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sábado, 25 de junho de 2011

Sílvia Edite: escritora

Sílvia Editeclip_image002

Sílvia Edite não deixou o personagem à sua própria sorte. Ela conhecia o personagem muito mais do que os seus leitores. Ela era rigorosa na correção ortográfica e, embora o personagem fosse bom, melhor seria para ele que ficasse longe de uma continuação piegas. A continuação dessa história mudaria a trama central, à qual ela havia se esmerado em manter com sutilezas que entremeavam o texto, sem muitas explicações para que os leitores tirassem as suas conclusões livremente.

O personagem era bom sem ser bonzinho, ou seja, enérgico e competente naquilo que fazia. Ele não precisava de mesquinharias apenas para dar continuidade à sua novela. O lado forte era o caráter, a humildade e a seriedade com o que pautava as suas obrigações.

Sílvia edite não queria enveredar a história onde entrariam as moças alegres que ele rejeitasse, embora seja absoluta essa questão. A mulher dele não era a mulher objeto, a mulher poderosa e, muito menos, a mulher submissa. Ele teve a mulher que queria com os desencontros normais de qualquer relacionamento. Adultério não houve nem por parte dele e nem por parte da mulher dele, eles se entendiam muito melhor do que os leitores poderiam imaginar. Os leitores talvez se divertissem com as discussões de casal e seria uma diversão sem sentido uma vez que o casal era formado por dois gritalhões de nascença. “Quem não chora não mama”, eles berraram à beça.

O motivo da trama seria descobrir porque ele, entre toda uma equipe de médicos, era o escolhido para receber acusações de suspeitas sem fundamento e críticas descabidas. O que o personagem teria de especial uma vez que eram os fatos na vida dele que provavam que essas acusações não tinham sentido, mas eram feitas. Em um dado ponto da história, o personagem vai ao psiquiatra e prova que não está doente e sai com o atestado de sanidade mental pelas ruas e o mostra a todos os conhecidos que o encontram.

Sílvia Edite não quis fazer uma segunda parte baseada em factóides apenas para obter uma vendagem aceitável. Ela lia alguns livros de romances e não considerava o amor em si, uma pieguice. Mas mudar a história para vender, não.

A editora preferiu que ela fizesse outra história e criasse outro personagem que coubesse em tramas romanescas. Sílvia Edite preferiu não publicar um livro que, modificado, seria um prejuízo para o leitor. Criativa, escreveu outra história, agora sim, de amor.

16 comentários:

Marly Bastos in "palavreados ao vento" disse...

Yayá eu não gosto de escrever contos pq tal como a essa escritora eu me apego muito ao personagem, quero detalhar, colocar muitos sentimentos e acabo delongando demais a escrita e sempre acho que ele merece o melhor. E como boa mocinha romântica(mocinha foi bondade comigo mesma rsrsrs) sempre enfio esse maravilhoso amor no meio.
Concordo que ela tenha que ser fiel ao seu personagem e não ao financeiro.
Beijokas doces.

Clau disse...

Tenha um ótimo dia de domingo, fico feliz com suas visitas e adoro ler suas postagens...
Abraços!

MARILENE disse...

A edição de qualquer escrito é analisada por sua eventual vendagem. E o autor fica a mercê da editora.

Bjs.

Eulalia Isabel disse...

ENTRETENIDO TU BLOG, ESTOY DANDO UN RECORRIDO.
GRACIAS POR VISITARME
SALUDOS

Eulalia Isabel disse...

ENTRETENIDO TU BLOG, ESTOY DANDO UN RECORRIDO.
GRACIAS POR VISITARME
SALUDOS

Débora Andrade disse...

Infelizmente é uma realidade. Mas os escritores de verdade, assim como a Silvia, fazem isto: Não mudam o livro por fatores externos. Isso compromete a obra, compromete o escritor, os leitores. Mais do que maquiar, muda completamente a forma, o sentimento que se quis passar, sendo romance ou não.

Gostei muito do texto.
Beijos,
Débora.

Catia Bosso disse...

O amor sempre vence ao fim...

Mas ser escritora é ser flexível e jamais desleal, né!!!

Gostei do contexto!

bjs

Vivian disse...

Bom dia,Yayá!!

Devemos nos manter fiéis aos nossos princípios!!Sempre! O dinheiro deve ser a consequência de um bom trabalho não o motivo central! Belo texto!
*Já eu adoro escrever contos!!
Pra ler leio de tudo!!Amo os livros!
Beijos pra tia!
Bom domingo!

Artes e escritas disse...

Vivian, tia foi um carinho, né???? Não me assuste?! Rsrs. Um bom domingo a ti! Um bom domingo a todos! Yayá.

Lena disse...

Yayá,
Ela não quis trair seus desejos, suas vontades, seus sentimentos! Muito interessante e digno da parte dela!Adorei o texto. Bjkas com carinho e um ótima semana!

Simone MartinS2 disse...

Bom dia...que ela consiga escrever enfim, o livro que queria, pois acho fundamental, escrever com a alma e o coração, mesmo que algumas pessoas achem "piegas", dinheiro? Silvia querida, va em frente com tua escrita...bjin

Valéria Sorohan disse...

Adorei, pena os escritores estar sempre nas mãos dos editores.

BeijooO*

Débora Andrade disse...

Vim aqui para avisar que te deixei algo em meu blog. Uma singela lembrança, breve homenagem, só para dizer um pouco da sua importância. Esta na minha última postagem, de hoje, dia 26/06: "Singela homenagem, sinceros agradecimentos". Ao clicar no seu nome, o seu perfil aparecerá, para que os outros leitores possam assim como eu, te conhecer e apreciar. Bom, espero que goste das palavras por mim deixadas, são sinceras e de coração.
Enfim, você é muito especial.

Beijos,
Débora.

Vera Lúcia disse...

Olá,
Seja bem vinda ao meu recanto. Já estou seguindo aqui.
Parabéns para a Sílvia, que levou em conta o interesse do leitor. Aliás, esse deveria ser o foco dos escritores.
Beijo.

Lu Cavichioli disse...

Olá Yayá, vi teu link no blog da Débora e vim te conhecer... Bom né? Coisa boa fazer novos amigos, mesmo que virtuais.

Olha só, seu texto é muito interessante, bem delineado e muito verdadeiro. Aqui você esboça o que um escritor da nova geração enfrenta para que sua obra seja aceita.

Parabéns pela escrita de grande qualidade e de um portugues impecável.

beijos da Lu e boa semana pra ti, querida!
Quando tiver um tempo, venha visitar-me, será um prazer.

xau!

OceanoAzul.Sonhos disse...

Gostei muito do texto. Devemos manter-nos fiéis a nós próprios.
O dinheiro não deve orientar.
um abraço
oa.s