Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Não é Problema Meu / Minirônica de Supermercado

Não é Problema Meu / Minirônica de Supermercado


     Estava eu com o roteiro do supermercado, pães e adjacências, quando parei para olhar um produto, enquanto as repositoras colocavam mais na prateleira, e enquanto isso, conversavam e faziam planos.

     Planos de beleza, preenchimento facial.

     Mostravam uma e outra as fotos de preenchimentos com aparência natural.

     Conversavam sobre o preço do preenchimento facial com o conteúdo de um mililitro do famoso botox, mas esse prometia durar dez anos, ou seja, até os trinta e cinco ou quarenta anos elas ficariam do jeito que imaginavam.

     O preço seria parcelado, porque elas não tinham disponibilidade financeira para pagamento à vista.

     Escutei toda a conversa, pois elas olhavam para o celular com as fotos, e eu aguardava a liberação da prateleira para pegar o que precisava comprar.

     Aproveitei para pensar. Sei que fiquei com vontade de conversar, mas não era problema meu.

     Uma série de questões vieram na minha cabeça, como por exemplo, a de uma conhecida que fez plástica pós-parto para ficar com a barriga de solteira. Naquela época, há quarenta anos atrás, fazer plástica significava fazer dieta, pois se ganhasse peso após a plástica abdominal, os pontos ficariam abertos e haveria cicatriz feia naquela barriga linda. Na época, não disse nada.

     Desconheço a necessidade de  cuidados pós preenchimento facial em clínicas de estética.

     Difícil não dizer nada.

     Estamos num tempo em que a imagem pessoal é bem vista na internet, é uma nova realidade.

     Comecei a repetir para mim mesma diversas vezes que o problema não era meu, que qualquer imprevisto o problema seria delas.

     Foi auto-sugestão, não convicção.

     O problema está na sociedade e na imagem que fazemos dela todos os dias através das inúmeras fotos que carregamos no celular, nas redes sociais, na consideração que se tem pela estética da tecnologia.

     O problema não é meu, mas o pensamento é.

     Grata pela leitura. 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Manhãs Mornas

Manhãs Mornas


Sem espaço

De cansaço,

Madrugar


Nesse passo,

Num mormaço

Caminhar,


Passo a passo

Devagar,

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Turista


Turista


Espero que exista,

Tenha quem insista

E leia devagar,


E ao tempo persista,

Mas depois invista

No seu divagar


Livro é ser turista

Sem sair do lugar. 

sábado, 26 de setembro de 2026

Relevante

Relevante


Cada caminho,

Se edificado,

Vai celebrado


Num pergaminho

Bem conservado

E bem guardado


Num escaninho

Desconcertado.

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Edição

Edição


Esta folha amarelada,

Pelo tempo desgastada,

Traz a luz certo saber,


Numa capa encadernada,

D'uma edição que é esgotada,

Se folheada, há o que ler;


Nesta edição já esgotada,

O poeta mostra seu ser.  

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Realidade

Realidade


Humana, a mente possível

Que está a racionalizar

O necessário e o visível,

Gostar de raciocinar;


Existe o que é verossímil,

Não precisa equalizar

Todo o som, ser audível

E real, sem o imaginar,


E a realidade não é incrível,

Basta ser, e vivenciar

O que existe, o que é factível,

Exatidão a constatar.  

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

De Vez em Quando, Polêmica / Comentário

 De Vez em Quando, Polêmica / Comentário


     Mudando de assunto, um contrassenso observo no noticiário.

     Há um projeto de lei obrigando a construção dos chamados telhados verdes, ou seja um jardim no telhado dos edifícios de utilidade pública.

     Não gosto de entrar nesse meio político quando escrevo, mas moramos num país em que não faltam insetos e outros bichos, que entram e convivem erroneamente nas cidades.

     Onde resido, Curitiba, tem um parque onde as capivaras passeiam livremente, e os pedestres admiram e tiram fotos, mas elas não são tão mansas assim, e é preciso manter uma certa distância. Quando aparecem jacarés, dizem que foram colocados no parque. Já pensaram em alguém capaz de capturar um jacaré, trazer para a capital e colocá-lo numa lagoa? Eu não sou crédula.

     Temos gambás e sapos nas estradas, e de vez em quando, assustam motoristas.

     Áreas verdes não nos faltam, mas critico telhados e cercas verdes, criadouros de insetos.

     Este posicionamento não significa ser contrária a preservação ambiental, mas tato ao saber que áreas verdes precisam ser cuidadas por especialistas.

     Fato é que ao residir próxima a um parque, verifico o cuidado das autoridades locais no controle das pragas urbanas, e admiro o pessoal que retira os ninhos de cupim, e controlam os insetos, posto que muita gente leva os seus animais de estimação ao parque disciplinadamente, como por exemplo: para a chuva, eles levam os animais para tomar o ar do parque.

     Tudo tem o seu lugar, a natureza também.

     Podemos conviver em paz com a natureza, respeitando os limites, respeitando as crianças tanto quanto o fabricante de inseticida respeita.

     Nenhuma cidade resiste sem ter natureza por perto, o que não significa fazer uma horta num apartamento, que mesmo com cuidados, atraem insetos de toda espécie.

     Natureza é ao natural, como o ser humano é para a civilidade.

     Respeitar o espaço do outro é fundamental, mesmo quando falamos de espécies.

     Por aqui, temos águias e falcões, pássaros de todo tipo, vários parques bonitos e bem cuidados, e quando digo bem cuidados, significa que as árvores são podadas regularmente, a grama aparada e os insetos controlados.

     Já houve a época do exagero, em que éramos obrigadas a comprar inseticidas, e vestir máscara para atacá-los.

     Já houve época de poluição extrema, com uma fábrica de velas queimando os seus produtos e fumaceando toda a vizinhança, a ponto das cortinas ficarem sujas de fuligem.

     Estamos numa época em que se defende o verde, mas a natureza, sob o meu ponto de vista, não pode ser uma ideologia impositiva, posto que não é difícil encontrar animais silvestres nessa terra tão privilegiada pela natureza.

     Assunto para ser discutido por todos, não para ser uma nota do jornal A Voz do Brasil, que pouca gente escuta, embora muito seja dito, em suas notícias curtas.

     Grata pela leitura.       

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Novidades / Crônica de Supermercado

 Novidades / Crônica de Supermercado


    Hoje parei para ler um novo produto que interessa a todos: um mata-mosquitos elétrico 24 horas, que promete não fazer mal às crianças e aos animais de estimação.

    Não comprei porque vou procurar saber mais pela internet, no site da fabricante.

    Dificilmente paro para observar tais produtos, mas exposto no corredor de entrada fica mais visível ao consumidor.

    Reparei nas atitudes do consumidor. 

     Quando a gente entra num supermercado novo, a gente procura algo diferente para comprar, e, quando a gente vai num mesmo supermercado, a gente nem repara nas prateleiras e as novidades que possam estar por ali.

     Um familiar trouxe para casa uma barrinha de tâmaras, uvas passas brancas e creme de amemdoim, bastante saudável. Eu nem sabia que existia, e gostei. Um lanche bom para ter na bolsa num dia corrido.

     Interessante é que o consumidor repara no que falta ou numa linha de produtos que o supermercado deixa de vender, conforme reparei na semana passada que o supermercado que vou deixou de vender os chinelos de borracha de uma determinada marca, mas manteve os chinelos habituais do brasileiro.

     Verifiquei, depois do produto novo no corredor de entrada, o movimento de setores cobrando a falta dos produtos deles nas prateleiras.

     O que pouca gente sabe é que a exposição de produtos novos requer toda uma negociação com o supermercado no qual será exposto.

     Existem duas políticas de vendas quando o produto é novidade no mescado, a primeira é entrar em promoção com um custo mais barato, e a segunda é um contrassenso, pois o produto novo é oferecido a um preço muito mais alto do que nas outras lojas com o intuito de que o consumidor, ao verificar o preço, pense em comprar na outra loja, provocando o consumo de algo que talvez nem tivesse a intenção de comprar.

     Existe uma diferença entre o consumo rotineiro e o consumo turístico num supermercado. Quando o consumo é rotineiro, o consumidor segue direto ao que pretende adquirir, pois já conhece a disposição do produto na prateleira. O consumo turístico quer saber o que aquele lugar tem de especial , como um supermercado "gourmet" oferece produtos específicos, e para se chegar até a área específica, várias voltas nos corredores são necessárias.

     Anúncios são caros, tem custo, e muitas vezes, os fabricantes preferem usar as prateleiras dos mercados como anúncio, porque a propaganda de boca em boca, apesar de todos os recursos midiáticos existentes, ainda é uma boa propaganda.

     O último produto que comprei, em termos de novidade, foi um produtos para limpar inox, líquido e muito eficiente.

     Esse produto novo é que pretendo comprar a partir de tê-lo visto no corredor de entrada, com a intenção de comprar pão.

     Pelo menos fica a sugestão e a noção de um produto, com design moderno, e que pode ser um bom aliado nos dias que se seguirão de calor e janelas abertas.

     Grata pela leitura.    

         

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Neste Tempo, Sofá e Passatempo

Neste Tempo, Sofá e Passatempo


Vontade de caminhar

Sem querer o chegar,

Dentro do pensamento


E muito acreditar

No tempo de arejar

Desse discernimento


Que é a fazer todo o estar,

E o sofá, passatempo. 

sábado, 19 de setembro de 2026

Divagação sobre o Tempo

Divagação sobre o Tempo

     Chove, perto da cortina começa a vir um leve odor de mofo. Abrir as janelas é se molhar, sem necessidade.

     Comprei sombrinha nova, a minha se foi numa das chuvas quando o vento a levantou.

     O inverno termina com essa sensação, a de que será necessário cuidar de arejar a casa, e insistir em todas as tangerinas, ponkans, morgotes, mexericas, e tanto assim, que até conheci a verona, que não sei de onde veio, mas é bastante saborosa na leveza da acidez cítrica.     

 Tem gente que faz chá com as cascas dessas frutas e põe uma pitada de canela, e ao chá se nomina de quente, e que não se pode tomar um chá desses e sair ao tempo.

     O inverno tem suas delicadezas para com a gente, e são esses pequenos mimos que o fazem aconchegante.

     São as feiras com produtos da época, são as pessoas nas ruas encolhidas nos seus agasalhos, a vontade de ficar em casa e esquecer da correria da semana, algo que não é para todos, pois a preocupação é dobrada para quem tem crianças em casa e na escola.

     Alguns ritos ficaram da pandemia, como evitar aglomerações nos dias frios e chuvosos, se não há gripe, de um resfriado e uma dor de garganta podem vir e pegar a gente de surpresa.

     Sentimo-nos longe nesses dias molhados aos finais de semana, longe da chuva principalmente.

     Não há desperdício de tempo, quando o gastamos fazendo coisas por nós mesmos, embora, às vezes, imaginamos que há um mundo lá fora para conhecer.

     Inverno é aqui e em qualquer lugar onde haja frio e chuva o mês inteiro, e a semana promete mais chuva.

     Os dez graus centígrados da manhã não são nada comparados aos doze ou treze graus como temperatura máxima, pois durante o dia a gente sai, e ficamos alternando entre a temperatura do ar-condicionado e a do tempo na rua, e talvez seja essa mudança a necessidade de tantas frutas cítricas como sobremesa.

     A chuva e o frio ão necessários, mas aprender a gostar deles é uma obra de arte, artes manuais, arte culinária, e esperar com alegria o tempo secar.

     Propícios a divagação, ao aquietamento, a sentir vontade de fazer algo para aquecer um pouco, fazer ao dia o que possa ser proveitoso.

     O tempo nos obriga a fazer algo de bom e quente e seco, o que traz ânimo, o que é essencial.

     Grata pela leitura.       


 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Filme

Filme


Num filme fica bonito

O que para o dia é esquisito,

Como uma resolução,


Ou ver a chuva não aflito,

A mansidão do infinito

Ou a alegria da pulsação


De um dia bem feito, bendito,

Mas é da imaginação.    

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Como o Conhecimento Pode Auxiliar / Reflexão

 Como o Conhecimento Pode Auxiliar / Reflexão


     Muito se fala que todos os problemas se resolvem com o conhecimento.

     Nesse caso, sempre temos e teremos problemas, pois haverá algo que não sabemos, seja eu, seja quem for.

     Sobre o conhecimento, nem sempre é bom saber, quando ele nasce de uma necessidade, uma prioridade nova, e as prioridades nem sempre são boas.

     Somente em teoria é que ele é bem vindo.

     Por exemplo: meias aquecem o inverno.

     É maravilhoso ter meias para ficar em casa nas noites frias.

     No entanto, quando levei pares de meias novas masculinas para doação, voltei emocionada, porque alguns jovens desejaram que ninguém quisesse , para que eles as comprassem no bazar.

     Eles conseguiram as meias de outra maneira, através dos uniformes que a empresa fornecia, ao qual foram acrescentadas meias.

     O empresário não tinha a mínima ideia de quanto alguns pares de meias significavam qualidade de vida para os seus empregados.

     Numa outra vez, aconteceu que compramos cestas pequenas de Natal, e fomos levar aos presenteados. Fomos uma, duas, várias vezes. Eram pessoas, de certa forma, comuns e de trabalho comum, mas que gostaríamos de presentear. 

     Não conseguimos entregar os mimos, e, ao passar próximo a um estabelecimento comercial, nos deparamos com um homem e a família pedindo donativos.

     Estávamos cansados e, abrimos a porta do carro e entregamos as cestas. Por certo os presenteados tinham ido visitar a família noutra cidade, e depois daríamos outros presentes.

     O homem se ajoelhou entre o asfalto e a calçada, agradecendo por poder dar uma festa para a família, talvez a única, ou a primeira festa.

     Desconhecíamos totalmente aquela situação.

     O conhecimento auxilia, mas devemos ter a consciência de que não sabemos o bastante nem suficiente para nós mesmos.

     Um conhecimento útil é o de ter referências, frases soltas numa surpresa, mas que seja boa, porque a ruim pode trazer um conhecimento que não precisamos ter, completamente dispensável.

     "Rótulos são para produtos, não para pessoas".

     Um rótulo tira a capacidade de discernimento próprio, não a do outro.

     Dentro do conhecimento humano há o nosso desconhecimento. Tem momentos em que a concentração precisa de apoio externo, como um metrônomo, um horário, uma disciplina obrigatória.

     Não sabemos o motivo de tais momentos, somente se for um dia exaustivo, que precisa do sono para se recompor. Precisar dormir é uma questão de autoconhecimento e conhecimento dos limites completamente humanos e físicos.

     Aqui conto de um motorista de excursão, desses motoristas de dia inteiro, que disse para a guia a seguinte frase:

     _Estou dirigindo mais horas do que a legislação permite. Se acontecer algo, a culpa é da companhia turística, e não minha.

     Ele disse em voz alta para que o ônibus inteiro ouvisse.

     Os turistas ligaram para a companhia turística e a obrigaram a fazer o revezamento do motorista sem que ele sofresse punição.

     Para concluir, o conhecimento é uma condição variável, às vezes ficamos em má situação pela falta dele, outras vezes não o consideramos como bom porque traz um mal estar, e não saber de qual conhecimento precisamos é uma terrível questão, e eis porque gastar o tempo aprendendo e memorizando o aprendizado.

     Grata pela leitura.   

     

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Bate-Papo

Bate-Papo


Conversa,

Aprende;

Quem versa

Se entende;


Dispersa

E tende,

Reversa

E estende;


Imersa,

Pretende;

Diversa,

Atende.


 

terça-feira, 15 de setembro de 2026

A Filosofia do Preço / Crônica do Cotidiano

A Filosofia do Preço / Crônica do Cotidiano


     Vocês certamente já ouviram falar dos livros deixados por aí, em qualquer lugar. São livros lidos, e deixados para que outros peguem e depois deixem por aí.

     Foi o que aconteceu no ônibus.

     O livro "A Filosofia do Preço", de autor desconhecido, e como não o trouxe para ler, não lembro o nome do autor.

     No entanto, curiosa que sou, folheei algumas páginas para ter uma ideia dessa filosofia.

     Vou explicitar o pouco que li, pois parecia um livro para o comércio.

     Tem um produto para a venda? Faça o preço e o coloque à venda.

     A partir daí, ele, o escritor, coloca duas continuações.

     A primeira é que o vendedor vende e o consumidor não tem a oportunidade de usar o produto, não por defeito de fabricação, mas por qualquer acaso, ele comprou e percebeu a inutilidade do produto na sua vida prática.

     O vendedor lucra e o consumidor tem prejuízo.

     Lembrei de uma máquina de costura overloque, com fios de nylon, que acabei doando para uma malharia. Não sabia lidar e não tinha aonde usar, pois as minhas blusas de malha são mais baratas compradas do que feitas por gente inábil, como eu.

     O vendedor me convenceu que tinha bom preço. Ele lucrou e não me enganou. O preço estava excelente. Eu não tinha habilidade sequer para colocar o óleo no motor.

     A segunda continuação é a que o vendedor vende e tem prejuízo.

     Nessa segunda opção ele diz que o produto é vendido, e o consumidor fica milionário com o produto comprado.

     Pensei numa senhora conhecida, que fazia muitas peças de algodão, montou uma fábrica, abriu lojas e se transformou numa empresária de sucesso.

     Nesse caso, o escritor diz que o vendedor teve prejuízo, porque com uma indústria fabril a mais, ele venderá menos máquinas de overloque.

     Nesse ponto é que o autor tece uma filosofia sobre o preço, algo muito necessário para os comerciantes, porque a partir desse preço é que ele mantém o seu negócio.

     Fazer um preço para um produto é o começo do negócio, e o risco não está exatamente no lucro com o volume das vendas, mas sim no que acontecerá ao consumidor que compra o produto ao decorrer da sua utilização. 

     O preço é o risco do comerciante, que antes de fazer o preço, deve verificar mais do que a matemática do produto diz, pois ele precisa verificar a filosofia que o produto terá após a venda, e saber que a venda de um produto, melhor utilizado pelo consumidor do que pelo vendedor, pode acarretar a falência do comerciante.

     Ele aconselha ao comerciante se questionar antes de colocar um produto à venda, com algumas perguntas: O que se vende? Por que se vende um produto? Qual é a configuração de compradores que ele deseja receber no seu comércio? Está preparado para saber que o consumidor utiliza de forma excepcional o produto e consegue um resultado infinitamente maior que o dele que o vendeu?

     E antes de chegar até a páguna seguinte, ele diz que o produto não é o vendedor. O produto é alguma coisa que segue o seu próprio caminho para chegar na sua melhor utilização, sem se importar com lucro ou prejuízo, com vendedor e consumidor e suas negociações.

     Para concluir: deixei o livro exatamente onde estava, abandonado para ser lido pelo leitor, leitora, adequados ao seu conteúdo.

     Eu não sabia da existência desse livro, agora que sei, divido a busca dele por quem se interessar.

     Grata pela leitura.     

  

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

A Tecnologia na Terceira Fase / Comentário

 A Tecnologia na Terceira Fase / Comentário


     Me perco nas funcionalidades do teclado, não as do computador, pois essas eu me prometi a nunca mais mexer, desde quando tive que mandar reinstalar o windows depois de uma configuração aleatória, a qual travou definitivamente o mesmo.

     No que tange ao som, no entanto é uma vergonha pavorosa.

     Hoje pensei na qualidade do teclado (instrumento musical). Queria aumentar a sonoridade, e tomara que o técnico de teclados não leia.

     Fui ao Google e perguntei para a inteligência artificial. Esperei a pesquisa, e verifiquei ela passeando no Youtube, no Spotify, nos manuais do fabricante até que achou o modelo, e de repente indicou as notas musicais a serem apertadas com o teclado ligado.

     Consegui corrigir o erro, digamos, o meu erro, pois apertei o botão de reverberação e quis desfazer e desfiz, pois a inteligência artificial do Google ficou atiçada com o erro, e disparou:

     "Se quiser peso de tecla é x, se quiser sonoridade y, se quiser reverberação z. Se quiser desfazer, aperte fá, se for o caso. Cada tecla errada se desfaz com uma nota musical diferente."

     Eram muitas notas musicais e não decorei todas as funcionalidades possíveis, mas achei o tom do som que eu queria ouvir enquanto estudo.

     Ela foi pacienciosa comigo, e fiquei uma hora entre o celular e o teclado.

     Por certo que os jovens sabem mais. Eu tenho o manual do teclado, e são tantas linhas com caminhos de notas musicais a serem tecladas, que acabam por dificultar o entendimento dos comandos para achar o som ideal.

     Pior que isso, somente o fone de ouvido com bluetooth, que vem com microfone. Como é que vou saber que não estou falando ao público em geral com um microfone integrado no fone e eu no supermercado.

     Outro dia consegui a primeira linha cruzada da era do celular.

     Estava conversando e o celular tocou. Pois aconteceu que se não eram, ficaram duas conversas ao mesmo tempo. Eu ouvia a conversa paralela do telemarketing e não conseguia desligar enquanto conversava pelo whatsapp.

     Eu falava e as duas ligações respondiam, a da conversa própria, e a das ofertas de plano de celular. Desliguei ambas Dei um até logo para a minha conversa pessoal e comecei a clicar o botão de desligar até que a chamada foi desligada.

     O problema não foi por defeito do celular. O problema sou eu, que não sei atender telefone e whatsapp ao mesmo tempo silenciando uma conversa enquanto atendo a outra. Não faço mais isso, uma conversa por vez, desligo e me certifico que a conversa foi encerrada, para depois atender a outra ligação.

     Eu já escrevi anteriormente sobre as dificuldades com o controle remoto da televisão, mas como não sou fã da televisão, me atualizei com o sticker da operadora de telefonia, que vende um pacote conveniente para aqueles que gostam mais de Youtube do que televisão,e assisto a um preço conveniente. Não sou radical ao ponto de ficar sem televisão, mas com o sticker da operadora incluído no plano de telefonia celular, chega a ser reconfortante. para quem quiser o sticker, ele se serve de uma porta especial da televisão, que eu não sabia que existia, mas tem quem saiba mais sobre televisão do que dentro de casa, e instalou o sticker para mim.

     Não sei agora, se a terceira fase é a minha, ou da tecnologia, uma generosidade do tempo.

     Grata pela leitura.

     A tecnologia passa por transformações, e embora seja difícil aprender tudo, temos a inteligência artificial para ajudar. 

 

sábado, 12 de setembro de 2026

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Desligada

Desligada


Modalidade

"Off line" ágil

Necessidade,


Causalidade

Do tempo frágil,

Da tempestade,


Que à cidade

Não é nada fácil. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Chuva Contínua

Chuva Contínua


Exposição,

Chuva e jargão

Mais que molhada


Sem sugestão

De orientação

Modificada.


Vale a impressão

De ficar p'ra nada.



 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Microcrônica Infantil / Crônica do Cotidiano

 Microcrônica Infantil / Crônica do Cotidiano


     Nesse mundo em que vivemos duas coisas não faltam, a saber: fila e competição.

     Comprei uma latinha de drops sabor tutti frutti zero açúcar, e peguei a lata (não digo a marca), abri e peguei um drops.

     Na minha frente, na fila, uma menina de uns dez anos, acompanhada do pai e da mãe, ficou olhando meticulosamente para o drops.

     A mãe, encabulada, fez a menina olhar para ela, e disfarçar.

     Em seguida, a menina, bem postada, abriu a bolsa de lanches, da grife smurfs, tirou uma latinha de drops zero açúcar sabor morango, olhou para mim, abriu a lata de drops da mesma marca, sabor morango e só faltou dizer que também estava com uma lata de drops.

     Exatamente assim:

     Fila e competição. 


     Grata pela leitura.  

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Configurações / Crônica do Cotidiano

Configurações / Crônica do Cotidiano


     Sair, relaxar, que ideia boa e bonita, mas a teoria refletindo-se na prática é diferente.

     Não importando aonde estou, mas a noite de ontem renovou os instintos, os de se proteger da chuva,

 e ouvir os sons da mata.

     Ontem choveu muito e ventou, e o inesperado foi o som dos macaquinhos apavorados emitindo seus sons característicos uns aos outros.

     Acordei no susto, levantei pronta pra sair, e dei risada de mim.

     Da janela eu ouvia vários:

     _Uh, Uh, Uh.

     As folhas das árvores se agitavam, olhei pela vidraça sem abrir nenhuma fresta, o que foi prudente e motivo para que este lugar seja exclusivo para mulheres. Elas não vão procurar micos. Os homens saem e criam problemas para a segurança do lugar.

      Agora não sei se é elogio ou crítica, pois a vista do local para os homens  é um pacato olhar de mar.

     Depois soube que, mesmo com vista para o mar, houve insônia, pois havia um ruído indistinguível naquela bucólica paisagem, também poético, posto que eles, os da paisagem tranquila, comentaram que nem valia a pena tomar chuva, ver chuva com conversa de chuva e frio.

     Melhor ideia tiveram os jovens, que compraram capas de chuva descartávei e saíram para enfrentar a chuva, o frio e o vento.

     Dormir mesmo, por aqui, somente depois que os macaquinhos se acalmaram.

     Lembrei daquele ensinamento de que nenhuma proibição é a troco de nada.

     Fico em meio a civilização, e muita gente sem ter o que fazer.

     O lazer possível aqui foi desaconselhado, porque eles , os macaquinhos pegam os lanches e o que quiserem para fazer imitações próprias da espécie.

     Sem querer cometi uma gafe, trouxe banana seca como lanche fora de hora.

     Não é aconselhável ter bananas ou bananadas por aqui, e restou-me comprar biscoitos.

     Estou em outra configuração, válida como um contato  personalíssimo com o meu instinto.

     Vocês merecem um foto:


     


              Grata pela leitura.

domingo, 6 de setembro de 2026

Intervalo

Intervalo


A letra da canção,

Inspirada e essencial

Encontra a percepção,


E muda a sensação

Da letra comercial

E segue à inspiração,


E chega na razão

Com significação.




 

sábado, 5 de setembro de 2026

Esfriada

Esfriada


Mania de frio,

 Que gela e deixa

O céu vazio,


Azul, gentil,

Que não se queixa;

Céu luzidio


Que a chuva viu,

Mas trouxe o frio.

  

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Introspecção

Introspecção


Quando houver

Tempo ou se der,

Constatação


De um se saber,

Saber se ter

Alma e ideação


Simples ao ser

De introspecção.



 

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Incontáveis

Incontáveis


Compro livros,

Leio o conjunto,

Pró-ativos


Restritivos

Tema e assunto

Construtivos,


Quantos livros,

Me pergunto.

 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Foco

Foco


Pesquisar

Todo o tempo

Faz cansar


Se não o usar,

Esse intento

De pensar


Sem o invento,

Fica a idear.