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quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Patrocinador / Crônica

O Patrocinador

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O patrocinador é um problema usual para artistas e atletas. Geralmente quem lida, de fato, com o patrocinador ou apoiador de algum projeto é o chamado empresário.

Nem o artista, nem o atleta têm contato com o patrocinador, afinal, os seus negócios são, respectivamente: a arte e o esporte. As duas carreiras exigem empresários negociadores.

Assim se forma a rede de intrigas. Os maus negociadores são responsáveis, não pelo sucesso do artista e do atleta, o talento e o seu público indicam os nomes que serão consagrados, são responsáveis, sim, pelos possíveis danos causados pela má negociação. Essa não é uma questão relativa, essa é uma questão que vem à tona.

As discussões das negociações com os patrocinadores é um ponto relevante a ser considerada no desenvolvimento dessas carreiras.

Os patrocinadores tem um poder de mando tão amplo sobre a vida desses profissionais que, alguns deles, são o retrato da empresa patrocinadora, em acordo com o empresário e vontade do artista ou atleta.

Pessoas, quando em situação difícil, contam as suas vidas pela necessidade de ter quem as ouça. Certa vez, eu tive uma rinite forte de origem alérgica que me levou a tomar vitaminas.

Nas idas à farmácia para a compra da vitamina C, uma das atendentes contou a história de uma artista paranaense, falecida alguns anos atrás.

O problema com o empresário era frequente, com o patrocinador, nenhum. O patrocinador era o dono das suas falas, o comprador das suas roupas de palco, o seu dono. O empresário era o responsável pelos papéis aos quais ela aceitava ou não aceitava fazer.

Contou-me das qualidades necessárias para um empresário. Além de respeitar a personalidade do artista, deveria cobrar junto ao patrocinador os recursos para as montagens teatrais. Havia uma conversa intensa entre o empresário e a artista.

O contato com o patrocinador é uma das tarefas mais delicadas do empresário. O patrocinador pode simplesmente se negar a negociar com esse ou aquele empresário, também pode se negar a atender todo e qualquer negociador de um determinado artista.

A atendente da farmácia era agradecida a artista que a havia criado, mesmo não sendo filha da mesma. Cresceu, empregou-se, casou e tinha uma vida regular como balconista. Ela jamais pensou em ser artista.

Contava que artista sofre todo tipo de pressão no exercício das suas atividades. As recusas são mínimas, as exigências são enormes e, para, além disso, têm uma vida bastante irregular se comparada com o tipo de vida clássica normal que conhecemos.

E a minha mãe ali, do lado, ouvindo a história.

Como o tempo passava da hora, agradeci e vim caminhando lado a lado com a minha mãe. Ela contou que havia sido fã da artista, mas, por favor, que vida triste a vida de artista!

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