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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Aviso: Repórter do blog, Edson Prado, na Terapia

Aviso: Edson Prado na Terapia

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Às vezes eu não sei como é que eu deixo o Edson Prado, o repórter do blog, fazer o que ele quer.

Dessa vez ele e a esposa discutiram e, na tentativa de não se divorciarem, foram à psicóloga Diná.

Ele estava com essas dificuldades pessoais e eu tive que substituí-lo numa festa de aniversário.

Fui à festa e por lá encontrei a psicóloga terapeuta.

Discreta, não toquei no assunto da terapia e nem comentei que o Edson Prado continuava a fazer as reportagens do blog.

A Diná tomou vinho enquanto eu tomei guaraná. Estava calor e a sede era grande. A psicóloga Diná exagerou no vinho e, de repente, soltou uma gargalhada.

Os convidados olharam para ela criticando-a pelo excesso. Que fique entre nós, mas eles tinham razão. Eu assumi a feição de paisagem, olhando para as cortinas da sala como se estivesse vendo um quadro pintado a óleo.

Alguém lá no fundo perguntou a ela qual seria o motivo de tanto riso.

Diná então contou a todos e, naquele tom inconveniente, contou como era feita a terapia de casais:

_O casal chega ao consultório, um emburrado com o outro, esperando que eu dê a fórmula da felicidade para eles. E o que eu faço? Eu dou a cada um deles uma dúzia de bolas de tênis de campo.

Um convidado disse que começava a entender os risos dela.

Outro convidado pediu a ela que continuasse a exposição da sua terapia.

Ela concordou e, entre risos, disse:

_Eu peço a cada um deles que conte as queixas que tem um do outro. Quem ouve e fica com raiva, joga a bola de tênis contra a parede e depois a pega do chão para jogá-la novamente num momento de aborrecimento. Quando o Edson Prado disse que o fato da mulher depilar as axilas com cera quente porque ele dificilmente saía com a mulher depilada e isso o incomodava, ela jogou algumas bolas de tênis contra a parede. Quando ela disse que ele passava a noite no computador e que ela preferia dormir no quarto ao lado a ficar com aquela luz e chiado de computador ao lado da cama, ele arremessou várias bolas de tênis contra a parede. De repente, eles se esquentaram e começaram a guerra das bolas de tênis dentro do meu consultório e eu tive que avisá-los que a redecoração da sala seria incluída nos custos da terapia. Eles me ignoraram e continuaram a guerra das bolas de tênis. A mesa do meu consultório é de madeira, mas sobre a mesa há um vidro decorado caríssimo, mas eu me escondi embaixo da mesa.

Ela parou para tomar um refresco, mas a história estava tão boa que o dono da casa serviu um vinho moscatel a ela junto com o copo de água mineral gaseificada para refrescar o hálito.

Diná tomou a água e, após insistentes pedidos, os quais não foram os meus, ela contou a todos o final da terapia:

_Agora, além das bolas de tênis, eles conversavam em tom forte, cobrando atenção e carinho, um da parte do outro e nem digo em que termos amigáveis. Foi o marido quem me chamou primeiro de golpista, disse que tinha ido lá para resolver a situação do casamento e percebeu que ele e a mulher estavam sendo explorados, pois brigavam mais ao invés de fazerem as pazes. Eles se beijaram, pediram desculpas um ao outro e, passado um mês, me mandaram um buquê de flores junto com o pedido de desculpas pela tampa de vidro quebrado, a qual eles reafirmaram que não iriam reembolsar.

Eu fiquei contente ao saber que o Edson Prado tinha feito as pazes com a mulher e dei os meus parabéns à psicóloga.

Ela ficou séria e disse que ele teria que reembolsar a tampa de vidro decorado que ele quebrou, a qual custava uma pequena fortuna.

Estava tarde e o problema dele ficou com ele.

Agora ele mal aparece no blog. Não vou reclamar, ele tem uma tampa de vidro de mesa de psicóloga pela frente.

São particularidades do blog que a editora responsável, eu mesma, gosto de compartilhar com os leitores. É uma questão de amadorismo consciente.

2 comentários:

Célia Rangel disse...

Ah! Se cada um arcasse com suas responsabilidades! Tudo ficaria bem mais fácil, principalmente, conviver!

Jossara Bes disse...

Oi Yayá,
Adorei ler!
Uma cronica riquíssima, possibilitando analisar por vários ângulos. Como não entendo nada de analises, vou te dizer que me diverti muito!
Felicidades querida Yayá!
Tenha um ótimo domingo e uma semana muito feliz!
Beijos!