VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

VideoBar

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Ai Meus Ouvidos ou Aí Meus Ouvidos / Crônica do Cotidiano

     A crítica tem fundamento. Ouvi que os brasileiros estão com hábitos estrangeiros. Concordo, mas digo que ingênuos são os que não preservam os bons hábitos nacionais.
     Se os meus ouvidos às vezes zombam de mim, eles também se divertem preservando a conversa com quem estiver disposto (a).
     Não sou ingênua a ponto de pensar que nada posso transmitir aos outros. Não sei exatamente o que eles aprendem comigo, mas se não ensino nada, ao menos digo como é bom o tempo gasto numa conversa ao café.
     Como é bom saber a opinião dos outros em relação ao Brasil.
     Também não entendo de jornalismo e o repórter Edson Prado está ocupado numa pesquisa de filosofia para o blog. Mas, um correspondente estrangeiro disse que as perguntas que ele gostaria que a imprensa fizesse para a presidente eleita não estão sendo feitas. Ele falava em inglês e viaja amanhã ao exterior, mas, de novo, temos que aguardar uma próxima oportunidade. Ficou claro que ele não quer saber de nomes, ele quer saber das diretrizes econômicas com relação ao mercado interno e externo.
     Pessoalmente, não vejo inferência excessiva na cultura do país, o brasileiro é apaixonado. Também sinto falta do espírito solto com que íamos às festas, fossem populares ou cívicas, onde os conhecidos se encontravam e os desconhecidos se apresentavam uns aos outros como forma de aumentar a rede de relacionamentos. Esse é uma vontade a ser preenchida por aqueles que ainda têm disposição para acreditar na validade desse comportamento. O brasileiro de hoje é muito mais desconfiado do outro, o que leva os mais dispostos a criarem outros mecanismos de boa convivência.
     Nesse momento deve ter muita gente trabalhando para que haja equilíbrio e bom senso tanto na área econômica, quanto todas as outras áreas de função de governo e, também todos os diálogos são corretos.
     Penso infrutífera a essa altura, com tudo a ser feito e refeito, discutir se foi Juscelino quem inventou Brasília. Parece que a ideia inicial veio do tempo Império, foi artigo da Primeira Constituição da República e, num comício, essa história do comício é pândega e eu me recuso a contar. Se foi promessa de campanha ou não, não interessa, foi Juscelino quem construiu e fundou Brasília.
     O mérito de Juscelino está implícito no parágrafo acima. Era um homem de filosofia desenvolvimentista, tirou o projeto do papel e construiu e inaugurou a nova capital do Brasil.
     Parece que dou voltas ao tema, mas é pela seguinte razão: essa é a visão que faz o futuro.
     O país, por certo, tem pontos positivos, especialmente na área social. Certamente, tem pontos a serem melhorados e há que se perguntar para a oposição quais são os pontos e sob quais aspectos a política do governo estava equivocada.
     Antes mesmo de se falar em nomes para o futuro governo, há que se negociar com a oposição.
     Agora voltamos ao sentido da brasilidade de fato, há a necessidade de se colocarem as cartas na mesa para se discutir o que será feito e como será feito.
     A tomada de decisões provavelmente se dará nesse interregno de fim de mandato.
     Porque brasileiro é brasileiro em qualquer lugar do país. Todos aguardam essa negociação entre os representantes  eleitos pelo povo, ou seja, deputados e senadores que trarão as reivindicações dos seus estados com propostas a serem de fato levadas adiante e, a presidente eleita. Quem vota os projetos são os congressistas que têm em mãos a confiança daqueles que os elegeram. Portanto, não se espera nenhuma consulta popular desnecessária, aquele que somente serve para desperdiçar o tempo e a paciência de quem elegeu todos os representantes para não ter que se preocupar com matérias importantes em nível de votação.
     A população tem nos seus representantes o meio de comunicação necessário para interagir com o governo se assim for do seu interesse.
     Depois de dizer tudo o que penso, resta-me terminar o texto de hoje com uma frase:
     _Em Brasília dezenove horas.
        

4 comentários:

Eduardo L Resende disse...

Muito bom, Yayá. Bom e lúcido, verdadeiro. Grande abraço.

Zilani Célia disse...

OI YAYÁ!
TEU TEXTO É MUITO BOM E LÚCIDO, RETRATANDO TUDO EXATAMENTE COMO DEVE SER, TOMARA QUE ASSIM SEJA.
ABRÇS

http://zilanicelia.blogspot.com.br/

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Vivemos num tempo em que as culturas se cruzam e que muitos se deixam encantar por outras civilizações.
Louvo aqueles que sabem manter-se equilibradamente sem se deixarem cair demasiado para um dos lados.

Ivone disse...

Bom dia amiga Yayá, bem escrito e elucidativo para os que ainda não perceberam isso!
Amei ler!
Abraços!