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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Irmão Ligado

Irmão Ligado
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Edson soube que a irmã de dezesseis anos estava grávida do namorado, também de dezesseis anos, viu a família agitada. Ele, então com doze anos, ajeitou-se sozinho com os seus problemas escolares porque nem o pai e nem a mãe foram às reuniões da escola.
Em casa o assunto era a irmã, a gestação, o namorado, a mãe do namorado visitando a família várias vezes. No interior não se faz gravidez em filha de gente amiga em bem quista na cidade.
Para evitar que os comentários se transformassem em fofoca, as famílias resolveram a situação do jovem casal da seguinte maneira: o pai do garoto alugou uma quitinete com quarto e sala para eles morarem até a criança nascer. Os jovens se queriam bem e aceitaram a proposta de não se casarem até completarem vinte e um anos.
A irmã de Edson arranjou emprego de balconista na panificadora e o namorado dela foi contratado como ajudante e aprendiz de mecânica de automóveis. Os familiares do garoto davam a mesada para o supermercado, mas eles não sabiam o que comprar no supermercado e traziam refrigerantes e iogurtes onde deveriam vir o arroz e o feijão.
A mãe da moça fazia a marmita para o almoço, filha grávida tem que se alimentar corretamente.
Edson entendeu quando começaram as discussões entre a irmã e o namorado; o dinheiro que eles recebiam nos seus empregos não dava para pagar as contas da quitinete e os gastos com o bebê. Como a irmã e o cunhado poderiam viver bem com o pai do rapaz pagando o supermercado e a mãe dele cuidando da alimentação da sua irmã. Por que eles não deixaram que a  irmã e o namorado se casassem, parece que aguardavam a dissolução da união, parecia mesmo que agouravam o futuro casamento como se fosse algo improvável. Era esquisito ver tanto apoio com toda a desesperança do mundo. Eram famílias de esperanças vazias quanto ao futuro.
A criança nasceu saudável e abençoada pelos pais. Era uma menina. Havia muita gente na quitinete. Faltava ar. A irmã do Edson aparentava sinais de cansaço. O cunhado de Edson estava nervoso e se controlava para não ser desagradável com a família.
Aquilo não era vida de marido e mulher, pensou Edson. Ele sabia o que era família nova e sabia que aquela situação estaria insuportável em pouco tempo.
Pensado e acontecido, a irmã e o namorado cunhado se separaram. Moça responsável passou a viver em função da criança menina. Moço apaixonado visitava a namorada e a filha.
Aos poucos, o casal se separava de fato, entre eles restava uma criança bem esperada e amada por ambos.
Edson cresceu observando a situação. Ao completar dezoito anos pediu para que a irmã saísse com ele. Ela foi. O presente que ele queria da irmã é que ela saísse com as amigas. Até os dezoito ele viu toda a gente se intrometer nos assuntos da irmã. Agora chegava a vez de o irmão cuidar dela. Ele pediu para que ela se divertisse como quisesse, mas contasse com ele quando tivesse problemas. Ela aceitou. O garoto a defendia e foi bonito de ver o irmão jovem crescer. Ela namorou, mas não casou. A filha era sua responsabilidade e ela a criaria. O irmão a abençoava permitindo que ela vivesse em paz com a criança e o namorado. O namorado que foi cunhado por algum tempo tentou interferir nas saídas da irmã de Edson, mas ele não permitiu.
Edson foi o grande prejudicado naquela história, se virou sozinho com os seus problemas. Agora Edson manda.

10 comentários:

Maria Emilia Moreira disse...

Olá!
Aqui está contada com muita lucidez uma história que infelizmente acontece em qualquer lado e em qualquer família. Os jovens se envolvem cedo de mais e por vezes acontecem problemas de responsabilidade paternal,prematuramente.Gostei de ler um relato cheio de realismo.
Um abraço.
M. Emília

manuel marques Arroz disse...

EXCELENTE TEXTO.

ABRAÇO.

Célia Rangel disse...

Uma realidade que em geral, pensamos acontecer em outros lares, mas que de repente adentra ao nosso! Acolher o ser humano é ato de amor.
Bj. Célia.

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Um texto muito verdadeiro e que pode acontecer em qualquer parte.
Hoje a vida está muito diferente de antigamente.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Por aqui dizem assim:
-Quem brinca com o fogo queima-se...

Depois de fazerem a primeira borrada parece que perdem a vergonha e tudo passa a ser normal...

A separação é o fim de quase todos os casais e sobram os filhos que vão sofrer pela irresponsabilidade dos pais...

salete disse...

Olá amiga adorei seu blog e já estou te seguindo,venha conhecer meu blog e seje minha seguidorabtabém.Bjus!

Jonatan Israel Quadros disse...

acontece com muita frequencia... gravidez na adolescência... com tanta apelação na midia é dificil acompanhar a velocidade e os impulsos... e no final todos perdem.

JOPZ

Sinval Santos da Silveira disse...

Bom dia,querida amiga!
Tem um convite para ti em meu blog.
beijos
sinval

Sandra Subtil disse...

Belo texto! Muito realista! Beijinho

Geraldo de Lima disse...

Gostei muitíssimo do seu texto, achei bonita a atitude do Edson, uma atitude madura apesar da pouca idade. Sensível relato, parabéns de todo o meu coração. Fique com Deus.