Lugares Bonitos

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Serenidade


Serenidade

Vi mais espumas que as ondas do mar,
Mormaço ao sol que fervia um mar de sal;
Ardia-me o rosto e enrugava o sonhar,
Feição encrespada a nenhum só areal. 

Poema salgado seria a velejar
Sem vento e à calma e atenciosa e normal.
Dessalguei d’alma o saber-se salgar;
Desconhecia-me a tal brisa de sal.

E, pela sorte, não vi bacalhau,
Nem tubarão e nem puçá, nem pescar,
Ou, algum cação. Vim a terra alcançar

O seu porquê, nesse quê contextual,
Algo suave de leve embalar;
Serenidade do tempo a ondular.


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