Lugares Bonitos

Lugares Bonitos

http://frasesemcompromisso.blogs.sapo.pt/

O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

História de Pescador

História de Pescadorclip_image002

Serena era uma sereia que vivia em cima de uma pequena ilha no meio do Pacífico.

A sua vida consistia em colocar sardinhas na cauda para alimentar o tubarão sem se ferir. Ela não sabia lidar com o Tuba, era assim que ele se chamava.

Um homem simplório, que comia porque pescava, sem recursos e sem estudos, admirava a Serena do seu barco. Os outros pescadores, seus amigos, alertavam que as sereias levavam os pescadores ao fundo do mar com as suas canções. Heraldo tinha consciência do perigo, mas essa sereia era pescadora de sardinhas e passava o dia bordando a sua cauda com elas. Ela sequer se mostrava inteira, tinha pressa na atividade. Aliás, foi essa atitude que fez com que ele a notasse.

Ele contava da sereia por onde passava e uma moça sentiu ciúmes. Érica tinha o desejo secreto de ser a mais bela da orla, a mais notada e mais cobiçada das moças, uma sereia insinuante.

A moça era muito linda e inteligente para ignorar a sua capacidade de sedução.

_Heraldo, quer a Serena para você?

O pescador sem pestanejar, respondeu:

_Se puder trazê-la para a praia e transformá-la em mulher de corpo inteiro, quero.

Érica disse que para ela tudo era possível. Foi até Netuno e o convenceu de que Serena seria uma boa pescadora de sardinhas, não precisaria ser uma sereia. Para que serviria uma sereia que passava os dias bordando sardinhas?

_Eu seria uma sereia bem mais adequada e sedutora, disse Érica.

Netuno se convenceu e ordenou a ela que levasse Serena à praia e a transformassem em gente de carne e osso. Érica aproveitou o momento e, antes que Netuno se arrependesse, levou Serena com ela.

Serena que agora falava, perguntou a Érica se ela não tinha receio de Netuno ou do Tuba.

_Eu sou superior e não temo.

A única pessoa que a nova Eva Serena conhecia era Heraldo e ele gostava dela e foram felizes com a vida humilde que levaram.

Érica realizou o desejo de se transformar em sereia para ser admirada pelos barqueiros do mar. Tuba sentiu um desejo incontrolável e levou Érica para viver no oceano Pacífico. Agora Érica tem guelras e está ao lado de Netuno. Érica seduziu Netuno sem o saber e, ele, possessivo, não a deixa voltar à condição humana.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Matando a Saudade

Matando a Saudadeclip_image002

 

Os velhos nas praças,

Nos bancos sentados,

Relembram pirraças.

Cavalos montados,

Correios e vidraças

Dos passeios passados.

 

Precisam das praças,

Dos jovens e dos dados.

Notícias e graças

De vida, contados

Por outros comparsas,

Iguais e abraçados.

 

Respiram desse ar;

Ao céu enamorados

E, cuidam das garças

Que passam aos lados.

Nos céus engendrados,

Divertem-se amados.

 

E voltam às casas

Alegres, cansados.

Felizes quais traças

De livros guardados

No fundo das caixas;

Papéis decorados.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O meu presente a vocês é uma Oração

Oração em Comemoração aos 200 Seguidoresclip_image002

Senhor

Que eu consiga escrever bons textos,

Que tu consigas escrever bons textos,

Que ele consiga escrever bons textos,

Que nós consigamos escrever bons textos,

Que vós consigais escrever bons textos,

Que eles consigam escrever bons textos

E Que todos os seguidores gostem de ler.

Assim Seja, Amém

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pão e Circo, uma Crônica Real

Pão e Circoclip_image002

Feriado, cidade vazia. Eu me lembro de comprar os pães; vou ao supermercado que também está vazio em comparação ao dias normais.

Compro os meus pães e vou em direção à fila dos caixas rápidos.

Estou sendo atendida quando, um freguês a dois caixas de distância começa a falar alto.

_Eu não sou desta cidade. Eu posso pagar com cartão?

O caixa disse que sim e a atenção volta-se para os pães.

_Eu tenho dinheiro no banco, mas vou pagar a crédito.

O caixa disse que não tinha problema e que a operação poderia ser realizada.

O homem não para:

_Eu pago a crédito porque ganho passagens de avião. Dinheiro eu tenho, e bastante por sinal!

A essa altura a moça do caixa, que me atendia, ergueu as sobrancelhas e ficou em alerta.

_Engana-se muito quem pensa que eu sou pobre. Eu compro a crédito porque estou muito bem de vida.

Os fregueses homens pegaram os seus celulares e verificaram as carteiras e as freguesas mulheres seguravam as bolsas com firmeza. Apareceu um segurança e ficou próximo aos caixas rápidos. Todas as compras ficaram em segundo plano e a atenção de todos era voltada a esse homem.

O homem pagou a conta, olhou nos olhos de um por um dos fregueses e se dirigiu à porta de saída dizendo:

_Eu tenho dinheiro! Eu tenho crédito! Eu estou bem de vida! Quero ver quem tem coragem de me chamar de pobre!

Ficamos tão calados que ouvíamos o trânsito na rua. O homem foi embora altivo e satisfeito. Sorria com um ar de Napoleão Bonaparte (Não conheci Napoleão para ter absoluta certeza). Mas o homem olhava-nos de cima, dominava a plateia vestindo um agasalho de moletom cinza claro, calçando tênis, uma pochete e uma sacola de compras nas mãos.

Todos os caixas rápidos aguardaram que o homem se retirasse antes de cobrarem as contas. Mas paguei os meus pães e, para espanto meu e de todos os que estavam nos caixas, o homem havia ido embora normalmente.

domingo, 26 de junho de 2011

Reflexão: Amizades Virtuais

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Amizades são trocas de energia. Não falo sobre nenhuma energia espiritual, falo da energia eletromagnética que está presente até mesmo em um fio de cabelo.

A troca de leituras acrescenta experiências pessoais e cultura. Leio tirinhas, charges, desabafos, textos de auto-ajuda, poemas e textos literários e filosofia; as escolhas são feitas ao gostar de ler.

Essa amizade virtual é uma excelente maneira de trocar experiências de todos os tipos e a gente escolhe. Tenho imenso prazer de inventar história, criar poesias e estar aqui com pessoas cujas atividades são voltadas à criatividade.

Nas amizades virtuais, pela ausência da presença física, a energia despendida pelo pensamento não atinge diretamente a pessoa que lê, mas a nossa condição de humanos faz com que criemos laços e rodas de leitura.

No entanto, devemos tentar canalizar essa energia eletromagnética na troca de ideias com os amigos presentes, os que estão ao nosso lado de forma presencial. O virtual não pode substituir o real.

Por outro lado, a emoção que sentimos ao ler um texto, seja real, com um livro nas mãos, seja virtual, com a tela virando as páginas, é real. E, se algum texto cabe na tela e te agrada por algum motivo, ele te trouxe algo.

A amizade se dá porque procuramos pessoas afins, e tantos os que são blogueiros amadores como os escritores premiados se tornam à medida do que pensamos blogs simpáticos e agradáveis.

Os tempos são outros, as amizades virtuais são uma experiência nova, uma experimentação afetiva. Somos experimentadores tendo em vista que a atividade blog é relativamente recente e não sabemos, portanto, o que a experiência diz.

Tantas palavras são para dizer que estou blogando à vontade e o blogar pode ser uma troca como se fossem ondas de rádio percorrendo o pensamento da Nova Era.

sábado, 25 de junho de 2011

Sílvia Edite: escritora

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Sílvia Edite não deixou o personagem à sua própria sorte. Ela conhecia o personagem muito mais do que os seus leitores. Ela era rigorosa na correção ortográfica e, embora o personagem fosse bom, melhor seria para ele que ficasse longe de uma continuação piegas. A continuação dessa história mudaria a trama central, à qual ela havia se esmerado em manter com sutilezas que entremeavam o texto, sem muitas explicações para que os leitores tirassem as suas conclusões livremente.

O personagem era bom sem ser bonzinho, ou seja, enérgico e competente naquilo que fazia. Ele não precisava de mesquinharias apenas para dar continuidade à sua novela. O lado forte era o caráter, a humildade e a seriedade com o que pautava as suas obrigações.

Sílvia edite não queria enveredar a história onde entrariam as moças alegres que ele rejeitasse, embora seja absoluta essa questão. A mulher dele não era a mulher objeto, a mulher poderosa e, muito menos, a mulher submissa. Ele teve a mulher que queria com os desencontros normais de qualquer relacionamento. Adultério não houve nem por parte dele e nem por parte da mulher dele, eles se entendiam muito melhor do que os leitores poderiam imaginar. Os leitores talvez se divertissem com as discussões de casal e seria uma diversão sem sentido uma vez que o casal era formado por dois gritalhões de nascença. “Quem não chora não mama”, eles berraram à beça.

O motivo da trama seria descobrir porque ele, entre toda uma equipe de médicos, era o escolhido para receber acusações de suspeitas sem fundamento e críticas descabidas. O que o personagem teria de especial uma vez que eram os fatos na vida dele que provavam que essas acusações não tinham sentido, mas eram feitas. Em um dado ponto da história, o personagem vai ao psiquiatra e prova que não está doente e sai com o atestado de sanidade mental pelas ruas e o mostra a todos os conhecidos que o encontram.

Sílvia Edite não quis fazer uma segunda parte baseada em factóides apenas para obter uma vendagem aceitável. Ela lia alguns livros de romances e não considerava o amor em si, uma pieguice. Mas mudar a história para vender, não.

A editora preferiu que ela fizesse outra história e criasse outro personagem que coubesse em tramas romanescas. Sílvia Edite preferiu não publicar um livro que, modificado, seria um prejuízo para o leitor. Criativa, escreveu outra história, agora sim, de amor.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Impressões

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Poucos tocaram na Apolo,

Nave espacial que foi à lua

Nessa camisa sem dolo...

Meça e imagine que a rua

Some e o planeta faz-se Órion.

 

Viaje no tempo de Logo;

Na ânsia tangida da sua

Viagem fantástica e, o tolo

Perde a razão na ação muda,

Sofre ao perpétuo com moto.

 

Terra redonda num solo

Pátrio distante na nua

Sombra perfeita da foto

Que é estranha e só e surda,

Feixes de luz nesse aporto.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Não tem mais o que inventar…Numerologia de Botequim

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Não vou a botecos, mas aprendi por ter uma curiosidade embriagada, o significado dos números. Vamos ao aprendizado:

O número 1 = armas, armados, excitação e confusão com interferências indesejadas.

O número 2 = pato, burro, natação, brincadeira infame.

O número 3 = nádegas, algemas abertas ou liberdade.

O número 4 = cadeira, bebum, ferro de passar roupa.

O número 5 = pergunta, pergunta sem resposta, texto mal escrito e surpresa.

O número 6 = cadeira de balanço, balada, disposição feminina ao prazer.

O número 7 = significa: vem quente que estou no ponto, ponto de ônibus.

O número 8 = mulher em boa forma, sei lá o que se passa que eu não sou fofoqueira, nó e enrosco.

O número 9 = cachorro com o rabo entre as pernas, sujeito envergonhado, de ponta cabeça.

O número 0 = tudo que for redondo, gira ou rosca.

Vamos às combinações e somas:

Soma = 13, dessa vez você escapa!

Soma = 31, sinto muito por você...

Soma = 22, ele formam um belo par de patos.

Soma = 88, adivinha o que?

Soma = 30, senta que o leão é manso.

Soma = 96, inimizade, o cachorro precisa de auxílio...

Soma = 44, chame alguém para ajudar porque com dois fazendo quatro o clima fica quente.

Soma = 75, não deu certo, sequer pensa em responder.

Soma = 98, o cachorro envergonhado pede ajuda da mulher.

Agora, preste atenção, pode ser código secreto:

007 = James Bond

86 = Maxwell Smart, agented do Controle

99 = A mulher dele.

8-3 = As Pant (f)eras

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Tudo Igual

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O mundo não acabou

Mudou essa cidade

Que encerra de amor

O mundo na vaidade.

O tempo que se achou

Espera a novidade,

Alarde sem rancor

Que o amor se faz verdade.

Não deixa o que ficou

Atrás nessa saudade.

Sincero no valor,

Abraça essa amizade.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Amor a João Batista / Devocional

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Selvagem foi Salomé, a caprichosa

Mulher que mandou matar o Batista,

Esse homem martirizado que goza

O céu numa eternidade bem vista.

 

Amado e decapitado na prosa,

Conversa na sedução da desdita,

Má fé d’uma Salomé venenosa,

Serpente da mansa fala intimista.

 

Amar João e a sua cabeça perdida,

Na busca do ouro de amor que dá vida,

Revela a cura; ferida sem viés.

 

Amar João! Nesse carinho são os fiéis

Que seguem esse Batista que anima,

E inspira esse amar na paz dessa escrita.

sábado, 18 de junho de 2011

Susto

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A noite tem seus mitos,

Tem tipos esquisitos,

Vampiras e morcegos

De becos e segredos.

A noite tem seus ritos

De reza aos seus proscritos;

Exóticos nos medos,

Atípicos desvelos.

A noite tem seus crivos,

Que dizem dos amigos

Unidos em seus tentos

Curando os seus enfermos.

As noites são domingos

Que rangem com os brios

E os próximos enredos;

Segunda e seus defeitos...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Desejo

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Que o jovem possa entender a família,

Que amor se dá sem cobrar; uma troca.

Na união dos laços de afeto que endossa

A sua parte é de amor e partilha.

 

Que a casa seja suave, a mobília

Usada para guardar a vitrola

E as fotos; ergue-se a estante que adoça

Momentos raros, sofás em delícia.

 

Que frágeis e hábeis e tolos são os pais

E as mães que te amam e cuidam demais,

Que imploram para você ser feliz.

 

Que estude e ajude e que faça o que diz

E diga e faça o melhor e, bendiz

A sorte grande. Saúde essa paz!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Compartilhando a Paz e o Amor

A poetisa Noris Roberts, membro do

Universal Ambassador of Peace

   Ambassador of love

Escreveu-me e estou amando compartilhar com vocês o material que ela me enviou:

Hola, soy Noris Roberts, poeta de Venezuela, les invito a visitar este proyecto que como Embajadora de la Paz y del Amor llevo a cabo en youtube

http://www.youtube.com/watch?v=99_9jawi-ig

http://www.youtube.com/watch?v=O_k4zjzdZ2Q

http://www.youtube.com/watch?v=es0I5UV6aAk

http://www.youtube.com/watch?v=Uan6jl4dm_Y

http://www.youtube.com/watch?v=Xj9St17CMpo

http://www.youtube.com/watch?v=otYO9ev6vuk

http://www.youtube.com/watch?v=kwXf-sN9fZA

O Impossível Demora Mais Tempo

clip_image002O Impossível Demora Mais Tempoclip_image004

Faz o impossível aquele que, desconhecendo essa impossibilidade, segue o seu caminho, muitas vezes nulo de conhecimento de causa, em direção ao seu objetivo e, enfrenta as suas dificuldades como se fossem próprias do caminho escolhido para alcançar o objetivo previamente pretendido.

Quem não ouviu a frase: “Farei o possível porque o impossível demora mais tempo”?

Uma frase acertada e coerente. A grande maioria das pessoas não tem tempo para inventar coisa alguma. Trilhamos os nossos caminhos dentro de um padrão de prazo imaginário em conformidade com as atividades pertinentes a esse prazo. Quem inventa, seja um aparelho de telefone celular ou uma televisão de plasma, acredita no que faz. Para o inventor, ele tem a sorte de mostrar ao mundo aquilo que ele sabia como funcionava e corre para que ninguém mostre essa invenção antes dele.

São pessoas admiráveis os inventores, aqueles que unem os conhecimentos em prol do bem estar e criam uma nova realidade a partir da imaginação. São pessoas atemporais e que mudam a nossa vida.

Obs. Essa reflexão estava ótima até o momento em que eu precisei encontrar uma antiga cabeleireira que mudou de operadora e eu preciso marcar hora para ir ao salão. Agora, paro com a reflexão e sugiro uma lista telefônica residencial e comercial completa, atualizada anualmente, em PDF, livre para download pelos internautas interessados. Marcarei a ida ao salão de beleza por email e confirmarei a disponibilidade da moça através de email?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Descrença

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Perdi o eclipse lunar,

Não vi a lua encoberta;

A cheia atrai o meu sonhar.

 

Fechei a tela e o solar,

Liguei o som que desperta,

Livrei o sol de um azar.

 

Não creio em bruxa a avisar,

Não creio em sorte de estrela;

Não saí desse lugar.

Sobre a Débora e cumprindo o regulamento…

Selo Sunshine

 

Conforme me foi explicado, o recebimento do “Prêmio Sunshine Award” segue umas regrinhas e dentre elas a difícil tarefa de indicar apenas 12 blogs.

As regras são as seguintes:

1ª - Agradecer a quem lhe enviou

2ª - Escrever um post sobre ele

3ª - Entregar o selo a 12 blogs

4ª - Mencionar no post os blogs selecionados

5ª - Avisá-los sobre o recebimento do mesmo

Sobre a Débora e o www.cotidianoagridoce.blogspot.com valem um segredo culinário. Compre uma caixinha de morangos, lave-os e coloque em uma tigela com água e uma colher de sopa de vinagre por 30 minutos. Retire os morangos e poderá constatar um sabor bastante doce, a acidez foi embora. Pode usá-los sem medo em qualquer receita.

Os blogs são os seguintes:

1- Débora: www.cotidianoagridoce.blogspot.com

2- Lena: www.amadeirado.blogspot.com

3- OAS: www.oceanoazul.blogspot.com

4- Nel: www.nellsantos4.blogspot.com

5- Lilian: www.lilian-milugarenelmudoblogspotcom.blogspot.com

6- Milton: www.postsabeiramar.blogspot.com

7- Valéria: www.rasurassobreviventes

8- Zélia: http://cantinhoespec.blogspot.com/

9- Verinha: http://verinha-pensamentosesentimentos.blogspot.com/

10- Vivian : http://vivian-floreselivros.blogspot.com/

11- Lola: http://lola-elmundodelola.blogspot.com/

12- Maria Selma: http://mariaselmadr.blogspot.com/

A verdade é que eu gosto de todos os blogs que sigo, tenham a certeza disso. Um abraço!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Arrumando a Loja

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Arquibaldo, ao verificar que o carpete da loja apresentava um degrau, resolveu que estava na hora de trocar a forração e ver o que havia embaixo dele que causava o desnível.

Mediu o tamanho da loja e retirou o carpete. O contra piso estava trincado. Chamou um pedreiro:

_O caso é de refazer o contra piso, senhor Arquibaldo.

Arquibaldo concordou, mas por uma questão de segurança, perguntou aos vizinhos se eles tiveram problemas com o piso. Disse também que pensava seriamente em refazer o contra piso de toda a sua loja.

_Arquibaldo, não faça isso. O contra piso foi feito com uma espessura inadequada, mas embaixo é terra e na terra há animais. Você pode empestear a sua loja. Pior, pode ter uma fossa e alguém pode cair e se ferir. Eu digo isso porque eu tive que refazer o meu encanamento de esgoto, não tinha vazão o cano de esgoto da minha loja. Verifique o seu esgoto, antes de tudo.

Arquibaldo disse que o seu esgoto estava em ordem, que o problema era no piso.

_Amigo me escute o que querem fazer: querem começar um esgoto a partir da fossa na rua. Vai dar errado e o engenheiro da esquina, que tem uma loja de material de construções me avisou. Eu liguei os meus banheiros com o esgoto da rua, provavelmente o seu vai para a rua tendo em vista que eu tive que me ligar a toda a rede e à sua loja estava incluída na rede. Mas alguns lojistas ligaram as lojas a essa fossa que ainda não foi desativada.

Arquibaldo ficou impressionado. Fossa aberta depois da rede de esgoto feita? Não tinha sentido.

_Tem gente para tudo nesse mundo! Até mesmo para reativar a fossa da rua.

_Escute amigo, a fossa não foi fechada quando fizeram a rede de esgoto?

Por questão de economia a fossa havia sido aterrada sem ser fechada.

Arquibaldo foi a outro vizinho para confirmar a história.

_São fatos, Arquibaldo. Coloquei cimento de massa pesada em cima do que havia para tampar e isolar qualquer ligação com a fossa. Tem gente que quer começar uma nova rede de esgoto a partir da fossa. É lógico que não dará certo. O esgoto correto começa com um depósito adequado com tratamento, depois são feitas as tubulações e depois de tudo pronto se fecham sanitariamente as fossas e paulatinamente as ligações de esgoto são feitas.

Arquibaldo se convenceu. Colocou cimento em cima do contra piso existente e isolou a sua loja da fossa. Perplexo, pensou em como foram deixadas as fossas, fontes de tantos problemas, sem tratamento, abertas, caindo em lençóis freáticos de água limpa quando havia uma rede de esgoto própria, construída e em pleno funcionamento. Antes se chamasse Tomé.

domingo, 12 de junho de 2011

Ironia

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Jegue pacato, fiel e distinto,

Segue o seu arreio na lida avaliada

De aço puxado ao passo seguido;

Sina de ensino à pelo no instinto.

 

Manso cordeiro de alma vestido

Segue o pastor em busca da malha

Fresca ao calor do sol estendido;

Despe-se e veste um pobre sofrido.

 

Pombo-correio, o carteiro auferido,

O anjo esquecido ao céu se dispara

Na ânsia da entrega ao tempo pedido;

Cumpre o papel na data marcada.

 

Bicho fez-se homem, barro fundido,

Osso e costela, sobra da escala

De ânimo próprio, de único tino.

Sonho de luz, que esparja a palavra!

sábado, 11 de junho de 2011

A Namorada Inteligente

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Silvana tinha ideias a respeito de como seria o seu namoro e, aos dezoito anos, ela comenta com as amigas:

_Estou gostando de alguém. Eu aprecio as qualidades dele e ele vai apreciar as minhas qualidades.

_Como? As amigas se admiravam do jeito da amiga.

Silvana tinha olhos e cabelos castanho-escuros suavemente ondulados cortados um pouco abaixo da nuca, a pele oleosa e um rosto de traços comuns. Usualmente vestia calças jeans, uma blusa básica e um casaquinho de cor neutra além dos sapatos do tipo mocassim sem saltos. Com 1.63 metros de altura, ela cativava todos ao seu redor pela maneira prática de encarar os seus problemas.

_Ele pega o mesmo ônibus que eu, ele não é nenhum modelo de beleza, nem tão alto e nem tão baixo, nem tão magro e nem tão gordo em relação a mim. É caprichoso com os sapatos, o que indica que será um bom marido. E o melhor é que ele brigou com a namorada e está carente. Eu dei o meu número de telefone para ele.

As amigas disseram para que ela não se entusiasmasse porque não ia dar namoro.

Silvana, assim avisada, conversou com ele durante duas semanas e o convidou para sair e se distrair no sábado à noite.

_Ele percebeu a minha intenção e, das duas uma: ou ele não me liga mais ou dá a entender que não quer nada comigo e eu paro de atender os telefonemas dele, encurtando a minha decepção.

Na segunda-feira seguinte as amigas perguntam como havia sido o encontro.

_Ele veio me buscar e eu estava maquiada vestindo um vestido preto na altura dos joelhos com um decote ousado nas costas e para criar um estilo, usei também um xale fino com tons de prata entremeados cobrindo as costas. Quando ele me viu naquele traje, se retraiu e ficou vermelho, mas depois de conversarmos e nos distrairmos, ele me convidou para sairmos na semana que vem.

Um mês depois a Silvana para com as narrações e, as amigas estranham.

_Agora o assunto namoro é entre eu e ele. Sinto muito, mas não vou ficar contando do meu namoro para vocês.

Seis meses depois as amigas viram quando o Ronaldo veio buscá-la na saída da faculdade. Foi assim que as amigas entenderam que a Silvana era uma moça inteligente até mesmo no amor.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Graça

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A prática sugere o caminho

Da lavra, ser que segue a montanha

Perdido num aviso vazio

De setas na pegada tamanha.

 

Resvala numa ponte de alinho

Por sorte inesperada à façanha,

No modo desejado ao divino

Pinçado, um escolhido na manha.

 

A ação imune ilumina esse tíbio

De ideias desarrumadas à lama,

Descaso na dureza do sino

Batido e calejado na tampa.

 

A ponte se partiu num arrimo

E o que era não foi mais a montanha,

Foi arcada e proteção, no carinho

Do abraço, a salvação dessa apanha.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Um Bom Dia ao Amanhecer

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Ao amanhecer quero abrir as janelas e dizer bom dia ao universo e, se estiver chovendo, respirar o ar úmido e fresco que a chuva trouxe.

À janela gritarei que essa chuva é benfazeja, que veio mansa e trouxe paz. Deixe que chova, deixe a terra aproveitar, deixe que os pássaros se banhem e que os rios se renovem e sigam em direção aos mares.

Esteja eu na cidade, no campo ou no litoral quero dizer bom dia e por hoje não pensar em nas fraquezas humanas e nas doenças, são da condição humana. Eu sei que o mundo acorda para as suas utilidades e que ninguém, ou, quase ninguém é indiferente ao sofrimento dessa condição.

Os maus que se lasquem, que não quero corroborar com as suas atitudes e quero dizer bom dia. Penso que se o mal existe é porque não conhece os prazeres da bondade, então acredito que o ser mau viva para transmitir o fel que vai à sua alma. Haja quem pense que o Beowulf da lenda anglo-saxônica não tenha sido cruel. Para quem lê o seu nome foneticamente Beowulf vê a rima: be awful, e o seu significado é: seja horrível. Tem uma enorme quantidade de pessoas melhores que ele. Ainda quero dizer bom dia apesar dele.

Não vou ler enquanto estiver dizendo bom dia e deixo para daqui a alguns minutos os despautérios dos homens que são os donos do mundo. Eles compraram e pagaram à vista, quem vendeu está com problemas. Eu, que não vendi nenhum Corcovado, não tenho porque me preocupar e posso dizer o que quero. Pelo menos até que me interrompam, mas por que fariam isso? Não teria lógica ou se tivesse, seria uma lógica desconhecida minha. Esse é o mundo das nuvens e das suas sombras, não o meu.

Um bom dia para a minha fé que também é mansa de coração, um bom dia para os meus afazeres normais sem me achar subjugada e nem sobrecarregada, embora muitos dias sejam assim. Hoje, não.

Um bom dia, apenas um bom dia.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quadrinhas

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A lucidez de raciocínio

No despiste de Curupira

Inexiste desde menino

Pá-virada não deixa pista.

 

Esperteza teve o destino

Ensinando o ritmo caipira

De atalaia se foi um peregrino

Sem ser visto aqui em pé-de-briga.

 

Cada causo vão ao pé-de-ouvido

De armação que até Deus duvida;

Lá no mato tem a guarida,

Quem se enrosca fica ferido.

 

Não se brinca com brasido

Nem fogueira alta e retorcida;

Quem precisa sente o perigo,

Não se queima nem na água fria.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Diálogo, o Papagaio

Diálogo, o Papagaio

Uma senhora, Joana, mudou-se para um apartamento com terraço e levou o seu papagaio de estimação. O papagaio se transformou no seu marqueteiro pessoal tornando-a conhecida e bem quista pelos vizinhos.
Diálogo, o papagaio, falava as mesmas frases e as repetia diversas vezes ao dia. Ao amanhecer ele diz:
_ ACORDA MARIA QUE ESTOU COM FOME DE GATO.
Na hora do almoço ele resume:
_ESTOU COM FOME DE GATO.
Enquanto o papagaio se repetia, no apartamento onde moravam os adolescentes Raul e Rogério, de 12 e 14 anos respectivamente, a mãe ralha:
_ Na idade de vocês eu levantava cedo, arrumava a minha cama e aproveitava a mocidade. Vocês ficam no computador e perdem a noite e de dia estão preguiçosos. Não que mais esse comportamento dentro da nossa casa!
A mãe repete todos os dias até que os filhos levantam dormem e levantam cedo para evitar a reprise do sermão. Ufa!
O papagaio continua a rotina e na hora do almoço diz:
_ESTOU COM FOME DE GATO.
Enquanto Diálogo papagaiava, um homem desempregado dizia à mulher:
_Daqui a pouco vamos passar necessidades. Estamos desempregados e não conseguiremos o mesmo salário de antes porque passamos dos quarenta anos. Quer saber? Eu vou procurar um emprego em uma empresa com refeitório e almoço incluído e não terei que pagar almoço em restaurante. Compensarei o salário menor com a alimentação inclusa e mantenho o padrão de vida. Pense nisso, Cláudia. Pode ser uma ótima saída para a nossa situação.
E o casal conversou e conversou e se ajustou de um jeito diferente. Fizeram adaptações e se adaptaram aos 40.
À noite, Joana ensinava uma nova frase ao papagaio, inserindo palavras novas àquelas frases que ele dizia com convicção:
_BOA NOITE, MARIA, QUE EU QUERO DORMIR COMO UM GATO ESTIMADO.
Enquanto isso, Silmara pensava no marido e no jogo de sinuca duas vezes por semana que atiçava o seu ciúme. Orlando não era de se jogar fora, ela tinha certeza. Ao ouvir o Diálogo, ela toma a iniciativa e se enfeita, pega o carro, abre a janela do automóvel em frente ao bar de sinuca e pergunta pelo marido.
_Aconteceu alguma tragédia, Silmara? Pergunta o marido em tom de ironia e entra no veículo.
Silmara o leva para jantar, dançar e matar a sua fome de gata.
Diálogo era amado naquele local onde os moradores deixavam o mais importante para depois. Diálogo não era cobrança e nem obrigação, era conversa sem ter um por que e surgia espontaneamente.

domingo, 5 de junho de 2011

Tango

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Que sentimento te passa?

Esse acordeom sereno

Descortinado com graça...

Um sanfoneiro que agrada,

Um seresteiro roufenho,

Ou, uma canção de trapaça?

Um musicista à calçada

Que recebeu como empenho

A recompensa sonhada

E a um coração desamarra

Com seu sonar madrileno,

Acobertando a ninada.

sábado, 4 de junho de 2011

Recanto

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O lago circundado por casas,

Bucólica paisagem no quadro

Do canto da vivenda sem asas,

Retorna ao seu lugar restaurado.

 

O verde desbotado são as algas

Que sobram descuidadas no pálido

Lugar; são desbotadas análogas

Às tintas removidas com tato.

 

Cristal que se ilumina nas claras

Correntes; barcas-novas de um lago

Brilhante, de janelas de esquadro

Que, belo, são projetos das traças.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Arraial de Festa

Festa Junina – Arraial

festa junina

Não rende e não passa essa ressaca,

Pinhão com paçoca no recreio.

Que festa de gula lá na praça!

De graça, o deleite sertanejo.

 

Quentão e milho-verde na barraca,

Forró na sanfona num folguedo,

Quadrilha dançada, arte de graça

Nos passos ensaiados em segredo.

 

Na saia de fustão branca e rendada;

No terno xadrez um arremedo,

Remendo no bolso que disfarça

O rasgo e renova o tema-enredo.

 

Anima a torcida na chamada

Dos grupos folclóricos com medo

Da cobra na ponte e na virada

Da festa junina, haja festejo!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Desfaçatez

Desfaçatez

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Desfaço-me dos cacos de vidro

Com luvas de borracha e vassoura,

Ignoro o que quebrou sem aviso

No esbarro inconsequente a essa louça.

 

Desfaço-me do preço embutido

No doce esparramado que ousou

Perder-se no chão claro do piso

E que a água cristalina levou.

 

Desfaço-me no esforço empreendido,

Liberto-me em cansaço e, repouso

No lar redescoberto ao dessiso;

Recanto de minh’alma que voou.