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O blog da Nina, menina que lia quadrinhos.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Acadêmica / Crônica do Cotidiano

 Acadêmica / Crônica do Cotidiano


     O feriado que tive foi musical.

     Escutei a história do Pixinguinha, e as músicas de época. A amizade dele com Radamés Gnattali, a continuação do gênero choro ou tango brasileiro.

     Ouvi suas composições, de certa forma, um maestro naquilo que fez.

     Fiz uma correlação com o Rag americano.

     Debussy no meio da história.

     Gêneros musicais  mostravam a transformação havida no início do século XX.

     Chorinhos aos quais foi permitida a existência de letra posterior.

     Rags, cuja resenha dos seus compositores é feita antes de serem tocados.

     Feriado não é para ser levado tão à sério como este foi.

     Ouvi rádio, pela internet, antes do feriado, posto que fiquei horas sem internet neste último feriado.

     Gostei da apresentação das músicas, que não eram nem americanas e nem brasileiras, eram latinas e muito bem apresentadas.

     Com pouca propaganda, mas antes de cada música tocada, anunciava-se lanches, mercados e serviços de utilidade para a localidade, com trânsito, mas eram bastante rápidas porque a música continuava e era o objetivo principal da emissora, o que também era propaganda, mas da emissora.

     Voltemos às canções. Antes da canção, eram citados os nomes dos autores, e o ano em que fora lançada, com um comentário qualquer, às vezes sério, às vezes irônico, e outras vezes engraçado, mas essas qualificações dependiam dos ouvintes.

     O programa de duas horas de rádio prendia o ouvinte pela simpatia dos comentadores antes que a música fosse tocada.

     Um exemplo:" Música criada pelo grupo X, mas sucesso nas paradas com um outro grupo que a exibia ao público.

     Pixinguinha fez sucesso por ele mesmo, criava o choro e todos paravam para ouví-lo. No entanto as suas composições não eram dançantes, tendiam preciosamente ao clássico. Interessante esse filtro, porque o clássico se deu com Ernesto Nazareth, o gênio do gênero do choro, sem desmerecer outros chorões, como são chamados os grupo que tocam chorinho. 

     O Rag era dançante, vide o Charleston.

     Interessante que parece que Debussy compreendeu essa época de forma simbólica.

     Gnattali, enquanto amigo de Pixinguinha, orquestrou, mas suas composições são suas, clássicas.

     Scott Joplin também foi clássico, de leitura na escola acadêmica.

     Petiscos saborosos do final de semana prolongado com orações a todas as suas composições.

      Ficar sem internet foi bom, uma ideia para de vez em quando repetir.

     Grata pela leitura.