Janelar
Este tempo,
Firmamento
De arrepiar;
Pé-de-vento,
Gelo ao vento
De alagar
Pensamento;
Janelar.
É um blog com artes e contos, crônicas, comentários, imagens e, arteiros em geral
Janelar
Este tempo,
Firmamento
De arrepiar;
Pé-de-vento,
Gelo ao vento
De alagar
Pensamento;
Janelar.
Outros Lugares
Outros lugares
São outros lugares,
Via caminhante
De tantos ares,
Que são auxiliares,
De onde distante
Se veem pomares
Seguindo adiante.
Celular
Fico à paisagem,
Distensionar
Sem ler mensagem;
Celular é pajem
De se guardar
Numa embalagem,
E essa é a vantagem,
Se desligar.
Garrafa de Água
Refletir sobre o espaço
Nessa vã introspecção,
Experiência e cansaço
No andar de passo em passo,
E, nele a convicão
De que nele a água é o escasso,
Desnecessário é o laço
A ser feito à mão.
Dispersiva
Quando tiver algum tempo,
Tempo que não sei que falta,
Porque não há planejamento,
E se crio este pensamento,
Pratico toda uma pauta
E não paro o movimento,
E nisso fica o momento
Desse tempo que me falta.
Friozinho
Meu casaco que diga
Que a blusa de lã é amiga
Nesses dias nem tão frios,
E a gente que prossiga
Sem saber se desliga
O tempo desses fios
Quentes que nos abriga
Se o sol for fugidio.
Ter Propósito
Como dizer
Superação,
Se vem do doer,
Mas é vencer
A dor, ser são
E não sofrer,
E compreender
Que isso é missão.
A Linguagem da Constatação
Uma constatação
Pode ser expressada
Na voz de uma canção,
Essa realização
Que fica sublinhada
É uma história, a noção
Da época, a geração
No tempo conversada.
Fábula O Gatinho
Aquele é o gato cujo nome é Miu. Vive naquele lugar há 80 anos.
Para Miu não importa quem seja o proprietário do lugar, pois para ele, mesmo sendo um gato miúdo, o dono é ele.
Miu chegou ao lugar pelo porão da despensa, aonde eram guardados os cereais.
Com medo que houvesse infestação de roedores, os donos mandaram verificar o porão, e não havia roedores. Havia Miu, o gato que zelava pelo porão, que também protegia o lugar quando a chuva era intensa e os alagamentos eram possíveis.
Miu conquistou uma das moradoras do lugar, que mesmo se arriscando a ter alergias, e também arranhões, se encantou pelo bichinho.
Ele saía e entrava no porão como e quando queria, e, às vezes ganhava com um pulo o peixe frito na cozinha.
Quando o observavam com irritação, ele, esperto, corria para o porão.
Miu cresceu, e nunca se soube como, formou uma ninhada, todos nascidos no porão da despensa.
Os donos do lugar, aos poucos, se dispersaram, foram para outros lugares, ou se mudaram para outros lugares.
Miu ficou, e ainda hoje o Miu está por ali. Dizem que gato tem muitas vidas e o Miu tem.
Miu agora conta história. Miu agora faz pose pra foto, parece celebridade.
As histórias de Miu são histórias de gato, nem sempre se gosta de ouvir.
Suas afirmações são fabulosas quando diz que está naquele lugar desde o tempo em que usar guarda-chuva num dia igual era um charme para o homem vaidoso.
Ele confirma que não gosta de ser gato de estimação, ele gosta é do lugar que conquistou em treliças.
E antes que Miu continue com conversas, a conersa acaba por aqui.
Quem quiser que conte outra.
O Ser e a Filosofia
Muda a filosofia
A calar vai-se o dia,
P'ra nada é a reflexão
Que a vagar se diria
Ao ser que a encontraria
Com a própria versão;
Muda a filosofia,
Outra se escreveria.
Óbvio
O óbvio, essa boa questão,
Conversar à exaustão
Sobre o que é repetido,
Aceito ou repelido
Na filosofia à mão
E o livro é de Platão,
Que ao se dizer, vivido,
Naquele tempo já ido;
Numa imaginação
Despossuiu o seu óbvio, não
Um sentido bem fluído,
De intuito resolvido.
Dentro do Possível
A possibilidade,
Às vezes, condizente,
É possibilidade;
É a literalidade
Da mente a toda gente
Se feita realidade,
E ao idear a liberdade,
Responsabilidade.
Problema Desconhecido / Novidades no Blog / Texto Necessário
Dias passados o Google enviou correspondência pedindo para que se clicasse no botão "Corrigir Problemas" do blog Selos, que originalmente foi feito para a criação de mimos para os blogueiros, que cairam em desuso, e passei a colocar pensamentos diversos.
Cliquei e a análise do Google foi muito interessante, pois constatou e nominou 170 postagens de frases como tag canônica adequada as quais foram redirecionadas para essa tag; e em 270 postagens, 9 foram tidas como frases que se repetem no mundo inteiro e que parecem sem sentido, portanto podem ser spam ou robots; as demais dentre as 270 estão em análise para indexação na pesquisa Google ou não; as restantes foram indexadas ao blog dos selos.
Não me complique, Google, páginas canônicas adequadas para quem não é teólogo (a); e os pensamentos que se repetem no mundo inteiro?
Pensamento, sob o meu ponto de vista, é um estado de espírito e são metáforas para se dizer alguma coisa que faça sentido e não seja gíria. Se existem estados de espírito e pensamentos convergentes no mundo, nada posso fazer, ou melhor, posso, encontrarei outra finalidade para o blog selos.
Quanto a este blog, o Google não disse nada, não precisei aplicar o botão das correções.
Acredito que seja obrigação do Google fazer verificações, e que o mundo anda meio paranóico em busca de mensagens, ou seitas, ou qualquer assunto que possa ser prejudicial para a humanidade.
O problema é o risco de que pensem que seja spam, ou um robots, pois não é.
As 170 tags canônicas também me incomodam, e muito, pela falta de conhecimento ou estudos teológicos. Essa responsabilidade não é minha, e nem quero para mim algo que escrevo espontaneamente, sem a intenção de pregar.
O texto tem que ser, não pode ser mínimo ou solto, e o pior é que faz todo sentido pra quem escreve uma dessas frases, mas um blog é para ser lido por qualquer pessoa de qualquer lugar onde haja um compudador e uma rede de internet.
Quem faz um blog sabe que a internet alcança muitos lugares, mas a interpretação de uma frase, aliás, as muitas que estão sob análise no Google antes da indexação, tem que saber o que se passa e o Google nos conta.
O Google informou também que as frases estão causando uma sobrecarga ao blog, pois são lidas, repetidas, e não tem um sentido para o lugar aonde querem chegar.
Eu garanto que as frases não querem chegar a lugar nenhum.
Por outro lado, se existem frases que se repetem no mundo inteiro, ao mesmo tempo, a obrigação do Google é pesquisar.
Muita gente dizendo a mesma frase sem um sentido lógico ao mesmo tempo é inverossímil, há um subconsciente coletivo nisso que diz alguma coisa com sentido.
Penso que o Google quer um pensamento com começo, meio e fim, um poema, uma prosa que seja clara, e, por mim, tudo bem.
Grata pela leitura deste texto necessário.
A Palavra
A consciência,
Experiência
Do saber
Dessa essência,
Aparência
Do não ser,
Quintessência
De escrever.
Entretenimento
Esse tempo,
Argumento
Do fazer,
Pensamento
A contento
Num lazer,
Movimento
Do entreter.
Bicho Preguiça
Se o frio é cansaço,
A manta é o laço,
Bicho preguiça
Que diz mormaço,
Vagar do passo
Que o vento atiça
Gelado e lasso;
Fecha a treliça.
Outra Arte
Arte transformadora
É a customização,
Meio pronta, inovadora
Pela motivação
De recriar nesse agora
Um afazer à mão,
Sem pressa e sem demora,
Com jeito de intenção,
Arte que não tem hora
Se enfeita a distração
Do tempo que se ignora
Útil, e se faz clarão.
Cortesia
Ao musicar o dia,
A alma sente a deidade;
Ao se estudar, a alegria
Chega a ser cortesia
Da espiritualidade,
Convida um livro-guia
À parte a parceria
C'oa individualidade.
Tantos Argumentos/ Miniconto
Iracema abriu o celular e as mensagens nos grupos, como era do seu costume.
Num dos grupos apareceram mensagens curiosas, pareciam mensagens particulares de um dos membros.
A primeira dizia
"Saiba que eu sou contrário à sua contratação. Fique meu posicionamento fixado para quando houver divergências."
A segunda dizia:
"Discordo da sua atitude monopolista, é prejudicial a todo o conhecimento e ciência."
A resposta foi:
"Eu mando. Contrato Beawfull"
"Não gosta do meu monopólio. Faça o seu."
No dia seguinte os pequenos Beawfulls começam a aparecer em forma de pessoas para Iracema.
Eram pessoas com empresa criadas no dia anterior e queriam a credibilidade dela para fazer negócios.
As perguntas dúbias sem conhecimento de causa ou da ciência de que, a partir de cedo é possível tratar e diagnosticar males, ou ao contrário.
Era como se ela não soubesse que o nome Beawfull era dedicado aos horríveis e ridículos no seu mau humor.
Naquele momento ela percebeu que teria que se defender de Beawfull e seus asseclas.
Embora aconselhada a dizer que existiam mundos paralelos, e tendo dito que existiam mundos paralelos e não sendo levada em consideração, iria a trilhar o seu mundo e a sua vida da mesma maneira.
Perguntam-lhe:
_Que mundos paralelos são esses, que não percebo a existência?
Iracema abriu o texto de uma mensagem de outro grupo:
"Precisamos de gente que proceda em prol da sociedade para podermos existir. Não existimos sem aqueles que nos ensinam o modo certo de preencher um formulário, precisamos daqueles que nos cuidam enquanto vamos aos bancos fazer pagamentos, precisamos daqueles que se importam com o stalking praticado muitas vezes por pessoas que estão em torno de nós, precisamos da boa alma que socorre quando ficamos sem celular e empresta o seu para ligar e avisar a família. Simplesmente nada funcionaria adequadamente se estivéssemos o tempo todo em mãos horríveis, enquanto escravos de um ser monstruoso."
Ouve que os idiotas são necessários.
Naquele universo do inverossímil tinha entrado, pois ela mesma vivia num universo paralelo.
A teoria dos mundos paralelos acabava de se mostrar real. Eram os devotos de Beawfull e os do mundo paralelo.
Beawfull se recusava a aceitar o lado ordeiro e responsável das coisas do universo. Para Beawfull o universo era o que ele desejava que fosse.
Para Iracema o universo era revestido de paçoquinhas pacatas e ordeiras, mas que animavam a festa própria que é a vida, com todos os seus momentos alegres, suados, tristes e esperançados.
Começava naquele momento uma batalha entre os paçocas e os beawfullnianos.
Moral da história: Beawfull não existe sem paçocas.
Dia dos Pais / Crônica de Supermercado
Algumas senhoras comprando docinhos miúdos para os netos, outras para os sobrinhos, enquanto resistia aos inúmeros docinhos de amendoim em promoção no supermercado, fui fazer as compras necessárias.
Voltei com a lista precisando voltar ao supermercado.
Alguns senhores conversavam sobre o Dia dos Pais.
Um deles tinha ido ao mercado para que a esposa fosse se arrumar no salão de beleza, outro contava o Dia dos Pais divorciados:
_Passarei com os meus filhos, mas sou eu quem tem que pensar no passeio, pois é o que eu tenho parafazer que o dia deles e o meu seja bom. Tem que ser passeio, pois a família acabou com o divórcio, agora eu sou o pai, e ela é a mãe, tudo muito sem família pra pensar.
Dei uma passada na rostisseria e perguntei se tinha peixe.
O comentário que ouvi, só por Deus, para ouvir.
_No Dia dos Pais não se come peixe! Só churrasco!
Vim pra casa pensando ter ido ao mercado no dia errado e na hora errada.
Grata pela leitura.
Migrantes
É a geração
Da migração,
Essa entusiasta.
Nova é a noção,
A rotação
Que é meio ginasta;
Expedição
Que não se basta.
Granizo Singelo
Pedras de gelo
Entre a janela
E o vidro, gelo
Que exige zelo.
Fecho a singela
Trava ao que é belo;
Vejo o degelo,
Fico à janela.
Coerente
O dia precisa
Do seu querer,
E nada avisa,
Ele concisa,
Mas é a fazer
O sol e a brisa
Até a divisa
Do anoitecer.
Resumidamente / Pequena Reflexão
Como é que o cotidiano funciona com Deus será a reflexão de hoje.
No culto é citado um capítulo como tema de pregração, ou seja, ensinamento.
Em casa, a gente lê o capítulo tema inteiro.
Nele está escrito que o problema não é seu, mas de Deus, e Ele tem a solução pronta, como se estivesse o plano de Deus detalhado e confiado a quem o lê.
Nesse caso o leitor é obrigado a não agir, pois leu que Deus resolve o assunto de maneira determinada.
O leitor não se preocupa mais com o tema, pois sabe que Deus resolve.
Ao leitor cabe se ocupar de outros temas.
Segue o dia.
Grata pela leitura.
Luz e Guia
Nunca igual,
Dia após dia
Com fé ao dia
Num trigal,
Que inicia;
Doura o dia
A fé qual
Luz é guia.