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domingo, 23 de fevereiro de 2014

E Não Era Carnaval no Bar do Amarelinho…

E Não Era Carnaval no Bar do Amarelinho

Rosália comprou as passagens e foi para a Europa.

Como não queria passear sozinha, convenceu Lídia, sua irmã, a estar com ela por alguns dias.

Lídia ficou preocupada com a irmã e poderia estar com ela dois dias depois da chegada à Europa.

Rosália achou a ideia excelente e disse que ficaria bem por dois dias, sozinha em Paris, o hotel tinha o serviço de internet sem fio e poderiam conversar à noite.

Lídia conversou pelo serviço de som e imagem da internet e apressou-se em fazer as malas e viajar para se encontrar com a irmã.

Chegou à Paris preocupada e, ao ver a irmã, perguntou como ela estava.

_Estou maravilhosamente bem. Ontem fui à confeitaria e dei uma passada no museu.

Lídia sossegou ao ver a irmã corada e contente.

_E agora, o que vamos fazer? Perguntou Lídia à irmã naquela vontade de saber o que ela estava fazendo em Paris naquele feriado.

Rosália havia programado todos os passeios, todas as caminhadas, todos os pontos turísticos.

Lídia sorriu para irmã e disse:

_Você é louca! Onde se viu passar um final de semana prolongado em Paris?

Rosália retrucou que não era louca, as passagens foram conseguidas com as milhagens dos cartões de crédito das duas. Pagariam o hotel e a alimentação.

Lídia não acreditava naquilo que ouvia, estava em Paris por conta da irmã e do seu cartão de crédito.

Conversar era necessário e as duas sentaram-se no bistrô e pediram um lanche com pão baguete.

Para espanto de Lídia, Rosália era tratada como se fosse uma turista habitual do lugar e as conversas foram como se fossem no Brasil, pois se comentava a cultura e a história dos quadros e das esculturas com uma naturalidade impressionante.

O garçom perguntou à Rosália se ela sabia quem havia estado ali anos atrás.

Rosália sabia, havia lido sobre isso numa revista de modas; Chanel e Lacroix eram amigos das revistas que continham moldes para se cortar e costurar.

Momento a momento Lídia perguntava à irmã de onde vinha toda aquela familiaridade com tanta cultura.

Rosália contava que vinham das coincidências das suas leituras, que ainda pediu à irmã que se recusasse a sai à noite para visitar as casas noturnas:

_Não somos tão espertas para a vida noturna de Paris.

Lídia concordou. Ela não esperava conhecer Paris, nem sentar-se à cadeira que Doris Day sentou-se ao fazer o filme April in Paris.

A música tocou, o filme se fez e Lídia disse no aeroporto de volta para casa:

_Eles esperavam por você aqui. Havia uma energia formada por bons pensamentos e essa energia se concretizou. Nunca vivi nada tão perfeito. Isso não existe. Estou sonhando: Obrigada!

Rosália a abraçou e comemorou a felicidade de Lídia.

 

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