Configurações / Crônica do Cotidiano
Sair, relaxar, que ideia boa e bonita, mas a teoria refletindo-se na prática é diferente.
Não importando aonde estou, mas a noite de ontem renovou os instintos, os de se proteger da chuva,
e ouvir os sons da mata.
Ontem choveu muito e ventou, e o inesperado foi o som dos macaquinhos apavorados emitindo seus sons característicos uns aos outros.
Acordei no susto, levantei pronta pra sair, e dei risada de mim.
Da janela eu ouvia vários:
_Uh, Uh, Uh.
As folhas das árvores se agitavam, olhei pela vidraça sem abrir nenhuma fresta, o que foi prudente e motivo para que este lugar seja exclusivo para mulheres. Elas não vão procurar micos. Os homens saem e criam problemas para a segurança do lugar.
Agora não sei se é elogio ou crítica, pois a vista do local para os homens é um pacato olhar de mar.
Depois soube que, mesmo com vista para o mar, houve insônia, pois havia um ruído indistinguível naquela bucólica paisagem, também poético, posto que eles, os da paisagem tranquila, comentaram que nem valia a pena tomar chuva, ver chuva com conversa de chuva e frio.
Melhor ideia tiveram os jovens, que compraram capas de chuva descartávei e saíram para enfrentar a chuva, o frio e o vento.
Dormir mesmo, por aqui, somente depois que os macaquinhos se acalmaram.
Lembrei daquele ensinamento de que nenhuma proibição é a troco de nada.
Fico em meio a civilização, e muita gente sem ter o que fazer.
O lazer possível aqui foi desaconselhado, porque eles , os macaquinhos pegam os lanches e o que quiserem para fazer imitações próprias da espécie.
Sem querer cometi uma gafe, trouxe banana seca como lanche fora de hora.
Não é aconselhável ter bananas ou bananadas por aqui, e restou-me comprar biscoitos.
Estou em outra configuração, válida como um contato personalíssimo com o meu instinto.
Vocês merecem um foto:
Grata pela leitura.
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