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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ideia Importada / Crônica do Cotidiano

Ideia Importada

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O povo brasileiro gosta de ideias importadas.

Os turistas chegarão para a Copa do Mundo e é óbvio que estranharão alguns dos nossos hábitos.

Não sei se funcionaria aqui, no Brasil, mas pela Europa e nos Estados Unidos a ideia funciona bem.

Existem pequenos armazéns que abrem às sete da manhã e fecham à meia noite. Pela manhã pode se provar um copo descartável de café com leite, pães variados e queijos de diversas procedências, desde o mussarela ao legítimo queijo suíço, com um preço igual ao de qualquer dessas franquias que vendem hambúrgueres. Nada caro demais.

Na hora do almoço, o cardápio é fixo, mas tem almoço ou lanche, dependendo do gosto do turista.

O armazém, enquanto armazém funciona o dia inteiro e tem de tudo, até filtro solar para quem caminha o dia inteiro.

À noite, o ambiente permite que se leve os laptops num ambiente de cortesia, sem hora marcada para ir embora (desde que até à meia noite). Pode-se tomar, à vontade, sucos ou café com sanduíches variados, algo leve para não atrapalhar o ambiente intelectualizado.

De álcool, oferecem cerveja, mas lá fora, esses ambientes não são frequentados por quem toma bebidas com álcool.

A música é o charme, nem inaudível como aquela música de meio ambiente de consultório médico e nem ensurdecedora com muitos decibéis.

Eu não sei como se chamaria aquele tipo de música pop por aqui, são alegres e estimulam o bom humor com os comentaristas indicando a programação de teatros e cinema, conforme o que me foi descrito.

Acreditem, eles saem desses armazéns e vão a pé para as suas residências, não muito longe do lugar. Todos se cumprimentam, são polidos uns com os outros, embora sejam desconhecidos entre si.

Os passeios noturnos nas calçadas ainda existem em muitos lugares do planeta.

Lembrei-me da minha mãe contando da sorveteria e do chamado “footing” ao saber dessa realidade que funciona bem noutros países.

Os problemas de segurança também existem lá fora, mas dependendo do local, a ronda é contínua e os cidadãos são tão tranquilos a respeito disso, que andam com os laptops embaixo do braço, como os evangélicos e a Bíblia.

Ninguém tem medo do seu semelhante, antes o respeita e troca algumas conversas sem importância. Esse é o tema universal, o tempo, o sol e a chuva. Desejar um bom dia também é parte da educação. Encontramos-nos depois, é a gentileza de sempre.

Uma amiga esteve em Paris e amou esse clima, outra nos Estados Unidos, e igualmente, se encantou com o ambiente.

As histórias foram tão aprazíveis, que sonharei com café com leite e pão com queijo suíço ao amanhecer. Onde é que se encontra queijo suíço por aqui ao café da manhã?

Algumas conclusões pessoais são inevitáveis, tais como o “footing” existe nos países de primeiro mundo, a violência é bem menor e a convivência é saudável entre os diferentes.

Quem sabe possa se aproveitar algo dessa crônica? Sonhar é de graça.

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