Futebol a Pedidos / Crônica de Supermercado
Hoje a inspiração seria poética não fosse o futebol e a sugestão para que escrevesse sobre tudo o que ouvi a respeito durante a saída e as compras.
Pensei em escrever uma miniatura, mas blog não é Twitter e, por sorte caiu a minha conexão e não consegui postar do celular. Esperto é um conhecido do Facebook que posta como se fosse ao Twitter, ele diz que Twitter é para profissionais, não para amadores. Ninguém quer apupos nas sobras de jogo.
Esmero-me em não fazer da crônica apenas fofocas, mas atendo aos pedidos. Que honra receber um pedido que seja para que eu faça uma crônica!
Vamos ao futebol:
· Ouvi uma sugestão para que o Pelé entregue a Taça da Copa do Mundo ao time campeão. A FIFA, o Governo e o Pelé que se virem, porque eu anoto e não dou palpite.
· Ouvi sobre o Felipão. Bonito demais de se ouvir e transcrevo o que o garoto disse: “Eu queria dizer para o Felipão que a gente, o Brasil, deve muito a ele e que a gente não tira o mérito dele por todo o tempo que já trabalhou na Seleção. Depois do que aconteceu no jogo contra a Alemanha, no entanto, eu acho que ele terá que dar um tempo. Eu o abraçaria, com todo o respeito que tenho pelos mais velhos que eu, e diria que o amigo se aposentasse. Eu queria dizer para ele que eu gosto dele do mesmo jeito que antes. Eu gosto dele e não tenho vergonha de dizer que gosto dele”.
· Ouvi pedidos para que torçamos pela Argentina.
Tem gente, como eu, que aguarda a festa de encerramento, as atrações, os discursos e, ver pela televisão o que dirão. Os discursos de encerramento serão mais importantes do que os shows das cantoras.
Gostei imensamente de ir ao supermercado hoje. As pessoas querem saber o que as outras pessoas estão pensando sobre o futebol.
Por outro lado, as psicólogas queimaram o filme junto com os jogadores que perderam o jogo. Elas merecem consideração profissional e acredito que todos nós as respeitamos, mas dentro do campo de futebol, sinto muito por elas. Elas são torcedoras como todos nós e não podemos culpá-las pelo exagero da valorização da psicologia durante os jogos da Copa do Mundo. Mas é o que acontece.
Eu pensei que nada mais teria a escrever sobre o jogo passado, mas o freguês foi claro, dizendo que com um esforço, eu saberia o que escrever.
A pedidos, e com um carinho enorme por todas as inferências futebolísticas eu termino a crônica.
Fiquem bem.
