Saber viver... Saber desligar-se... Saber desfrutar os bons momentos sem sobrecarregar-se com mesmices!
Abraços.

Jossara Bes disse...

Oi Yayá!
Ah! Como é difícil se desvencilhar da rede "coisinhas" que criamos no dia a dia!
Relaxar a mente é um santo remédio!
Precioso texto!
Felicidades para você!