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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Azulejos

Azulejos

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São tantos os azulejos

Do Tejo àqueles do Egito,

Histórias de ais e festejos,

Segredos do cais antigo.

 

São dias de todos os queijos

Na sorte do que é imprevisto;

Não vivem de amor os pejos

Da dor, da morte e do grito.

 

Porque foram azulejos

Que viram todo o perigo

Dos ventos e tantos despejos

Inúteis de céu e corisco.

 

Que a chuva e seus relampejos

Não firam o amor e o amigo;

Que traga no peito ensejos;

Não sirva a ninguém de abrigo.

8 comentários:

Paulo Francisco disse...

Yayá, um poema, um ritmo.
Um beijo grande

Luís Coelho disse...

Na vida sofremos derrotas e nem sempre chegamos ao fim com o sorriso da vitória.
Vamos continuar a lutar pois nada nos acontece por acaso.

Everson Russo disse...

Muito belo poema,,,beijos de bom final de semana pra ti amiga.

mfc disse...

A arte da azulejaria é lindíssima!
E recorda-nos momentos que já lá vão... e tu dizes tudo isto de uma forma linda!
Beijos,

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Yayámiga

Saber ler nos azulejos
muito pouca gente o faz
É como matar desejos:
quem afirma que é capaz?...

Qjs

Já voltei(ámos) de Goa... Infelizmente

Mona Lisa disse...

Azulejos,"Pedaços" de história soberbamente recordados. neste teu belíssimo poema.

Beijos.

aluap disse...

Os azulejos são maravilhosos e são um marco na história de qualquer lugar. Eu gosto muitos dos azulejos azul e branco, acho todos eles muito delicados.

Abr./Paula

Elisa T. Campos disse...

Quantas histórias e segredos guardados nos antigos azulejos.

Amei.
Bjs