VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Serviço para Turistas / Crônica do Cotidiano

Serviço para Turistas / Crônica do Cotidiano

clip_image002

Vejam a surpresa na hora do lanche, num cotidiano riquíssimo de ideias novas.

A maioria das mesas tem quatro lugares e, sento-me geralmente em mesas livres.

O cavalheiro e a esposa interpelam-me:

_Quantas pessoas estão à sua mesa?

É óbvio que em lugares populares e lotados dividimos a mesa com quem chega e quer um lugar para se alimentar sossegado.

Dali a pouco chegou o filho e, pronto, estava eu compartilhando do lanche de uma família.

Que experiência maravilhosa, eram avaliadores de estabelecimentos comerciais que vendem lanches.

As empresas, tais como lanchonetes e restaurantes, recebem etiquetas especiais a serem identificadas pelos turistas.

Não eram da vigilância sanitária e nenhum órgão de fiscalização; eram apreciadores dos sabores oferecidos em preço, quantidade e qualidade.

Assisti Ratatouille, mas nunca tive a ideia de como funcionava na vida real. Eles realmente vão a todos os restaurantes e lanchonetes e, disfarçadamente observam como é que os alimentos se encontram nas cozinhas, a forma como os pratos são preparados e se há algum prazer na refeição pelo ambiente proporcionado aos fregueses.

Contavam de alguns locais de alimentação e comiam normalmente.

A conversa era animada e, de certa forma agradável, mas quando falaram das moscas encontradas noutro local em que estiveram, mostrei que não gostei.

Eles me olharam como se eu estivesse errada, pois eles vão aos lugares com ou sem moscas, esse é o trabalho deles.

_A realidade é pior que o filme.

A cada garfada, um comentário.

Foi sensacional porque não imaginei encontrar justo o personagem avaliador de Ratatouille, disfarçado de família e à mesma mesa. Não abri a boca para falar, embora a minha alface tenha sido observada criteriosamente. Foi tão bem observada que a senhora pediu um prato repleto de alfaces. De fato, são rigorosos.

Por que alguns donos de lanchonetes são tidos como ratos, não convém explicar muito, embora tenha concordado com a ideia homem-rato. Numa metáfora poderia se dizer que eles roem a freguesia exatamente como, no filme, o ratinho ocupa o lugar do antigo dono do restaurante.

Os turistas estão garantidos com a sua alimentação porque eles estão cuidando de tudo. Nem imaginando, eu sonharia com essa situação gourmet popular.

O cotidiano vale ouro, quem sabe valha a taça também.

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Pois então, Yayá a minha mais nova experiência no setor lanche natural dentro da lanchonete de um hospital foi horrorosa... Essa família que dividiu a mesa com você, seria bem-vinda para comigo argumentarmos junto ao SAC do mesmo...
Abraços.