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terça-feira, 5 de maio de 2015

Testes de Autoconhecimento / Filosofando

Testes de Autoconhecimento / Filosofando

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Essa é do tempo da revista Ego. Para quem não sabe, foi uma proposta editorial com conteúdo de psicologia aplicada ao dia a dia das pessoas.

Aqueles que se achavam “encucados”, com questões existenciais, na maioria jovem pós-geração Beatles, compravam. Era uma revista que tinha algo de “Cult Magazine”. Eram as questões da época, pois os mais adultos tinham aprontado todas as artes e precisávamos ter estilo.

Estilo ou não, eu lia a tal revista completamente monitorada pela minha mãe, pronta para responder sobre todos os assuntos da revista.

Passaram-se alguns anos e houve uma maratona de recursos humanos com testes psicológicos e de autoconhecimento.

Não pensei duas vezes e fui verificar se o que eu havia concluído de mim mesma iria se enquadrar naqueles testes.

Naquela maratona foi que eu soube que existem três condutas existenciais, a saber, em primeiro aqueles que gostam do poder, em segundo aqueles que são voltados para a autorrealização pessoal e em terceiro aqueles que são voltados para a afetividade.

Quando eu digo que eu gosto de gente, é porque tenho um certificado.

Naquele curso, também se tomou conhecimento dos conflitos surgidos das características pessoais de cada grupo.

É até bom poder dizer, quem sabe alguém não saiba. As pessoas voltadas para a afetividade e as pessoas voltadas para o poder têm todas as qualidades para entrarem em conflitos e discussões. A ponderação é feita pelas pessoas voltadas à autorrealização.

São características independentes do coeficiente de inteligência, o chamado QI.

Há subdivisões e subtipos como em toda área relativa do conhecimento. Alguns ficam entre as linhas do poder e da autorrealização, outros ficam no limiar da afetividade e da autorrealização, mas existem aqueles que têm uma característica predominante.

Daquele tempo para os dias de hoje o mundo mudou completamente, mas o ser humano, não mudou.

O que mudou foi o potencial daquelas pessoas voltadas ao poder interferir na vida daqueles que não tem a menor preocupação com o poder.

Por outro lado, no reverso da moeda, as pessoas voltadas para a afetividade não convencem sobre a importância do significado intrínseco do seu ponto de vista perante a sociedade.

É bom se conhecer, saber dos seus pontos fortes e fracos, pois todos têm.

A própria psicologia parece não investir mais em matérias simples e científicas que levem o autoconhecimento. Vemos muitas receitas nos livros de autoajuda, mas são receitas prontas quando o ser humano não se transforma em produto pronto e acabado.

Eu prefiro livros de autoconhecimento aos livros de autoajuda.

É bom saber que se vai entrar em conflito com outros estilos de pensar e agir gera uma autodefesa importante para os indivíduos.

Dentre as diferenças características de cada um aí sim, pode-se estabelecer regras de respeito e bom comportamento para uma sociedade tão conturbada como a que vivemos.

O fenômeno é universal, todos conflitam muito, mas não se conhecem e nem conhecem os porquês das suas atitudes.

Paro para pensar um pouco mais sobre as carências do conhecimento universal.

2 comentários:

MARILENE disse...

Realmente, é preciso que nos conheçamos, para identificarmos a razão de nossos comportamentos. Gostei de sua postagem. Bjs.

Vera Lúcia disse...


Ótimo artigo, Yayá. Filosofou bem.
Penso que os livros de autoajuda atraem leitores que buscam apoio, incentivo, conselhos ou ajuda para a solução de seus problemas, fraquezas, etc. Já os livros de autoconhecimento levam as pessoas a voltarem para si próprio, na busca de se conhecerem melhor, seja através da reflexão, meditação e interpretação de si mesmas. Acho extremamente importante o autoconhecimento, pois somente a partir dele estaremos aptos a crescer e a evoluir. Interessante a tese das três condutas existenciais.

Feliz semana.

Beijo.