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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Categoria Sênior / Arte

Categoria Sênior

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Nós não precisamos de políticas para a inclusão da categoria sênior, adultos com mais de quarenta anos, nas artes. A política não será eficaz se a mentalidade da população não estiver predisposta a aceitar a arte como parte integrante da vida social.

Na cidade onde moro, temos um problema social, que é considerar como inadequada a participação da manifestação artística oriunda de adultos. Aos adultos cabe única e exclusivamente a prática de esportes, numa mentalidade provinciana e colonial, que exclui da boa diversão muitas pessoas capacitadas para esse tipo de sociabilidade intercultural.

Temos espaços e ambientes, lutamos para a modificação dessa mentalidade, mas encontramos outras dificuldades.

Numa cidade de sociabilidade escassa, onde os nossos queridos animaizinhos de estimação são os responsáveis pelos diálogos entre os vizinhos e o esporte é tido como a melhor maneira de se encontrar com os conhecidos e amigos, tem-se uma necessidade premente da arte e das suas manifestações, vista com descaso por grande parte da população.

O improviso não é a melhor maneira de se criar a ideia de que a arte não é a maneira ridícula do ser, mentalidade essa arraigada e de discutível conformidade.

De nada adianta a disposição de mostrar o valor da arte em toda e qualquer idade, se não for expressamente dita à intenção por parte de quem pretende chamar a atenção da comunidade para a importância dessa manifestação para toda a sociedade.

A comunicação é um fator complicador dessas atividades. As mostras não competitivas de função artística transformam-se em atividades inadequadas pela falta da comunicação correta ao público alvo, ou seja, os maiores de quarenta anos.

A arte é fator de desenvolvimento social e cultural, muito além do que se possa imaginar. O pior é se observar, que a falta dela, acultura a civilidade de uma cidade considerada próspera, como a que moro, Curitiba.

Numa cidade com aproximadamente um milhão de habitantes, contamos com as apresentações municipais, que é ainda pequena, geralmente num teatro para duzentas pessoas. Esses são números que representam a pobreza da participação artística da população, também um reforço para a manutenção da mentalidade tacanha acima citada.

A cultura não tem dono, é de todos; exclui fronteiras e abre as portas do conhecimento.

Continuaremos a chamar atenção dos adultos para os problemas da falta de civilidade. Continuamos participando das manifestações culturais, enfrentando os problemas graves da comunicação da arte como fator positivo, da manifestação artística como a expressão do ser social, não necessariamente em prol da comunidade, mas em prol do bem estar pessoal na convivência social num diálogo entre os diversos grupos dessa pirâmide numa convivência harmoniosa.

A falta da manifestação artística do ser é fator gerador de violência, da agressividade inculta, do aculturamento da sociedade.

A arte é necessidade intrínseca do ser humano e a sua manifestação é a realização das expressões contidas dentro ao espírito criador que todo ser possui.

2 comentários:

Armando Pinto disse...

A arte é um ar de graça, nas diversas variantes, que dão ser à vida. Como eu valorizo investigação histórica e literatura historiadora, por exemplo. Gosto sempre do tema, e ainda por estes dias refiro um caso, por sinal com ligações ao Brasil, quanto o caso de iluminuras.

Bem haja sempre.

http://longrahistorico.blogspot.pt/

vendedor de ilusão disse...

Concordo plenamente, Yayá! Nós não precisamos de políticas para sermos inclusos na categoria sênior. Deviam sim, os responsáveis, como bem disse, se preocupar em motivar e divulgar melhor as atividades artísticas, contribuindo assim para um melhor comportamento da sociedade de forma geral. Brilhante texto, parabéns! Pois, achei uma crônica fundamentada e verdadeira que representa a nossa realidade...
Abraço.