Rio de Janeiro

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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Futebol a Pedidos / Crônica de Supermercado

Futebol a Pedidos / Crônica de Supermercado

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Hoje a inspiração seria poética não fosse o futebol e a sugestão para que escrevesse sobre tudo o que ouvi a respeito durante a saída e as compras.

Pensei em escrever uma miniatura, mas blog não é Twitter e, por sorte caiu a minha conexão e não consegui postar do celular. Esperto é um conhecido do Facebook que posta como se fosse ao Twitter, ele diz que Twitter é para profissionais, não para amadores. Ninguém quer apupos nas sobras de jogo.

Esmero-me em não fazer da crônica apenas fofocas, mas atendo aos pedidos. Que honra receber um pedido que seja para que eu faça uma crônica!

Vamos ao futebol:

· Ouvi uma sugestão para que o Pelé entregue a Taça da Copa do Mundo ao time campeão. A FIFA, o Governo e o Pelé que se virem, porque eu anoto e não dou palpite.

· Ouvi sobre o Felipão. Bonito demais de se ouvir e transcrevo o que o garoto disse: “Eu queria dizer para o Felipão que a gente, o Brasil, deve muito a ele e que a gente não tira o mérito dele por todo o tempo que já trabalhou na Seleção. Depois do que aconteceu no jogo contra a Alemanha, no entanto, eu acho que ele terá que dar um tempo. Eu o abraçaria, com todo o respeito que tenho pelos mais velhos que eu, e diria que o amigo se aposentasse. Eu queria dizer para ele que eu gosto dele do mesmo jeito que antes. Eu gosto dele e não tenho vergonha de dizer que gosto dele”.

· Ouvi pedidos para que torçamos pela Argentina.

Tem gente, como eu, que aguarda a festa de encerramento, as atrações, os discursos e, ver pela televisão o que dirão. Os discursos de encerramento serão mais importantes do que os shows das cantoras.

Gostei imensamente de ir ao supermercado hoje. As pessoas querem saber o que as outras pessoas estão pensando sobre o futebol.

Por outro lado, as psicólogas queimaram o filme junto com os jogadores que perderam o jogo. Elas merecem consideração profissional e acredito que todos nós as respeitamos, mas dentro do campo de futebol, sinto muito por elas. Elas são torcedoras como todos nós e não podemos culpá-las pelo exagero da valorização da psicologia durante os jogos da Copa do Mundo. Mas é o que acontece.

Eu pensei que nada mais teria a escrever sobre o jogo passado, mas o freguês foi claro, dizendo que com um esforço, eu saberia o que escrever.

A pedidos, e com um carinho enorme por todas as inferências futebolísticas eu termino a crônica.

Fiquem bem.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Com Licença / Crônica do Cotidiano

Com Licença / Crônica do Cotidiano
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Centro da cidade. Curitiba. Os motivos para achar graça aparecem e eu não sei se sou eu ou se são as circunstâncias do café do meu dia.
Falei do jogo de ontem também responsabilizando o time da Colômbia. Ponto final de futebol por hoje.
Por acaso, passei perto do ponto de ônibus.
Um rapaz, jovem resmungou qualquer coisa para os demais. Entendi depois de ouvir a resposta:
“_I’m not from Guiana and I don’t speak French.”
Entendi e traduzo: “_Eu não sou da Guiana e não falo francês.”.
Olhei para quem respondeu e sorri. Ok, man.
Os jovens da Guiana riram do mal entendido do outro.
Fui ao café e me socorro do Google tradutor para a outra frase:
“_ S'il vous plaît salée avec mon café.” Por favor, o meu salgado com café.
A tradução da linha de cima é do Google, não tenho nada a ver com a gramática.
Eles pretendem ficar no Brasil até o dinheiro deles acabar. Vão passear, pegar ônibus e se divertir puxando papo.
Foi divertido ver a garçonete do centro da cidade olhando para ele apavorada sem entender nada,
O homem guianês com esforço apontou para o salgado escolhido e disse:
_ “Frrrango. Café.”
Frango e café eu entendi. Ela atendeu pegando o salgado rapidamente com os olhos voltados para onde o dedo afro-guiano apontava.
Tomei o meu café e saí para ouvir outras línguas. O centro da cidade estava repleto de estrangeiros.
Com o frio de Curitiba, todos se acostumam. Poliglota não sou.
Pegarei a próxima frase no Google tradutor:
“_Maestro, por favor, ver el siguiente juego. Los latinoamericanos son hermanos.”
Tradução: “_Professor, por favor, assista o próximo jogo. Nós, latino americanos somos irmãos.
O senhor, de terno e gravata, provavelmente um professor universitário, respondeu que não assistiria ao jogo hoje e nem sábado. Disse para a jovem senhora a seu lado que não insistisse.
A jovem senhora disse que era apenas futebol.
A feição dele se fez contrariada com a moça. Repetiu o não e pediu licença porque estava com pressa.
Moral da história: eles acham o país bonito e bom para se morar. Eu não sei bem se eles sabem o que estão falando.
Eu sei é que o palpite da jovem não consolava ninguém. O desejo dela é ver o Brasil jogando com a Argentina e a Alemanha jogando com a Bélgica, embora jogue com a Holanda.
Vim. Vim para casa porque tenho o que fazer.
Esse meu café é bom de papo.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Racionalização

Racionalização

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Acabo de assistir o jogo Brasil1 X 7Alemanha.

Mesmo não sendo psicóloga e pouco entendendo de futebol, tiro as minhas conclusões, que pelos motivos expostos não deverão ser levados a sério.

Jogamos com nove jogadores enquanto que a Alemanha jogou com onze. O Neymar está se recuperando da fratura e o Thiago Silva, que ganhou o segundo cartão amarelo na partida contra a Colômbia não pode jogar.

A equipe foi constrangida com os desfalques para o jogo de hoje, dia 08 de julho de 2014. Não houve tempo de reorganizar uma segunda equipe campeã.

Comentei agora a pouco que, talvez fosse melhor colocar todo o time reserva em campo para poupar a equipe desfalcada. O Felipão (ainda merecedor do nosso respeito) assume a responsabilidade e o jogo da semifinal de sábado será diferente, o Thiago Silva volta ao time.

A equipe se acertou no final do jogo e fez um gol. É um começo e é preciso recomeçar como se fosse um jogo de eliminatórias para decidir quais times jogarão na Copa do Mundo.

Assisto aos jogos de casa, respeito as minhas emoções, e os comentários são particulares, mas hoje não consegui ficar sem trocar ideias com vocês. 7 x 1 dói.

Dói mais porque as circunstâncias foram modificadas da semana passada para essa semana.

Não se pode exigir que houvesse super-homens. Qualquer um sabe, através da sua experiência escolar de trabalhos em equipe que a nota mais baixa fica com a equipe que teve os seus integrantes trocados no curso das pesquisas e das anotações.

É desagradável, mas esse é o fato que temos hoje.

Se tivermos alguma certeza é de que a violência leva às injustiças.

A Alemanha ganhou porque estava com a equipe completa. Não se pretende dizer que, se a nossa equipe estivesse completa, ganharíamos o jogo. Mas não perderíamos de sete a um.

No próximo sábado teremos jogo e ainda não sabemos quem será o adversário da partida. Sabemos que o time estará melhor, mais entrosado.

Que ganhe o melhor time!

Desabafei e vou refrescar as ideias. Obrigada a quem tiver a boa vontade em ler este desabafo.

Boa Conta / Crônica de Supermercado

Boa Conta / Crônica de Supermercado

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Conto o milagre e não conto o santo, frase tipicamente brasileira.

Se não existisse papo furado no supermercado, não seria possível compartilhar essa experiência vinda de outra freguesa.

Sem sofisticação falava dos seus ganhos e do que, orgulhosamente, fazia pelo filho.

Vamos às contas expostas com alegria ao público circunvizinho:

_Eu ganho quatro mil reais por mês (R$4.000,00) e pago dois mil reais por mês (R$2.000,00) de mensalidade na faculdade do meu filho. Sou divorciada do meu marido e vivo com o meu filho. Almoço no emprego e ainda ganho vale-refeição para o lanche da tarde. Moramos numa cidade próxima, onde o custo de moradia é mais barato. Ligamos as luzes da casa entre às sete e meia e a apagamos às dez horas da noite. Lavo as roupas uma vez por semana e passo, igualmente, uma vez por semana. Com a boa utilização da energia elétrica, pago a tarifa mínima.

Perguntaram sobre os gastos do filho. O pai dele, certamente, o ajudava.

_O pai dele ganha igualmente quatro mil reais por mês R$4.000,00 e nós nos damos bem e fechamos um acordo para que ele possa levar a vida dele bem e ajudar o garoto. Ele dá para o filho quatrocentos reais por mês (R$400,00). Com o dinheiro que ele ganha do pai dele e o meu vale refeição não passamos necessidade. Ele compra marmita de uma conhecida que cobra dez reais a porção e ainda sobra dinheiro para que ele saia aos finais de semana com os amigos.

Na ponta do lápis é uma possibilidade matemática. Parabéns! Disse alguém.

_Não é somente na ponta do lápis, a sorte nos favorece porque não nos incomodamos de morar noutra cidade. O ônibus que pegamos tem poucas paradas e levamos quarenta minutos até a nossa casa. Se esse tempo for pensado em termos de cidade grande, é pouco. Nós acordamos descansados para o dia seguinte, o que para ele, que estuda, faz muita diferença. Ele consegue a qualidade nas condições físicas para estudar. Outros estudantes se preocupam com onde achar vagas para os seus carros e onde encontrarão um bom refeitório estudantil. O meu filho, não. Ele come um sanduíche no horário do almoço e janta à noite, comigo. É sorte encontrarmos todas as facilidades. O estudo foi em escola pública! O meu filho é o meu herói.

A mãe tinha motivos para estar orgulhosa do filho. Ela não percebeu a comodidade que ela deu ao filho e ao seu ex-marido ao fazer o acordo que facilitou a vida deles todos. Essa mulher soube lidar com a dificuldade da separação de uma maneira muito particular.

São histórias diferentes e curiosas as dela, porque a sorte realmente a ajuda.

À tarde tem jogo. Boa Sorte Brasil!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Poema Criança

Poema Criança

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Não, o motivo não é a chuva.

Ela é calma e descansa,

Por enquanto é miúda;

Céu de inverno de manta.

 

Nem tampouco uma dúvida,

A certeza vem criança.

Se chover, guarda-chuva;

Se cantar, contradança.

 

Da esperança se abusa

Num balanço que encanta,

Pois quem é que se acusa

De voltar a essa infância.

domingo, 6 de julho de 2014

Predição

Predição

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Arrepia a pressa que insiste

Em seguir sem se deixar

Sentir do que se consiste,

Sem sequer vaticinar.

 

Nem disfarce e nem despiste,

Toda rede a balançar

Na varanda se consiste

Com o vento, um murmurar.

 

Onde a pressa se faz diste,

Muito deixa a desejar;

Todo o tempo que persiste

É preguiça a desconfiar.

sábado, 5 de julho de 2014

Dimensões

Dimensões

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Que Deus abençoe

Vocês e os amigos,

Pelo dia de hoje;

Estamos unidos.

 

E o sonho que voe,

Solidários signos

De cores; insone,

São esses artifícios.

 

O apito que soe

Corretos desígnios;

Em forma de cone,

Deus e nós, contíguos.