Ano Novo
Vamos ao Ano que Vem,
A maioria nesse trem
Querendo acreditar
Que é possível tal bem,
Multidão que vai e vem
E quer se festejar;
Tem gente boa também
P'ra gente se espelhar.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Ano Novo
Vamos ao Ano que Vem,
A maioria nesse trem
Querendo acreditar
Que é possível tal bem,
Multidão que vai e vem
E quer se festejar;
Tem gente boa também
P'ra gente se espelhar.
Quando Necessário / Grite - Reflexão
Sinto muito, e não sinto nada.
O elevador para entre os andares, apaga a luz, e fica sem ventilação.
Fazia tempo que não gritava. Gritei socorro.
Depois de uns dez minutos, abriram a porta.
_A senhora não foi educada. Pra que gritar, se pode esperar alguém perceber que o elevador está parado.
Fui educada:
_Por Deus!
Utilizando-me da aula na quel o ensinamento diz que pensamento não é pecado, mas palavra pode ser, pensei algumas coisas e disse_Por Deus.
Reaprendi a gritar, o que não significa nada de errado.
Tempo educativo é aquele em que se aprende muito.
A questão da prioridade de cada um é fundamental.
A minha é segurança, a do outro é confiança, a do outro é superação, a do outro é competição, e as prioridades precisam ser ouvidas.
As situações impõem as prioridades.
Prioridades antagônicas acontecem e as divergências também.
Entre quem está num elevador sem luz, ar e alarme desligado e uma portaria que quer a imagem de calma e harmonia, sinto muito, cada um na sua determinação.
As necessidades não podem ser reprimidas quando significam a anulação de si mesmo.
Agora há pouco ouvi um senhor dizendo que a sociedade precisa de advogados que leiam muito e falem pouco, que esses serão bem vindos.
A palavra é necessária, o argumento e a oratória são essenciais ao ser humano.
A palavra deve ser proferida em prol de uma proridade, seja qual for essa prioridade.
O silêncio da leitura pode trazer danos a uma sociedade carente de discussão, onde "quem pode mais chora menos".
E isto não ofende ninguém.
Grata pela leitura.
Neve Ficcional
Cuidar com o gelado,
A neve e o encasacado
Complicado e normal
Neste tempo abafado,
Divertido e enroscado
Deste ano ficcional,
Escrito e adivinhado,
Meio novela, meio real.
Temperamental
Parece que até o tempo
Tem seu temperamento
Num senso desigual
Desse conhecimento;
Um seu contentamento,
Ser temperamental
Nesse vão movimento
De não ser seu normal.
Feliz Natal, Canadá / Crônica do Cotidiano
Não faço a minha vontade, mas diante das expectativas, sou obrigada.
Não é pilhéria, são os votos sinceros de desejar Feliz Natal ao médico desconhecido do Canadá.
Vou levar aquela bronca pela postagem, na minha cidade mesmo. E mereço!
Num exame de rotina, uma médica disse:
_Esta mancha é Doença de Bowen e , se puder, peça para que se raspe a pele e retire esta mancha.
Sem pesquisa não faço nada.
Achei uma postagem médica:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.
Comprei diclofenaco 2% vendido livremente nas farmácias e apliquei três vezes ao dia durante trinta dias.
Envio as imagens da progressão desta minha história criativa:
A imagem da mancha original:
A imagem das primeiras reações da pele, devidamente mostradas a um médico, o qual disse que nunca tinha ouvido semelhante história.
Agora mostro a evolução, em imagens, desses trinta dias:
Concluído os trinta dias. Sem fazer absolutamente nada, alé de tomar banho normalmente, aguarda-se a descamação.
Vamos ao final da história, agora, depois da descamação, a mancha foi excluída da pele:
Como podem observar, a mancha, agora um desenho à lápis de cor, desapareceu.
Ocorre que arranjei um ajudante pouco talentoso para assuntos biológicos, e este ajudante aguardava pela infecção da experiência, o que não aconteceu.
Se tenho outros problemas de pele, neles não mexi, por questão de responsabilidade com os atenciosos e dedicados médicos que me atendem.
Esta postagem se tornou obrigatória pelo medo que causei dentro de casa.
Se preciso pedir desculpas, também preciso dizer que a inflamção subcutânea impediria a pele de sofrer uma raspagem sem que houvesse uma lesão infecciosa, pelo menos foi o que senti.
Digo a todos que estou bem, e que, tirando a descamação intensa que sofri e alguns outros problemas da velhice, além de aconselhar a não fazerem isto em casa sem um diagnóstico preciso e um acompanhamento médico, o diclofenaco 2%, agora vendido livremente nas farmácias, até aqui, foi de grande ajuda.
Para concluir, Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, Canadá!
Essa é a Ideia
Sem ideia
Por pensar
É uma ideia,
Plena ceia
É abençoar,
Panaceia
Que se leia
A salvar.
Zás-Trás
Basta gostar
Do que se faz;
Qualquer lugar
É tal lugar,
Quem se compraz
É a alma ao observar
E se espalhar
Num só zás-trás
Ponderação
Vejo vitrine,
Mas o que quero
É que me ensine,
Ou que me afine
Mais do que espero,
E não decline
De ser vitrine
Quando pondero.
Problema de Edição/Apaixonada Crônica do Cotidiano
Amigas são para qualquer hora do dia.
Eu não faria isso.
A jovem de trinta e poucos anos me olhou apavorada, e disse:
_O seu problema é o cabelo!
Mostrou o dela, pintado de preto, com escova progressiva, hidratado e brilhante. Complementou:
_Eu ajudo quem precisa!
Ela me emocionou. A esta altura do campeonato, alguém se preocupa com o meu cabelo!
Eu, com o comentário e o olhar que ela deu para o meu cabelo, mostrando o dela, muito bem composto, diga-se, acabei por me sentir apaixonada pelo dia.
Depois, terminou o diálogo:
_Não é fácil tomar essa atitude de chamar atenção, mas é necessário. O cabelo dela a prejudica.
Eu penso: _Como?
Preciso cuidar do cabelo.
Era de manhã, e já fiz a minha oração, conversando com Deus:
_ Como foi que o Senhor editou o meu cabelo? Seja como for que tenha sido, eu agradeço imensamente, porque eu precisava desse comentário.
Era de manhã, pois o meu celular madrugou, e começou a reproduzir os estudos gravados desde sempre, e às cinco da manhã acordei ouvindo estudos gravados há seis anos, e faz tempo que gravo os estudos.
À noite editamos, já que não sou Chopin.
Depois leio de novo a crônica, e espero não ter que editar. Agora vou literalmente me ouvir.
Grata pela leitura.
Um é Um
O tempo, não,
Obrigação
Ao seu quadrado
E essa atenção
Na sugestão
De um calculado,
Continuação
Nessa razão
De um ao quadrado.
Imaginação
Aquele jardim imenso,
Aquela cortesia
Em que se acreditava
Num tempo menos denso,
Com menos euforia
Por onde caminhava
O frescor, que era intenso,
Sonoro e assim ficava.
Deus e os Anjos
Acreditar
Se faz agir,
Certo é sentir
Que está neste ar,
Próximo a vir
O ser a influir
E angelizar
Ao senso, e intuir.
Natal
Natal por todo lado,
Jesus ao lado a lado,
Bonito de se ver
De tanto que é louvado
O Deus menino amado
Em todo amanhecer;
Nele comemorado
A esperança do ser.
Racional
Conforme se quer, não;
Existe a prioridade
Que manda na vontade,
E sensata é a razão,
Essa modalidade
Que a naturalidade
Obriga a convicção
A racionalidade.
Rotina Modificada
Carregar o celular,
Carregar, recarregar,
Calma e determinação,
Época de pesquisar
Preço e apreço por comprar,
E nem tudo é diversão,
Vestir e experimentar
Vem depois de caminhar.
Doce Algodão
Do desconforto
A esse conforto,
Doce algodão,
Parque que importo
Porque me importo
Com diversão,
Nesse chão aporto
Uma ideação.
Reflexo
Aprender a se ouvir
Com calma e respeitar
O que a alma diz, sentir
Dessa alma o seu sentir,
Sensação de calar
O humano referir,
É o espelho a refletir
Seu próprio contornar.
Ar / Momento
Segue o tempo,
Generosa
Ao talento
Sem assento;
Sente-o, ciosa
Ao elemento
Ar / momento,
Vai curiosa.
Domingando
Enrolada
No meu tempo,
E mais nada;
Enrolada,
Pouco vento
A este nada,
Abafada,
Fico e sento.
Trenzinho / Microcrônica do Cotidiano
Estava no Shopping quando presenciei a situação.
A jovem senhora esperava, junto ao carrinho de bebê com a criança de mais um menos um ano, o marido na entrada da escada rolante.
O marido veio em seguida, e ela perguntou: Então?
_Não vale a pena. Uma casa de Papai Noel e um trenzinho de brinquedo.
Ela disse que iria passear na passarela de luzes e a criança ficou muito feliz.
Pelo muxoxo que ele fez ao contar do trenzinho supus que ele, o pai, não caberia no trenzinho.
Voltei para casa de bom humor.
Perfil
Tecida em tela
Medida em fio,
Sem janela,
Sem avario,
Vê da janela
O dia em perfil,
Cor amarela
Nada sutil,
Quando encastela
Num aço frio
Um sol só dela,
De luz, macio.
Tempo Doido
Conversar, trocar opiniões
Do tempo de escolher feijões,
Faz falta ao meio informatizado,
Que é escrito, depois apagado,
Escreve-se dos apagões
De luz em meio a tantos borrões
Que, sem querer, é digitado
Sem pensar, o que é detalhado
Nessas tantas televisões,
Essas tais viralizações
Do que sequer é imaginado,
Louco tempo virtualizado.
Beco da Adoração
Agora,sim, espaço,
Lugar da imensidão,
De Deus vem esse abraço,
Que alcança a multidão
Que precisa de um paço,
Que é sua a compreensão
Desse todo, e o que é escasso
Contigo diz-se pão,
Alimento do passo,
Da fé e da oração,
Do alívio do cansaço,
Beco da adoração.
Cientificidade da Alma
Tem que ser diferente
Desse igual, substancial
N'alma, nela coerente
Consigo, e dela ciente
Do seu referencial,
De atitude presente
Ao eterno, mas latente,
Humana e universal.
Terapia
Por quê dizer
Que falta tempo,
Se o movimento
Vem por fazer,
Todo alimento
Requer seu tempo;
Depois comer,
Depois mais tempo.
Devocional
Continuamos a orar
Nessa época especial,
Daqui a pouco é Natal;
Não se pode ignorar
O ser que é sem igual
Além de bem e mal
No humano figurar
Santo, e devocional.
Conexão
Novamente,
Sempre nova
É a oração
Que a alma sente
E renova
Na canção,
Inteira a mente
À emoção.
Seria
Poderia ser,
E sorriria
Por não me ater
E o que fazer
Com que seria
Incomprender
A festa e o ser,
Seria, seria
Black Friday / Crônica
Fui ao shopping e vi a animação dos consumidores da quinta-feira, que aguardam por amanhã.
Pensei que fosse somente eu, mas tem mais gente com o pensamento nas promoções.
Amanhã o shopping abre às oito da manhã, e eu feliz com o meu descascador de legumes e a geladeira cheia de legumes.
São outros costumes que nos trouxeram a ideia da Black Friday, e parece que pegou.
Acontece que tem um costume que ainda não chegou por aqui, e que é uma ótima ideia: O Dia de Ação de Graças, o Thanksgiving Day.
O clima nos Estados Unidos é muito rigoroso em alguns estados americanos e a confraternização para valer acontece hoje, que é o Dia de Ação de Graças na América do Norte, porque no dia da véspera do Natal, dia vinte e quatro de dezembro, a temperatura pode ficar abaixo de zero, e a neve pode impedir as pessoas de saírem às ruas para confraternizar.
Por aqui se inaugura a época das festas e compras de final de ano.
No entanto, raciocino sobre este ano, que foi de muita pesquisa, estudo e apontamentos.
A reflexão principal no dia de hoje foi sobre os avanços da medicina, o bem estar e a certeza dos benefícios que a humanidade pode usufruir.
Os métodos de tratamento dos Estados Unidos e do Brasil são diferentes, e quantas horas pode se estudar sobre as estratégias usadas para se tratar de doenças.
Nos Estados Unidos não existe fila prioritária, e aqui temos a fila prioritária. Com mais de 65 anos de idade, no entanto, existem medicações que os Estados Unidos contraindicam. Aqui no Brasil segue-se a bula do remédio, onde consta a conveniência ou não de se ministrar essa ou aquela medicação para pacientes idosos.
Há nesse ínterim, uma outra convrniência, que é a daqueles que não podem fazer a confraternização no dia exato do Natal, e que poderiam fazer no dia de hoje. As pessoas tem as suas obrigações, e um Happy Hour no dia de hoje, facilitaria e muito essa época de confraternizações.
Em meio a tantas agitações e reflexões, vem o familiar e agradece ao pastor que ensinou a comemorarmos as duas datas, pois uma delas é boa, pode contar com isso.
Oramos e comemoramos com biscoitos o dia de hoje.
Enquanto data alternativa, é uma ideia proveitosa em todos os sentidos, pois em meio ao excesso de propaganda, paramos, pensamos, oramos e agradecemos por poder pensar nesse dia.
Para a turma do consumo, Boa Black Friday, paciência nas filas, nas compras, e atenção nas promoções.
Grata pela leitura.
Gratidão
Agradecer
A esta canção
De se fazer,
E ao se querer
Tempo e canção,
Reconhecer
Que se é outro a ser,
Por gratidão.
Outros Parâmetros
Se o dia medisse o tempo,
Descrevesse o não igual
De um aperfeiçoamento
Enquanto feito igual,
Mediria um sentimento,
Seria sensacional
Essa noção a um momento
Do surreal, ficcional
Quando esse pensamento
Tem seu consenso real,
Quase igual no talento
Do tempo, espaço e grau.
Libertação
Realização,
É o que bem feito
Faz bem ao peito
Cheio de canção,
Explicação
Meio que sem jeito
Vem com proveito
Do esmalte à mão
De um casarão
Como conceito,
Mais que perfeito,
Libertação.
Vidas Santas
Com doçura
Se acredita
Na ventura
Da figura
Que é bendita,
Na aventura
Da leitura
Santa e pura.
Clássico
Clássico, mas adequado
Ao espírito renovado,
Quando a noite é impressionante,
Beethoven está assobiado
Repetindo ao sol calado
Como se fosse um diamante
Num sol a mais pronunciado,
Necessidade constante.
Edição Escolhida
Sem frase ultrapassada,
O que muda é a palavra
Escolhida e desusada,
Porque a edição é datada
Pela época da safra
Que existia e era falada
Na escrita rebuscada,
Hoje simplificada.
Folha solta
Incrementar
O que é possível
Ao temperar,
E meditar
Sobre o que é incrível,
Não se salgar;
Compartilhar
Esse impossível.
A Alma e a Arte
Esse congestionamento
Para conseguir tempo,
Para sentir-se abstrato,
E caminhar ao vento
Ainda frio, espaçamento
Entre o pensar e o prato,
Espírito e alimento
De se fazer retrato.
Bom Guia
Obedecida
Uma missão,
A sensação
É agradecida,
De louvação
Pela missão
Oferecida
E à direção.
Assistência Técnica
Acredite
No que existe,
Mas insiste,
Não limite,
Que não é triste,
E o que é triste
Se admite,
É Deus diste,
Contrassenso
Silêncio meditativo,
Necessário e produtivo,
Ter um tempo p'ra pensar
Sem precisar de motivo,
Descansar a esse intuitivo
Momento e raciocinar
Que a pausar um objetivo
Se consegue continuar.
A Estrela
Iluminava a noite,
E os Reis a adivinharam
Enquanto guia e pernoite;
Naquela vã meia-noite
Que os céus humanizaram,
Porque Deus não era açoite,
E a luz assim os trouxe,
Pela estrela que os guiaram.
Livro de Poesia
Li Jó justificado,
Alegria de viver
O texto declamado,
E livre e vivenciado
Num poema a se escrever
Épico e otimizado,
Porque possibilitado
É esse eterno num ser.
Da Compreensão
Adaptação,
Não sei dizer
Dessa razão,
Da boa noção
Que é compreender
A situação;
Recordação
De bem viver.
Entre Mulheres / Crônica
Estava conversando sensatamente com uma senhora, mais ou menos da minha idade.
Zangada, perguntava o que estava acontecendo com as jovens, moças, que querem a responsabilidade como algo descartável.
A regra do jogo, para muitas, é : passa para o outro.
Talvez seja a crítica uma reflexão sobre a geração atual, mas pode ser verdade.
O mundo de hoje é complexo e subdividido.
O escapismo é mais fácil do que se arriscar a ser politicamente incorreto, mas, às vezes, é simplesmente impossível evitar uma situação.
Perdoem-me, mas aquelas pessoas politicamente incorretas são necessárias.
Por estes dias, orei e agradeci um xingamento numa conversa informal.
A outra, zangada, me disse que, se eu tinha alguns pontos físicos bem cuidados pela ginástica, o meu queixo parecia (...), mas como eu sou politicamente correta e cristã, não escreverei. Agradecida ao extremo pela frase mal pensada.
O mundo está de um jeito moderno, não se dizem mais coisas como essas a ninguém.
Moderno e absurdo, pois ontem, sem chamada recebida, pois o celular sequer havia tocado, recebo o plim do correio de voz.
Eu atendi a todas as ligações recebidas e não havia nenhuma ligação perdida. Liguei para a caixa postal, e uma voz disse: Eu te odeio e desligou.
Só Por Deus que o telefone não toca e deixa recado na Caixa Postal. A Caixa Postal do celular não ofereceu as opções de data e origem da chamada. Resta ignorar. Que Deus oriente ao conhecimento de Jesus.
Aquela senhora, da primeira conversa, é a que fica, pois nós somos acostumadas a geração anterior, e somos como pensamos.
As moças jovens se multiplicam em redes, e a gente acaba por conhecer muita gente, o que é bom. São de outra maneira de ser e viver.
Daqui a pouco O Google vai colocar um limite na agenda. Ou estou reiventando a lista telefônica.
Sinceramente, já preciso da Alexia para fazer buscas na agenda, e não sei se isso é profícuo.
Penso que foi a Alexia que se enganou de Caixa Postal, a vida virtual deve dar um trabalhão para ela.
A vocês todos que conhecem a Alexia, agradeço pela leitura.
Chave
A ideia é saber
Como vai ser,
Mas não se sabe
O que vai ser,
Como saber
Do antes que acabe;
Permanecer
É muito, é chave.
Alcance
A conscientização
Da configuração
Há enquanto busca a chance
Bem vinda da razão
Que vem da aceitação
Do devir, mas que avance
Nessa boa projeção
No futuro que alcance.
Possibilidade
O que se pode fazer
É relativo ao momento,
E que se possa fazer
Para que seja fomento
De um bem estar, vir a ser
Enquanto utopia do tempo
Do pensamento, conter
A infinitude do tempo,
Pois o amanhã está ao afazer,
A fazer planejamento
De si a fazer, e fazer
Do tempo o seu catavento.
Obviedade
Todo lugar
De adaptação
Vem desafiar
Uma ideação,
E planejar
Deixa a intenção
Sem questionar,
Porque é razão,
Porque é encontrar
A solução,
E esse somar
Diz decisão.
Escrita Macia
Mudada a lapiseira,
Som que ainda reverbera
Riscando o som, maneira,
No caderno que a espera
Eterna e grafiteira,
Desenha e apaga, gera
A vontade que queira
Como quiser, quimera
D'uma lista de feira
Na obrigação que impera,
E a brisa da palmeira
Quando nos diz quem dera.
Tempo de Arte
Forma maleável
Culinarista,
De um tempo afável,
E o tempo é ágil
E futurista,
Somente ideável,
Inseparável
Desse seu artista.
Voa, Voa
Enquanto faço
A opinião voa
Em cada passo
E acerto o passo
E o que não soa,
É um descompasso,
É um som escasso,
Mas volta e voa.
Introspecção
Introspecção,
Toda oração
A chuva acalma,
A reflexão
É a louvação
Eterna da alma;
Deus da intenção,
Deus de toda alma.
Gênesis
Dia da saudade
E da oração,
É a eternidade
Nessa saudade,
Ou vocação
Da humanidade
Nessa verdade
Desde a criação.
Círculo, Compasso e Estrela
Encontrado o formato,
O desenho, com tato
Segue desestressado
Naquela aula, de fato
Nessa aula d'um contato,
"Meu dez" vai relembrado
Da estrela até o estrelato,
O compasso vem girado.
Forma
Ter algo que fazer
Nesse tempo e estudar
E no estudo escolher
O formato de ser,
E querer melhorar,
Sem ao tempo se ver,
Porque o tempo a fazer
Não fica, é o caminhar.
Compensação
Compensação
É uma maquiagem
No coração,
Move a tensão
A outra paisagem
Com boa intenção,
Gira a emoção
E traz bagagem.
Ideal Compartilhado
O ser possível,
Essa criação
Verossímil
Tornar se á crível
Quando a ideação
Pensa o factível
Sobre o impossível,
E faz menção.
Num Canto Qualquer
Estruturar a agenda
E obter uma merenda,
Espírito e vontade
Que consegue uma tenda,
E que nele se entenda
Porque nele há deidade,
Sua infinita lenda,
Por vezes, realidade.
Realização
Poderia estar,
E a alegria é ser
E realizar,
E a se anotar
Em cada obter,
Recomeçar
A acreditar
E ao bem, querer.
Humano e Pasteurizado
Desconectado
E natural,
Modificado
E conceitual,
Tudo está ao lado,
Mas com manual,
Que num folheado
Sabe-se o usual,
Não o caminhado
Ou o dito dual
Do humano, igual,
Pasteurizado.
Enfeites
A surpresa,
Luz acesa
Que se enfeita
Na beleza
Da certeza,
Desta feita
Singeleza
Celta e enfeita.
Deu Problema no Cinema / Crônica
Falta de problemas é pensar no cinema.
O enredo e o filme são problemas de quem fez o filme.
Crônica de outro tempo e até tema de jornal foi a sessão de um filme, daqueles que fazem fila na bilheteria, e filas de bilheteria até hoje existem.
Aconteceu que num desses filme com grande público, no meio da exibição, arrebentou o rolo do filme.
Passaram-se cinco minutos e as pessoas, sentadas na poltrona, comentavam sobre a fila na bilheteria para a devolução do ingresso, pois algumas pessoas já se levantavam para sair da sala de exibição.
As luzes são acendidas. Lá de trás, da sala de onde o filme era projetado, houve o anúncio que o rolo havia se rompido e necessitaria de uma emenda, a qual, se bem feita, não tiraria mais do que uns dez segundos de filme.
O homem ainda aconselhou ao público a comprar pipoca enquanto aguardassem o remendo e o reinício do filme.
As luzes ficariam acesas conforme era a norma do cinema fora do horário de exibição.
O público, ou seja, as pessoas, tiveram reações diversas: uns foram embora, outros foram comprar pipoca, outros comentavam sobre o filme e que não o perderiam, pois os críticos haviam dito que era bonito de se ver.
No nosso caso, viramo-nos na cadeira, e observamos a correria na sala de exibição com fita adesiva e cola. Vimos as duas bobinas de filme, uma que ficaria enrolada na bobina e a outra que retrocedeu ao início do filme. Além do ruído das bobinas, vimos aquele pedaço do filme voltar até ao início rapidamente na tela branca e grande com as luzes acesas.
Depois da colagem feita, eles precisaram rebobinar aquela parte do filme num único rolo, pois o filme era composto de alguns rolos, que vinham na sequência certa, e sairiam de bobina chei para a bobina vazia.
Meia hora depois o filme recomeçou, o qual assistimos para não ter que voltar na próxima sessão.
Até hoje, ver omo eram as bobinas de um filme, a máquina de projeção, e a equipe que proporcionava a diversão de uma sala de cinema cheia valeu o ingresso, mas o filme ficou em dois capítulos: antes do problema com a bobina e depois da bobina, correndo livremente pela máquina de projeção.
Tais acontecimentos eram de outra época. Hoje, a única observação a fazer, e que presenciei, é a de que o filme não começa antes de um mínimo de ingressos ser vendido.
A moça do shopping já aconselhou a fazer um pequeno lanche enquanto aguardaria que os bilhetes fossem vendidos.
Acreditei que os ingressos seriam vendidos, e foram. Assisti o filme com um mínimo de ingressos vendidos.
O tempo é um contexto, e até mesmo os problemas do cinema são outros.
No entanto, pela televisão, aprendi a procurar as reprises e assistir filmes no horário que me sobra. Aquele filme Multiverso, ganhador do Óscar, passou no dia seguinte da premiação num canal de televisão. Nem sei se chegou a entrar em cartaz nas salas de exibição. Assisti na tv.
O problema do cinema hoje é a televisão, mas também a solução, pois quando não há público, a propaganda televisiva cobre o prejuízo.
Penso que linearidade cinematográfica passa por acompanhar toda a evolução, independente do filme ao qual se queira assistir.
Assistir um filme é uma boa ideia para um fim de semana.
Grata pela leitura.
Recanto
Um espaço,
Este canto
Que refaço
Passo a passo,
Um recanto
E o compasso
Que ultrapasso
Por encanto.
Edição Rara
A edição da partitura
Com detalhes na figura
Transformaram a noção
Musical numa pintura,
Como se fosse a doçura
De ler a composição,
E no entanto se afigura
Na alma essa transformação.
Contatos Diversos / Crônica do Cotidiano
Questão de personalidade, pessoas boas melhoram o ânimo e a vontade de ser melhor.
O fato é que muita gente faz a diferença na vida da gente.
De fato, Deus está na alma de muita gente, que aconselha, ou simplesmente é sincera e não desperdiça o momento de ser quem é.
O que uns fazem pelos outros causa admiração.
Resta agradecer a toda essa gente cujo espírito é autêntico e fala conforme pensa.
Responder a toda essa gente, não somente com palavras, mas com a autenticidade do espírito que nos move é fator de realização.
São frases que ecoam e nos obrigam a atitudes, e algumas delas impedem que o coração da gente endureça.
"Eu devo favor para aquela família, quando eu fiquei sem serviço, eles não me deixaram na mão". Eles pedem que eu acompanhe os seus passos".
O homem rústico deu o nome daqueles a quem ele devia favor.
_Obrigada. Vou para outro canto, respondi.
"A senhora sorriu ao ouvir a canção. Quer ficar e ouvir o show com a gente? É só pedir algum petisco e ficar enrolando na mesa. Pega uma cadeira e fica até o final do show na tv."
A jovem foi extremamente gentil, mesmo negociando lanches e refrigerantes à venda.
Infelizmente foi-me impossível não rir da letra da canção que se queixava da traição dizendo que havia deixado de ser "galinha" por causa dele.
Contudo trouxe o lanche sem ouvir o show, uma questão de autenticidade do meu espírito. Ri por engano.
Um outro moço perguntou se eu havia assistido o último capítulo da novela, e eu disse que não. Ele me contou com boa vontade o final da novela. Deus o abençoe.
Outro me contou do seu ofício com um tal entusiasmo, que foi perceptível a autorrealização profissional de alguém que já concluíra a universidade.
Se alguém assistiu ao filme no qual Deus dizia um homem que, se ele encontrasse dez pessoas boas, a humanidade seria salva do Seu extermínio.
Começo a semana com essa sensação, a de ter encontrado dez pessoas que valeram conhecer, e que a humanidade continuará existindo.
Desejo que cada um de vocês tenha tal sensação.
Grata pela leitura.
Brisa do Tempo
O argumento do tempo,
Chama-se prioridade,
Prioridade "cata-tempo",
Trocadilho e deidade
De todo dia e momento,
Sua necessidade.
Sem querer vem o vento,
Brisa da eternidade
Que pede desse tempo
A melhor prioridade,
E seu contentamento
Em fazer-se vontade.
Letra
Quem canta, entende
O vento a soar,
E a voz surpreende
Quando se estende
A sustentar
Ao que pretende
Se ouvir, mas tende
À letra, ao orar.
Discussão sobre Arte / Crônica do Cotidiano
Daquelas raridades no meu cotidiano, o que não é bom, hoje fui a uma exposição de arte com conhecidos.
Dali a pouco ouço a discordância e a indignação com a exposição.
Não havia nada chocante ou impactante.
A reação veio através da percepção que a arte trouxe ao visitante. Sentou-se num jardim e não se levantou antes de exprimir todo um conceito avesso àquela arte sob o ponto de vista ideológico e filosófico.
Discorreu os seus conceitos e os pontos observados na exposição que lhe trouxeram contrariedade.
Depois de ouvir a tese sobre a contrariedade, respondi que o artista era excelente.
De pronto veio a resposta:
_Um lixo.
Disse que se o artista havia conseguido tal estupefação em decorrência de sua obra, foi porque a exposição era provocativa, ou seja provocava um gosto ou desgosto ao visitante.
Sob o meu ponto de vista, ou percepção, achei a exposição intencional, pois pedia um posicionamento sobre a mostra.
Juntos calculamos o incalculável: o material, a taxa de exibição, o tempo de execução de cada peça, o marketing, a entrada franca, mas mais do que isso, a possibilidade de conseguir uma reação do público que por ali passava e observava.
Metade das salas me bastou, quando entendi que o local tinha mais possibilidades artísticas, e subi escadas e desci escadas, e me deparei com outras artes que aliviaram a mostra provocativa.
Refletimos que, mesmo numa exposição, não devemos estar colados uns aos outros, porque as sensações diante da arte diferem de indivíduo a indivíduo.
Gastei alguns minutos do dia nessa discussão profícua.
As conclusões sobre a exposição ficaram sem conceito, porque o dia continuaria e havia o que fazer depois da arte.
Cada um dos passantes voltou para casa com uma sensação diferente, afinal, ninguém é obrigado a ver quadro por quadro, mas que quer ver, pode e deve formular a sua teoria a respeito.
A crônica também fica sem conclusão, a não ser a de que ir a uma exposição de arte é um bom passeio.
Grata pela leitura.
Ao Ensinamento
Tempo de refletir;
Ao acordar e ao dormir
Deve-se agradecer
Que todo dia vem fluir,
Com sol ou chuva a cair,
Mesmo sem o saber
Caminho de luzir
Nesse vão compreender.
Criação
Intelectual
Ou conceitual,
Segue o exercício
Que é desigual
E nada usual,
Porque não é físico,
E desse qual
Se cria um início.
Pensar, Encontrar
Caminhar,
caminhei,
Sem parar.
Nesse andar
Planejei
Continuar;
Por pensar,
Me encontrei.
Aprendendo a Passear/ Crônica do Cotidiano
Preciso aprender a passear. Pensei que sabia, mas vejo que não.
As famílias estão comemorando este dia de forma inovadora, são pais, mães e filhos, ou mesmo famílias recompostas por outros motivos, cuja imaginação ou essa outra geração, superam as expectativas.
Essas famílias mudam de bairro e de rotina e aproveitam o dia junto a seus filhos.
Percebo algo que fez todos felizes. Os pais levam os filhos ao shopping, enquanto as mães se arrumam para lanchar, e pedem aos pais que o shopping não contenha muitos lanches porque elas querem lanchar e se divertir também. Outras famílias, aquelas que não passaram por modificações estruturais saem juntas o dia inteiro.
Enfim todos os quais estão com boa saúde, tiveram essa possibilidade, e participam dessa motivação, a qual não deixa de ser uma forma de conservar a criança que mora dentro deles, se divertiram.
Nenhum deles saiu da cidade, mas escolheram um lugar repleto de comodidades, sanduíches e sorvetes a preços razoáveis.
Este dia foi planejado o ano inteiro, um dia sem obrigações além daquela de ficar com as crianças e se divertirem.
Um senhor com a esposa e a filha, enfim eles passaram e disseram que valia e muito esse passeio feito na própria cidade. Segundo eles, com a economia feita, alugaram um cômodo com duas camas, e a filha dorme com a mãe na cama de casal, e o pai na cama ao lado, faz as contas do gasto e compartilha com elas, avisando o quanto podem se divertir. A esposa riu muito, mas disse que iriam lanchar. O marido disse para ela não se preocupar, que a conta era dele e que ninguém daria palpite no pedido dele para o lanche. Todos riram.
Ainda existem famílias felizes, com criatividade, e que podem ter algum passeio e não perder a esperança na futura humanidade.
Aprendo que passear pode ser na mesma cidade onde se mora, mas tem que ser num outro bairro, com padaria e supermercado, praça e possibilidade de comer algodão doce ou pipoca doce e salgada, e nada que possa ser perigoso para os pequenos.
Interessante é verificar que eles ficaram distantes dos demais familiares, do amigos, e dos conhecidos do dia a dia. Todos com a fisionomia de criança num dia de criança, a que eles, muito embora responsáveis por todo um planejamento, se divertiram igualmente.
Esse é um jeito novo de pensar, e vivido por algumas famílias, mas apreciei essa ideia sobre a qual escrevo de bom humor.
Grata pela leitura.
Enfeite
O dia pensado
Dorme acordado
Ao se deitar,
Que a noite é ao lado
E o sonho é alado
Sem se importar;
Vem enfeitado
Até acordar.
Outros Planos
Conforme o tempo sobra,
Alonga e se desdobra,
Segue o planejamento
Porque Deus o manobra,
E o ânimo se recobra
A cada pensamento;
E a gente colabora
E não sabe o talento.
Louva-a-Deus
Resgata essa boa gente,
Deus. Gente decente
Que é por ti, Senhor.
Por mim, vou contente
Em busca de gente
De quem és Criador,
E porque é premente
Prestar-te um louvor.
Notações
Espremo a agenda
Por querer tempo,
Tempo é uma prenda,
Brinde da agenda,
Divertimento
Que se faz lenda.
Numa legenda
De apontamento.
Sutileza
Desafio
A cansar,
Tricotar
Todo fio
Num dia frio,
E encantar,
Esquentar
Fio por fio
Nesse anil
De céu e mar,
De leve ar,
Ser sutil.
Microcrônica Tudo de Bom
Pela manhã, converso com Deus, e sei o que fazer no dia.
Hoje veio a pergunta:
_Como foi que se deu esta iluminação de hoje?
Respondi que esta é uma tarefa diária.
_Com você é assim que o dia funciona?
Respondi que sim.
_Resolva!
Tudo bem, disse.
Ainda ouvi que essa história de conversar com Deus funciona, só que tem que fazer o que é para ser feito.
_Faça! Concordo com Ele!
Tudo bem, disse.
Assim a semana começa.
Grata pela leitura.
Licença Poética
Semana intensa
Que se compensa
Ao deixa estar,
Quando se pensa,
Numa licença,
Poetizar
Toda a presença
Do caminhar.
A Nave do Universo Paralelo
Magie está fazendo o seu melhor, disse Joan para Archie.
Magie é engenheira e tenta fazer a nave do Universo Paralelo pousar.
A nave era para ser um teste espacial, mas abduziu pessoas comuns sem que os cientistas pudessem evitar. O teste de fazer uma nave para viajar através do Universo Paralelo fugiu ao controle da base espacial, pois lidavam com uma energia experimental, e foi então que aconteceu das consciências se unirem e passarem a experimentar o Universo Paralelo como parte da sua realidade.
Assim, aqui no Brasil, alguém pede para que o automóvel espere para sair da garagem, o motorista respeita o pedido, e, ao invés de gente, dois cachorros passam em frente ao portão. O homem agradece. Os cachorros não eram dele, mas o seguiam. Após passarem pelo portão aberto, foram em frente, e ao final da rua, esperam o semáforo abrir para pedestres e atravessam a rua. Tanto o motorista que esperou a passagem dos cachorros quanto o homem que era seguido por eles observam: um dobrando a esquina e o outro parou para observar a direção que os cachorros tomariam.
Nos Estados Unidos, dois músicos, ao ouvirem, que quando os caminhos cruzavam, era amor, por amor a música, um ano após ouvirem o gracejo, um cede um copo com água ao outro. Estado de consciência pura que era amor pela música: One-two-one-two.
Tudo o que acontece, acontece em segundos, e todos agem sem nenhuma crítica à razão pura.
Todos são absolutamente verdadeiros entre si nesse Universo Paralelo.
Poderia se dizer que seria medo, mas todos estão tranquilos sabendo-se participantes dessa nave.
Magie avisa que assim que conseguir trará todos de volta ao estado da consciência humana, e que os passegeiro precisam saber dessa modificação na vida deles. Eles estão na nave da consciência pura.
Quando voltarem a realidade estará modificada, pois houveram interações entre as consciências abduzidas pela nave do Universo Paralelo.
Magie mostra os planos e pede a colaboração e a compreensão entre eles sobre a existência vivida nesse Universo Paralelo.
Será outro o tempo, muito embora para eles, enquanto humanos, a forma física estará envelhecida, segundo os cálculos dela, em aproximadamente três anos.
Não se sabe ainda as consequências dessa experiência que fugiu ao controle científico, e todos devem ter consciência disso.
Distribuídos os avisos aos passageiros, ela os prepara para o pouso, para a dimensão não racional-emocional humana.
Deseja bom pouso, mesmo sendo ela uma das passageiras.
Archie e Joan se entreolham e aguardam o pouso.
Histórias de Viagem / Crônica
A viagem se repete enquanto penso.
O rio, o lanche, a picada da aranha. Ser picada por aranha em local diferente do nosso habitat é algo completamente diferente.
No dia seguinte, passeio de barco.
O auxiliar do barqueiro, que conversava com os turistas, perguntou o que havia acontecido com o meu braço e eu contei a ele.
Extremamente atencioso, enquanto atendia outros turistas, pesquisou nos órgãos oficiais o catálogo das aranhas e pediu que eu a reconhecesse.
Ao reconhecer a aranha, uma passageira pediu para ver a foto. Era médica e disse que eu precisaria ir até a farmácia comprar uma pomada.
Agradeci.
Nesse ínterim, alguns passageiros do barco olhavam para o senhor que atendia os turistas, porque ele tinha apenas um dente superior, posterior, e único.
Ao observar que alguns passageiros observavam o seu único dente, ele disse que era o único dente que lhe restara, e que todos eles tiveram um significado, e que quando fosse necessário, ele o extrairia, o que não era o caso.
Fui até a farmácia obedecendo a médica passageira do barco, e guardo a pomada como lembrança.
Cada vez que eu penso nessa viagem, eu reflito, parece que novos dias mágicos acontecem.
Impossível não rir com as frases ouvidas, mesmo sendo para levar a sério, mas pela espontaneidade e o medo ou espanto que causam pegam a gente de surpresa.
Que protesto maravilhoso:
_É o meu primeiro dia nesse emprego e eu não vou enfiar a faca (bisturi) em ninguém. Sabe o que procurar um bom emprego? Mandar currículo atrás de currículo e esperar uma resposta positiva de um profissional de saúde?
Apoio essa moça incondicionalmente, por razões óbvias,
Resolvida a questão do bisturi, caminho para sentir o vento e a vida enquanto vou até a farmácia.
Muito provavelmente picada de inseto, o que justificaria esse tempo todo depois da picada de aranha me incomodando com dois furinhos.
Enquanto caminho, estou no barco, o barco joga mansamente pelas águas de um rio.
Chego até a farmácia para as compras de rotina.
A atendente da farmácia disse que o que eu queria estava em falta. A diferença no atendimento foi que ela olhou bem e disse:
_Mais duas quadras e a senhora consegue comprar. Ensinou o caminho e assobiou, ensinando:
"Vira aqui, gesto, assobio, depois vira ali, gesto, assobio, e pronto, achou."
Obedeço a atendente da farmácia e consigo o que preciso comprar.
Ao caminhar sinto como se tivesse saído de um mundo de andróides e encontrado seres humanos.
Humanos, como um barco que navega num rio devagar e com boa vontade, com um velho marinheiro com histórias pra contar, como a juventude dessas moças querendo ser prestativas, como a brisa leve que trouxe exercício e alívio.
Semana cheia de história, cheia de gente, que faz pensar que a humanidade está nesse barco, e que podemos esperançar as pessoas.
Grata pela leitura.
Grata pela leitura.
Boa Questão / Crônica
Questão de saúde, igualmente, mas diferente, com um final que permite questionar.
A semana está boa para conversas diversas, e com a temperatura amena, a gente sai como se o verão tivesse chegado.
Num ambiente lotado de mulheres, as conversas, os telefonemas, as avós e bisavós, enfim, todos estavam animados pela quantidade de gente com tempo para se sentar e conversar sobre temas diversos, e observei que algumas delas já compram presentes de Natal, a fim de não salgarem o preço da festa.
Em meio a multiplicidade de conversas, disse que uma amiga faria falta neste final de ano.
O que aconteceu, perguntou a outra mulher.
Aquela mulher contou que a amiga havia falecido.
_Como? Do que? Ela tinha só cinquenta e poucos anos.
Conforme ouvi, conto para vocês.
_Bem, a Maria tinha artrite reumatóide e tomava remédios para as dores constantes.
A outra antecipou-se:
_Os remédios fizeram mal?
A resposta foi não, mas ela ficou com gastrite devido aos remédios, mas precisava dos remédios porque as dores da artrite eram muitas.
Assim continuou:
_Nesse vai e vem aos médicos, ela fez um exame e descobriu que tinha ruptura de um ligamento e foi obrigada a se submeter a uma cirurgia para corrigir a situação.
A outra, antecipou-se novamente:
_Ah, a cirurgia não foi bem sucedida.
A resposta foi não novamente. Fez um gesto que pedia para a outra ouvir a história até o final.
Continuou dizendo que a cirurgia foi bem sucedida, que a Maria foi para casa e teve o repouso que precisava.
A outra, agora, ficou impaciente.
_Foi tudo bem, mas ela morreu. Quer contar de uma vez, exclamou.
A outra disse que contaria.
_Durante o retorno ao médico, que refez os exames e relatou que a Maria estava liberada para exercícios rotineiros, mas leves. A Maria perguntou ao médico se ela poderia ir para a praia, pois era um lugar plano e poderia caminhar pelas manhãs e se exercitar sem fazer muito esforço. O médico gostou da ideia e a liberou para viajar.
A essa altura, todos em volta estavam ouvindo a história para saber como a Maria tinha falecido. Toda a atenção do lugar era para a história contada.
_Maria fou à praia e fez dois dias de caminhada pela manhã. No terceiro dia, teve um desarranjo intestinal forte e foi até o posto de saúde local para verificar do que se tratava. No posto de saúde foi constatado que Maria havia contraído "Zica". Fora picada por um inseto contaminado.
Para terminar a história, Maria ficou desidratada, foi levada ao hospital da região e não resistiu e faleceu na cidade aonde havia o hospital.
Eu poderia questionar infinitamente os problemas do litoral, mas creio que é mais útil ao leitor saber de tal risco.
O calor e as chuvas, o mosquito, a falta de higiene com a água parada e, por que não, água parada nas latas de lixo.
Ao escrever, pensei que seria uma boa questão, e que os veranistas não deixem de usar os repelentes, essenciais na bagagem.
Grata pela leitura.