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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Estilo Querido Diário

Estilo Querido Diário

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Querido diário, tantas tarefas e arranjei um tempo para sair e pagar alguma coisa. O dia começou no banco e à tarde.

O caixa eletrônico não funcionou. Uma funcionária disse que o sistema estava fora do ar. Não me dei por vencida e fui noutro banco. Gentilmente disseram para que eu nem entrasse na agência porque não se podia fazer nada lá dentro. Pensei que poderiam servir um café e conversar sobre o que acontecia se não estivesse com pressa e tivesse outro compromisso.

Liguei para casa e avisei que hoje não era dia de banco e que algo estava diferente. Quando liguei, quem fazia a reforma (devidamente feita no novo prazo) avisou que o celular dele não funcionava. Se eu liguei, o meu que era de outra operadora, funcionava.

No outro lugar as pessoas conversavam sobre o apagão. Logo no dia 25 de abril? Que esquisito! Mas estamos no Brasil e aqui nada é suficientemente esquisito. Até conversei com um conhecido sobre o significado do dia 25 de abril de outro país, no caso, Portugal.

Enfim, estávamos perdidos e sem saber o que fazer, eu e o público em geral. Teve gente que abriu a carteira e mostrou a nota de dez reais e disse que era tudo o que tinha. Outro disse que não teria como jantar sem o cartão de débito. Outro não conseguiu ligar para a sua casa.

Muita gente foi para casa com medo de ficar na rua, sem dinheiro e sem poder se comunicar com ninguém. Não houve pânico, mas não consegui me concentrar com a possibilidade de ficar com o que eu tinha na carteira para ir ao supermercado.

Na rádio avisaram que o sul do país estava isolado das comunicações porque três cabos se romperam na divisa do Paraná com São Paulo, mas a pane nos bancos foi geral.

Uma garota chegou com cheque para pagar a conta e disse para que descontassem quando pudessem.

Sem mais nenhuma explicação o sistema voltou por volta das cinco horas da tarde. Saí correndo para pagar a minha conta, não gosto de me atrasar com as minhas obrigações. Depois fui ao supermercado quase vazio na hora de maior movimento.

Hoje ficamos com medo do desconhecido que seria ficarmos isolados do resto do país por tempo indeterminado. Porque a rádio avisou que estávamos nesta situação às três horas da tarde, mas a omissão de um apropriado esclarecimento ao público foi de indignar qualquer cidadão de bom senso. Eu estava na rua e os outros também e o que se ouvia era: _Será? O que você acha que é isso?

Dias diferentes como o de hoje merecem ficar registrados e comentados. Sinceramente, creio que todos nós aguardamos maiores informações sobre o ocorrido e o que foi feito para solucionar o problema. Também esperamos que nos expliquem porque aquele silêncio ultrajante e omisso de quem deveria estar alardeando que tudo estava bem, que os bancos voltariam a funcionar normalmente, que as mães não precisavam levar as crianças para casa, que ninguém estava isolado do resto do mundo senão temporariamente. A internet também foi omissa, nenhuma explicação e nenhum furo de reportagem e entrevista.

Querido diário, hoje é um dia para não esquecer, com a reforma e com a gentileza de uns para com os outros. Muito estranho.

8 comentários:

Artes e escritas disse...

Logo estarei visitando à todos, assim que terminarem os acabamentos. Um abraço, Yayá.

Mona Lisa disse...

O mundo anda às avessas!

Beijos.

mfc disse...

Ficamos como que paralisados com uma pequena(grande) anomalia!
Os nossos hábitos condicionam-nos!!

Tatuagem disse...

Que loucura!

Lourdes disse...

Yayá
Não há dúvida que quando se registam estas falhas não estamos preparados para as enfrentar. Como terá sido com os nossos avós? Como é que eles conseguiram viver?
Dá que pensar.
Beijinhos
Lourdes

aluap disse...

Normalmente dizemos que estes dias são para esquecer, mas nunca são esquecidos.
É engraçado ter ocorrido logo na manhã do dia 25 de Abril, da Revolução, que prometia um dia novo.

Votos de melhores dias :))

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

Un placer leer tu diario , que tengas felices dias de descanso,un abrazo.J.R.

Elisa T. Campos disse...

Yayá
Tem dia que tudo parece um caos.
Incompreensível nesta era da tecnologia.

Bjs