Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

terça-feira, 7 de julho de 2020

A Doutrina é Diferente / Reflexão

A Doutrina é Diferente / Reflexão

     Às vezes é preciso esclarecer.
     A dotrina da denominação batista não pratica a Maria idolatria porque, embora seja a mãe de Deus, mantida toda a sua história perfeita enquanto mãe de Deus, ela não é Deus, mas sim seu filho Jesus que é a mesma pessoa de Deus, e ao qual se adora.
     É uma questão de doutrina, mas não de vida pessoal, pois cada um tem a sua família do jeito que Deus quis, e com os propósitos para que seja em fé.
     As pessoas não devem confundir a doutrina com a vida pessoal do cristão, pois a doutrina é uma opção a ser seguida para se chegar até Jesus Cristo, o seu filho amado.
     Quanto à Maria, a mãe de Deus, nada se pode acrescentar além da própria palavra bíblica, não se discute uma possível alteração na história de Maria, porque a história dela é a dela. Dentre as aparições dela na Bíblia, está a festa na qual ela percebe que pode faltar a bebida e pede ao filho para providenciar, e uma na qual ela pede para Jesus atender as visitas e ele diz que tem algo mais importante do que conversar com as visitas. Esteve presente na hora da crucificação, e foi a mãe perfeita da hora da dor.
     Quanto à Jose, seu esposo, também merece respeito. Os batistas não cultuam santos, mas estuda a vida dos santos, e pronto.
     A família deles tem história própria e excepcional, pois educaram Deus.
     Cada cristão tem a sua história, e essa história é respeitada, porque toda história merece respeito, seja a da humanidade, a da música, o do seu país de nascimento, enfim a história é para ser contada.
     Por que é que estou escrevendo sobre isso?
     Porque estou tentando traduzir a história de Huchaldo e as modificações na música que aconteceram sob a influência dele.
     Até ontem eu não sabia da existência de Huchaldo, hoje eu sei.
     Agora que já vos apresentei a Jesus Cristo, pesquisem.·
     Sobre a doutrina batista, igualmente, pesquisem, e se gostarem, podem aderir.
      

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Momento de Simplicidade

Momento de Simplicidade


Essa necessidade
De estar em movimento
É humana e sem vaidade,
Mas triste é o sofrimento


De quem fica à metade
Pelo simples momento
Contrário a realidade,
De um tal divertimento;


Corresponde a vontade
A criação de um tormento,
Quando é a simplicidade
Que se impõe ao passatempo.
  

domingo, 5 de julho de 2020

Um Filme / Conto

Um filme

     Soraia e Sofia foram assistir ao filme "cult".
     Afinal, o filme não era tão "cult", mas elas queriam comentar sobre o filme.
     _Escuta, Sofia, que tipo de mulher era aquela?
     Sofia respondeu:
     _Ora, conforme você ouviu o decorador dizer, ela era o tipo de mulher que falava o que queria conseguir e conseguia.
     Soraia disse:
     _Sim, porque a outra é um clichê, é o tipo de personagem ao qual estamos acostumados.
     Sofia refletia:
     _Sim, mas se eu encontrar aquele tipo de mulher, eu fujo. Afinal o que é que ela queria, que até agora eu não entendi.
     Soraia ria:
     _Ela queria casar a única das filhas que estava solteira.
     Sofia:
     _Hum? Você acha que é daquele jeito que as coisas acontecem?
     Soraia:
     _Ela é prática.
     Sofia:
     _Você se enquadraria em qual das personagens: a clichê ou a prática?
     Soraia:
     _Nenhuma das duas.
     Sofia:
     _Eu tambem não. Por que ela estavam sempre na mesma cena, se uma queria casar a filha e a outra comprar o vaso de porcelana do decorador de ambientes?
     Soraia:
     _Esse é o motivo do filme ser "cult".
     Sofia:
     _Sim. O decorador deixou a casa da primeira aconchegante e vendeu o vaso à outra pelo triplo do preço.
     Soraia:
     _É fato, mas a mulher conseguiu casar a filha e a outra conseguiu o vaso para colocar no Hall de entrada.
     Sofia:
     _Como as vontades pessoais diferem de pessoa para pessoa, que coisa absurda!
     Soraia:
     _Muitas pessoas conseguem o que querem.
     Sofia:
     _Genial foi o cineasta que colocou esses clichês como tema e fez um filme cult, com a maldade nada caricata da Lauren e a vontade de resolver a vida de pronto da Meg, junto a um decorador, que não era um decorador, mas um diplomata.
     Soraia:
     _Há jeito melhor de se viver.
     Sofia:
     _Para quem pensa, ah, quem não pensa como nós.
     Soraia:
     _Café com bolo?
     Sofia:
     _Confeitaria?
     Soraia:
     _Uma vez em cada seis meses?
     Sofia:
     _Combinado.
     Ambas seguiram felizes, com a estranha sensação de serem intelectuais.       

sábado, 4 de julho de 2020

Amenizante

Amenizante


É final de semana,
Quanto a isso ninguém se engana,
E é a gente que o difere
Conforme se prefere,


E o pássaro já flana
Ao céu azul que se ufana,
Pois a ele se refere
Um sol que nele infere


A alegria que se irmana
Ao frio de uma semana,
Com gelo; caractere
Ameno se sugere. 

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Calor de Tecido

Calor de Tecido


Média constante
De bom cansaço,
Frio congelante
Ao passo a passo


De cada instante
Ao fixo espaço,
Algo falante
De um mesmo traço;


Ponto restante,
Linha que faço
Sem ser errante,
E a blusa abraço.  

 

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Outro Sonho / Conto

Outro Sonho / Conto

     Joaquim também sonha. Sonhou.
     _O que você acha desse sonho? Eu achei que era algo caro, mas ele disse, enquanto dirigia o carro pequeno e usado, que iria de mudança para a Itália. Além de tudo, o que significa sonhar com gente que já morreu? Devem ser as notícias que andam me influenciando.
     Passaram-se trinta e seis horas do sonho, e surge o problema.
     Veio o ciclone e destruiu a casa.
     _Agora, quem está a pé sou eu, disse Joaquim. Não posso mudar os fatos.
     Enquanto ele constatava a realidade, percebeu que alguém estava mudando
a realidade do falecido. O falecido tinha vendido a casa por causa de um temporal que se repetia e se repetia, e ele nada mais fazia do que consertat o estrago do temporal.
     Joaquim queria consertar a casa, e pensou no prejuízo e levantar o dinheiro do conserto. Foi ao banco e descobriu que tinha recebido a quadra da quina que estava acumulada e que o conserto não seria dispendioso.
     De novo, o sonho.
     Joaquim não estava mais a pé. Ele sabia o que deveria fazer.
     Joaquim deveria simplesmente reafirmar que há casos em que não há culpa nem crítica, porque pertence à realidade fática do indivíduo. O falecido tinha vendido a casa por motivo certo e justo e a história não poderia ser modificada.
     Nisso toca o telefone:
     _Joaquim a seu dispor, por favor.
     Do outro lado da linha, um amigo pedindo para que ele evitasse sons baixos e repetidos, pois as fakes news estavam usando mensagens subliminares hipnóticas para fazer com que as pessoas acreditassem como realidade o que não era tido como realidade pessoal, uma espécie de hipnose coletiva, mas com o fim de dominar as mentes desprevenidas. 
     Joaquim desligou o telefone e pensou em voz alta:
     _Que sonho!
     Joaquim olhou para a casa e pensou de novo:
     _E vai acontecer de novo. E pode acontecer comigo.
     A essa altura, o vizinho vem reclamar da bagunça.
     Joaquim, conhecendo o vizinho há mais de quarenta anos, responde:
     _O senhor sabe quantas vezes o senhor me telefonou para comprar esta casa?
     O vizinho responde:
     _Eu não lembro de ter interesse na sua casa.
     Joaquim respondeu que ele lembrava do tempo que a casa havia sido recém-pintada, quando recebeu a ligação para comprar a casa.
     _Desculpe perguntar, o senhor ainda tem aquela loja?
     O vizinho, enfezado com a resposta, respondeu:
     _Como é que o senhor sabe que eu tenho loja noutra cidade?
     _Porque o senhor me telefonou da loja.
     Joaquim refletiu que a realidade não pode ser mudada com projetos pretéritos.
     O vizinho estava zangado, e Joaquim entrou no cômodo que não havia sido danificado e resolveu assistir as notícias ao celular.
     Ele ouve sobre o discurso do ódio e desliga o noticiário. Reclama em voz alta:
     _Nessa situação pandêmica, com consertos, eu lá quero saber de discurso de ódio.
     Nesse íterim passava alguém na rua que, ao olhar para a casa, ouviu a reclamação. 
     Ele chama o Joaquim:
     _O senhor Joaquim, estou passando na rua e ouvi o senhor reclamar do discurso do ódio, mas há um vizinho que usa de maledicência contra o senhor há mais de vinte anos. Suponha que eu lhe chamasse para reclamar da bagunça porque alguém se queixa do senhor. O discurso do ódio é mais ou menos isso: alguém fica atiçando o cachorro até que o cachorro morde. Permita lhe contar uma história:
     "Era uma vez uma casa com um cachorro para fazer companhia e barulho se chegasse gente estranha no portão da casa. A dona da casa tinha hora para sair e pegar os filhos dela na escola. Todos os dias, enquanto ela não estava, alguns moleques, na saída da escola próxima à casa dela, atiravam pedras no cachorro, mas do lado de fora do portão. O cachorro latia contra os moleques, mas acabava machucado com as pedras. Um dia, ao receber visitas, outra senhora entrou com o filho, que estava com o mesmo uniforme dos moleques, e o cachorro, ao ver o portão aberto e o garoto com uniforme, atacou ferozmente o garoto, e por sorte, apesar de ferido, não morreu."
     O homem perguntou ao Joaquim:
     _O que o senhor acha dessa história?
     _Eu sei dessa história e esse é o discurso do ódio, mas o que é que eu posso fazer?
     O homem respondeu que o discurso do ódio precisava ser tipificado no Código Penal.
     A conversa com o passante acabou por distrair Joaquim.
     O dia acabou e Joaquim tinha muito a fazer, inclusive se cuidar com a pandemia. Lembrou-se da pandemia e sentia-se bem por ter usado a máscara e a distância social ao conversar.  

      
           
     

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Cenário

Cenário

Exatamente,
Mas ao contrário,
Um gesto ausente
É solidário,


Estranhamente
É um corolário
Que está presente
Em todo diário,


Humanamente 
É temerário
Versar à gente,
E este é o cenário.