Lugares Bonitos

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Bom, Nesse Caso Eu Não Sei / Crônica de Supermercado

Bom, Nesse Caso, Não Sei / Crônica de Supermercado

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As mulheres com os maridos ou pais ou filhos, no supermercado. Algumas tentam acalmar dizendo que logo tudo volta ao normal, outras atiçam e incentivam para que digam o que lhes passar pela cabeça.

Sobram palavras para toda a família, inclusive para os parentes que não estão ouvindo a conversa.

O absurdo é que o que está faltando para eles, é o futebol. Nesse momento todos os estados estão sem campeonatos estaduais e torneios municipais, falta até o esporte dos amadores.

Com todo o respeito, é hilário ver o jeito de homem que quer ver homem para dizer bobagem.

Nessa ida ao supermercado, lembrei-me do pai de uma colega, num dia em que estávamos reunidas. Ele tinha sete filhas mulheres e um filho homem. Estávamos em mais de dez garotas, fora a manicure, que a filha mais velha pediu para que fosse até a casa dela para fazer as unhas das mãos.

O pai delas, num determinado momento, se levantou e disse:

_Vou sair e não se preocupem comigo. Vou ao Coritiba assistir um jogo de futebol. Preciso ver homem!

Ele saiu e todas nós, garotas, rimos.

Enquanto todas as mulheres se preocupam com os petiscos para sexta-feira, eles estão com aquele jeito de meninos bem comportados. Ainda bem que estão bem comportados!

Nem Coritiba, nem Atlético e, muito menos o Paraná Clube se manifestam. Podiam dar uma chance para eles e fazer uma matéria publicitária sobre os times de futebol.

É que, para nós, mulheres, os momentos de folga servem para verificar se aquele creme antirrugas funciona ou é somente propaganda. Para nós não falta distração.

Eles estão reclamando porque os jogos da Copa do Mundo acabaram aqui em Curitiba, as rodas de bate-papo estão à míngua e eles gostam de trocar ideias.

E, a origem da crônica veio de uma conversa na qual o marido dizia estar com vontade de dizer umas verdades para alguém que o tinha incomodado com um esbarrão nos pés dele com um carrinho de compras.

A esposa disse para que ele não levasse nenhuma contrariedade para casa e que deveria ter dito o que realmente penso na hora em que o carrinho de compras passou por cima do pé.

Ao invés dele concordar com ela, ele respondeu que ela não o entendia. Não mais se queixaria dentro do supermercado. Cabe um elogio à educação dele. Ele se queixava, mas não queria reclamar e deixou claro o objetivo do comentário.

Seguiram ambos olhando na mesma direção, coisa de casal que se entende.

A Copa do Mundo está sendo um período bom para todos nós, mas não precisamos falar apenas de futebol.

Bom, nesse caso, eu não sei. Sexta-feira tem jogo e pipoca, de pipoca eu sei.

Um comentário:

ONG ALERTA disse...

Cansei de futebol....
Beijo Lisette