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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Medos / Psicanálise - Crônica

Medos / Psicanálise

Eu não sou psicanalista, mas amei a ideia: Folclore e Psicanálise.

A palestra fascinante sobre a origem do folclore, espontânea, vinda do meio do povo.

A origem dos medos, que todos têm, em maior ou menor grau, originadas também das sensações percebidas no útero materno pelo bebê, enquanto feto.

As imagens da tenra infância, até três anos de idade, que ficam na memória como que gravadas num disco rígido de um computador, acompanhando o indivíduo por toda a vida.

São imagens diferentes daquelas criadas e reforçadas pelo ambiente da educação da criança, tais como medos originados pelo ambiente escolar regido pela cultura do medo. Esses são medos identificados e corrigíveis pela negação consciente e paulatina do medo, um medo decifrado pelo portador.

Os medos inconscientes são os medos que a psicanálise trata.

No entanto, conforme o tema da palestra, todos podem verificar os seus grandes medos, porque o inconsciente conversa com o consciente, e, de repente, no meio de um filme, a lembrança de algo que te fez sentir medo é lembrada. Não é lembrada à toa, é lembrada para que você pense naquele medo e, a partir daí, reflita qual medo da vida adulta é originada dessa lembrança.

A distância cultural dos costumes foi marcante na diferença dos medos antigos, como o medo do bicho-papão, que, aliás, reforce-se, em particular, eu e o público em geral, que o bicho-papão não era permitido na minha infância. Se eu tivesse medo do bicho-papão eu não a teria assistido o filme, que foi de arrepiar os cabelos para as crianças.

Vamos exemplificar a diferença com a história contada durante a palestra:

A mãe dirigia o automóvel com o filho no banco de trás e, para distrair o filho, pediu ao menino que contasse a história dos três porquinhos.

O menino contou do primeiro porquinho e a mãe ajudou no final:

_A casa era de palha e o vento derrubou.

O menino contou do segundo porquinho e a mãe ajudou no final:

_A casa era de madeira e não suportou a ventania.

Como o trajeto até a sua casa estava no final, a mãe tentou encurtar a história:

_E o último porquinho, aquele que construiu a casa de tijolos e que a fez com muito capricho, o que aconteceu com ele.

O menino, seguro de si respondeu:

_Se deu mal também, porque foi o meu almoço de hoje na escola.

A educação de hoje é outra, mas há valores ainda a se preservar. Outro ponto a se discutir, incluindo as nossas tradições folclóricas. Gostei da sugestão de fazermos a festa do Halloween, a festa americana que é bem aceita no Brasil, com o Bicho-Papão e o Curupira, o protetor da floresta, entre outras criaturas brasileiras assustadoras e bem vindas enquanto formas lúdicas de lidar com o medo.

Outro ponto que merece discussão é a qualidade de sabedoria e conhecimentos gerais que as mães, ocupadas como estão pelas inúmeras atividades diárias, conseguem passar para os filhos na forma de alguns anos atrás, contando as histórias dos seus pais e avós. Esse lapso de tradição oral entre as gerações gera a perda da cultura, irrecuperável pelas gerações seguintes. Esse é um medo social, porque são costumes passados de geração para geração que ficarão perdidos.

Palestras são formas de contar histórias e sugerir soluções através das experiências da vida pessoal e profissional de cada palestrante.

Compartilhar ideias é uma forma de manter e atualizar conhecimentos.

Contudo, é antiético divulgar nomes de psicanalistas e eu não o farei. Espero que tenham gostado do resumo.

3 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Yayámiga

Abordas um assunto muito complicado que mete medos e mete psicanálise, relembrando sofás e Freud à mistura com a dor e o temor.

Mas, deixa que te diga minha Amiga issi resultou numa crónica bonita e bem intencionada. Gostei

Qjs

ricardo alves / são paulo,brasil disse...

Não existe "medos inconscientes"...
existe apenas medos que não tratados devidamente e conscientemente...
O ser humano devia parar de procurar ajuda externa e olhar para si e enfrentar sua realidade! Olhar o passado e buscar soluções por ele é inútil. Tratemos de avaliar o que nos aflige e mudemos as crenças que enraizamos no passado...tudo é consciente e não inconsciente...
Namastê!

Célia Rangel disse...

Yayá... causa-me tormento até hoje, os medos em mim incutidos na infância, com folclores mentirosos de personagens, que nunca mal algum fizeram. Os adultos, sim é que lhe impingiram tal preconceito na ação de "educar pelo medo" seus filhos! Gostei muito do seu texto. Excelente reflexão!
Abraço.