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quinta-feira, 25 de abril de 2013

O Brinde

O Brinde

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Era uma vez um casal desgostoso com os negócios, mas que precisava comprar um jogo estofado para receber os amigos.

Não possuindo muitos recursos para a compra, eles foram a uma loja de móveis populares. Escolheram o melhor jogo estofado que o seu dinheiro podia comprar.

O dono da loja era um comerciante muito rico e conhecia o casal dos tempos fartos.

O comerciante tratou o casal com muitas mesuras, mas depois do negócio fechado e o jogo estofado devidamente pago, ele os surpreendeu com um brinde.

O brinde era uma mesa de centro, para ficar em frente ao jogo estofado. Era uma mesa toda empoeirada, lisa e de madeira crua. Ele tinha muitas mesas bonitas para vender ou dar, mas escolheu aquela que parecia a mais simples.

O casal agradeceu e disse ao dono da loja que não precisava lhes dar nenhum brinde.

O comerciante disse que fazia questão de dar o presente.

O casal comentou à noite, na intimidade dos travesseiros, que aquele brinde veio de uma forma diferente. O comerciante ria muito do jeito sem graça que o casal ficou.

Quando o sofá chegou, lindo, novo, de preço bom, eles perceberam que a compra tinha valido a pena.

O entregador trouxe então a mesa e a colocou no centro da sala. O dono da loja pediu ao entregador que fizesse com que o casal assinasse o recebimento da mesa de centro.

O casal assinou e o entregador foi-se embora, sorridente.

Então, os dois sentaram-se no sofá e repararam na mesa empoeirada, lisa e de madeira crua.

Um deles reparou que a madeira era maciça. A outra trouxe a flanela e o lustra-móveis.

A mesa de centro era de imbuia, uma madeira nobre, talvez tão cara quanto o jogo estofado.

A mulher sentou-se junto ao marido e recebeu o mais terno abraço que jamais havia recebido.

O que parecia deboche na hora da compra foi exatamente ao contrário dentro da sala. Era sinônimo de apreço e consideração do comerciante àquele casal.

No estado em que veio, parecia peça avulsa de estoque encalhado. Jamais alguém pode dizer do apreço do comerciante pelo casal.

4 comentários:

Célia Rangel disse...

Situações inusitadas sempre nos deixam marcas. Neste caso, positivas!
Bj. Célia.

São disse...

Isso só prova que nunca devemos julgar nada pelas aparências: nem situações, nem objectos e nem, muito menos, pessoas.

Bom final de semana

Wanderley Elian Lima disse...

Não devemos julgar pelas aparências, nem sempre o mais bonito é o melhor.
Bjux

edumanes disse...

Para os amigos receber
Um casal desgostoso
Precisava um jogo estofos ter
Para eles terem mais conforto!

Para os amigos bem tratar
E nunca os aborrecer
O comerciante com uma mesa o brindar
Que fez questão de ele a receber!

Bom fim de semana para você
amiga Yayá, um abraço
Eduardo.