Lugares Bonitos

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A Volta dos Que Não Foram / Reflexão

A Volta dos Que Não Foram / Reflexão

     Não se pode querer a volta dos que não foram, frase essa dita inúmeras vezes por um professor de português do ensino fundamental, que alguns acreditam ser possível.
     Eu, que até agora considerava a frase uma boa piada, percebo que não é.
     As realizações a serem feitas, que surgem, na vida de cada um conduzem a caminhos inesperados. Sem que haja, de propósito, qualquer afastamento deliberado de algum lugar ou de pessoas com as quais a gente costumava conviver.
     Não há volta quando não se foi a nenhum lugar, a terra girou e, é bom saber que a gente tem novas obrigações a cumprir. Novas obrigações não significam necessariamente, melhorias, são novas atividades, que podem ser boas ou não, mas devem ser cumpridas.
     O problema, cá nesta mesa, está me deixando triste, porque é impossível conviver com todas as pessoas que eu conheço e quero bem.
     Uma amiga, poetisa, ficou olhando para mim na fila do supermercado. Olhou e ficou sem jeito e, na hora me deu aquele branco e eu não consegui chamá-la, mas também porque ela estava pagando as compras dela e eu não achei o momento propício para perguntar da Biblioteca.
     Não tenho mais disposição para exposição em redes sociais, prefiro ler ou ocupar-me com música. A rede social é um mundo imaginário, nós não podemos brincar de faz de conta quando há muito a se fazer.
     Tenho um baú de partituras e gosto de mexer nesse meu tesouro de vez em quando.
     Os conhecidos que se apresentam em espetáculos mandam email, os trios, quartetos e conjuntos musicais são organizados e mandam notícias e vídeos no Youtube para serem assistidos. São todos excelentes, desde os voltados às músicas antiga, clássica e moderna.
     É engraçado como não se tem como voltar para onde não se saiu.
     A vida é dinâmica, pelo menos quando as coisas estão dentro de certo padrão de normalidade.
     Sinceramente não sei quanto aos que me leem, mas temos ultimamente a televisão para assistir e sabermos as quantas anda o nosso país. Assisto o suficiente, apenas o suficiente para não perder o fio da meada.
     As necessidades alteram os caminhos, a cultura também, as orações são feitas e conversadas.  Tenho conhecidos que me contam de alguns temas dos encontros semanais dos estudos. Aqui faço um parêntesis: o meu propósito de ler a Bíblia inteira este ano está em plena e não frequentarei estudos sem ter lido o livro sagrado.
     Músicas novas, livros extras e, o supermercado está em dia.
     Ou seja, não é possível voltar. Mas há muita gente que pensa que é e não é.
     Acredito que também faça parte de todo um conjunto de situações como o trânsito lotado, os horários, as tarefas diárias e, enfim, o dia corre.
     Escreve-se sobre tal coisa porque se acredita que outras pessoas estejam nessa mesma situação e que ninguém deve ficar aborrecido com ninguém em consequência da realidade do cotidiano. Faça o que precisa ser feito.
     Os caminhos são diversos e nada se sabe sobre isso, mas já começaram.
     As más línguas dizem que o calor é para que a gente vá se aclimatando com as novidades. Novidade não é volta. É novidade.

     

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